Rhapsody of Fire

Que fique bem claro: em termos de Symphonic Metal, ainda prefiro – de longe – o Nightwish. Entretanto, é lógico que a gente não pode simplesmente se fechar para quaisquer outras possibilidades disponíveis no mercado. Até porque, antes mesmo da melodiosa voz da soprano do Nightwish, conheci o Therion, de batida mais forte, e, mais tarde também fui apresentado ao Epica, este já mais suave.

Fuçando (como sempre), acabei descobrindo o Rhapsody of Fire, uma banda na mesma linha das anteriores, mas que tem um toque mais melódico. E olha que nem é filandesa, é italiana! Tá por aí desde 93, já tendo lançado uma meia dúzia de álbuns, fora os EPs, Singles, etc, etc, etc. Com a ajuda do Ares, meu fiel escudeiro para assuntos downloadísticos, baixei o último álbum completo dessa banda: Triumph or Agony. Apesar de adotar um único tema, é bastante eclético, passando por solos de guitarra, músicas no estilo medieval, metais, violinos, enfim, tá tudo lá.

Na minha opinião?

Vale a pena dar uma conferida!

Head pain

E lá estava eu, pleno sabadão de carnaval, em casa, no meio pro final da tarde, com uma dor de cabeça do TAMANHO DE UMA SEMANA

(Heh… Mais uma que aprendi com o amigo Bellini…)

Daquelas de doer o avesso do olho. De se irritar ao ouvir o tilintar de uma agulha caindo no chão. De conseguir me deixar (muito) mais mau humorado do que já sou naturalmente. E nem era de ressaca! Aliás, até agora ainda não sei o porquê desse perrengue. Mas doía num limite tal de dar até mesmo ânsia de vômito. Pois é. Acho que agora comecei a ter uma leve noção do que seriam as agudíssimas enxaquecas de minha amiga Sheila.

E – lembrem-se – tenho três pequenos pimpolhos em casa. Oito, seis e três anos. Alguém já viu qualquer criança dessas idades participar de alguma brincadeira abaixo dos cento e cinquenta decibéis? Então. Nem eu.

Chamei o mais próximo de onde eu estava. Era o número três (vulgo Jean, o Caçulinha). Apontei o dedo indicador para minha própria testa e supliquei-lhe:

– Filho, pelamordedeus, o papai tá com MUITA dor de cabeça. Tá dodói aqui. Fala mais baixinho, tá?

– Papai tá dodói no chérberu?

– Cuméquié?

– Tá doendo o chérberu do papai?

– Ah, sim. É. Tá doendo o cérebro do papai…

– Então tá. Vou falar baixinho, então.

E lá se foi ele, sussurrando suas brincadeiras para os irmãos em alto e bom tom.

Eu juro que teria rido, se não doesse tanto…

Por que messs?…

Mochila Knapsack preta de lona. Régua T. Réguas e esquadros da Desetec. Compasso Kern. Lapiseira 0,5 Pentel. Canetas nanquim. Papel vegetal. Folhas A4, A3, etc. Pranchetas. Peças diversas. Planta, elevação e perfil. Perspectiva. Projetos completos. Na época sequer considerávamos a utilização de AutoCAD (versão 10, para MS-DOS) – isso era coisa de grandes escritórios.

Sim, caríssimos, antes de ser advogado eu já era desenhista técnico mecânico.

Bons tempos de CDT e ETEP…

Hoje, vendo essas pilhas de processos na minha frente, tendo como missão precípua simplesmente tentar resolver problemas dos outros (e acabando por atrair muitos para mim mesmo), não posso deixar de me perguntar o porquê mesmo resolvi fazer direito…

E meu ânimo prossegue, cinzento como a manhã nublada que deu início ao dia.