{"id":1349,"date":"2011-10-15T16:00:25","date_gmt":"2011-10-15T19:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.projeto676.com.br\/?p=1349"},"modified":"2011-10-15T16:00:25","modified_gmt":"2011-10-15T19:00:25","slug":"ferias-mais-uma-etapa-dia-tres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20111015\/ferias-mais-uma-etapa-dia-tres\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias, mais uma etapa &#8211; &#8220;dia tr\u00eas&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>(Uma parcial&#8230;)<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, s\u00f3 pra arrematar o dia de ontem: ap\u00f3s nos instalarmos no hotel fomos dar uma r\u00e1pida volta pelos arredores &#8211; em especial para jantar e, segundo id\u00e9ia da Dona Patroa, comprar capas de chuva para todos (menos para mim, turr\u00e3o, que nem nos tempos de <span style=\"text-decoration: line-through;\">motoqueiro<\/span> motociclista gostava desse neg\u00f3cio). Ah, e tamb\u00e9m uma outra cal\u00e7a jeans pra mim. N\u00e3o, n\u00e3o esqueci de trazer roupas na bagagem. Mas, desde que voltei a jantar, descobri que fiquei &#8220;incompat\u00edvel&#8221; com parte de meu guarda-roupa&#8230; Mas essa \u00e9 uma outra hist\u00f3ria!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, creio que n\u00e3o tenha falado antes, mas como a tropa era grande s\u00f3 foi poss\u00edvel nos instalarmos em dois quartos. Da\u00ed que os menores dormiram com a Dona Patroa numa cama de casal, enquanto que o mais velho se arrumou numa cama de solteiro. E eu, sozinho, no quarto ao lado&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E dessa vez, talvez mais pelo exaustivo cansa\u00e7o do que por qualquer outra coisa, consegui dormir relativamente bem. Pelo menos as seis horas de praxe. Vamos combinar que exagerei um pouco, n\u00e9? Ao menos para algu\u00e9m que est\u00e1 acostumado a dirigir no m\u00e1ximo de quinze a trinta quil\u00f4metros diariamente e que resolve pegar mais de duzentos num dia e passa dos trezentos noutro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta vez, infelizmente sem passarinhos, acordei logo cedo. Fui ao quarto ao lado e, com a Dona Patroa tamb\u00e9m j\u00e1 acordada, colocamos o resto da tropa de p\u00e9 para um belo caf\u00e9 da manh\u00e3 (desta vez elogiado pelo <em>gourmet<\/em> da fam\u00edlia, o primog\u00eanito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E dali, toca pras andan\u00e7as na cidade!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escolhemos fazer uma rota passando pelas igrejas que pod\u00edamos ver dali do hotel, bastando atravessar a ponte de pedra e seguir morro acima. Passamos pela primeira, onde, n\u00e3o muito distante, visitei um estranhamente min\u00fasculo cemit\u00e9rio. Passamos pela segunda, com sua longa escadaria, pr\u00f3xima de ampla pra\u00e7a. Logo em frente da terceira, que estava fechada, paramos para umas comprinhas b\u00e1sicas de pequenas lembran\u00e7as para a fam\u00edlia &#8211; onde pegamos a dica com a propriet\u00e1ria acerca de maravilhosos doces caseiros dispon\u00edveis l\u00e1 no mercado municipal. J\u00e1 dentro da quarta igreja, logo antes do mercado, fui abordado por um senhor que se ofereceu para contar a hist\u00f3ria da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educadamente declinei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, segundos depois, j\u00e1 tinha me arrependido!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00f4xa, n\u00e3o est\u00e1vamos ali justamente para conhecer o lado hist\u00f3rico da cidade? A n\u00e3o ser que compr\u00e1ssemos algum livro sobre o assunto, est\u00e1vamos apenas vendo arquitetura antiga sem sequer entender o que seria barroco, neocl\u00e1ssico ou seja l\u00e1 o que fosse! Voltei para o local onde estava o sujeito e nada. Caramba! Mas, dando uma olhada do lado de fora da igreja, o encontrei e disse-lhe que havia mudado de ideia&#8230; Apresentou-se formalmente. S\u00e9rgio. Guia tur\u00edstico. Devidamente registrado, com crach\u00e1 e o escambau!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltamos para dentro da igreja, onde ele come\u00e7ou a nos contar n\u00e3o s\u00f3 a hist\u00f3ria daquela constru\u00e7\u00e3o, como nos acompanhou pelos arredores, apresentando-nos todas as curiosidades de locais pelos quais j\u00e1 hav\u00edamos passado e sequer suspeit\u00e1vamos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na boa: fez valer toda a viagem!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o vou lhes dar uma dica important\u00edssima para quem quiser conhecer plenamente cidades hist\u00f3ricas e realmente se encantar. Das duas uma: ou voc\u00ea estuda previamente a hist\u00f3ria do local, arranja um mapa e vai l\u00e1 para conferir pessoal e visualmente tudo que estudou, ou, melhor, arranje um guia das paragens, pois ele \u00e9 quem vai dar o tom e a cor da hist\u00f3ria, inclusive com as nuances da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o vou me perder (re)contando todos os detalhes &#8211; inclusive alguns historicamente famosos que j\u00e1 sab\u00edamos, mas sem os &#8220;fundamentos&#8221;. Quem vier pra c\u00e1 que estude a hist\u00f3ria do local. Ou que procure o S\u00e9rgio!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, s\u00f3 pra que saibam, sem a ajuda do guia posso garantir que nem eu, nem a Dona Patroa, nem os atentos filhotes &#8211; nenhum de n\u00f3s &#8211; n\u00e3o ter\u00edamos como saber como se dava a ocupa\u00e7\u00e3o de brancos, negros, ricos e pobres dentro das igrejas (e quais os direitos e obriga\u00e7\u00f5es de cada qual), como identificar as igrejas que foram feitas por brancos e as que foram feitas por negros, o porqu\u00ea da substitui\u00e7\u00e3o do pelourinho de madeira pelo de pedra-sab\u00e3o (inclusive com &#8220;direito&#8221; aos escravos de que pudessem ser chicoteados sentados), como e onde &#8211; na d\u00e9cada de trinta &#8211; foi encontrada uma misteriosa (e fabulosamente detalhada) figura de madeira de Cristo crucificado, com dois metros de altura, durante a reforma de uma igreja, e cuja autoria permanece um mist\u00e9rio, qual \u00e9 considerada a casa mais antiga da cidade (logo ap\u00f3s do Beco do Cotovelo), o porqu\u00ea da rua das casas tortas, quais os nomes das igrejas, qual a igreja da cidade que est\u00e1 em quarto lugar em quantidade de ouro no Brasil (mais de trezentos quilos, perdendo apenas para Bahia, Ouro Preto e Tiradentes), onde moravam os grandes figur\u00f5es da hist\u00f3ria, o que foi feito pelo grande artista Aleijadinho e o porqu\u00ea de muitas das obras espalhadas pela cidade o foram por seus ajudantes-aprendizes, qual o nome daquele canal que corta a cidade (e o porqu\u00ea da estrutura e arquitetura do local, inclusive o quanto ele enche nas &#8220;cheias&#8221;), enfim, um sem-n\u00famero de hist\u00f3rias, est\u00f3rias, casos e causos, contadas com bom humor por algu\u00e9m realmente conhecedor dos detalhes e com disposi\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o para responder todas as quest\u00f5es e d\u00favidas lan\u00e7adas, das pertinentes \u00e0s impertinentes, dos mais velhos aos mais novos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, pra n\u00e3o passar totalmente em branco deixando tantas perguntas no ar, cabe recontar aqui um <em>causo<\/em> &#8211; e que faz sentido, apesar de tudo. Dizem que antigamente as doceiras faziam seus doces e que, ap\u00f3s cortados, colocavam as bandejas na janela para esfriar. Da\u00ed que invariavelmente vinha algum petiz, provavelmente atra\u00eddo pelo cheiro da guloseima, pegava um e sa\u00eda na carreira. Disso vinham elas na janelas, meio que fulas, meio que com d\u00f3, meio que achando gra\u00e7a e gritavam:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Ei, num precisa levar assim n\u00e3o! Da pr\u00f3xima vez v\u00ea se <strong>pede moleque<\/strong>!&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed para o tradicional\u00edssimo <em>&#8220;p\u00e9-de-moleque&#8221;<\/em> deve ter sido apenas um pulinho&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m compartilhamos um pouco do lamento do guia pela moderniza\u00e7\u00e3o desenfreada da cidade, hoje claramente dividida entre &#8220;Centro Hist\u00f3rico&#8221; e o resto. N\u00e3o que o munic\u00edpio devesse ficar estagnado, parado no tempo, mas que ao menos houvesse um pouco mais de criteriosidade ao misturar modernas constru\u00e7\u00f5es ao lado de antigos casar\u00f5es. As regras existem, mas nem sempre s\u00e3o obedecidas. Ali\u00e1s, infelizmente, como acaba sendo praxe em qualquer outro lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E falando em &#8220;estagna\u00e7\u00e3o&#8221;, segundo ele a cidade de Tiradentes \u00e9 que \u00e9 imperd\u00edvel (olha a\u00ed, de novo&#8230;), melhor mesmo que S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rey, pois encontra-se muito mais conservada, n\u00e3o deixando nada a desejar sequer para Ouro Preto!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, foi tamb\u00e9m atrav\u00e9s dele que soubemos da exist\u00eancia de uma viagem de trem de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rey para Tiradentes, que leva cerca de quarenta minutos, com partidas aos s\u00e1bados e domingos. Sai daqui \u00e0s tr\u00eas da tarde e volta de l\u00e1 \u00e0s cinco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num primeiro momento at\u00e9 ficamos animados com essa viagem. N\u00e3o \u00e9 de hoje que a Dona Patroa gostaria de colocar toda a Tropinha dentro de um trem para que &#8220;descubram como \u00e9&#8221; (o projeto original \u00e9 aquele que vai de Pindamonhangaba a Campos do Jord\u00e3o). Mas, depois da correria que havia sido nossa viagem at\u00e9 ent\u00e3o (como lhes contei ontem), acabei argumentando que seria melhor que fic\u00e1ssemos mesmo em S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rey para conhecer o que mais pud\u00e9ssemos e com calma. Na manh\u00e3 seguinte poder\u00edamos ir de carro at\u00e9 Tiradentes &#8211; apenas quinze quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia segundo a (AI!) <em>Madame GPS<\/em> &#8211; e, dali, de volta pra casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, ent\u00e3o, passamos no Mercado Municipal (realmente min\u00fasculo) para comprar uns doces, paramos para ouvir a banda tocar, almo\u00e7amos, visitamos mais alguns pontos hist\u00f3ricos do outro lado do rio e, com o cansa\u00e7o e a chuva torrencial que estava querendo se instalar, resolvemos voltar para o hotel para descansar &#8211; ainda que fosse apenas duas da tarde. Ali\u00e1s, juntamente com o bom e velho Opal\u00e3o, que tamb\u00e9m tem aproveitado para descansar da jornada at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, dessa vez, eu aproveitaria para dar uma boooooa olhada no Google Maps nos trajetos poss\u00edveis (e vi\u00e1veis) de volta pra casa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Uma parcial&#8230;) Bem, s\u00f3 pra arrematar o dia de ontem: ap\u00f3s nos instalarmos no hotel fomos dar uma r\u00e1pida volta pelos arredores &#8211; em especial para jantar e, segundo id\u00e9ia da Dona Patroa, comprar capas de chuva para todos (menos para mim, turr\u00e3o, que nem nos tempos de motoqueiro motociclista gostava desse neg\u00f3cio). 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