{"id":1351,"date":"2011-10-21T06:00:25","date_gmt":"2011-10-21T09:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.projeto676.com.br\/?p=1351"},"modified":"2011-10-21T06:00:25","modified_gmt":"2011-10-21T09:00:25","slug":"ferias-restinho-da-etapa-dia-tres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20111021\/ferias-restinho-da-etapa-dia-tres\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias, restinho da etapa &#8211; &#8220;dia tr\u00eas&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>(Final daquela parcial&#8230; Praticamente um interl\u00fadio!)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, no restante desse dia nada mais fizemos sen\u00e3o ficar no hotel!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resolvemos dar uma organizada nas coisas, separamos todas as roupas sujas (n\u00e3o se iludam: crian\u00e7as sujam MUITO mais roupas do que qualquer um consiga imaginar), rearranjamos o que ainda havia dentro das malas e fizemos uma catan\u00e7a geral para que pud\u00e9ssemos sair bem cedo no dia seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a chuva continuou firme e forte l\u00e1 fora. Numa descompromissada conversa com a camareira fiquei sabendo que, apesar de tudo, o povo da cidade estava bastante feliz, pois j\u00e1 h\u00e1 mais de cem dias que n\u00e3o chovia! A estiagem estava judiando bastante de todo mundo&#8230; Buscando pela mem\u00f3ria pude constatar que era isso mesmo, pois no caminho encontramos com muitas &#8211; mas muitas mesmo &#8211; queimadas e campos pra l\u00e1 de secos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, como diria um grande nordestino amigo, cabe aqui um &#8220;par\u00e9nt\u00eases&#8221;: se tem algo que nunca soube na minha vida foi &#8220;fazer as amizades certas&#8221;! Ainda que houvesse a oportunidade &#8211; e houve &#8211; invariavelmente eu sempre preferi estar mais perto do pessoal de base&#8230; Explico. Entre conhecer, com toda pompa e circunst\u00e2ncia, o dono de um belo hotel duma cidade hist\u00f3rico-tur\u00edstica, ainda assim o proseio predileto que sempre tenho (e que tamb\u00e9m invariavelmente acaba me rendendo as melhores dicas) \u00e9 com as camareiras, os atendentes, os carregadores, etc. Aquele pessoal que REALMENTE sabe o que acontece ao redor de seu mundo e tem at\u00e9 mesmo uma certa ansiedade para compartilhar isso. Que acaba te ajudando com VONTADE de ajudar. N\u00e3o existe porta que n\u00e3o lhe seja franqueada (ou, muitas vezes, <em>hackeada<\/em>) ao singelo custo de um sincero sorriso e um pouco de genu\u00edna aten\u00e7\u00e3o. Isso realmente pode fazer toda a diferen\u00e7a numa viagem, qualquer que seja&#8230; <em>#ficaadica<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, enfim, como vivemos numa democracia e a Dona Patroa gosta de ter &#8220;rodinhas nos p\u00e9s&#8221;, depois de algum tempo mocozados no quarto do hotel, veio a proposta: <em>&#8220;Que tal a gente sair, aqui por perto mesmo, pra comer alguma coisa? A gente aproveita e v\u00ea o que mais tem, alguma lojinha, sei l\u00e1? Quem quer ir?&#8221;<\/em> Simultaneamente quatro cabe\u00e7as olharam para ela, ato cont\u00ednuo, com uma ligeira espichada, observaram a fina chuva que ainda ca\u00eda l\u00e1 fora, encararam-se uns aos outros e <strong>veementemente<\/strong> se sacudiram numa negativa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frustra\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o ela resolveu sair e comprar alguma coisa pra comer. Ainda que ningu\u00e9m estivesse com fome. Insistiu mais um pouco, mas nenhum dos garotos quis ir. E eu, como pai zeloso, tinha que ficar ali no quarto sequinho e quentinho cuidando daqueles que n\u00e3o sa\u00edssem&#8230; \ud83d\ude00<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco tempo depois ela voltou com alguns sandubas de presunto e queijo e etc sem presunto mas com queijo e alguns past\u00e9is. Todos comemos um tanto e sobrou um bom outro tanto &#8211; ela sempre, sempre, teve problemas em exagerar nas quantidades!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, j\u00e1 com o adiantado da hora daquele s\u00e1bado, para que n\u00e3o perd\u00eassemos tempo no dia seguinte, fomos dar uma consultada no Google Maps &#8211; s\u00f3 pra n\u00e3o cair em alguma outra esparrela da <em>Madame GPS<\/em>. Para Tiradentes seria f\u00e1cil, pois fica ali do lado. Mas, para volta, saindo de Tiradentes e num batid\u00e3o at\u00e9 em casa, eu n\u00e3o queria cair n&#8217;alguma outra cilada. A primeira rota sugerida pelo computador voltava um tanto do que j\u00e1 hav\u00edamos passado e seguia numa estradinha tortuosa at\u00e9 chegar em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Cerca de 417km ao todo. Fui checar. Era a SP-50, a Estrada Velha para o Sul de Minas! Argumentei que n\u00e3o, que eu preferia andar cinquenta quil\u00f4metros a mais a cem, cento e vinte por hora, que pegar uma estrada mais curta de, no m\u00e1ximo, uns sessenta por hora. Concordes nisso, alterei a rota para pegar a Via Dutra na altura de Cruzeiro (que deveria ter sido nosso caminho original), o que elevou o trajeto para 446km. Tudo bem, dava pra encarar numa boa. Mas, curiosamente, havia uma &#8220;barriga&#8221; em determinado trecho do trajeto. Um desvio inusitado. Fui olhar com calma e n\u00e3o fazia sentido. Pela maior parte seguir\u00edamos pela BR 383, passando por Cruz\u00edlia, at\u00e9 pegar a BR 267 na altura de Baependi. Mas havia uma falha na estrada desenhada no mapa, o que nos levava \u00e0 BR 494, com uma volta que passava pelo Rio de Janeiro para pegar a Via Dutra! Provavelmente o mesmo trecho pelo qual viemos (quando meio que nos perdemos, l\u00e1 no in\u00edcio dessa aventura)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do desenho do mapa para a foto via sat\u00e9lite. As imagens n\u00e3o se encontravam perfeitamente &#8211; o que considerei como normal num mapeamento em paragens t\u00e3o desoladas (e o que justificaria as lacunas informacionais da <em>Madame<\/em>) &#8211; mas na foto havia, sim, estrada ali onde a estrada simplesmente acabava. Concordamos que o neg\u00f3cio seria mesmo seguir pelo caminho n\u00e3o sugerido, o que evitaria uma enorme e aparentemente desnecess\u00e1ria volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed fiz minhas anota\u00e7\u00f5es de rotas, com nomes das estradas, ressaltando os pontos estrat\u00e9gicos de guinadas, tudo bem detalhado, no bloco de notas de meu celular. Enquanto que ela, numa simples folhinha usada de papel, mais rabiscando que anotando, fez seu mapinha b\u00e1sico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Mas j\u00e1 t\u00f4 anotando aqui, \u00f3!&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Deixa eu fazer do MEU jeito que eu me entendo!&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, como nunca soube discutir com essa l\u00f3gica, achei melhor deixar pra l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim, \u00e0 parte do que a <em>Madame GPS<\/em> viesse a orientar, e tamb\u00e9m \u00e0 parte do que o pr\u00f3prio Google Maps estivesse sugerindo, fixamos nossa rota de volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, o que poderia dar errado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E dali toca todo mundo pra descansar para o dia seguinte, em Tiradentes&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Final daquela parcial&#8230; Praticamente um interl\u00fadio!) 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