{"id":244,"date":"2008-09-12T12:25:40","date_gmt":"2008-09-12T15:25:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.legal.adv.br\/opala\/?p=244"},"modified":"2008-09-12T12:25:40","modified_gmt":"2008-09-12T15:25:40","slug":"entuchado-com-os-tuchos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20080912\/entuchado-com-os-tuchos\/","title":{"rendered":"Entuchado com os tuchos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, o diagn\u00f3stico se confirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tuchos engripados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num arroubo de valentia ainda ousei fazer uma \u00fanica pergunta ao mec\u00e2nico, tentando demonstrar que eu n\u00e3o era total e completamente ignorante sobre o assunto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mas os tuchos desse motor s\u00e3o mec\u00e2nicos ou hidr\u00e1ulicos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Hidr\u00e1ulicos. E s\u00f3 tinha quatro funcionando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ahhh&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E acabou. Eu n\u00e3o tinha absolutamente mais nada a dizer sobre o assunto por pura e absoluta falta de conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, afinal de contas, <em>o que raios vem a ser um tucho hidr\u00e1ulico?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, quem ajuda na explica\u00e7\u00e3o &#8211; al\u00e9m dos <em>copy &amp; paste<\/em> da Rede &#8211; (e principalmente de forma visual) \u00e9 o bom e velho livro <strong>Manual do Chevrolet Opala<\/strong> &#8211; dispon\u00edvel para download bem a\u00ed do lado, na se\u00e7\u00e3o <em>Jogado no Assoalho<\/em>. Primeiramente vejamos onde eles ficam no motor:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/esquemas\/tucho1.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"432\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, s\u00e3o aqueles <em>birinaites<\/em> bem ali, sob aquela tampinha, do lado oposto \u00e0s velas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas vamos \u00e0 li\u00e7\u00e3o (tirada em parte <a href=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/bestcars\/cons-doh.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">daqui<\/a>):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para come\u00e7ar a entender o que \u00e9 um <em>tucho<\/em>, primeiramente vejamos sua defini\u00e7\u00e3o no dicion\u00e1rio. &#8220;Tucho&#8221; nada mais seria que um &#8220;pino&#8221;, e, mecanicamente falando, uma &#8220;haste met\u00e1lica que articula ou firma duas ou mais pe\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos motores de quatro tempos, para viabilizar a <em>entrada<\/em> da mistura ar-combust\u00edvel no motor e, ap\u00f3s sua explos\u00e3o, a consequente <em>sa\u00edda<\/em> dos gases queimados, existem as v\u00e1lvulas de admiss\u00e3o e de escape &#8211; as quais s\u00e3o administradas pelo <em>eixo-comando de v\u00e1lvulas<\/em> (ou simplesmente <em>comando<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para auxiliar seu trabalho (e n\u00e3o deix\u00e1-lo ali, solto, de bobeira) esse comando possui pequenos ressaltos que ficam em contato permanente com os tuchos &#8211; pois cada um destes tuchos possui um pequeno pist\u00e3o dentro de um cilindro que \u00e9 acionado pelo pr\u00f3prio \u00f3leo do motor. Da\u00ed o nome de &#8220;tucho hidr\u00e1ulico&#8221; &#8211; que d\u00e1 origem, tecnicamente falando, a um sistema de &#8220;abertura de v\u00e1lvulas assistida hidraulicamente&#8221; (bonito, n\u00e3o?)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis a cara do bichinho:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/esquemas\/tucho2.jpg\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"565\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao vivo e a cores ele quase parece um cartucho de espingarda&#8230; \u00d3i s\u00f3:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/esquemas\/tucho3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"269\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vantagem de sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 que, por estar em contato permanente com o comando, resulta n\u00e3o s\u00f3 numa aus\u00eancia de folga como num funcionamento bem mais silencioso do motor (redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de vibra\u00e7\u00e3o) &#8211; al\u00e9m de dispensar a verifica\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica da folga das v\u00e1lvulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente o tucho convencional &#8211; chamado equivocadamente de <em>tucho mec\u00e2nico<\/em>, pois \u00e9 apenas s\u00f3lido (sem o pist\u00e3ozinho interno, ou <em>\u00eambolo<\/em>) &#8211; \u00e9 mais adequado para altas rota\u00e7\u00f5es quando o comando fica no bloco. Da\u00ed ser essa a principal raz\u00e3o de seu emprego no famoso motor 250-S do Opala, surgido em 1974. J\u00e1 o tucho hidr\u00e1ulico passou a ser utilizado na vers\u00e3o mais &#8220;mansa&#8221; desse motor, o 250.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 <a href=\"http:\/\/www.envenenado.com.br\/manutencao\/tuchos\/tuchos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.webmecauto.com.br\/correio\/ct57_01.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a> foi poss\u00edvel entender melhor que o tucho hidr\u00e1ulico funciona de uma forma parecida com um amortecedor, pois possui tamb\u00e9m uma mola, a qual \u00e9 respons\u00e1vel por manter o \u00eambolo para fora. Contudo,ao contr\u00e1rio do amortecedor, n\u00e3o \u00e9 totalmente fechado, eis que nele existem dois orif\u00edcios: um para admitir e o outro para descarregar o \u00f3leo que circula sob press\u00e3o no motor. Uma imagem vale por mil palavras:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/esquemas\/tucho4.gif\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"153\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses orif\u00edcios s\u00e3o controlados por uma v\u00e1lvula, que por sua vez, \u00e9 controlada pelo deslocamento do \u00eambolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o comando (tal qual um virabrequim) n\u00e3o est\u00e1 for\u00e7ando o balancim da v\u00e1lvula, os orif\u00edcios est\u00e3o abertos. Devido ao deslocamento do \u00f3leo provocado pela bomba, ocorrer\u00e1 uma troca do lubrificante que est\u00e1 no interior do tucho. Isso \u00e9 importante por dois motivos: em primeiro lugar para eliminar qualquer bolha de ar que esteja presente; em segundo, para permitir a troca de calor mantendo arrefecido (resfriado) o tucho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 quando o comando for\u00e7a a abertura da v\u00e1lvula, os orif\u00edcios s\u00e3o fechados e o lubrificante fica preso no interior do tucho. Mais um exemplo visual, com sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 v\u00e1lvula:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/esquemas\/tucho5.gif\" alt=\"\" width=\"308\" height=\"212\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez esclarecido seu funcionamento, podemos entender quando \u00e9 que se d\u00e3o os perrengues. Eles come\u00e7am se um desses orif\u00edcios estiver fechado &#8211; da\u00ed o \u00f3leo n\u00e3o vai entrar e os tuchos n\u00e3o ser\u00e3o carregados (n\u00e3o se movimentar\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, estar\u00e3o travados, ou &#8220;engripados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o que pode levar a isso? Diversos motivos. \u00d3leo de m\u00e1 qualidade, \u00f3leo contaminado com impurezas (em fun\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel <em>batizado<\/em>, por exemplo), \u00f3leo de baixa viscosidade, baixa press\u00e3o do \u00f3leo (bomba desgastada ou entupida), fora o pr\u00f3prio desgaste natural do motor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, estar com a troca do \u00f3leo e do filtro de \u00f3leo em dia ajudam &#8211; e muito! Isso sem falar em usar combust\u00edvel de qualidade. Sei que sai mais caro, mas <em>economia \u00e0 base de porcaria<\/em> n\u00e3o adianta nada&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s toda essa &#8220;aula&#8221; a pergunta \u00e9: e o Titanic II, como \u00e9 que fica?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica com todos seus doze tuchos trocados. Simples assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E isso resolveu o problema?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00c3\u00c3\u00c3\u00c3\u00c3OOO!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda restou um perrengue de grosso calibre com rela\u00e7\u00e3o ao carburador que deixarei para contar amanh\u00e3 &#8211; com fotos inclusive&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\ud83d\ude09<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pois bem, o diagn\u00f3stico se confirmou. Tuchos engripados. 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