{"id":276,"date":"2008-10-08T22:18:07","date_gmt":"2008-10-09T01:18:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.legal.adv.br\/opala\/?p=276"},"modified":"2008-10-08T22:18:07","modified_gmt":"2008-10-09T01:18:07","slug":"motorizando-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20081008\/motorizando-parte-i\/","title":{"rendered":"Motorizando &#8211; Parte I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Muito bem. Vamos contar um &#8220;causo&#8221; meio longo. O tema: como \u00e9 que atrav\u00e9s dos tempos eu acabei por chegar nos b\u00f3lidos opal\u00edsticos que hoje est\u00e3o na minha garagem. As fotos a seguir (a maioria de meus arquivos e o restante da Internet) contam um pouco de minhas desventuras automobil\u00edsticas desde a mais tenra idade e, diga-se de passagem, faz um bom tempo que estou para escrever sobre isso&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7ou com um bom e velho <strong>veloc\u00edpede<\/strong>! E quando digo &#8220;velho&#8221;, \u00e9 verdade! Meu pai, mec\u00e2nico de caminh\u00f5es na extinta Mec\u00e2nica Renn\u00f3, arranjou um veloc\u00edpede num ferro-velho e o reformou para mim. Creio que eu devia ter uns cinco ou seis anos de idade. Lembro-me vagamente dele &#8211; e que era vermelho. N\u00e3o durou muito, pois na primeira capotada <em>feia<\/em> que eu dei &#8211; e por ter ficado desacordado &#8211; meu pai, num acesso de f\u00faria, simplesmente <em>destruiu<\/em> o coitado. Curioso \u00e9 que, muitos anos depois, a hist\u00f3ria se repetiria com meu filhote do meio, com cerca de dois a tr\u00eas anos, na mesma casa de meu pai, na mesma rampa, s\u00f3 que, em vez de desacordado o pobrezinho perdeu alguns dentes de leite&#8230; Meu pai <em>tamb\u00e9m<\/em> destruiu &#8211; com muita raiva &#8211; a <em>totoca<\/em> que o derrubou&#8230; Creio que a foto a seguir (que achei na Internet) deva ser bem parecida com o que me lembro dele (antigamente n\u00e3o t\u00ednhamos costume de tirar fotos como hoje).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/01_velocipede.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois disso fiquei, literalmente, a p\u00e9 durante toda minha inf\u00e2ncia &#8211; apesar de meus constantes protestos por querer um daqueles jipes de lata com pedais (sonho infantil de consumo). Infelizmente o pre\u00e7o do danado, mesmo usado, era proibitivo para nossas condi\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passados muitos anos, j\u00e1 na minha adolesc\u00eancia, uma das primeiras brigas (feias) que tive com meu pai foi por causa de uma bicicleta velha &#8211; especificamente uma Monareta aro 20 (n\u00e3o, n\u00e3o aquela motoquinha lan\u00e7ada anos depois &#8211; era uma bicicleta mesmo). Acontece que eu queria porque queria uma bicicleta e meu pai achava que do alto de meus 11 anos eu n\u00e3o tivesse maturidade o suficiente para andar numa por a\u00ed. Que fez o Jamanta aqui? Fui trabalhar numa bicicletaria, juntei uma graninha e comprei uma bicicleta caindo aos peda\u00e7os. Depois de uma acalorada discuss\u00e3o a bicicleta acabou ficando em casa. Sua primeira reforma foi feita pelo meu irm\u00e3o do meio &#8211; que, como &#8220;pagamento&#8221;, a usava para ir \u00e0 escola. Algum tempo depois, com o pagamento semanal da bicicletaria (que eu pegava em pe\u00e7as) somado a mais um ou outro rolinho que eu fazia aqui e ali, n\u00e3o demorou muito para que eu fizesse uma bela duma reforma, adaptando-a a meu gosto (da \u00e9poca). Serrei o quadro para tirar o bagageiro, instalei cinco marchas, inventei uma alavanca para o guid\u00e3o (comum nos dias de hoje), instalei um selim anat\u00f4mico (da antiga Caloi 10), garfo telesc\u00f3pico da Brandani 26, guid\u00e3o da Ceci e pedais da Caloicross. Essa bicicleta era \u00f3tima para empinar. Eu a chamava carinhosamente de <em>Matilde<\/em>&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/02_monareta.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"385\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anos depois, ficando valente, alterei seu quadro, encomprindando-o, e a transformei numa aro 26 estilo chopper (pra horror do meu pai). At\u00e9 hoje n\u00e3o entendo por qual motivo a vendi. N\u00e3o precisava. E at\u00e9 mesmo gostava do estil\u00e3o dela&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem. Mais ou menos \u00e0 mesma \u00e9poca, quando estava come\u00e7ando a despontar o bicicross na molecada, dei um jeito de arranjar uma bicicleta desse tipo para mim. O pre\u00e7o de uma Caloicross &#8220;de verdade&#8221; era proibitivo &#8211; mesmo usada (e a vida d\u00e1 voltas&#8230;), ent\u00e3o, com meus rolos acabei conseguindo uma BMX. Era como uma caloicross mas com acess\u00f3rios que foram imediatamente dispensados, tais como os p\u00e1ra-lamas, as laterais, o banco e &#8211; especialmente &#8211; o <em>tanquinho<\/em>. A <em>merda<\/em> era o maldito freio contra-pedal. Bastava descuidar que brecava. Empinar, ent\u00e3o, nem pensar! Eis uma foto baixada de uma dessas para que tenham uma id\u00e9ia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/03_bmx.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"302\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o eu estava crescendo. E as bicicletas ficando pequenas. Resolvi arranjar uma gra\u00fada &#8211; e consegui uma Barra Circular, da Monark. Devidamente depenada, troquei seu guid\u00e3o, sistema varetado de freios, instalei cinco marchas, selim anat\u00f4mico e fiquei famoso no bairro por ser <em>o b\u00e3o <\/em>das empinadas! T\u00e3o bom que acabei partindo o quadro da bicicleta ao meio, bem como destruindo seu garfo. Eis mais uma &#8220;foto ilustrativa&#8221; para que saibam como era a tal da bicicleta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/04_barracircular.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"313\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas isso n\u00e3o fez com que eu desistisse. Procurei uma bicicleta mais robusta. Dessa vez uma Barra Forte, da Caloi. Reforcei seu quadro, instalei dez marchas, inventei um sistema de frenagem dupla para a roda traseira e carreguei <em>muitas<\/em> meninas no exclusiv\u00edssimo assento almofadado do quadro&#8230; E me especializei na arte de empinar, s\u00f3 perdendo para um camaradinha mais doido que eu \u00e0 \u00e9poca &#8211; o j\u00e1 falecido Nelil&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/05_barraforte.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"311\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha primeira tentativa de me motorizar foi com uma Garelli (mais um dos frutos de meus intermin\u00e1veis rolos). No final das contas o motor dela <em>nunca<\/em> funcionou e acabei transformando-a numa bicicleta. A seguir, um exemplo de como ela era.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/06_garelli.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"330\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, no af\u00e3 de ter um ve\u00edculo motorizado, eis que finalmente consegui chegar onde eu queria! Ou pelo menos t\u00e3o pr\u00f3ximo quanto poderia. Uma Mobylette! T\u00e1, j\u00e1 era velha mesmo pr&#8217;aquela \u00e9poca &#8211; mas e da\u00ed? Funcionava direitinho! Me diverti muito com ela e com os amigos nos finais de semana, <em>esmerilhando<\/em> a bichinha pelas ruas do bairro. E, l\u00f3gico, de maneira mais bem comportada, indo para escola tamb\u00e9m &#8211; j\u00e1 no colegial, agora. Mas como tudo que \u00e9 bom dura pouco, num belo dia fui parado num comando. E, ainda que naqueles tempos n\u00e3o fosse obrigat\u00f3rio o uso de capacete, a necessidade de habilita\u00e7\u00e3o o era. E l\u00e1 se foi a coitada para o p\u00e1tio. E multa. E bronca. E depena\u00e7\u00e3o. E desgosto. E, por fim, troquei-a num r\u00e1dio dois-e-um da Sanyo. Segue outra foto ilustrativa (da Mobil, n\u00e3o do r\u00e1dio).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/07_mobylette.jpg\" alt=\"\" width=\"457\" height=\"353\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, o passo seguinte foi sair do adolescente mundo das bicicletas e passar para a vida adulta das motos e carros. Mas isso fica pra outro dia&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/20081015\/motorizando-parte-ii\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><small>Parte II -&gt;<\/small><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito bem. Vamos contar um &#8220;causo&#8221; meio longo. O tema: como \u00e9 que atrav\u00e9s dos tempos eu acabei por chegar nos b\u00f3lidos opal\u00edsticos que hoje est\u00e3o na minha garagem. 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