{"id":288,"date":"2008-10-15T11:52:54","date_gmt":"2008-10-15T14:52:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.legal.adv.br\/opala\/?p=288"},"modified":"2008-10-15T11:52:54","modified_gmt":"2008-10-15T14:52:54","slug":"motorizando-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20081015\/motorizando-parte-ii\/","title":{"rendered":"Motorizando &#8211; Parte II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Logo que cheguei \u00e0 &#8220;vida adulta&#8221; j\u00e1 me casei. Tinha apenas dezoito anos e foi necess\u00e1rio at\u00e9 mesmo consentimento dos pais por escrito no cart\u00f3rio&#8230; Pouco tempo depois adquiri minha primeira &#8220;moto de verdade&#8221;: uma RDZ 125 ano 83! Lembro-me que ela estava meio judiada, com a parte el\u00e9trica em pane, inclusive com o tanque amassado, pois o tio do antigo dono tinha derrubado uma espingarda nela! Ou seja, refor\u00e7a ainda mais o fato de que vem de longa data essa minha mania de pegar coisas bichadas e dar um jeito de consertar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desmontei a moto inteirinha, deixando s\u00f3 o motor intacto. Fora do quadro, mas intacto. Levei todas as pe\u00e7as para a casa do Seo Bento, vulgo meu pai (que j\u00e1 possu\u00eda uma oficina pra l\u00e1 de completa desde que me lembro por gente) e l\u00e1 pintei o quadro, desamassei e pintei o tanque, apliquei os decalques, envernizei, usei uma tinta \u00e0 prova de calor no escapamento, enfim, reconstrui a motoca. Ficou j\u00f3ia!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/08_rdz83-1.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"321\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela foi uma boa companheira por um bom tempo, de modo que eu e a ex-Dona Patroa (sim, sou separado &#8211; mas isso \u00e9 uma outra hist\u00f3ria) viaj\u00e1vamos por a\u00ed sempre que pod\u00edamos &#8211; e as parcas condi\u00e7\u00f5es financeiras permitiam&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/09_rdz83-2.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"322\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi justamente por uma dessas viagens que resolvi comprar uma moto maior. Est\u00e1vamos na estrada e fui tentar ultrapassar um carro. <em>B\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9<\/em> e&#8230; vinha carro na contra-m\u00e3o e eu tinha que voltar pra tr\u00e1s. Tentava de novo, reduzia, <em>b\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9\u00e9<\/em> e&#8230; novamente tudo de novo outra vez. Encheu o saco. Queria uma moto maior. Foi a\u00ed que arranjei uma bela duma CB 400 ano 1982 &#8211; com motor ainda original japon\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/10_cb82.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"318\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa moto era uma del\u00edcia! Lembro que na primeira volta que fui dar com ela, com o motor ainda ronronando suave, de repente percebi que estava a mais de cem por hora!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa mesma \u00e9poca, pra facilitar as voltas pela cidade, arranjei uma RX 125 ano 1980 &#8211; bem velhinha mesmo &#8211; e que ficava com minha esposa. N\u00e3o tirei fotos dela, mas era <em>tar e quar <\/em>essa a\u00ed em baixo (inclusive prata tamb\u00e9m)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/11_rx80.jpg\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"353\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, o tempo passa, a chuva chove, as compras pesam, os amigos t\u00eam que ir de \u00f4nibus, ent\u00e3o resolvemos que j\u00e1 era hora de comprar um carro. E como come\u00e7ou essa aventura? Com um bom e velho Fusca 74, motor 1.600, dupla carbura\u00e7\u00e3o &#8211; que era sua ben\u00e7\u00e3o e sua maldi\u00e7\u00e3o. Toda vez que o carro entrava numa estrada de terra ou paralelep\u00edpedos, bastava rodar uns quinhentos metros pra come\u00e7ar a falhar&#8230; Segundo o <span style=\"text-decoration: line-through;\">maldito<\/span> office-boy que trabalhava comigo no Banco Nacional, ele era uma gema de ovo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/12_fusca74-1.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"314\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, j\u00e1 foi nessa \u00e9poca que comecei uma tradi\u00e7\u00e3o que me acompanha at\u00e9 os dias de hoje, como d\u00e1 pra perceber pela foto a seguir&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/13_fusca74-2.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"327\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como <span style=\"text-decoration: line-through;\">motoqueiro que \u00e9 motoqueiro<\/span> bom motociclista n\u00e3o abandona suas origens, paralelamente comprei uma DT 180 ano 1983. Uma verdadeira bomba de flit de tanto \u00f3leo e fuma\u00e7a que soltava&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/14_dt83.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"321\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi tamb\u00e9m mais ou menos nessa \u00e9poca que meus neur\u00f4nios come\u00e7aram a degringolar e eu fiquei fissurado em carros, digamos, &#8220;fora de s\u00e9rie&#8221;. Arranjei um caboclo que queria um Fusca tal qual o meu e adivinhem o que ele tinha pra trocar? N\u00e3o, n\u00e3o era um Opala. Era um Jipe Willy&#8217;s 1952, todo original, com reduzida, quatro por quatro na chaveta direto na roda e mais um charme especial: bot\u00e3o de partida no p\u00e9! Demorou, mas aprendi a manha de tal modo que s\u00f3 eu conseguia ligar o danado!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/15_jipe52-1.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"328\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era como dirigir uma caixa de f\u00f3sforos! Voc\u00ea olhava pra tr\u00e1s e o carro j\u00e1 acabava! Ali\u00e1s a primeira surra que levei dele foi no c\u00e2mbio. Acostumado que estava com o Fusca, sempre que parava num sem\u00e1foro j\u00e1 engatava a primeira. Acontece que nesse jipe a posi\u00e7\u00e3o da primeira marcha <em>ERA A R\u00c9!<\/em> A primeira &#8220;de verdade&#8221; fica onde estaria a segunda, a segunda na terceira &#8211; e, bem, voc\u00eas j\u00e1 entenderam, n\u00e9? No primeiro sem\u00e1foro que parei, n\u00e3o tive d\u00favidas: no piloto autom\u00e1tico j\u00e1 posicionei o c\u00e2mbio onde deveria ser a primeira mas, na verdade, engatei a r\u00e9. Abriu o sinal e quase que eu destrui um carro que estava bem atr\u00e1s&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, era fac\u00edlimo de saber a previs\u00e3o do tempo: bastava tirar a capota que chovia. N\u00e3o falhava! Eis uma foto dele sem a cobertura e que tem por cond\u00e3o demonstrar a grande vantagem das c\u00e2meras digitais sobre as anal\u00f3gicas: se algu\u00e9m piscar numa foto teria como arrumar na hora!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/16_jipe52-2.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"327\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria prossegue, mas j\u00e1 est\u00e1 comprida demais para um \u00fanico dia. Semana que vem continuamos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/20081008\/motorizando-parte-i\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><small>&lt;- Parte I<\/small><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/20081008\/motorizando-parte-i\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><small>In\u00edcio da Saga<\/small><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/20081022\/motorizando-parte-iii\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><small>Parte III -&gt;<\/small><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Logo que cheguei \u00e0 &#8220;vida adulta&#8221; j\u00e1 me casei. Tinha apenas dezoito anos e foi necess\u00e1rio at\u00e9 mesmo consentimento dos pais por escrito no cart\u00f3rio&#8230; Pouco tempo depois adquiri minha primeira &#8220;moto de verdade&#8221;: uma RDZ 125 ano 83! 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