{"id":292,"date":"2008-10-22T12:58:13","date_gmt":"2008-10-22T15:58:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.legal.adv.br\/opala\/?p=292"},"modified":"2008-10-22T12:58:13","modified_gmt":"2008-10-22T15:58:13","slug":"motorizando-parte-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20081022\/motorizando-parte-iii\/","title":{"rendered":"Motorizando &#8211; Parte III"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Continuando nossa &#8220;saga&#8221;, ent\u00e3o chegamos ao final do ano de 1991 e eu <em>fui sa\u00eddo<\/em> do Banco Nacional (fac\u00e3o que rodava solto a torto e a direito na \u00e9poca). Incapaz de manter um carro que consumia o tanto quanto um jipe consumia, fui obrigado a me desfazer do meu amigo &#8211; mas com muito d\u00f3 no cora\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi da\u00ed, ap\u00f3s ter passado pela mec\u00e2nica da Volkswagen e da Ford, que tive a minha primeira experi\u00eancia com a linha Chevrolet. Comprei um Chevette Hatch.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/17_chevhatch80-1.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"330\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em compara\u00e7\u00e3o a outros, um carro por demais confort\u00e1vel. Sua leveza e capacidade de estorcer impressionava. A caracter\u00edstica dessa linha <em>hatch<\/em> era a &#8220;falta de bunda&#8221; do carro&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/18_chevhatch80-2.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"318\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim n\u00e3o me lembro muito bem dele. Foi um per\u00edodo meio complicado na vida: depois de quatro anos sair de um banco com status de quase gerente e ter que voltar para o mercado de trabalho com uma qualifica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhe ajudava em absolutamente nada &#8211; at\u00e9 porque bancos n\u00e3o contratavam ex-banc\u00e1rios. Tive que &#8220;reiniciar&#8221; minha carreira, indo trabalhar num escrit\u00f3rio de contabilidade, ganhando sal\u00e1rio m\u00ednimo e dando os primeiros passos para me entrosar naquele mundo m\u00e1gico que come\u00e7ava a despontar no Brasil: o da inform\u00e1tica. Est\u00e1vamos ent\u00e3o na era do MS-DOS 3.30, Wordstar, dBase III Plus e Lotus 1-2-3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, n\u00e3o sei como, consegui manter ainda por algum tempo uma CB 400 ano 1984 que adquiri na \u00e9poca. Tempos conturbados, mem\u00f3ria conturbada. Dessa moto praticamente s\u00f3 lembro da constante preocupa\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o arriasse a bateria, pois ela simplesmente <em>n\u00e3o tinha<\/em> pedal de partida. Isso era caracter\u00edstico daquela linha.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/19_cb84.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"329\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco tempo depois (j\u00e1 nem me lembro exatamente quando), mais ou menos \u00e0 \u00e9poca em que devia estar l\u00e1 pelo meio do curso de Direito na faculdade, voltei a ter um carro. Se \u00e9 que poder\u00edamos chamar aquilo de carro. Era um <strong>Fiat 147<\/strong> de 1978. At\u00e9 ent\u00e3o acho que foi o carro mais <em>detonado<\/em> que j\u00e1 tive. Sua lataria estava meio podre, levou semanas (meses?) at\u00e9 eu conseguir regular o ponto exato do motor, as fechaduras da porta n\u00e3o funcionavam direito (tinha que abrir a tampa do porta-malas para destravar as portas) e, sobretudo, n\u00e3o podia completar o tanque. Acima de determinada altura ele estava furado e vazava gasolina&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/20_fiat147_78.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"429\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de uma boa temporada com essa <em>maravilha<\/em>, sempre pingue-pongueando entre o mundo dos carros e das motos, voltei a andar em duas rodas. Dessa vez com uma DT 180 ano 1988. Acho que o ve\u00edculo mais novo que eu j\u00e1 havia tido at\u00e9 ent\u00e3o (o vira-latas com a bolinha encardida era o Toby).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/21_dt88.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"645\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos na segunda metade da d\u00e9cada de noventa. Aproximava-se o fim da faculdade bem como de meu primeiro casamento. N\u00e3o, um n\u00e3o foi em decorr\u00eancia do outro. O carro da vez foi o primeiro gra\u00fado que j\u00e1 tive, um Del Rey ano 1983. Abaixo, numa foto n\u00e3o t\u00e3o boa, que n\u00e3o faz jus ao perfil de seus fotografados, o \u00fanico registro que tenho desse ve\u00edculo. Lembro-me que o sistema el\u00e9trico dele era um caos, pois a l\u00f3gica da Ford fugia da l\u00f3gica comum de fia\u00e7\u00e3o e que eu estava acostumado. Cada vez que havia algum mau contato na lanterna eu dan\u00e7ava miudinho para consertar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/qfotos\/22_delrey83.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"287\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o me separei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faltavam poucos meses (semanas?) para me formar e demos um basta num relacionamento de praticamente dez anos. Como eu n\u00e3o tinha vontade nenhuma de brigar pelas metades de uma separa\u00e7\u00e3o (meia casa, meios m\u00f3veis, meio carro), resolvi deixar tudo para tr\u00e1s. Levei apenas minhas roupas, muitas fotos, um computador e minha cole\u00e7\u00e3o de gibis. Voltei a ter no \u00f4nibus a principal forma de locomo\u00e7\u00e3o e, somente mais tarde, quando de meu segundo casamento, \u00e9 que retornei ao mundo dos carros e motos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este foi o fim de um dos ciclos de minha vida. E tamb\u00e9m deste post. Semana que vem continuamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/20081015\/motorizando-parte-ii\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><small>&lt;- Parte II<\/small><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/20081008\/motorizando-parte-i\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><small>In\u00edcio da Saga<\/small><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/20081029\/motorizando-parte-iv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><small>Parte IV -&gt;<\/small><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continuando nossa &#8220;saga&#8221;, ent\u00e3o chegamos ao final do ano de 1991 e eu fui sa\u00eddo do Banco Nacional (fac\u00e3o que rodava solto a torto e a direito na \u00e9poca). 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