{"id":3601,"date":"2026-01-16T19:27:08","date_gmt":"2026-01-16T22:27:08","guid":{"rendered":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/?p=3601"},"modified":"2026-01-16T19:27:08","modified_gmt":"2026-01-16T22:27:08","slug":"trocando-pneus-dianteiros-ou-traseiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20260116\/trocando-pneus-dianteiros-ou-traseiros\/","title":{"rendered":"Trocando pneus: dianteiros ou traseiros?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pode at\u00e9 parecer uma coisa simples: <em>preciso trocar os pneus do carro, mas ainda tem dois que est\u00e3o bons- devo colocar os novos na frente ou atr\u00e1s?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muita bobagem j\u00e1 foi dita acerca disso, ent\u00e3o, como me \u00e9 de praxe e como eu n\u00e3o gosto de respostas simplistas, vamos ver como \u00e9 que funciona essa baga\u00e7a chamada &#8220;pneu&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso mesmo: <em>senta, que l\u00e1 vem hist\u00f3ria!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Hist\u00f3ria do Pneu<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comecemos com a pr\u00f3pria palavra <strong>&#8220;PNEU&#8221;<\/strong>: encontramos sua origem na Gr\u00e9cia antiga (e n\u00e3o, n\u00e3o tinha nenhum autom\u00f3vel por l\u00e1!) na forma do termo <em>&#8220;pne\u00fbma&#8221;<\/em>, que se refere ao sopro, ao ar, \u00e0 respira\u00e7\u00e3o; os romanos adotaram essa palavra e, em latim, passou para a grafia de <em>&#8220;pneumaticus&#8221;<\/em>, de modo que o termo se espalhou pelas l\u00ednguas latinas, inclusive o franc\u00eas, onde passou para a grafia <em>&#8220;pneumatique&#8221;<\/em>, que por sua vez deu origem ao nosso <em>&#8220;pneum\u00e1tico&#8221;<\/em> e, muito provavelmente por pura pregui\u00e7a, acabamos simplificando para meramente <em>&#8220;pneu&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E,\u00a0<em>pelamordedeus<\/em>, n\u00e3o me venham com desastres gr\u00e1ficos, tais como\u00a0<em>pineu<\/em>, <em>peneu<\/em> ou <em>pen\u00eau&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da roda j\u00e1 existir h\u00e1 muito tempo (entretanto ouvi dizer que existe uma certa controv\u00e9rsia entre alguns grupos de terraplanistas), e a borracha ter sido &#8220;descoberta&#8221; por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo no finalzinho do s\u00e9culo XV, foi somente no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX que tiveram a <em>brilhante ideia<\/em> de revestir as ditas rodas (que eram de madeira, ferro ou materiais compostos) com a dita borracha, com a inten\u00e7\u00e3o de diminuir a trepida\u00e7\u00e3o e melhorar a condu\u00e7\u00e3o e o conforto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Mior\u00f4, mas num fic\u00f4 b\u00e3o&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 que os primeiros prot\u00f3tipos de pneus eram maci\u00e7os, n\u00e3o utilizavam ar para serem preenchido e eram usados por ve\u00edculos de baix(\u00edssim)a velocidade. E pior: a borracha tal como era conhecida e utilizada na \u00e9poca (o l\u00e1tex natural da seringueira) resultava num produto que endurecia no frio e derretia no calor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi somente depois de muitos &#8211; MUITOS! &#8211; experimentos, que o americano <strong>Charles Goodyear<\/strong>, por volta de 1830, acabou descobrindo (acidentalmente) que a borracha cozida a altas temperaturas com enxofre mantinha suas condi\u00e7\u00f5es de elasticidade tanto no frio quanto no calor. Diz a lenda que essa mistura somente ocorreu ap\u00f3s Goodyear, durante suas experimenta\u00e7\u00f5es, ter deixado por acaso uma mistura de borracha com enxofre exposta ao calor e ao chumbo&#8230; Enfim, esse processo de <strong>vulcaniza\u00e7\u00e3o<\/strong> da borracha, que, ap\u00f3s muito refinamento, somente foi patenteado em 1844, al\u00e9m de dar forma ao pneu, aumentou a seguran\u00e7a nas freadas e diminuiu as trepida\u00e7\u00f5es nos ve\u00edculos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-goodyear.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coisa melhorou quando o escoc\u00eas <strong>Robert William Thomson<\/strong>, em 1845, na Inglaterra, registrou a patente de uma <em>&#8220;roda pneum\u00e1tica&#8221;<\/em>, invento que resultou de sua ideia de fixar uma <strong>c\u00e2mara de ar<\/strong> de borracha a uma roda de madeira, o que deu maior efici\u00eancia aos ve\u00edculos da \u00e9poca, puxados a cavalo, tornando assim as viagens mais confort\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-thomson.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e9cadas mais tarde, por volta de 1888, o tamb\u00e9m escoc\u00eas <strong>John Boyd Dunlop<\/strong> &#8220;reinventou&#8221; a cria\u00e7\u00e3o de Thompson\u00a0 ao improvisar uma c\u00e2mara de ar de borracha flex\u00edvel envolvida em uma lona para que o triciclo de seu filho pudesse enfrentar as duras cal\u00e7adas de pedra de Belfast. De quebra criou, tamb\u00e9m, a v\u00e1lvula para esse pneu, patenteando seu invento para utiliza\u00e7\u00e3o nas bicicletas que na come\u00e7avam a se popularizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-dunlop.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi nessa \u00e9poca que se deu o in\u00edcio da fabrica\u00e7\u00e3o do primeiro <strong>autom\u00f3vel<\/strong>, antepassado do que hoje conhecemos, gra\u00e7as ao alem\u00e3o <strong>Karl Benz<\/strong> que reuniu num s\u00f3 invento os diversos conceitos e ideias que j\u00e1 vinham circulando h\u00e1 algum tempo pela sociedade daquele per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-benz.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas foi somente em 1895, ap\u00f3s terem assumido uma f\u00e1brica de pastilhas de freio de seu av\u00f4 e\u00a0 terem criado o primeiro pneu desmont\u00e1vel de bicicleta, que os irm\u00e3os franceses <strong>Edouard<\/strong> e <strong>Andr\u00e9 Michelin<\/strong>\u00a0patentearam o tipo de pneu que viria a ser utilizados nos autom\u00f3veis de ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-michelin.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E aqui cabe uma curiosa pergunta: se o l\u00e1tex da seringueira \u00e9 branco e os primeiros pneus tamb\u00e9m foram brancos, por que \u00e9 que deixaram de s\u00ea-lo? \u00c9 que, mesmo com todo o desenvolvimento tecnol\u00f3gico daqueles tempos, ainda assim os pneus se gastavam muito r\u00e1pido e n\u00e3o eram l\u00e1 muito resistentes; mas a mudan\u00e7a veio em 1910, quando os fabricantes come\u00e7aram a misturar um composto derivado do petr\u00f3leo conhecido como <strong>&#8220;carbon black&#8221;<\/strong> (aqui chamado de &#8220;negro de fumo&#8221;) na confec\u00e7\u00e3o dos pneus. Ele n\u00e3o s\u00f3 deixava a borracha preta, como tamb\u00e9m ajudava a dissipar o calor, oferecendo melhor prote\u00e7\u00e3o contra os raios do sol. S\u00f3 que esse era um processo caro, de modo que passou a ser utilizado somente na banda de rodagem (a parte do pneu que tinha contato com o ch\u00e3o), ficando as laterais com o branco original da borracha &#8211; e\u00a0 foi assim que &#8220;nasceram&#8221; os famosos pneus de faixa branca (&#8220;whitewall&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-faixa_branca.jpg\" width=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse composto atua como um agente de refor\u00e7o que melhora consideravelmente a resist\u00eancia, a durabilidade e a prote\u00e7\u00e3o contra degrada\u00e7\u00e3o causada pelos raios ultravioleta. Com o barateamento dessa solu\u00e7\u00e3o, passou a ser aplicado em todo o pneu, de modo que, durante muito tempo, a manuten\u00e7\u00e3o dos autom\u00f3veis com pneus faixa branca se deu somente\u00a0 por uma quest\u00e3o est\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estrutura do pneu moderno<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-camadas.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">Tal\u00f5es: amarram o pneu ao aro; para garantir sua durabilidade e resist\u00eancia, s\u00e3o constru\u00eddos com fios de a\u00e7o, revestidos por cobre e impermeabilizados por borracha antioxidante.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Estanque (liner): forro interno do pneu, que pode ser confeccionado de usas maneiras &#8211; com borracha macia, para n\u00e3o danificar as c\u00e2maras de ar quando presentes, ou com borracha imperme\u00e1vel, quando n\u00e3o h\u00e1 c\u00e2maras de ar para manter a press\u00e3o operacional.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Carca\u00e7as: formam a estrutura dos pneus, feita por fios revestidos por borracha que v\u00e3o de um tal\u00e3o a outro, sendo sua principal fun\u00e7\u00e3o manter o pneu inflado e permitir reformas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Cintas Estabilizadoras: t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o principal suportar as transfer\u00eancias de carga das curvas e s\u00e3o compostas por materiais extremamente resistentes, com fios sobrepostos em posi\u00e7\u00e3o diagonal.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Paredes Laterais: v\u00e3o dos tal\u00f5es aos ombros, sendo caracterizadas pela flexibilidade, conforto e menor aquecimento da estrutura dos pneus.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Ombros: localizados na extremidade da banda de rodagem e da parede lateral, t\u00eam uma quantia extra de borracha e suportam as curvas e suas transfer\u00eancias de carga.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Banda de Rodagem: \u00e9 a parte que fica em contato com o solo, resistente a atritos, de modo a evitar perfura\u00e7\u00f5es e cortes.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Sulcos, Ranhura e Barra: t\u00eam as fun\u00e7\u00f5es de gerar tra\u00e7\u00e3o, drenar a \u00e1gua e permitir a passagem do ar.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pneus podem ser Radiais ou Diagonais, conforme a constru\u00e7\u00e3o interna de suas lonas. O <strong>Radial<\/strong> tem uma constru\u00e7\u00e3o em que as camadas de lonas s\u00e3o dispostas radialmente em rela\u00e7\u00e3o ao centro do pneu, formando um \u00e2ngulo de 90 graus em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de rolamento, o que o torna mais flex\u00edvel, oferecendo mais conforto, estabilidade e controle, o que resulta em menor desgaste e economia de combust\u00edvel, sendo os mais apropriados para o asfalto. O <strong>Diagonal<\/strong> tem uma constru\u00e7\u00e3o em que as camadas de lonas s\u00e3o dispostas diagonalmente me rela\u00e7\u00e3o ao centro do pneu, o que cria uma estrutura robusta, mas tamb\u00e9m r\u00edgida, sendo caracter\u00edsticas sua resist\u00eancia, durabilidade, maior capacidade de carga e custo mais baixo, sendo os mais apropriados para as estradas de terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tipos de Bandas de Rodagem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-bandas.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tipos de Bandas de Rodagem (tamb\u00e9m chamado por alguns <strong>&#8220;desenho dos pneus&#8221;<\/strong>) se diferenciam pelos desenhos dos sulcos, sua profundidade, tipos e fun\u00e7\u00e3o dos pneus, a saber:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Direcional ou Unidirecional: geralmente possuem flechas na borracha apontando qual a dire\u00e7\u00e3o correta em que deve ser realizada a montagem do pneu; esse tipo de banda \u00e9 voltado para gerar mais estabilidade do ve\u00edculo, principalmente em curvas, visando tamb\u00e9m melhor desempenho em alta velocidade.<\/li>\n<li>Assim\u00e9trica: esse tipo de banda costuma ser mais larga que as demais por seus sulcos terem desenhos alternados para todos os lados; o ponto negativo \u00e9 que o desgaste da pe\u00e7a se d\u00e1 de maneira mais irregular que as demais, podendo ter uma vida \u00fatil mais curta.<\/li>\n<li>Bidirecional: semelhante aos pneus assim\u00e9tricos, os desenhos dos sulcos apontam para duas dire\u00e7\u00f5es diferentes, sendo que a inten\u00e7\u00e3o desse tipo de constru\u00e7\u00e3o \u00e9 gerar um pouco mais de tra\u00e7\u00e3o com o solo.<\/li>\n<li>Sim\u00e9trica: os desenhos s\u00e3o id\u00eanticos em ambos os lados do pneu, sendo o modelo mais comumente utilizado nas opera\u00e7\u00f5es de transporte.<\/li>\n<li>Off-road: s\u00e3o pneus que possuem os sulcos de bandas de rodagem mais profundos, j\u00e1 que seu objetivo \u00e9 enfrentar terrenos de barro, lama e muitos detritos.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como ler as medidas dos pneus?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora que j\u00e1 conhecemos um pouco da hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o dos pneus, bem como sua estrutura e tipos, vamos come\u00e7ar a chegar onde interessa: o que, afinal de contas, significa aquele monte de n\u00fameros e letras impressos na lateral dos pneus?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-info_lateral.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem diversas informa\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas por ali, algumas obrigat\u00f3rias, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o brasileira, e outras que podem variar de um fabricante para outro &#8211; mas o que realmente importa s\u00e3o essas que est\u00e3o nessa imagem acima, posto que com elas \u00e9 poss\u00edvel definir qual \u00e9 o efetivo tamanho de um pneu, j\u00e1 que basicamente ele \u00e9 definido por sua largura, altura e di\u00e2metro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Data de Fabrica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, de cara, voc\u00ea j\u00e1 errou. N\u00e3o se trata do m\u00eas e ano de fabrica\u00e7\u00e3o, mas sim da <strong>semana<\/strong> e <strong>ano<\/strong> de fabrica\u00e7\u00e3o! Por que vem nesse formato? Tamb\u00e9m n\u00e3o sei. S\u00f3 sei que \u00e9 assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas da\u00ed chegamos a outra interroga\u00e7\u00e3o: afinal de contas, <em>pneu tem prazo de validade?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Ind\u00fastria de Pneum\u00e1ticos &#8211; ANIP,<\/strong> pneus n\u00e3o t\u00eam prazo de validade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Mas a\u00ed var\u00eaia&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em m\u00e9dia os fabricantes concedem cinco anos de <strong>garantia<\/strong> para seus produtos; mas como qualquer coisa NO MUNDO que a gente compra por a\u00ed, isso vai depender da forma de utiliza\u00e7\u00e3o que cada um der aos pneus de seu ve\u00edculo, pois, conforme o caso, pode acarretar numa deteriora\u00e7\u00e3o precoce e acelerada, podendo comprometer seriamente sua <strong>durabilidade<\/strong>. Ali\u00e1s, vamos combinar, que tamb\u00e9m vai depender do pr\u00f3prio estado de conserva\u00e7\u00e3o do seu ve\u00edculo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, uma vez que se trata de um item vital de seguran\u00e7a do pr\u00f3prio ve\u00edculo, independentemente da idade (caso tenha mais que cinco anos de fabrica\u00e7\u00e3o) ou da garantia (caso tenha menos que cinco anos da compra), compete a cada um fazer a manuten\u00e7\u00e3o rotineira dos pneus (calibragem correta, rod\u00edzio, alinhamento, balanceamento, cambagem, etc) e sempre dar uma verificada no estado em que se encontra o cal\u00e7amento de seu b\u00f3lido: se apresenta algum tipo de deformidade (cortes, bolhas ou rachaduras nas laterais), se o desgaste da banda de rolagem est\u00e1 homog\u00eaneo ou se est\u00e1 disforme (o que pode indicar outros problemas, como necessidade de alinhamento, balanceamento ou cambagem), se os sulcos se encontram muito rasos (\u00e9 o chamado &#8220;pneu careca&#8221;, que pode ocasionar a perda de ader\u00eancia e facilidade de aquaplanagem), se AINDA existem sulcos, se a malha de arame j\u00e1 est\u00e1 aparecendo e at\u00e9 mesmo cortando a m\u00e3o&#8230; Ou seja, como diria uma querida amiga: cada qual com seu cada seu!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Largura do pneu<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A largura do pneu corresponde \u00e0 largura da pr\u00f3pria banda de rodagem somada aos ombros e \u00e9 definida em mil\u00edmetros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Altura do pneu<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refere-se ao percentual da largura do pneu, tamb\u00e9m conhecido como &#8220;rela\u00e7\u00e3o de aspecto&#8221;. O n\u00famero indicado informa que o tamanho do seu perfil, o qual corresponde exatamente a uma percentagem de sua largura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o apenas duas as op\u00e7\u00f5es: ou o pneu \u00e9 do tipo <strong>R<\/strong>, que refere-se a um pneu Radial (padr\u00e3o praticamente absoluto para os carros de passeio), ou \u00e9 do tipo <strong>D<\/strong>, que refere-se a um pneu de constru\u00e7\u00e3o Diagonal (invariavelmente para ve\u00edculos off-road).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Di\u00e2metro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se do di\u00e2metro interno do pneu, cujo n\u00famero se apresenta em polegadas &#8211; afinal pra que simplificar se pode complicar, n\u00e9? Esse n\u00famero corresponde ao pr\u00f3prio di\u00e2metro do aro do ve\u00edculo em que o pneu ser\u00e1 montado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00cdndice de Carga e S\u00edmbolo de Velocidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00cdndice de Carga \u00e9 uma refer\u00eancia num\u00e9rica que corresponde a um peso espec\u00edfico e serve para indicar a carga m\u00e1xima que <strong>cada pneu<\/strong> pode suportar com seguran\u00e7a, pois al\u00e9m de seu limite pode vir a sofrer um desgaste acelerado, al\u00e9m de que o peso excessivo prejudica o pr\u00f3prio desempenho do ve\u00edculo e o consumo de combust\u00edvel &#8211; j\u00e1 que o motor precisa trabalhar mais para conseguir fazer com que os pneus rodem na velocidade necess\u00e1ria. Esse \u00edndice n\u00e3o informa o peso diretamente em quilos, mas sim um c\u00f3digo que deve ser consultado na tabela a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-carga.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma maneira, o S\u00edmbolo de Velocidade corresponde a uma letra da tabela abaixo que indica a velocidade m\u00e1xima para a qual o pneu foi projetado e testado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-velocidade.jpg\" width=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00edmbolo VR indica que o pneu suporta uma velocidade superior a 210 km\/h (at\u00e9 o limite do pr\u00f3ximo \u00edndice); j\u00e1 o s\u00edmbolo ZR agrupa os \u00edndices de velocidade V, W e Y.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 problema em trocar os pneus por outros com \u00edndice de carga e de velocidade maiores, pois isso daria at\u00e9 mesmo uma margem de seguran\u00e7a extra. O que n\u00e3o d\u00e1 pra fazer \u00e9 trocar por outros com \u00edndices inferiores ao recomendado pelo pr\u00f3prio fabricante do ve\u00edculo, pois isso comprometeria a seguran\u00e7a, pois implicaria num esfor\u00e7o superior ao que foi projetado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 recomendado misturar pneus com diferentes \u00edndices de carga e\u00a0 de velocidade &#8211; mas se for inevit\u00e1vel (afinal nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ter o dinheiro\u00a0 suficiente para trocar todo o conjunto dos 4 pneus), o ideal \u00e9 manter os pneus de mesma especifica\u00e7\u00e3o no mesmo eixo (os dois dianteiros iguais e os dois traseiros iguais), pois pneus com capacidades diferentes no mesmo eixo pode causar instabilidade na dire\u00e7\u00e3o e na frenagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trocando os pneus do Ligeirinho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/speedy_gonzalez.jpg\" width=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal todo esse excesso de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi somente pela bela cor dos olhos de voc\u00eas, meus queridos quatro ou quase cinco leitores! \u00c9 que o carro da minha querida, amada, idolatrada, salve, salve Dona Patroa, tamb\u00e9m conhecido como <a href=\"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20220406\/motorizando-parte-xiv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Ligeirinho<\/strong><\/a> (o carro, n\u00e3o ela),\u00a0 estava necessitado de trocar os pneus. <strong>Somente dois<\/strong>, pois os dianteiros estavam um baga\u00e7o, mas os traseiros ainda continuavam muito bons.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/shots\/pneu-etios.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00eas estiverem com pregui\u00e7a de ampliar a foto para ver o que consta no detalhe, eu conto pra voc\u00eas: <strong>0322 185\/60R15 88H<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, car\u00edssimos, de acordo com o que acabamos de\u00a0 aprender, temos ent\u00e3o que trata-se de um pneu que foi fabricado na <strong>terceira semana<\/strong> do ano de <strong>2022<\/strong> (ou seja, exatamente quatro anos atr\u00e1s), que tem <strong>185 mm<\/strong> de largura, <strong>111 mm<\/strong> de altura (que \u00e9 o n\u00famero que corresponde a 60% de 185), sendo de constru\u00e7\u00e3o do tipo <strong>R<\/strong>adial, para um aro com o di\u00e2metro de <strong>15 pol<\/strong>, que suporta at\u00e9 <strong>560kg por pneu<\/strong> e que foi projetado para uma velocidade m\u00e1xima de <strong>210 km\/h<\/strong> (o m\u00e1ximo que j\u00e1 pisei numa viagem \u00a0foi at\u00e9 170 km\/h &#8211; mas da\u00ed a Dona Patroa acordou e me fez aterrissar, afinal de contas, <em>&#8220;Manda quem pode, obedece quem \u00e9 marido&#8221;<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, s\u00f3 para garantir que n\u00e3o haja confus\u00e3o no tocante ao \u00cdndice de Carga, considerando os quatro pneus do carro, um conjunto com \u00edndice 88 pode carregar um peso total de 2.240 kg (560 kg x 4 pneus), o que j\u00e1 deve incluir o peso do pr\u00f3prio ve\u00edculo, passageiros e toda a bagagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Meo&#8230;<\/em><\/strong> O Etios Hatch pesa em torno de 1.000 kg; mesmo que fosse uma lota\u00e7\u00e3o paulista completa (dois na frente e tr\u00eas atr\u00e1s) e todos com os mesmos 100 kg que eu peso, ainda assim teria f\u00f4lego para carregar mais 740 kg de bagagem! S\u00f3 n\u00e3o teria espa\u00e7o, mas que aguentaria, aguentaria!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas afinal, onde raios devo enfiar os dois pneus novos: na frente ou atr\u00e1s?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Calma Bete, calma!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E olha a feiura, hein? Larguem m\u00e3o de serem besteirentos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 lhes disse, os pneus dianteiros do Ligeirinho estavam um lixo. Mas por que somente os dianteiros? Se na \u00faltima troca foram todos substitu\u00eddos de uma s\u00f3 vez, por que o desgaste n\u00e3o foi por igual?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tr\u00eas motivos principais: <strong>primeiro<\/strong>, porque o motor, que \u00e9 a parte mec\u00e2nica mais pesada do ve\u00edculo, est\u00e1 l\u00e1 na frente, debaixo do cap\u00f4, de modo que esse peso extra exige mais dos pneus do eixo dianteiro; <strong>segundo<\/strong>, por conta do maior atrito que os pneus dianteiros sofrem na hora de fazer as curvas, j\u00e1 que temos a possibilidade de vir\u00e1-los tanto para um lado quanto para outro o tempo todo (diferente dos traseiros, que basicamente sempre seguem uma linha reta); e <strong>terceiro<\/strong>, por conta da frenagem, pois toda a\u00e7\u00e3o que envolve a parada do ve\u00edculo, quer seja brusca ou n\u00e3o, joga todo o peso do conjunto pra frente, ou seja, quem aguenta s\u00e3o os pobres dos pneus dianteiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros motivos que favorecem o desgaste antecipado dos pneus dianteiros se d\u00e3o quando est\u00e3o desalinhados, quando as rodas n\u00e3o est\u00e3o corretamente balanceadas, quando a cambagem est\u00e1 fora do \u00e2ngulo correto, quando o caster est\u00e1 fora do prumo, pela falta de regular rod\u00edzio (o ideal \u00e9 passar os de tr\u00e1s para frente e os da frente para tr\u00e1s <strong>a cada 10.000 km<\/strong>) &#8211; al\u00e9m, \u00e9 l\u00f3gico, do pr\u00f3prio modo de dirigir do motorista.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/refs\/pneu-regulagens.jpg\" width=\"500\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, j\u00e1 que o desgaste maior se d\u00e1 com os pneus dianteiros, ent\u00e3o podemos concluir que os pneus novos deveriam ser colocados na frente, certo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Errado.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de aparentar ser mais seguro coloc\u00e1-los na dianteira, o correto, <em>correto mesmo<\/em>, \u00e9 coloc\u00e1-los na traseira do ve\u00edculo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso se deve ao fato de que controlar um carro com um pneu dianteiro danificado \u00e9 muito mais f\u00e1cil do que tentar faz\u00ea-lo se o dano estiver no pneu traseiro, afinal ainda se tem \u00e0 m\u00e3o o volante para controlar a dire\u00e7\u00e3o que o carro ir\u00e1 tomar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 se um pneu traseiro vier a ser danificado, murchar rapidamente ou at\u00e9 mesmo estourar, o controle sobre o ve\u00edculo ser\u00e1 parcial ou totalmente comprometido, o que pode levar a um acidente muito mais grave que se a ocorr\u00eancia tivesse se dado num pneu dianteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, o eixo traseiro \u00e9 o grande respons\u00e1vel pela estabilidade do ve\u00edculo e os pneus traseiros \u00e9 que garantem a firme ader\u00eancia nas curvas.\u00a0Ou seja, os pneus novos devem ser instalados atr\u00e1s, de modo a garantir uma melhor ader\u00eancia na traseira e <strong>maior seguran\u00e7a<\/strong> na condu\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>E isso independe se a tra\u00e7\u00e3o \u00e9 na dianteira ou na traseira!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, para que n\u00e3o restem mais d\u00favidas, <strong>assistam o v\u00eddeo a seguir<\/strong> (\u00e9 curtinho e sem propaganda, podem ir sem medo) no qual resta demonstrado perfeitamente o porqu\u00ea quando trocamos apenas dois dos quatro pneus, esses pneus novos <strong>devem<\/strong> ir para a traseira do ve\u00edculo.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-3601-1\" width=\"640\" height=\"360\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/filmes\/pneus-dianteira_ou_traseira.mp4?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/filmes\/pneus-dianteira_ou_traseira.mp4\">http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/filmes\/pneus-dianteira_ou_traseira.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode at\u00e9 parecer uma coisa simples: preciso trocar os pneus do carro, mas ainda tem dois que est\u00e3o bons- devo colocar os novos na frente ou atr\u00e1s? Muita bobagem j\u00e1 foi dita acerca disso, ent\u00e3o, como me \u00e9 de praxe e como eu n\u00e3o gosto de respostas simplistas, vamos ver como \u00e9 que funciona essa &hellip; <a href=\"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20260116\/trocando-pneus-dianteiros-ou-traseiros\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Trocando pneus: dianteiros ou traseiros?&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-3601","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dicas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3601"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3601\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3613,"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3601\/revisions\/3613"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}