{"id":464,"date":"2009-02-23T23:32:00","date_gmt":"2009-02-24T02:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.legal.adv.br\/opala\/?p=464"},"modified":"2009-02-23T23:32:00","modified_gmt":"2009-02-24T02:32:00","slug":"furtado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/legal.adv.br\/projeto676\/20090223\/furtado\/","title":{"rendered":"Furtado!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso mesmo, furtado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o, n\u00e3o &#8220;assaltado&#8221; ou &#8220;roubado&#8221; &#8211; furtado (preciosismo de advogado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o levaram o Titanic II, n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1vamos, ainda hoje, eu, Dona Patroa e a Tropinha de Elite (meus tr\u00eas filhos) na casa do amigo e <em>copoanheiro<\/em> Paulo, nesse belo, carnavalesco e abafado dia de chuva. Enquanto a crian\u00e7ada detonava algum jogo no Playstation, est\u00e1vamos todos, ambos os casais, sentados na varanda, tomando uma boa Sagatiba e os cigarros j\u00e1 estavam acabando. Lembrei-me que tinha outro ma\u00e7o sob o banco no carro &#8211; que estava estacionado em frente \u00e0 casa do vizinho &#8211; e fui buscar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeira emo\u00e7\u00e3o: o pino da porta do motorista estava destravado. &#8220;Estranho, tenho certeza absoluta que tranquei&#8221;, foi o que pensei quando s\u00f3 ent\u00e3o percebi o vidro abaixado pela metade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 entrando em &#8220;modo defensivo&#8221;, a primeira atitude foi parar e dar uma checada nos arredores, ver se tinha algu\u00e9m entocado por ali ou coisa que o valha. Tudo tranquilo. Respirei fundo. &#8220;Vamos ver o tamanho do estrago&#8221;, a conclus\u00e3o que cheguei em seguida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo que pude perceber, nada foi quebrado ou estourado: o vidro &#8211; que j\u00e1 \u00e9 velho e n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 muito bem ajustado &#8211; deve ter sido for\u00e7ado por fora, pouco a pouco, at\u00e9 que desse para destrancar a porta. Como o carro est\u00e1 &#8220;seco&#8221;, ou seja, sem absolutamente nada, n\u00e3o tiveram muita op\u00e7\u00e3o. Sem r\u00e1dio, sistema de som ou outras tecnologices, limitaram-se a fu\u00e7ar sob os tapetes &#8211; que estavam todos fora do lugar -, e acabaram levando o extintor e uma garrafinha d&#8217;\u00e1gua (&#8220;glut-glut&#8221;) de meus filhos. Ah, sim, e levaram meu \u00daLTIMO ma\u00e7o de cigarros. Fiadasputa&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abri o cap\u00f4 e dei uma checada no motor. Tudo OK. Ali, pelo menos, n\u00e3o mexeram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Liguei o carro, manobrei e deixei embicado, bem em frente \u00e0 garagem da casa de meus amigos. Ante a cara de interroga\u00e7\u00e3o de todos, quando voltei, expliquei-lhes o acontecido. A esposa dele ficou extremamente abalada, preocupada com essa quase invas\u00e3o de privacidade a que fomos acometidos. Tranquilizei-a e disse que estava tudo bem, ainda que tivessem levado o carro inteiro, pelo menos ningu\u00e9m mexeu conosco. Ou seja, &#8220;v\u00e3o-se os an\u00e9is e fiquem os dedos&#8221;&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mas e se tivessem levado o carro inteiro?&#8221;, foi a pergunta do Paulo. Respondi-lhe que achava muito dif\u00edcil, por dois motivos: o primeiro \u00e9 o fato de existir no carro aquele bendito parafuso &#8220;corta-corrente&#8221; (ser\u00e1 que isso era um item padr\u00e3o \u00e0 \u00e9poca?), e como n\u00e3o me contento em simplesmente desrosque\u00e1-lo, fa\u00e7o quest\u00e3o de retir\u00e1-lo inteiro &#8211; j\u00e1 coloquei at\u00e9 uma argolinha para prend\u00ea-lo no chaveiro; j\u00e1 o segundo motivo diz respeito a uma trava de ferro que sempre prendo no pedal de freio e volante, pois \u00e9 fato comprovado que se algu\u00e9m deseja &#8220;puxar&#8221; um carro vai escolher aquele que estiver mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse segundo ponto vai ao encontro de uma reportagem que li h\u00e1 alguns anos, onde o entrevistado era um famoso (no meio dele) puxador de carros. J\u00e1 \u00e0quela \u00e9poca ele deixou bem claro que alarmes, travas el\u00e9tricas, eletr\u00f4nicas e outras firulas do mesmo tipo s\u00e3o facilmente contorn\u00e1veis pelo &#8220;especialista&#8221;. Normalmente aquele neg\u00f3cio dispara e os propriet\u00e1rios muitas vezes sequer v\u00e3o checar se \u00e9 de seu carro ou de outra pessoa qualquer &#8211; o que d\u00e1 tempo de sobra para o desarme. Entretanto, continuando a entrevista, explicou que travas mec\u00e2nicas, ou seja, barras de ferro, correntes, etc, ainda mais quando bem vis\u00edveis, meio que desanimam o puxador, pois ele j\u00e1 tem uma previs\u00e3o de que aquilo talvez d\u00ea mais trabalho e sempre vai ter <span style=\"text-decoration: line-through;\">outro ot\u00e1rio desprevenido<\/span> outra inocente v\u00edtima por perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 l\u00f3gico que isso n\u00e3o \u00e9 regra. Se o caboclo tem o &#8220;dom&#8221; e est\u00e1 a fim de levar o <span style=\"text-decoration: underline;\">seu<\/span> carro, n\u00e3o tenha d\u00favidas: ele <span style=\"text-decoration: underline;\">vai<\/span> levar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, gra\u00e7as a Deus o estrago n\u00e3o foi grande, garrafinhas d&#8217;\u00e1gua temos aos montes em casa e, no tocante ao extintor, bem, provavelmente ser\u00e1 mais um ato de antropofagia perante o 79, j\u00e1 que o Titanic II est\u00e1 entrando em fase de venda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico preju\u00edzo mesmo foi meu ma\u00e7o de cigarros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eu l\u00e1, aproveitando uma saboros\u00edssima cacha\u00e7a e morrendo de vontade de fumar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiadasputa&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Solda Complementar:<\/strong><\/span> como teve gente que n\u00e3o conhecia o tal do <em>parafuso<\/em> (que eu achava at\u00e9 ser uma esp\u00e9cie de &#8220;equipamento padr\u00e3o&#8221;), eis uma foto do danado. Normalmente fica por ali, sob o porta-luvas, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 bateria. Desrosqueando-o um pouco ele j\u00e1 corta a corrente; tirando-o por completo, inviabiliza ligar o carro &#8211; por isso \u00e9 que furei-o na lateral e coloquei um argolinha ali, justamente para facilitar carreg\u00e1-lo depois que o tirava&#8230;<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"http:\/\/www.legal.adv.br\/projeto676\/img\/fotos\/parafuso.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9. Isso mesmo, furtado. N\u00e3o, n\u00e3o &#8220;assaltado&#8221; ou &#8220;roubado&#8221; &#8211; furtado (preciosismo de advogado). Mas n\u00e3o levaram o Titanic II, n\u00e3o. Explico. 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