Insustentável sustentabilidade – ou SWU: que foi, de verdade, aquilo?

Relativamente longo (entenda-se: para os padrões internetísticos-bloguísticos de hoje), mas realmente excelente texto. Escrito pela Marjorie e vindo diretamente lá do Idelber.

Ano passado, fui a um evento em que várias bandas nacionais e internacionais se apresentaram numa fazenda no interior de São Paulo. Para assistir aos shows, era necessário comprar um ingresso que custava, se não me falha a memória, trezentos reais. Isso para ficar a vários metros de distância dos palcos. Quem quisesse ver as apresentações de perto, num cercadinho chamado de área VIP, teria de pagar o dobro. É mais do que o atual salário mínimo brasileiro, de R$510. Lá dentro, a água custava 6 reais, a cerveja uns oito. O evento foi patrocinado por quatro empresas: duas multinacionais do ramo de bebidas, uma multinacional do ramo de alimentos e uma nacional do setor de telefonia.

Tem toda a cara de um festival de música como outro qualquer, voltado para consumidores de classe média/alta, certo? Errado. Segundo os organizadores e os patrocinadores, o que estava acontecendo não era um show, bobinho, era um movimento social pela conscientização ambiental, chamado “starts with you” (começa com você). Oi? Movimento social. Tipo o feminista, o negro, o indígena e o sem-terra, sabe? Mesma coisa.

Uma das multinacionais do setor de bebidas que patrocinaram o evento foi multada em 47 milhões de dólares por poluir lençóis freáticos na Índia. Ela produz uma bebida com 18 colheres de açúcar a cada dois litros. Apenas uma de suas usinas de engarrafamento no Brasil é capaz de produzir 27 mil garrafas por hora. Outra das patrocinadoras engarrafa milhões de litros de água mineral, mesmo que muitos governos locais já tratem a água e a ofereçam gratuitamente aos cidadãos (e sem garrafa). Para competir com a água tratada e gratuita nos países onde ela é disponível, a propaganda classifica a água engarrafada como “mais confiável”, o que nem sempre é verdade.

Entretanto, nos telões do festival, ambas as empresas alardeavam sua preocupação em manter operações sustentáveis, na medida em que reciclam e/ou reutilizam parte das garrafas PET desnecessárias que produzem. A mensagem era clara: “já estamos fazendo a nossa parte, agora faça você a sua. Starts with you! Feche a torneira ao escovar os dentes, desligue os aparelhos eletrônicos da tomada quando sair de casa e seja um consumidor consciente”. E, com “consumidor consciente”, lá vem a mensagem subliminar: “ao comprar um refrigerante de uma empresa responsável como a nossa, você está ajudando o planeta. Não compre dos outros, compre da gente!”.

Nesta semana, em São Paulo, a maior editora de revistas do Brasil promove, pelo quarto ano consecutivo, um evento de sustentabilidade. A mensagem é a mesma do SWU: feche a torneira, faça xixi durante o banho, use os dois lados da folha sulfite, apague a luz. Decorando o evento, esculturas de papelão feitas com as bobinas que envolvem os rolos de papel utilizados na fabricação das revistas. E aí as pessoas vão passeando por ali e pensando “uau, que legal! Um material que normalmente seria jogado fora serviu para produzir algo belo!”. E eis que a editora de revistas se sai como uma puta empresa bacana. Mas ninguém pára para pensar, afinal, para quê todas aquelas bobinas de papel sequer foram produzidas. Ninguém se faz aquela perguntinha do Caetano: quem lê tanta notícia? A humanidade precisa mesmo de tanta revista? Pra quê tanto papel para falar dez mil vezes a mesma coisa? Não parece um contrassenso pagar de gatinho da sustentabilidade reciclando e reutilizando toneladas de papel que foram usados, principalmente, para estimular o consumo? Afinal, hábitos de consumo são a principal coisa vendida por esse tipo de veículo em particular, a revista.

Citei esses dois exemplos, mas poderia citar outros vários. Cada vez mais empresas, de todos os ramos do mercado, têm se apropriado do discurso da sustentabilidade ou patrocinado eventos de “conscientização”. E isso não é à toa. Nada mais insustentável do que o discurso da sustentabilidade. Trata-se de um discurso deliberado de alienação, que foca a resolução da questão ambiental sobre as nossas pequenas ações cotidianas e não sobre a raiz a ser extirpada: o modelo de produção e consumo vigente. É claro que nossas pequenas ações cotidianas têm sim seu peso (ninguém está dizendo que fechar a torneira enquanto escovamos os dentes é uma coisa ruim), mas vamos combinar: não somos nós que jogamos milhões de litros de óleo no Golfo do México. Não somos nós que poluímos ar e água com substâncias cancerígenas. Não somos nós os responsáveis por socar partículas de sacolinhas e garrafas PET no bucho dos animais marinhos. Então, não é à toa que tantas empresas que nunca deram a mínima para o meio-ambiente de repente tenham virado sustentáveis desde criancinha. Não é à toa que o nome do tal festival, ou melhor, do “movimento social”, é starts with you. Começa aí com você, seu trouxa. Afinal, enquanto a gente fica aqui criando consciência, as grandes empresas, responsáveis pelo grosso do problema, ganham tempo. Adia-se mais um pouco o debate sobre a sociedade de consumo que construímos.

Outro problema desse discurso da sustentabilidade, tão em voga, tão na moda, é que ele nos convida a ser benevolentes com o planeta, quase como se estivéssemos lhe fazendo um favor: “salve a planeta! Salve os ursos polares! Salve as florestas!”. Meu filho, a questão é salvar a nós mesmos. É o nosso que tá na reta. O planeta se vira sem a gente. Se isso aqui virar tudo uma grande sauna inabitável, o planeta continua existindo. Numa boa. Como todos os outros planetas inabitáveis universo afora. Não é a Terra que vai se foder (pode palavrão aqui, Idelber?), é você. Você.

O terceiro (e, muito provavelmente, não o último) problema desse discurso é que ele limita a nossa esfera de ação ao consumo. O único poder das pessoas de salvar o planeta (e não a si mesmas) é enquanto consumidoras, nunca enquanto cidadãs, nunca através do fazer político. Enfiamo-nos nessa enrascada consumindo e consumindo sairemos dela. É apenas uma questão de mudar o jeito como se consome, tornando-se um consumidor “responsável”. Mas o que é ser um consumidor responsável? Ora, é consumir na mesma quantidade e das mesmas empresas de sempre (como as patrocinadoras do SWU…), só que com a consciência tranquila porque as empresas estão reciclando uma coisinha aqui e ali, utilizando circuito fechado de água numa fábrica aqui, noutra ali. Ah, e enquanto você consome uma coisa e outra, apague a luz.

Mas devo chamar atenção para uma coisinha mais. É que muitas empresas inserem o pilar social no seu conceito de sustentabilidade. E aí, a meu ver, mora um grande, gigantesco perigo. Através de fundações e institutos associados ao terceiro setor, empresas privadas querem substituir o Estado, tomando para si atividades que devem ser de responsabilidade dele (como educação, saúde, combate à pobreza, etc). Ou então, sequestram o rótulo de sociedade civil e passam a dizer ao Estado quais são as necessidades das comunidades, o que deve ser feito e como. Essa do SWU assumir o rótulo de “movimento social”, por mais ridículo que pareça, é uma coisa que as fundações e institutos, associados ao terceiro setor, já têm feito há tempos. Aí, o próprio Estado passa a dar dinheiro a empresas privadas, para que o capital se encarregue de dar um tapa nas desigualdades que ele mesmo gera.

Por isso, desconfio de toda e qualquer empresa que vem com discurso sustentável para cima de moi. Não votei em Marina, por mais que simpatize com vários aspectos de sua biografia e atuação política, justamente por causa disso. Pode me chamar de comunista barbuda, mas a solução dos problemas gerados pelo capital não virá pelas mãos do próprio capital. Há uma óbvia incompatibilidade de interesses. A mobilização, querido, realmente starts with you: não são as empresas que têm de criar consciência na gente. É a gente que tem de criar consciência, coletivamente, sem mediação privada alguma. É a gente que tem de questionar o modo como se vive, a maneira como as coisas são produzidas e, a partir daí, peitar as empresas.

PS – Mais um obrigada gigante ao querido Idelber pelo convite para escrever aqui, mesmo que a minha escrita seja assim, tão mequetrefe.

PPS – Agora o merchan. Blog: www.marjorierodrigues.com e twitter: www.twitter.com/marjerodrigues

Construções, chuvas e o resto

Nestes últimos dias tenho acompanhado (bem de perto) o trabalho da Defesa Civil aqui na cidade.

Não, antes de mais nada deixem-me explicar que não estou no Rio de Janeiro nem em nenhum desses locais que ensejam algum tipo de megacatástrofe!

Estamos falando de Jacareí, interior de São Paulo, com cerca de 210 mil habitantes.

Entretanto, como qualquer outra cidade – independentemente do tamanho – tem lá seus problemas urbanos. Em especial no que diz respeito às construções (principalmente as bem antigas) em áreas que hoje podem ser consideradas como “de risco”. E eu digo hoje pelo simples fato de que num volume normal de chuva tais áreas não apresentariam graves problemas – como, de fato, por muitos e muitos anos a fio não apresentaram. Mas com esse absurdo de água que tem caído do céu… bem, a situação é bem outra!

Mas o trabalho preventivo que vem sendo feito tem gerado um ótimo resultado. O pessoal da Defesa Civil tem virado dias e noites para todos os cantos inimagináveis da cidade fazendo inspeções, vistorias e constatações. Identificada alguma anomalia (já ocorrida ou que esteja prestes a ocorrer), rapidamente os moradores recebem a orientação para deixar o local, até porque invariavelmente quando chega nesse ponto é pelo fato de que a casa já está condenada.

E esse é o ponto.

Ressalvadas poucas exceções, a maioria dos imóveis que precisaram ser demolidos eram aqueles com os famosos puxadinhos. Mas não pensem que estou falando simplesmente de um cômodo a mais ou algum aproveitamento diferenciado do que já foi construído. O problema é que, partindo de uma planta original (quando a casa ainda era uma casa), fazem um quartinho a mais aqui, que depois emendam numa laje ali, esticam um banheiro e uma área de serviço acolá, resolvem aproveitar e botar uma escada e toca pro segundo pavimento, começando tudo de novo!

E a desgraça de tudo isso é que fazem sem nenhum acompanhamento técnico, do jeito que “aquele pedreiro bão” disse que resolvia, totalmente à margem de qualquer fiscalização. E daí que essas tortas torres não têm a mínima possibilidade estrutural de existir!

A menos – é lógico – que estivéssemos falando d’A Toca, residência oficial dos Weasley’s.

O problema é que, diferente do que acontece lá no mundo de Harry Potter,  neste nosso mundo real não temos magia pra manter tudo isso em pé…

Pequenas maldades

E eis que o caboclo estava contente!

Estava chegando o grande dia!

Já fazia pouco mais de um ano que não tirava férias…

E a vida de garçom não é fácil!

Apesar de seu bom humor tradicional, de ser bastante querido pela clientela, de ser atencioso, solícito, brincalhão e tantos outros predicados que lhe são característicos, horas e horas servindo mesas praticamente todos os dias pelas madrugadas afora não é o que se poderia chamar de um trabalho fácil…

Mas as férias estavam chegando!

E – é lógico – não poderia deixar de curtir com a cara dos amigos de profissão!

Cada dia a menos para seu descanso era um dia a mais para torturar os demais garçons (que continuariam ali, na labuta), lembrando-os de que suas férias estavam chegando, quem ele veria, como descansaria, para onde viajaria, somente quando voltaria, porque iria divertir-se…

Chegado o grande dia, foi-se!

Foram excelentes trinta dias em que passeou, descansou, viajou, dormiu, aproveitou a oportunidade de relaxar como poucos realmente o sabem fazer!

Mas, como tudo que é bom dura pouco, faltando apenas alguns dias para seu retorno, resolveu cuidar de alguns assuntos pessoais lá pelo centro da cidade, nos arredores do bar em que trabalhava – bancos, contas, carnês, ou seja, esse mal duradouro que aflige o homem moderno…

O primeiro conhecido que encontra – um dos clientes do bar – já vem com uma saudação estranha:

– Ôpa, rapaz! E aí? Te soltaram, hein?

– Ôba! Como assim?…

Mas, na correria, não teve resposta alguma.

Mais adiante:

– Pô, cara que bom te ver! Mas as coisas são assim mesmo! Fico feliz em ver que você está bem! Tudo de bom!

Alguma coisa estava errada nessa história…

– Rapaz, desculpa não poder falar, mas precisava te cumprimentar! Sei bem como é isso… É foda! Mas que bom que você está aí!

E assim prosseguiram com essa coisa insólita, esse complô que ele não entendia do que se tratava – e não tinha sequer como perguntar, limitando-se a sorrir para que não demonstrasse que não estava entendendo absolutamente nada…

Afinal, já no primeiro dia de volta ao trabalho, pensando no quanto iria tirar um sarro de seus amigos que ficaram ali ralando, não é que os encontrou com um bom humor melhor que o seu? Apesar de estarem rindo bastante e felizes com seu retorno, ainda assim não abriam o jogo com ele sobre o que estaria acontecendo.

Coisa estranha essa…

De volta à rotina, já com um de seus primeiros clientes, acabou ouvindo novamente aquela estranha saudação:

– E aí, cara? Tudo de bom? Fico feliz em saber que você está de volta! Não deve ter sido fácil, hein?

Já era demais! Com aquele ali pelo menos ele tinha proximidade o suficiente para devolver-lhe a pergunta:

– PÉRAÊ!!! Tô ouvindo todo mundo me falar coisas assim, que ficam felizes com meu retorno, que não deve ter sido fácil, que bom que tudo deu certo, etc. Quiéquitá pegando, hein?

– Ué, como assim? Depois desse gancho de trinta dias, achei que você deveria estar feliz de estar solto novamente…

– Como assim? Que gancho? Eu estava de férias, pô!

– FÉRIAS???

– É. Férias! Por quê?

– Não entendo… Não só eu, como também muitos outros clientes, sentimos sua falta… E quando perguntávamos para seus amigos, os outros garçons, eles nos contavam – com a cara mais triste do mundo – que você tinha sido recolhido para um presídio…

– PRESO?? EU???

– É. Você. Uma história sobre uma dívida de pensão alimentícia…

Com um olhar estarrecido, vagarosamente, com a lenta compreensão do que realmente tinha ocorrido, virou-se para contemplar seus “amigos”.

Estavam todos perto do balcão, no fundo do bar, gargalhando a não poder mais…

Moral da História:

Deus me livre dos amigos, que dos inimigos cuido eu!

Alimentos e emoções

Essa eu poderia catalogar numa série com o nome de “inutilidades indispensáveis”

Na dúvida, eis aí a lista.

Qualquer coisa, meninas, vocês me avisem!

Banana
contra a ansiedade

Se você anda mais ansiosa que o normal, aposte na banana para elevar os níveis de serotonina. Quando os níveis desse neurotransmissor estão baixos, falha a comunicação entre as células cerebrais. Aí você fica irritada e especialmente ansiosa. A fruta combina doses importantes de triptofano e vitamina B6. Juntas, as duas substâncias se tornam poderosíssimas na produção da serotonina.

Quanto consumir: 2 unidades por dia

Mel
pura alegria

Triste sem motivo? De novo a causa pode ser a serotonina de menos. Nesse caso, o mel funciona como um calmante natural, pois aumenta a eficiência da serotonina no cérebro. Mas não é só aí que ele atua. Quando alcança o intestino, ajuda a regenerar a microflora intestinal. Resultado: o ambiente se torna mais propício para a produção de serotonina. Surpresa? Pois é, cerca de 90% do neurotransmissor do bom humor é produzido no intestino.

Quanto consumir: 1colher (sopa) / dia.

Abacate
amigo do sono

Dormir é tão importante para viver bem quanto comer direito e fazer exercícios. Tem noite que o sono não vem? Põe fé no abacate. Tudo bem, ele tem gordura, mas é da boa. E oferece vitaminas que ajudam você a se entender melhor com o travesseiro. A vitamina B3 equilibra os hormônios que regulam as substâncias químicas cerebrais responsáveis pelo sono. Já o ácido fólico funciona como se fosse uma enzima, alimentando os neurotransmissores que fazem você dormir bem.

Quanto consumir: ½ abacate pequeno, 3x / semana.

Salmão
levanta o astral

Mau humor constante pode ser sinal de falta de ômega 3 no prato. O representante oficial dessa gordura amiga é o salmão. Mas existem outros peixes (atum, arenque e sardinha) que jogam seu astral lá para cima. O ômega 3 melhora o ânimo porque aumenta os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina – substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar. Estudos também comprovam que este ácido graxo tira os radicais livres de cena e assim protege o sistema nervoso central.

Quanto consumir: 1 porção, 3x / semana.

Lentilha
afasta o medo

Angústia e medo podem estar relacionados ao desequilíbrio de cálcio e magnésio. Essa dupla atua no balanceamento das sensações. Além de incluir alimentos com cálcio (queijo e iogurte) e magnésio (acelga) na dieta, consuma mais lentilha. Ela tem efeito ansiolítico, ou seja, tranquiliza e conforta. Isso porque é precursora da gaba, neurotransmissor que também interfere nos sentimentos.

Quanto consumir: 3 conchas pequenas / semana.

Nozes
mantém você concentrada

São muitos os nutrientes das nozes. Mas é a vitamina B1 a responsável por essa fruta oleaginosa melhorar a concentração, pois a B1 imita a acetilcolina, neurotransmissor envolvido em funções cerebrais relacionadas à memória.

Quanto consumir: 2 nozes, 4x / semana.

Chá verde
espanta o estresse

Essa erva, a Camellia sinensis, tem fitoquímicos (polifenóis e catequinas) capazes de neutralizar as substâncias oxidantes presentes no organismo que, em excesso, deixam você cansada e estressada e acabam desorganizando o funcionamento do organismo. O estresse é capaz de desencadear a síndrome metabólica, culpada por doenças como a obesidade e a depressão. Beber chá verde, conforme alguns estudos, melhora a digestão e deixa a mente lenta.

Quanto consumir: 4 a 6 xícaras (chá) / dia.

Brócolis
deixa a mente esperta

É comum você demorar alguns segundos para lembrar o número do seu telefone? Este alimento é rico em ácido fólico, acelera o processamento de informação nas células do cérebro, consequentemente, melhorando a memória. Porções extras desta verdura vão fazer você lembrar de tudo rapidinho.

Quanto consumir: 1 pires / dia.

Clorela
controla a preocupação

Comportamento obsessivo pode ser sinal de que as células do organismo estão desvitalizadas. A alga clorela funciona como um poderosíssimo reparador celular, melhorando as funções fisiológicas e o sistema imunológico. E mais: contém vitaminas (B3, B6, B12 e E) e minerais (cálcio, magnésio e fósforo) e aminoácidos (triptofano) que ajudam a estabilizar os circuitos nervosos, acabando com a aflição e aumentando a sensação de conforto.

Quanto consumir: de 2 a 4g / dia (cápsula)

Óleo de linhaça
dribla o apetite voraz

O óleo extraído da semente de linhaça e prensado à frio é uma fonte vegetal riquíssima em gordura ômega 3, 6 e 9. Melhor: é um dos poucos alimentos com ômega numa proporção próxima do ideal, o que é imprescindível para que exerça suas funções benéficas. Uma delas é regular os hormônios que ajudam a manter o sistema nervoso saudável. Com isso, a ansiedade perde espaço e a cumpulsão a comida fica bem menor.

Quanto consumir: 1 colher (sobremesa) / dia, antes das refeições principais.

Gérmen de trigo
acaba com a irritação

Assim como as nozes, o gérmen de trigo tem vitamina B1 e inositol, que reforçam a concentração. Mas por ter uma boa dose de vitamina B5, o gérmen é especialmente indicado como calmante, já que melhora a qualidade de impulsos nervosos, evitando nervosismo e irritabilidade.

Quanto consumir: 2 colheres (chá) / dia.

Tofu
espanta o desânimo

O queijo de soja tem o dobro de proteínas do feijão e uma boa dose de cálcio. Também é rico em magnésio (evita o enfraquecimento das enzimas que participam de produção de energia) e ferro (combate a anemia). Quando estes minerais estão em baixa no organismo, você se sente fraca e sem ânimo. Mas é a colina, substância que protege a membrana das células cerebrais, que dá ao tofu o poder de acabar com o cansaço mental.

Quanto consumir: 1 fatia média / dia.