Imaginem alguém feliz…

Apesar da invariável e interminável corrida atrás de dinheiro para dar suporte a todas as despesas DO MUNDO que acarretam sustentar uma família com três filhos – 10, 12 e 14 anos – e com três carros – um Opala 79 (na oficina), um 89 (sempre na estrada) e uma Spin (no carnê), eis que as notícias são boas!

Liberaram o adiantamento do meu décimo-terceiro!

Então, caríssimos… O Projeto continua! 😀

Resgatando a criança

Depois de exatamente uma semana, foi o dia de buscar a criança. Mas, chegando lá, olha o que encontrei…

Para os que não sabem, esta é uma Fat Boy. Linda, na minha opinião. Não chega a ser tão grande quanto os demais modelos “tradicionais”, nem tão pequena que não seja encorpada.

Mas aproveitando que havia deixado a moto para uma geral, já resolvi também trocar o pneu dianteiro. Já estava precisando. O pneu foi trocado, a moto foi revisada, pastilhas de freio substituídas, óleo renovado, veículo lavado. Impecável. Caro, sim. Mas impecável.

Minha conta-corrente vai chiar. Saibam que o caboclo não trabalha com cartão, então nem insistam. Agora é cuidar com carinho de tudo para ter cacife suficiente para o Titanic, que já, já, também deve ficar pronto…

Encerrando um ciclo

E então, após longos seis meses desde que levei o Titanic para o mecânico, eis que nossa denominada Fase Quatro foi concluída!

Talvez não tão longos assim se considerarmos a disponibilidade de minha conta-corrente… Mas isso já é outra história!

Enfim, ele encontra-se agora “em pezinho”, devidamente finalizado e com a direção hidráulica semi-instalada.

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E digo “semi-instalada” por conta de que algumas peças somente podem ser colocadas no lugar quando o motor também já estiver lá, sob o risco de ter que reajustar tudo depois…

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Fora isso, garanto-lhes, ele tá lindo!

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E vai ficar cada vez melhor. Ah, se vai! Agora começaremos com a questão do motor – a chamada Fase Cinco, lembram-se? Mas preciso ter certeza que vai dar pra continuar. Até porque a conta ficou salgada. Tudo bem, eu sabia que ia ficar. Mas mesmo assim tenho que equacionar tudo isso para não ter que correr o risco de penhorar (mais) um de meus filhos…

Fiquei de dar a resposta ao Seo Waltair até o próximo dia quinze: se continuaremos ou se serei obrigado a levar o Titanic pra casa, para mais um período de hibernação, até que os recursos sejam suficientes para dar continuidade aO Projeto.

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A primeira revisão em duas rodas

Já que não tenho como negar minha paixão por motos – ainda mais antiga que a que tenho pelos Opalas – e como recentemente voltei ao mundo das duas rodas, então nada mais justo que abrir um espaço aqui para contar um pouquinho sobre esses novos eventos. Mas não se iludam! Este nosso cantinho continua sendo de e para opaleiros! Sempre!

Bem, a moto, como já sabem, é uma Harley Davidson Sportster 883R, do ano de 2008. Já contei em parte a história dela por aqui, mas um outro dia conto com uma maior riqueza de detalhes (e ói que nem são assim tão sórdidos). Fechei negócio em 25 de outubro de 2013, após uma ou duas semanas de negociações facebookianas, com o hodômetro marcando exatos 20.763 km rodados.

Como eu não tinha a menor ideia de quando efetivamente havia sido efetuada uma revisão completa na criança, desde que a peguei já tinha isso em mente. Pois, só para que saibam, praticamente todos os veículos que já tive, independentemente da condição em que estivessem, sempre passaram por uma revisão quando os comprei. No mínimo freio, suspensão e pneus. Sempre costumo dizer que pode acontecer qualquer coisa na estrada – ainda mais com máquinas não lá tão novas – mas no mínimo é preciso garantir a segurança indispensável para estabilidade básica do veículo.

Conversando com o Flávio, o dono anterior da Harley, ele me falou da MetalMotos, ali pertinho da Prefeitura de São José dos Campos, onde ele sempre a levou para troca de óleo. O hodômetro, agora em 29 de março, já estava atingindo a casa dos 22.000 km e sem saber a marca anterior, achei melhor já levar até lá.

Como moto é moto e Harley é Harley, então até mesmo uma simples troca de óleo é do tipo de coisa melhor deixar para os profissionais da área. E, meus amigos, esse cara é um profissa de marca maior! Não se iludam pela fachada que acabaram de ver – até porque invariavelmente quem gosta de motos também gosta – e muito – de rock. Exceto um amigo meu, que tem uma senhora de uma moto e curte um pagode… Mas deixemo-lo de lado. Vejam só a entrada da oficina…

E, na boa? A minha Sportster pode parecer uma máquina das grandes perto de outras motos, mas ali era provavelmente a menorzinha de todas. Confiram:

E o mais interessante, além do cara ser bom, gente boa (mas metódico pra cacete) e ter uma excelente breja gelada enquanto estamos no atendimento, ele também trabalha com customização de motos. Na página dele lá no Facebook tem umas motos inacreditáveis! Confesso que, em alguns casos, não é muito lá do meu gosto. Prefiro mais o tradicional. Mas não tem como negar a arte do caboclo! Eis duas que estavam lá na oficina, em fase de “transformação”:

E como o caboclo não é fraco, fecho esta exposição com a moto dele próprio. Coisinha básica, só para umas voltinhas de vez em quando…

Chaves para todos os gostos

Como vocês já estão cansados (ou não) de saber, essa “nova versão” do Titanic já virá com direção hidráulica, conforme o Seo Waltair conseguiu caçar uma para instalar no carro.

Daí que numa das últimas visitas semanais que regularmente acontecem duas ou três vezes por mês mais ou menos quando dá, ele me pediu a chave do carro. A questão é que a que estava originalmente na coluna de direção já estava meio que detonada (e é por isso que me arrependo amargamente de já ter deixado aquela molecada do lava-rápido ter dirigido o Titanic), a da coluna de direção que ele arranjou estava meio que assim marromêno e, já que estávamos fazendo tudo de novo, se fosse o caso poderíamos até colocar um miolo novo. Mas ele queria avaliar.

– No problem!

Chegando em casa fucei e fucei, na certeza de que havia guardado direitinho a chave do carro. Ledo engano. Não só achei a chave original, como também outras três – e mais um miolo!

Buscando pela memória (e pelo blog) vi que era o do próprio Titanic, que troquei no início dessa aventura. Bem, melhor sobrar que faltar, levei tudo pra oficina e deixei lá para “testes”.

Oremos…

O porquê de hoje ser um dia especial…

Sim.

De fato, hoje é um dia muito especial

Mas eu já conto. Já, já. Prometo.

Enfim, como de praxe fui para minha visita semanal ao nosso paciente opalístico mais querido deste nosso Brasil. Ou, pelo menos da oficina onde ele está.

As peças todas recondicionadas, renovadas, pintadas, trocadas ou novas mesmo, vagarosamente estão assumindo cada qual seu lugar nesse maravilhoso jogo de quebra-cabeças que é montar um carro “do nada”. Percebam que o cofre já está praticamente pronto para receber o motor.

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A direção hidráulica, já instalada, ainda demanda da coluna de direção. Conversei com o Seo Waltair hoje, que pediu-me para trazer as chaves do contato do carro (como é que fui me esquecer disso?), pois como a coluna que ele conseguiu é diferente, então está transferindo as melhores partes da que já tenho para esta. Tocam-me sininhos na memória de já ter trocado o miolo de ignição por um novo – mas acho que foi quando do Titanic II (o Opala 76, lembram-se?)…

Bem, pra semana trago as chaves para que ele avalie qual dos dois está melhor ou, na melhor das hipóteses, já trocar o miolo completo. De dentro para fora, de baixo para cima. É assim que vamos (re)construindo esse carro.

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E, no mais, tudo vai sendo (re)encaixado novamente. Até mesmo as porcas das rodas são novas!

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HEIN???????

“Rodas”, você disse?

Sim! “Rodas”, eu disse!

O nosso audaz combatente, velho guerreiro, eterno paciente, nossa lenda viva que um dia há de ficar pronto, finalmente voltou a se apoiar sobre as próprias rodas! E é justamente por isso que hoje é, sim, um dia muito especial!

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Sei que parece bobagem, palavras soltas de um velho apaixonado por veículos velhos, mas foi impossível não me emocionar quando cheguei, hoje pela manhã, e já o vi de longe, lá no fundo da oficina, garboso e imponente sobre suas boas e velhas rodas…

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Para que tenham uma ideia, desde o Fim da Mecânica Pesada, lá em julho de 2010, que nosso valoroso Titanic não se sustentava por si só. Foi uma emoção muito boa ver o carro novamente nessa situação – a de um “carro” novamente! Tenho certeza que Seo Bento, vulgo meu pai, vai ficar muito feliz em ver que O Projeto continua e vai indo muito bem, obrigado!

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Enfim, segunda-feira levo as chaves. E, dentro em breve – provavelmente muito breve – deve vir a conta da Fase Quatro – rodas, amortecedores, freios e direção. O que, por si só, já não deve ser pouco… É quando, então, vamos avaliar as medidas possíveis e necessárias para a Fase Cinco – retífica, montagem e funcionamento do motor!

Chavecando a chave

Vamos agora a uma imagem de nudez explícita, explorando as mais profundas entranhas de… uma chave!

Pensaram besteira, não foi não?

Mas este aqui é um blog de família e não rola dessas coisas aqui não!

Bem, quase…

Enfim, se vocês sempre tiveram curiosidade de entender melhor como funcionam aqueles dentinhos das chaves e como é que definitivamente elas destrancam suas respectivas fechaduras, através da imagem abaixo agora não restarão mais dúvidas!