Dia Internacional da Cerveja

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( Publicado originalmente no blog etílico Copoanheiros… )

Sandino

Hoje, 5 de agosto, do nada, descubro que nada mais é se não o Dia Internacional da Cerveja.

Ando completamente fora da blogosfera, inclusive o St-4rt está mais empoeirado do que… alguma coisa bem empoeirada, mas uma data assim tão especial não poderia ficar pra trás, então com muito trabalho, dei o bom e velho CtrlC CtrlV no Brejas, mas especificamente daqui.

História da Cerveja

Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.

Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas “casas de cerveja”, mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.

A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.

A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.

E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.

Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.

Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.

Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.

Referência bibliográfica:

http://www.kikipedia.com
http://www.apcv.pt
http://br.geocities.com/cervisiafilia

Cada Vez Mais Senhor

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( Publicado originalmente no blog etílico Copoanheiros… )

Sandino

E foi hoje, ou melhor, dada a atual hora, 00:52, ontem, que nosso querido copoanheiro Paulo Bicarato, o famoso Bica, ficou ainda mais Senhor, mas como eu e nosso copoanheiro Sr. Dotô Adauto chegamos na conclusão que a velhice é Romântica, isso não tem problemas.
Pois bem, estavamos nós no aconchegante ambiente do Armazem, em minha querida terrinha Jacarehy, e este Senhor nos deu o prazer de sua interpretação de Romaria.
Para mim foi a primeira vez (que dizem ser inesquecível), mas diz a lenda que é só entregar um microfone na mão de nosso copoanheiro que ele já começa a cantarolar com toda emoção que tem no coração (eta rimazinha dispensável).
Enfim, para quem não teve a oportunidade de presenciar tal performance, ou que queira rever, aqui está, Romaria, de Renato Teixeira, por Paulo Bicarato:

Copoanheiro Bicarato Interpretando Romaria

 

obs.: não conseguir fazer a incorporação do vídeo, o arquivo é maior do que o aceito pelo servidor, e o álcool já está fazendo efeito, então, caso algum copoanheiro queira me ajudar nesta tarefa será uma ajuda muito bem vinda! De qualquer maneira é só clicar no link acima que você acessará a página no YouTube com o vídeo de nosso copoanheiro. No mais, estou indo capotar…

Bica, Felicidades cara, como disse, sou péssimo para essas coisas, então tente lembrar das poucas palavras que te disse no dia 02/12/2010, realmente não lembro de todas elas, e principalmente da sequencia em que as recitei, mas pode ter certeza, saíram deste meu coração de eterno Copoanheiro e Amigo.

Lady in Red

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Zé Luiz Soares

Na falta de tempo pra criar, vou postando clássicos do meu blog pessoal. Espero que gostem. Este é de outubro de 2008, e foi realmente uma cena inesquecível. Grande abraço e parabéns pela qualidade dos textos.

A Dama de Vermelho

Ela chegou sozinha. Parou em frente ao balcão onde eu estava, deu um boa noite discreto como seu sorriso, vistoriou o ambiente e, antes de sentar-se numa mesa bem em frente, pediu um cinzeiro – que imediatamente passei às suas mãos.

Era jovem, na faixa dos 25, mas vestia-se como uma mulher de mais idade. O vestido vermelho, quase bordô, colado ao corpo esguio, revelava suas formas e exalava uma sensualidade que destoava do seu comprimento – abaixo dos joelhos – e do decote – quase na altura do pescoço.

Uma mulher elegante, sem dúvida. Salto alto, pernas lindamente cruzadas. Cabelos presos, maquiagem leve e um rosto juvenil, ainda que o “conjunto da obra” sugerisse um perfil mais maduro.

Pediu o cardápio, e decidiu rapidamente: Black Label ( o mais caro), sem gelo, e água com gás.

Fiquei surpreso. Ali estava alguém que sabia escolher uma bebida. Noite após noite, vejo clientes pedindo as mesmas coisas de sempre: chope, refrigerante, caipirinha, suco. Foi-se o tempo em que pedir whisky era natural. Após a Lei Seca, então, as garrafas de malte só faltam empoeirar na prateleira.

O pedido da moça, no entanto, remetia aos melhores bebedores de épocas passadas. O escocês, 15 anos, sem gelo – para não alterar seu sabor; a água, com gás – para apurar o paladar. Ela sabia das coisas.

Pra me encantar ainda mais, em vez de um cigarro comum, acendeu uma cigarrilha. Um charme. Movimentos de mão suaves, começou a tragar com uma elegância que não se vê mais. Gilda, total.

Como nada é perfeito, de repente sacou o celular – praga dos tempos modernos – e, freneticamente, começou a procurar mensagens, ou quem sabe algum número a discar. Falou com alguém, levantou-se e, sem desligar, perguntou-me o número do bar. 1229? OK.

Pensei: tá esperando o namorado. Normal.

Alguns minutos depois, chegou sua companhia. Era só um casal de amigos, que vieram também pra assistir ao show.

E com eles ficou até o fim. Até a hora em que pagaram suas contas, e ela se foi, sozinha. Pagou em cheque, como se fizesse questão de que seu nome assinasse aquele momento: Renata.

Foi-se, mas deixou no Villaggio uma atmosfera que há muito tempo eu não sentia. Se a boemia legítima não existe mais, o que aconteceu ali foi um instante nostálgico, que valeu a noite.

Dama de Vermelho, obrigado.

E O Buteco Vai Enchendo…

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Sandino

Não sei se fiquei contente ou preocupado ao ser convidado para este recinto. Mas como disse o Copoanheiro Adauto, no A.A. não podemos ingressar, pois de Anônimos não temos nada.

E aproveitando deixo aqui algo de extrema importância, pois independente de onde você esteja, a cerveja não pode faltar. Então caso você esteja perdido em qualquer um lugar que se fale os idiomas abaixo, é só encontrar um boteco e fazer seu pedido, e não deixe de ser educado e desejar Saúde antes do primeiro gole:

Inglês: “One beer, please” – “Cheers”
Espanhol: “Una cerveza, por favor” – “Salud”
Italiano: “Una birra, per favore” – “Salute”
Francês: “Une bière, s’il vous plait” – “Santé”
Latim: “Unam cervesiam, si placet” – “Sanitas bona”
Grego: “Mia beera, parakalo” – “Iamas”
Alemão: “Ein Bier, bitte” – “Prost” (Alemão); “Ein Prosit” (Dialeto bávaro)
Holandês: “Een bier alstublief” – “Proost”
Flamenco(Bélgica): “Een pintje alstublief” – “Proost”
Danês (Dinamarca): “En øl, tak” – “Skål”
Suéco: “En öl, tahk” – “Skål”
Norueguês: “En øl, takk” – “Skål”
Finlandês: “Yksi olut, kiitos” – “Kippis”
Tcheco/Eslavo: “Jedno pivo prosím” – “Na zdraví”
Polonês: “Jedno piwo prosze” – “Na zdrowie”
Russo: “Odno pivo pozhaluista” – “Na zdorovje”
Húngaro: “Egy sört kérek” – “Na zdrave”
Japonês: “Birru o ippon kudasai” – “Kampai”
Coreano: “Magjoo hanna Juse-yo” – “Chukbae”
Chinês Mandarim: “Ching gai wor e ping pea jou” – “Gan Bei”
Chinês Cantonês: “Ng goi bei gee bear jou” – “Gom bui”

uia!

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Marcelo

boteco novo que já nasce com clientela freguesia fina.
formidável: fazendo fiado, fico freguês!
• • •
bom, como acabei de chegar a convite do copoanheiro dotô adevogado adauto, deixa eu me acomodar, conhecer os outros convivas e daqui a pouco (= cerca de 7 copos) eu já tô mais enturmado.

como disse um pouco diferente, logo ali embaixo, o copoanheiro paulo soares, eu tinha um monte de coisa pra contar mas… esqueci!

então, na falta de algo melhor, apresento aos camaradas o mestre de todos nós, aquele que não somente é proprietário do bar perfeito, mas ainda o conduz com a sabedoria que só o lado de trás do balcão ensina.

com vocês, *osmar, o dono do bar*:

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criação de ricardo coimbra.

Chama mais uma…

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Paulo Soares

…que eu tô chegando!

Bem, também fui convidado pelo amigo e copoanheiro Adauto, e já lhe adiantei que é possível que eu tenha algumas interessantes passagens etílicas. O difícil é lembrar delas, hehe…

Enquanto a amnésia alcoólica compromete essa minha estreia, mando por ora uma planilha que recebi há uns tempos para facilitar a vida nos nossos churrascos.

Para quem por acaso não conhece, aí vai a “ChurrasCalculator“:

Link para baixar o arquivo (formato .xls): http://zip.net/bkRF

Saudações (e me chamem para o churrasco!).

Paulo Soares