Eu não sei o porquê de eu ainda insistir…
Estou fadado a perder toda e qualquer discussão filosófica que vier a ter com meu filhote caçula, o Jean, de apenas quatro anos de idade.
Na prática já nem me lembro direito o que foi que deu origem à “conversa”. Creio que foi algo como eu e a Dona Patroa cogitarmos uma saída para nos divertir. Contudo, orbitando por ali e levado a colocar seu peculiar ponto de vista sobre a questão, eis com o que o petiz me saiu:
– Mas vocês não podem fazer isso! Adultos só trabalham e ficam conversando e falam com os filhos. Já as crianças podem fazer o que quiserem. E eu tenho razão.
Alguém poderia, por favor, contestar essa teoria?
Eu não consegui.


E eis que o anteontem o filhote do meio, do alto de seus seis anos, não acordou lá muito bem. Tosse seca, enjôo, etc. Nada parava no estômago e ele comecou a ter acessos de vômito. A Dona Patroa conversou com o pediatra de praxe e o diagnóstico foi cirúrgico e certeiro: VIROSE. Ou seja, o “mal” que acomete 99,9% das crianças na falta de algo mais preciso.