Dúvida cruel

Sim, eu sei que o pó está acumulando pelos cantos aqui do blog e o pergaminho aí do fundo está até amarelando. Mas tô trabalhando paca, fazer o quê?…

Mas para que não passemos mais de uma semana totalmente em branco, convém contar um pequeno causo desta semana.

É que meu caçula, o Jean, com quase cinco anos, agora também passou a ter “tarefinhas” da escola. Na realidade algumas atividades lúdicas somente para contextualizar o caboclinho que também existem deveres na vida. Coisas como pintar uma casa, desenhar um gato, fazer as letrinhas do nome, etc.

Devidamente de banho tomado, a Dona Patroa disse-lhe:

– Muito bem. Agora vai lá pra sala com o seu irmão e faça sua tarefinha, tá bom?

– Tá.

Detalhe: quem já estava na sala era o segundo-dos-três, Erik, de sete anos, também cuidando de seus deveres.

E eis que, de longe, foi possível ouvir o seguinte diálogo:

– Oi, Jean. Arruma suas coisinhas aí, tá?

– Tá bom.

– Ah, e se você tiver alguma dúvida me avisa que eu ajudo, tá bom?

– Tá bom. Brigádu.

(Pequena pausa…)

– Erik?

– Oi, Jean?

– Quiquié “dúvida”?…

Projeto três-por-quatro

Numa daquelas aventuras etílicas de elucubrações mentais (talvez até mais digna de figurar lá no Copoanheiros que aqui), eis que eu e o nobre cervejonauta Bicarato, num arroubo de valentia face à extremamente cansativa semana que se encerra, resolvemos tecer nossas teorias acerca da injusta divisão semanal de trabalho-descanso.

Explico.

A semana tradicional, a qual classificamos de cinco-por-dois (cinco dias de trabalho por dois de descanso) necessitaria de uma imediata reformulação. A primeira proposta – prontamente deixada de lado – seria de uma relação dois-por-cinco, mas aí até nós dois mesmos já concluímos que seria vagabundagem demais…

Então resolvemos fechar que o mais coerente a se adotar seria a relação três-por-quatro (retratistas do Brasil, segurem-se pois isso NÃO é com vocês!). Ou seja, três dias de trabalho por quatro de descanso.

A regulamentação disso deverá se dar por Decreto Presidencial, pois, primeiramente, somente o Poder Executivo é quem teria a rapidez necessária de baixar unilateralmente uma norma nesses moldes; segundamente, apresentar uma lei dessas à Câmara poderia gerar meses (anos?) de discussão até que nossas centenas de deputados NÃO chegassem a um acordo definitivo; e, terceiramente, não seria justo submeter ao Poder Legislativo um projeto dessa estirpe. Concorrência desleal, sabe? Afinal de contas eles JÁ praticam essa relação três-por-quatro em seu dia-a-dia…

Mas voltemos ao que interessa.

Algumas peculiaridades seriam necessárias para essa formatação. A melhor maneira de implementar o Projeto três-por-quatro seria extirpando diretamente determinados dias da semana – mas creio que discordamos em alguns pontos nesse quesito, talvez por entendermos que dias diferentes deveriam ser suprimidos. Ou será que foi porque acabei com o amendoim enquanto ele tomou o último gole de cerveja?… Não me lembro bem, mas tenho certeza de que em alguma coisa discordamos!

Enfim, segundo o MEU entendimento, os dias Terça, Quinta e Sábado deveriam desaparecer. Coisa mais inócua e dias mais sem graça esses! Assim a semana teria somente a Segunda, Quarta e Sexta. E, é lógico, até pegar no tranco ninguém começa mesmo a trabalhar antes do meio-dia da Segunda. Já na Quarta dá pra se trabalhar direitinho, que nem gente grande. Porém, na Sexta, dando meio-dia já diminui o ritmo do trabalho enquanto começa o agito porque o final de semana está chegando!

Enquanto isso o Domingo seria multiplicado por quatro. Não chegamos exatamente a concluir como isso se daria, pois entramos numa ferrenha discussão sobre qual seria a origem da palavra “Domingo” para que pudéssemos dar uma destinação semântica coerente a todos os dias da semana. Lembro de algo sobre o Mingo, aquele índio do Daniel Boone, o que nos levou à possível figura de um ordenança do Senhor chamando “Min”, oriundo da terra do Tio Sam, o qual receberia ordens em inglês no sentido de “Do! Min, go!”. Mas, apesar de concordar com a figura desse ordenança, o copoanheiro discordou de seu nome, pois poderia trazer algum conflito com a figura da Madame Min, e ninguém aqui tá a fim de enchimento de saco por causa de direitos autorais. Então voltaria a ser Mingo, esse atrapalhado faz-tudo de Deus.

Mas, nesse ponto, o teor etílico comprometeu a seriedade do estudo, que resolvemos deixar para outro dia, e passamos então a falar de bobagens e amenidades…

Sobre músicas de ninar

Conversa entre duas crianças….

– E aí, véio?

– Beleza, cara?

– Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

– Quer conversar sobre isso?

– É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

– Como assim?

– Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

– Nunca.

– Pois é. Mas o pior veio depois… O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

– Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?

– Hmmmm, pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?

– Como assim, véio?

– Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

– Calma maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

– Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

– Tipo o quê?

– Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

– Caramba! Mas por que ela fez isso?

– Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

– Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara…

– E sabe a Francisca ali da esquina?

– A Dona Chica? Sei sim.

– Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

– Putzgrila! Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

– Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora…

– Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

– Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de “Anjo”. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela… Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.

– Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

– É. Só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.

– Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

– Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito!

Tribunal de Contas: conselheiros sob suspeita

Lá d’O Globo:

Conselheiros de tribunais sob suspeita. De fiscais das contas, eles passam a investigados por desvio de verbas

Levantamento feito pelo GLOBO e publicado na edição desta segunda-feira em reportagem de Jailton de Carvalho, mostra que conselheiros de tribunais de contas dos estados e municípios foram ou estão sendo alvo de investigação em operações de combate à corrupção da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nos últimos cinco anos. As acusações giram em torno de uma prática apenas: cobrança de propina para aprovação de contas irregulares de prefeituras. O privilégio de ocuparem cargos vitalícios, com altos salários e mordomias, não tem impedido que esses conselheiros troquem de lado e, em vez de combater, passem a se envolver com desvios de verbas públicas.

Esses tribunais são os principais órgãos de controle das contas de estados e municípios. São fiscais que devem zelar pela correta aplicação de cada centavo de verba pública. Mas a inversão de valores está na ordem do dia. Nas recentes investigações da polícia já foram fisgados conselheiros dos tribunais de contas do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Paraíba, Amazonas, Sergipe e Maranhão. Governadores e parlamentares não gostam de tratar do assunto.

Afinal, cabe aos tribunais aprovar ou não a engenharia financeira dos governos estaduais e das prefeituras.

– São necessários procedimentos modernizadores nos tribunais de contas para que se adequem aos novos tempos em termos de fiscalização – afirma Marinus Eduardo, um dos procuradores do Ministério Público do Tribunal de Contas da União.

Procurador defende controle externo

O procurador, mesmo comedido nas palavras, entende que, para frear a corrupção em tribunais de contas, seria importante até mesmo a criação de um órgão de controle externo nos moldes do Conselho Nacional de Justiça, instituído para fiscalizar o Judiciário. Hoje, os tribunais de contas não sofrem fiscalização de espécie alguma. São órgãos auxiliares das assembleias estaduais, mas os conselheiros apenas podem ser investigados e, se for o caso, punidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Não existem mecanismos de controle interno dos conselheiros.

– Quem tem a possibilidade de decidir tem a possibilidade de vender a decisão. A ocasião faz o ladrão – alerta o diretor da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, que também defende a fiscalização sobre os tribunais de contas.

Projetos tentam coibir corrupção

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) e a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), entre outros parlamentares, apresentaram projetos para tentar melhorar a eficiência e coibir a corrupção nos tribunais de contas. A proposta de emenda constitucional da deputada prevê o fim do caráter vitalício dos mandatos dos conselheiros. A proposta também muda os critérios de indicação dos conselheiros. Hoje, quase todos são indicações políticas. A emenda está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Para a deputada, o assunto não é dos mais agradáveis, mas com a crescente pressão da sociedade por lisura na administração pública, a proposta tem mais chances de seguir adiante.

Os cargos de conselheiros dos tribunais de contas dos estados estão entre os postos mais cobiçados do serviço público. Os conselheiros ganham salários de aproximadamente R$ 23 mil mensais, têm direito a carro com motorista e, em geral, trabalham de dois a três dias por semana. Os conselheiros têm ainda prerrogativas de desembargadores: só podem ser investigados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso tudo com uma vantagem adicional: estão longe das pressões por trabalho e eficiência que recaem sobre juízes e parlamentares. Para o diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, muitos conselheiros vivem “como se estivessem na corte de D. Pedro”.

Panelas wi-fi

Mais uma que tive notícias lá pelo grupo da Metareciclagem – pessoalzinho profícuo, esse!

Panelas conectam zona rural da Indonésia à internet

A população mais pobre da ilha de Java, na Indonésia, tenta de todos as formas não ficar à margem da informação: em um prodigioso engenho, desenvolveram uma antena Wi-Fi para se conectarem à internet a partir da “wajan”, uma panela tradicional semelhante ao “wok”.

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“É um sucesso: elas são baratas, dão acesso à informação, estimulam a comunicação e familiarizam as comunidades rurais com a mídia”, disse à Agência EFE Edwin Jurriens, professor universitário australiano especializado em língua e cultura indonésias.

As “wajanbólicas” são antenas rústicas construídas a partir de uma “wajan” atravessada por um tubo de PVC com um adaptador Wi-Fi USB em seu interior.

Esta é a pedra fundamental de uma nova iniciativa comunitária que tem por objetivo conectar a Indonésia rural com a rede. Os outros dois elementos necessários são um computador e a emissora de rádio local.

“O sinal de internet é transmitido pela antena da rádio local. Isto significa que a comunidade só precisa de uma assinatura de internet, a da emissora”, acrescenta Jurriens.

A iniciativa começou em 2007, a partir de um modelo desenvolvido pelo guru indonésio das telecomunicações Onno Purbo, e começa a se difundir nas zonas rurais e empobrecidas do centro de Java, onde a conexão à mais barata das redes de internet toma um terço do salário médio na região.

Por enquanto, as “wajanbólicas” se instalaram em cerca de dez povoados próximos a Yogyakarta, assim como em escolas e universidades.

Diversas oficinas de promoção, algumas com apoio público, estão divulgando suas possibilidades pelo arquipélago indonésio, que enfrenta deficiências graves de infraestrutura e tem cerca de 100 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

A Indonésia tem 25 milhões de internautas, 10% de sua população, dos quais somente 241 mil possuem conexão de banda larga, segundo os dados da Associação de Provedores de Internet da Indonésia (APJII) e a União Internacional das Telecomunicações (ITU).

Nestas condições, Edwin Jurriens está convencido que as “wajanbólicas” têm potencial para se popularizar em todo o país por anos.

Além disso, o acesso à internet também possibilita a comunicação entre os membros das comunidades, o que está fomentando a criação de conteúdos próprios, em formato escrito e audiovisual; e obrigando os governos locais a informar seus cidadãos.

As antenas “Wajan” estão “tornando mais transparentes os processos de tomada de decisão das pequenas cidades”, argumenta o professor australiano.

Jurriens considera que estes aparelhos são um grande passo para contribuir com o desenvolvimento econômico e democrático da área rural indonésia e de outros países em desenvolvimento.

“Para as comunidades locais, o custo de receber e trocar informação relevante é frequentemente alto demais”, afirma.

“A internet comunitária pode fornecer alternativas para fechar o abismo entre ricos e pobres em termos de informação, e estimular uma distribuição mais justa do conhecimento”, opina.

EFE

Solução para dias de chuva forte

Para quem tem sérias preocupações em ficar encalhado dentro do carro em dias de chuva forte devido à recente alta do índice pluviométrico local (bonito isso!), SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!! Com este Suzuki à prova d’água, devidamente revestido com antiaderentes e impermeabilizantes por dentro e por fora do motor não há a mínima possibilidade de o carro parar, atolar, travar, morrer ou afogar (HAH!) caso o nível d’água suba além do limite. O único problema que ainda não foi solucionado (por enquanto) é como impermeabilizar a parte interna do carro bem como o próprio motorista…