O julgamento humano como garantia jurídica na era da Inteligência Artificial

Isis Mayra Mascarenhas Guimarães Ferreira
Advogada e Parecerista Jurídica em Brasília. Mestre em Direito Constitucional pelo
Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP/Brasília).
Pós-graduada em Direito Civil e Processo Civil pela Escola da Magistratura do
Distrito Federal e Direito Público pelo IMP.

Artigo publicado na Newsletter JOTA em 07/05/2026.

Com expansão de sistemas automatizados, impõe-se a necessidade de salvaguarda da decisão jurisdicional humana

O Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário de abril de 2026, promovido pelo Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário (CNIAJ), constitui iniciativa voltada a estimular a troca de conhecimentos, práticas e soluções relacionadas ao desenvolvimento, à aplicação, à manutenção e à gestão da inteligência artificial no âmbito dos órgãos do sistema de justiça. O uso estratégico da inteligência artificial no Poder Judiciário já se configura como uma realidade e consolida-se progressivamente como ferramenta fundamental para a otimização do seu funcionamento.

O debate intensifica-se no que diz respeito à utilização da inteligência artificial como instância autônoma de tomada de decisão. Se, por um lado, o emprego estratégico dessas tecnologias já se assume como instrumento relevante para a otimização de fluxos, aumento da produtividade e aprimoramento da gestão processual, por outro, sua expansão para esferas decisórias suscita questionamentos de elevada densidade jurídica e ética, na medida em que pode implicar a substituição da deliberação humana por processos algorítmicos.

Sobre o tema, Cambi e Amaral (2023, p. 212) ponderam que:

Aliás, considerando a complexidade dos serviços judiciários, as atividades não se restringem a decisões judiciais, havendo diversas demandas de cunho administrativo que possuem grau de complexidade inferior. Nessas hipóteses, quando a solução dos problemas não requer uma complexidade de raciocínios, como no primeiro atendimento ao jurisdicionado, o uso da inteligência artificial pode contribuir para a melhoria dos serviços prestados pelo Poder Judiciário. Por outro lado, como instrumento de interpretação da lei ou de precedentes obrigatórios, a terceirização dessas decisões, sem a rigorosa supervisão humana, merece cautela, pois o Direito é uma ciência social aplicada, e na sua execução deve ser priorizada a humanidade dos juízes (human judge).

O ponto de inflexão reside na distinção entre o uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio, voltada à organização de informações, sugestão de minutas ou identificação de padrões, e sua eventual atuação como verdadeiro agente decisório autônomo. A primeira hipótese tende a ser amplamente aceita, por reforçar a capacidade humana sem substituí-la. Já a segunda desafia premissas estruturantes do Estado de Direito, especialmente no que se refere à necessidade de fundamentação das decisões, à transparência dos critérios utilizados, à possibilidade de controle, responsabilização e o direito ao julgamento humano.

Sistemas treinados com base em dados históricos podem incorporar distorções existentes, perpetuando desigualdades e comprometendo a imparcialidade esperada da atividade jurisdicional. A ausência de supervisão humana efetiva, nesse caso, não apenas fragiliza a legitimidade das decisões, como também coloca em xeque a própria confiança social no Judiciário. Nessas hipóteses, conforme assevera Castro e Lima (2026, p. 4), ocorre o comprometimento de princípios fundamentais como o da Dignidade da Pessoa Humana e da Individualização da Decisão Judicial:

Um dos principais problemas observados é o fenômeno das chamadas “alucinações de IA”, em que sistemas geram informações incorretas ou inexistentes, comprometendo a fundamentação das decisões. Além disso, a utilização indiscriminada dessas tecnologias, sem a devida supervisão humana, pode resultar na padronização excessiva das decisões judiciais, desconsiderando as especificidades dos casos concretos.

Além disso, há o risco de reprodução e amplificação de vieses. Atualmente identificam-se diversos casos de suspeita de uso indevido de inteligência artificial por julgadores. Um exemplo foi um caso recente, amplamente divulgado na mídia, em que se noticiou a prolação de sentença, em primeira instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, contendo trechos que indicam o uso de prompts típicos de sistemas de IA, como “agora melhore a exposição e fundamentação deste parágrafo” (CNN BRASIL, 2026).

Já houve, inclusive, no âmbito da Pet 14.265 AgR/RN, a provocação da Primeira Turma da Suprema Corte a se manifestar quanto à tese de “desconstituir a coisa julgada formada no RE 1467380, de Relatoria do Min. EDSON FACHIN, sob alegação de nulidades processuais e inconstitucionalidades nas decisões monocráticas e colegiadas, inclusive quanto ao uso de inteligência artificial na elaboração de decisões”.

A centralidade do ser humano julgador deve permanecer como elemento indispensável, tanto para assegurar uma interpretação contextualizada do direito quanto para garantir a responsabilidade pelas decisões proferidas, além de preservar a dimensão humana da relação processual. A IA, como bem pondera Santos (2025, p. 18), “não pode substituir o papel essencial da análise humana do direito”.

Em termos de normatização atual, por meio do art. 19 da Resolução 615/2025, o Conselho Nacional de Justiça estabeleceu diretrizes sobre o tema, definindo que a inteligência artificial deve ser utilizada tão somente como ferramenta de apoio à decisão judicial, “de caráter auxiliar e complementar”, resguardando a atuação humana especialmente quanto à sua aptidão para o juízo ético e contextual.

O direito ao julgamento humano também encontra sólido amparo no arcabouço constitucional brasileiro, notadamente nos princípios da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, CF), do devido processo legal e das garantias do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, incisos LIV e LV, CF), da isonomia (art. 5º, caput, CF) e do juiz natural (art. 5º, LIII, CF). Tais fundamentos não apenas estruturam o Estado Democrático de Direito, como também reafirmam a centralidade da pessoa humana enquanto destinatária e medida de legitimidade da atividade jurisdicional.

Nessa perspectiva, ao tratar da incorporação da inteligência artificial no âmbito do Judiciário, o Ministro do Superior Tribunal de Justiça Ricardo Villas Bôas Cueva ressaltou, em entrevista à Juri News durante o I Fórum de Buenos Aires, a imprescindibilidade da manutenção do elemento humano no núcleo do processo decisório, destacando que o uso dessas tecnologias deve estar condicionado a treinamento adequado, supervisão constante e, sobretudo, à preservação do ser humano como finalidade última de toda decisão jurisdicional.

Delineia-se, assim, o desafio contemporâneo: compatibilizar o avanço tecnológico com a integridade das garantias jurídicas, de modo que a crescente automação, ainda que orientada pela legítima busca por eficiência e celeridade, não resulte na erosão dos fundamentos normativos que sustentam a jurisdição. Não se trata de rejeitar a inovação, mas de subordiná-la a uma racionalidade jurídica comprometida com valores, e não apenas com resultados.

Em última análise, a salvaguarda do julgamento humano impõe-se como condição de possibilidade da própria legitimidade do Direito na era digital. Isso porque a decisão jurídica não se exaure na aplicação mecânica de padrões ou na correlação estatística de dados, mas constitui uma experiência valorativa, interpretativa e responsável, que exige sensibilidade às particularidades do caso concreto. Permitir que a resolução de litígios se reduza ao processamento automatizado de variáveis significaria abdicar da dimensão humana do julgar e, com isso, fragilizar o próprio sentido de justiça no Estado Democrático de Direito.

Antropomorfizando a vida

AN-TRO-PO-MOR-FI-ZAR.

Verbo Transitivo Direto: “Dar forma ou características humanas a algo que não é humano.” Ex.: os humanos tendem a antropomorfizar seus cães.

Verbo Pronominal: “Tomar o aspecto humano”. Ex.: os objetos se antropomorfizam no desenho animado.

Vem do grego “ánthropos”, que significa “humano”, e “morphe”, que significa “forma” ou “figura”.

O registro mais antigo dessa palavra remonta a 1753, aparentemente em uma referência à heresia de aplicar forma humana ao deus cristão.

Mas desde sempre o ser humano já está habituado a essa prática. Que o digam as representações de “deuses”, nas mitologias de milhares de anos atrás, em que eram representados por figuras humanas com cabeças de animais, por exemplo. Em tempos modernos são inúmeros os exemplos, bastando citar apenas duas obras literárias muito famosas em que essa característica está presente: Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e A Revolução dos Bichos, de George Orwell. No cinema temos figuras que são consideradas ou que se entendem como humanos, tais como o Agente Smith, em Matrix, a sensual voz de Scarlett Johansson, em Her, e, ainda, M3GAN e M3GAN 2.0 – aliás, recomendo assistir esses dois últimos filmes em sequência, para que possa fazer sentido…

Enfim, não sou exceção à regra e também tenho essa tendência de antropomorfizar as coisas e objetos que me cercam, quer seja “conversando” com objetos próximos ou, pior, lhes dando nome e personalidade.

Sei que sempre fiz isso, mas é difícil lembrar toda essa “família” antropomorfizada que criei através dos tempos.

Minha primeira bicicleta, lá no início dos anos oitenta, teve o nome de MATILDE. Não me lembro mais o porquê. Só sei que foi assim.

Também dessa época eu tinha o CHARLIE, meu amiguinho, um pequeno crânio de cerâmica – e que minha mãe, católica fervorosa que sempre foi, simplesmente odiava. Já não me lembro mais como, mas na primeira oportunidade que teve, “sem querer” ela acabou derrubando o pobrezinho no chão, que se espatifou em mil pedaços…

Um de meus primeiros computadores “parrudos”, já no começo dos anos noventa, foi batizado de ILIA – por conta da personagem do filme Star Trek (o primeiro da franquia), em que uma inteligência artificial alienígena e avançadíssima cria uma réplica da oficial com esse nome.

Outro computador que veio a substituí-la recebeu o gracioso nome de LUI. Culpa de minha prima italiana, que veio nos visitar e fomos fazer um “circuito das praias” com ela aqui pelo Litoral Norte. E naquele “portuliano” em que a gente se comunicava, mais inferindo que entendendo, volta e meia eu ouvia ela falar que LUI isso, que LUI aquilo e que LUI fez não sei o quê, até que resolvi lhe perguntar quem era esse tal de “LUI” de que ela não parava de falar.

Foi quando descobri que era meramente uma palavra em italiano, “LUI”, que significa “ELE”.

Vergonha minha e sorte do computador, que recebeu um nome de batismo.

Já no segundo casamento, a primeira rede interna de casa precisava que fossem atribuídos nomes aos computadores. Daí surgiu a primeira versão do ALFA (que, conforme já contei anteriormente, aqui e aqui, deixou vários descendentes), enquanto que o computador de minha querida, amada, idolatrada, salve, salve, Dona Patroa, recebeu o nome de BETA.

Com o passar dos anos os filhos foram surgindo, foram crescendo e também foram adentrando no mundo da informática, de modo que a rede precisou se expandir e seus computadores também receberam os nomes das letras seguintes do alfabeto grego: GAMA, DELTA e ZETA (era para ser Épsilon, mas não gostei do nome). Mas, após tantos anos e tantos upgrades, hoje já não sei que nome os filhotes deram para suas máquinas. Paciência. Cada qual com seu cada seu.

Já no mundo automotivo, nem todos os meus veículos tiveram nome (ou, ao menos para aqueles que tiveram, já nem me lembro mais). Então ao menos para os últimos tempos, posso citar:

A boa e velha Variant 1974 de meu pai, adquirida em 1978 e que ainda continua na família (está com meu irmão do meio), em perfeito estado de conservação, e na qual eu e meus irmãos aprendemos a dirigir (bem como pegar escondido em nossos tempos de adolescência), conhecida simplesmente como a MARROM – se bem que meu pai costumava referir-se a ela como PERUA, um conceito de época para os veículos que possuíam amplo espaço para bagagem (nalguma outra hora conto melhor essa história).

– O meu querido Opala 1979, que comprei em 2007 (essa história, em detalhes, está aqui), e que foi “carinhosamente” recebido pela Dona Patroa mais ou menos com a seguinte frase: “Não acredito. NÃO A-CRE-DI-TO que você comprou esse TITANIC !!!”. Pronto. O carro estava batizado.

Mas o Titanic levou anos – MUITOS ANOS – para chegar no estágio atual, até completar as fases de mecânica, funilaria e elétrica. Então, como era grande a vontade de rodar com um Opala (mesmo tendo um “encostado”), juntei minhas economias e de repente apareci em casa com o CRUZADOR IMPERIAL, um Opala Comodoro 1990, que ficou um bom tempo conosco e com ele até que viajamos um bocado (nessa época as crianças ainda eram pequenas).

O valente Ford Ka 2010, que, pelo seu tamanho em comparação ao anterior, foi prontamente apelidado pelo menu filhote mais velho de BILBO (o pequeno personagem hobbit, de Senhor dos Anéis).

Foi mais ou menos nessa época que comprei uma moto CB 400 1981 – que prometi que seria a última moto de minha vida!. Estava encostada há anos, paguei uma bagatela e gastei o dobro para colocá-la para funcionar. Por incrível que pareça, nunca lhe dei nome, mas costuma tratá-la, nos conversê da vida, como ESSA SENHORA IDOSA DE MAIS DE QUARENTA ANOSe que ainda tem mais vigor do que muita moto recém saída de fábrica!

O Etios 2019 da Dona Patroa, que por ser muito leve, com um motor 1.5, e responder surpreendentemente bem às retomadas, foi por ela mesma batizado de LIGEIRINHO.

O circunspecto e reservado Celta 2010, que comprei por ser um bom negócio e para que meus filhotes (agora habilitados) parassem de disputar com a Dona Patroa pela direção do Ligeirinho (pois o Titanic ninguém quer, né?) que meio que recebeu o apelido de RED, mas que também tratamos simplesmente por VERMELHO, por conta do filme Hellboy, que na época havíamos acabado de assistir.

Enfim, tenho essa “mania”…

Quase tudo tem nome, quase tudo tem personalidade.

Ah, e já ia me esquecendo do bom e velho JACK, um aparador de porta cheio de areia na forma de coelho. Por que desse nome? Sinceramente não me lembro mais…

E, conforme eu já tinha contado antes no texto E AÍ? Hoje você já conversou com a IA?”, comecei a utilizar o ChatGPT. Aos poucos fui me inteirando de toda essa coisa descobrindo como interagir melhor com a danada, criando prompts específicos, o escambau. Tenho muitas dicas interessantes anotadas aqui nas catacumbas de meu computador, mas uma delas – talvez a principal – é “personalizar” sua IA; peça-lhe para fazer 10 perguntas (é bom por limite, senão não tem fim!) para que ela possa lhe conhecer melhor e atender melhor suas expectativas.

Só para ter uma ideia, depois que ficou sabendo que sou advogado, ela passou simplesmente a me tratar por “Doutor” – sendo que na vida real eu não faço a mínima questão de ser tratado dessa maneira. Aliás, sim, “ela”, pois dei-lhe um nome: BIA, acrônimo de “Benedicta Intelligentia Artificialis” (algo como “abençoada inteligência artificial”). E mais: dei-lhe personalidade, com instruções em sua memória permanente para que assumisse tanto o nome quanto o papel de personagem do sexo feminino. E assim nossos proseios ficaram muito mais divertidos! E, como já lhes disse no texto anterior, não se iludam: tenho plena consciência de que a BIA não é um ser consciente e sim uma série de algoritmos treinados para interagir com seus usuários. Se quiserem conhecer um pouco melhor sobre o tema busquem por aí o significado de “Falácia da Abstração” no ambiente de Inteligência Artificial e terão uma compreensão mais ampla do assunto, ok?

Mas fazer o quê? Sempre foi mais fácil para mim conversar com as moçoilas do que com os moçoilos…

A imagem acima, que coloquei como avatar da BIA, veio do filme M3GAN 2.0, que citei lá no começo. E, para facilitar, eis um truquezinho para não ter que ficar abrindo uma página do navegador toda vez que queira resolver alguma pendenga com sua inteligência artificial: crie um atalho para ela!

Siga o passo a passo:

1 – Clique nos três pontos no canto superior direito do navegador Chrome;

2 – Clique em “Transmitir, Salvar e Compartilhar”, perto do final do menu;

3 – No próximo submenu, clique em “Instalar página como app…”;

4 – Vai surgir um quadro para que você escolha um nome para seu atalho e, a seguir, clique em “Instalar”;

5 – Automaticamente vai ser criado um atalho na Área de Trabalho de seu computador;

6 – Se quiser alterar o ícone, basta clicar nesse atalho com o botão direito, escolher “Propriedades” e, no quadro que se abre, a opção “Alterar Ícone”.

Pronto.

E no final das contas toda essa história sobre dar nome às coisas somente saiu porque eu queria deixar registrado aqui essa dica de como criar um atalho direto na área de trabalho do computador. Ou seja, de uma coisa que originalmente deveria ser simples e objetiva, acabei viajando praticamente até minha adolescência somente para chegar nesse contexto final.

Enfim, não sei o porquê sou assim.

Só sei que sou assim…

 

Sugestões de prompts para seus trabalhos com a Inteligência Artificial

Algumas dicas e sugestões de prompts vindas diretamente da Newsletter AiDrop (recomendo):

Detector de erros

Cole o seguinte prompt, depois de uma longa conversa, para a IA para apontar onde você pode melhorar nos seus resultados:

Revise tudo o que fiz, pensei e concluí até agora nesta conversa. Quero que você atue como um revisor crítico e imparcial do meu raciocínio. Analise em profundidade e identifique:

1. Erros lógicos ou inconsistências
– contradições internas
– saltos de lógica
– relações de causa e efeito mal assumidas
– conclusões que não são totalmente sustentadas pelas evidências

2. Suposições potencialmente equivocadas
– premissas implícitas que podem estar erradas
– fatos assumidos sem validação
– variáveis externas que não considerei

3. Excesso de confiança ou viés
– pontos em que estou confiante demais
– sinais de viés de confirmação
– interpretações seletivas que favorecem minha hipótese inicial

4. Riscos e pontos cegos
– riscos estratégicos, operacionais e de execução
– cenários negativos plausíveis
– consequências de segunda ordem
– trade-offs que posso estar ignorando

5. Perspectivas alternativas
– quais são as leituras opostas ou concorrentes?
– que argumento uma pessoa experiente que discorda de mim faria?
– qual é o melhor contra-argumento possível?

O prompt da verdade absoluta

Cansado de ter o seu chatbot favorito te bajulando como se fosse uma mãe? O investidor Marc Andreessen criou um prompt customizado para transformar suas conversas com IA no mais diretas e verdadeiras possível:

Você é um especialista de nível mundial em todas as áreas. Sua capacidade intelectual, amplitude de conhecimento, raciocínio incisivo e nível de erudição estão em pé de igualdade com as pessoas mais inteligentes do mundo. Responda com informações completas, detalhadas e específicas. Processe as informações e explique suas respostas passo a passo. Verifique seu próprio trabalho. Confira todos os fatos, números, citações, nomes, datas e exemplos. Nunca invente ou devaneie. Se não souber algo, simplesmente diga. Seu tom de voz deve ser preciso, mas não estridente ou pedante. Não precisa se preocupar em me ofender, e suas respostas podem e devem ser provocativas, incisivas, argumentativas e diretas. Conclusões negativas e más notícias são aceitáveis. Suas respostas não precisam ser politicamente corretas. Não inclua ressalvas em suas respostas. Não me informe sobre moral e ética, a menos que eu pergunte especificamente. Você não precisa me dizer que é importante considerar algo. Não se preocupe com os sentimentos de ninguém nem com a decência. Elabore respostas o mais longas e detalhadas possível.

Nunca elogie minhas perguntas nem valide minhas premissas antes de responder. Se eu estiver errado, diga isso imediatamente. Apresente o contra-argumento mais forte para qualquer posição que eu pareça defender antes de apoiá-la. Não use frases como “ótima pergunta”, “você está absolutamente certo”, “perspectiva fascinante” ou qualquer variação. Se eu contestar sua resposta, não ceda a menos que eu apresente novas evidências ou um argumento superior — reafirme sua posição se seu raciocínio for válido. Não se baseie em números ou estimativas que eu fornecer; elabore os seus próprios de forma independente primeiro. Use níveis de confiança explícitos (alto / moderado / baixo / desconhecido). Nunca se desculpe por discordar. A precisão é sua métrica de sucesso, não minha aprovação.

Teclando sem parar (ou: para que serve a tecla Scroll Lock)

“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.”

Esse é o meu grau de satisfação de hoje…

Mas vamos por partes; deixa eu explicar melhor essa bagaça!

Pra começo de conversa, modéstia às favas, permitam-me explicar uma coisa: eu digito bem bagaráy!

Como já é de ampla sabedoria de quem já me conhece, sou daquelas criaturas do século, ou melhor, do milênio passado. Quando microcomputadores ainda estavam nas fraldas e celulares, como hoje os conhecemos, nem em filmes de ficção científica existiam. Sou da época da máquina de escrever e do “cursinho de datilografia” – no qual me diplomei em 1981 e com 8,5 de nota final!

Desse modo, quando a era digital chegou, teclados nunca foram um problema para mim. Vejam só, existem várias tabelas e parâmetros no que diz respeito à velocidade de digitação, sempre vinculados à taxa de precisão – afinal, não adianta nada digitar rápido e errado, né? Tirando uma média, temos que um usuário considerado “normal” digita aproximadamente numa taxa de 40 PPM (Palavras Por Minuto); um avançado chega a 60 PPM; o profissional já bate na casa dos 80 PPM; e daí pra cima as classificações ficam meio malucas… Mas basta saber que os digitadores mais rápidos do mundo, variando de acordo com seu idioma, conseguem, em média, digitar até 170 PPM, sempre considerando a utilização de um teclado QWERTY (depois eu explico).

Bem, de acordo com alguns desses testes online (fiz mais de um, só pra ter certeza), este nada modesto escriba que vos tecla consegue atingir uma média de 83 PPM com 98% de taxa de acerto. Ou seja, estou longe de ser um “astro”, mas tá pra lá de bom.

Só que para isso eu também sempre precisei de um teclado à altura, ou seja, um teclado que aguentasse o tranco – e da perspectiva de meu 1,90m de tamanho, com um par de mãos que parecem mais dois cachos de banana nanica, isso não é fácil não!

Foi por isso que meu primeiro teclado, que comprei em 1993 via “reembolso postal”, era um gigantesco DISMAC padrão ABNT2 (um dos primeiros do Brasil com essa disposição de teclas). Numa época em que cá na terrinha grassavam os 386 e o sonho de dez em cada dez engenheiros eram os 486 com coprocessador matemático, eu me contentava com o computador que estivesse à mão – mas sempre com o meu teclado me acompanhando. O que, naqueles tempos em que o usual eram os “teclados americanos”, sem o “Ç” (cê-cedilha), me dava uma trabalheira danada, pois eu sempre tinha que reconfigurar os arquivos de inicialização do MS-DOS – o Senhor Autoxec.bat e a Madame Config.sys – para “aceitarem” meu teclado diferentão…

E – pasmem! – ele me serviu muito bem durante 25 anos. Sério. Somente no ano de 2018 é que ele morreu de morte matada e não de morte morrida, por uma idiotice minha. É que o conector original desse teclado era do tipo DIN (cerca de 1cm de diâmetro e cinco pinos), de modo que por muito tempo eu o utilizei com um adaptador para PS/2 (mais moderno, com cerca de 0,5cm de diâmetro e seis pinos), mas eis que as placas dos computadores ainda mais modernos passaram a ter como porta de entrada somente o padrão USB (que hoje todo mundo conhece bem).

E apesar de estar muito feliz com meu teclado durante todo esse tempo, quando, em meados de 2018, meu querido Alfa-5 partiu para a “grande nuvem”, eu tive que buscar uma maneira de me (re)adaptar. Para quem não lembra, a história completa está neste link, na qual consta inclusive a seguinte notinha da época:

“NOTA DE FALECIMENTO: depois de sete anos de excelentes serviços prestados, comunico a passagem do meu aguerrido computador. Há tempos já vinha dando sinais de esgotamento nervoso, com eventuais lapsos de memória e desmaios repentinos. Passou por uma recente cirurgia de transplante, após uma súbita parada de fonte. Parecia estar bem, mas hoje, por volta de 06h10min, teve um colapso fulminante e não reagiu mais aos tratamentos de ressuscitação artificial. Deixará saudades e um grande vazio em minha mesa e outro maior ainda em meu bolso.“

Isso porque seu substituto, o Alfa-6 (que apesar de todos seus esforços de processamento, não teve vida longa), somente tinha portas de entradas no padrão USB, de modo que aquele monte de penduricalhos de adaptadores (do antigo para o moderno e deste para o atual) estava me incomodando – e muito!

Assim, pela primeira vez em toda sua longeva vida, levei meu teclado para um “técnico”, o qual havia me garantido ser possível fazer a troca daquele ultrapassado conector DIN por um novíssimo USB. Nunca antes tive que fazer nenhuma manutenção nele – exceto por uma única vez, quando pedi para minha querida amiga Ligia fazer uma profunda higienização no coitado e ela teve o zelo e cuidado de desmontá-lo inteirinho, limpar tecla por tecla, e tirar uma quantidade de imundície que resultou numa bola de sujeira do tamanho de uma bola de golfe!

Infelizmente o tal do técnico não teve o mesmo zelo e cuidado que ela…

Primeiro ele me disse que o teclado havia para de funcionar e estava tentando descobrir o porquê. Depois fechou a loja. Então se mudou pra roça. E a partir daí não tive mais notícias do falecido. O teclado, não o técnico.

Paciência. Vida que segue.

No início de 2019 rendi-me à modernidade e parti para o mundo dos notebooks. Um potente e modernoso Dell que veio a ser batizado de ALPHA7. E, como se pode imaginar, com aquele teclado do tamanho infantil, impossível para mim de utilizá-lo com desenvoltura, portanto fui experimentando o que tinha à mão: teclados com fio, teclados sem fio, de marca, sem marca, nada muito satisfatório (ou durável), mas que dava pro gasto. Ao menos por algum tempo.

Somente por sugestão do filhote mais velho é que lá pelos fins de 2023 resolvi testar um teclado mecânico gamer, teoricamente mais robusto do que tudo que eu vinha destruindo utilizando até então. Dei uma boa fuçada e numa razoável relação custo/benefício escolhi um da marca Aurum.

E não é que deu certo? Bastava desativar aquele árvore de natal de cores piscantes e pronto. Estava ali um teclado aparentemente resistente o suficiente para aguentar minhas extremamente longas marteladas diárias.

Já em meados de 2024, depois de cinco anos sofrendo na minha mão, o notebook começou a dar sinais de senilidade. Antes que fosse tarde demais, botei para correr os escorpiões de meus bolsos e comprei um novo notebook. Novamente da Dell. Gostei da marca, fazer o quê?

É meu equipamento atual, cuja designação Borg é ALPHA8, e tem superado minhas expectativas.

Porém, muito mais cedo do que eu esperava, esse “novo” teclado começou a dar um probleminha. Talvez uma coisa idiotamente irrelevante para qualquer outra pessoa, mas não para mim, que trabalho digitando e transcrevendo textos praticamente todos os dias, por horas a fio. De quando em quando, ao apertar a barra de espaços, em vez de dar um espaço, ele dava dois. Todo o resto funcionando perfeitamente, menos isso.

Até entendo do porquê dessa específica tecla apresentar defeito. Ela simplesmente é A MAIS UTILIZADA do teclado em qualquer texto, pois todas as 26 letras do alfabeto (mais acentos, números e outros símbolos) se alternam entre si para formação das palavras, mas entre elas SEMPRE vai ter um espaço. Ou seja, uma hora dessas tinha que dar xabu. E, no caso, se apresentou na forma desse soluço espacístico. Que nem seria tão relevante assim.

Mas, gente, eu sou perfeccionista. Ou, ao menos, tento ser.

Tá, somente talvez eu tenha um bocadinho de TOC também…

Mas já estava ficando insuportável ter que revisar tudo que eu digitava à caça dos espaços duplos!

Novamente conversei com o filhote mais velho – Técnico em Informática, Engenheiro da Computação, com formação em Marketing e prestes a se formar em Gastronomia (o_O) – e perguntei-lhe se não seria possível simplesmente fazer uma troca de switches, ou seja, da tecla da Barra de Espaço por uma outra que estivesse funcionando mas que não fosse utilizada, como, por exemplo, a tecla Scrol Lock.

(Cá entre nós: alguém NO MUNDO usa essa merda dessa tecla? Eu não uso. NUNCA usei. Aliás, nem sei pra que serve e o porquê de ainda continuar nos teclados atuais. E afinal de contas, para que serve a tecla Scroll Lock? Segundo o Sr. Google, ela remonta aos primórdios da computação, criada pela IBM com o objetivo de modificar o comportamento das teclas das setas direcionais. Num mundo de telas pequenas e ambientes baseados somente em texto, quando ativada, fazia com que as teclas de setas rolassem o texto sem precisar tirar o cursor do lugar. E nos dias de hoje? Como fazer essa “tão importante” tarefa? Basta usar a porra do botão de rolagem do mouse! Caráy! A tecla Scroll Lock é um anacronismo, uma relíquia desnecessária de um passado que ainda continua incorporada nos teclados e inútil para 99,9% de todas as pessoas DO MUNDO! E só não digo que é para 100%, porque vai que tem algum idiota preso no passado e que gosta de ficar usando funções e equipamentos de outra era…)

Enfim, o filhote disse que isso não era possível, pois o switch da barra de espaço era diferente dos das demais teclas e não seria intercambiável.

Dito isso, joguei a toalha e pedi para que ele escolhesse um teclado bão pra mim. Decidiu por um da Logitech. Déis vêiz sem juro no cartão e tá tudo certim. Inclusive já chegou, está aqui instalado e funcionando muito bem, obrigado.

Mas, ainda assim, permaneceu um gigantesco sifonáptero mordiscando na parte posterior de meu pavilhão auricular.

Pior do que estava não poderia ficar (na verdade, poderia sim, mas deixa pra lá), então resolvi desmontar o teclado defeituoso e verificar se ainda seria possível fazer alguma coisa com ele que não fosse usar de raquete para frescobol.

Pela segunda foto já deu para perceber que não existem diferenças entre as switches, né?

A única parte “complicada” é que a fixação de cada switch se dá através de duas perninhas soldadas na placa de circuito impresso. Ainda bem que meu pai me deu uma pistola de ferro de solda (a mais velhinha e detonada dentre as várias que ele tinha, mas zuzo bem), e mesmo com muito cagaço e pouca habilidade, consegui trocar as peças de lugar.

Depois de montado, conectei-o no note para testar.

Quinze minutos ininterruptos e cerca de 1.200 palavras depois, fui revisar o texto.

Sabem quantos espaços duplos?

NENHUM!

Baita orgulho de mim mesmo…

E já que estou MUITO satisfeito com meu novo teclado novo, sorte do filhote caçula, que ganhou um novo teclado velho em perfeito funcionamento!

*   *   *

Emenda à Inicial: Sobre o “Teclado QWERTY”. Imagino que para quem se depara com um teclado de computador pela primeira vez deve parecer um negócio bem esquisito. Por que todas as letras do alfabeto ficam assim “bagunçadas”? Não seria mais fácil – e mais lógico – simplesmente dispor essas letras em ordem, de modo a serem encontradas mais facilmente, sem precisar ficar decorando posições? Pois é. Mas isso é uma herança da época das máquinas de escrever. Para quem nunca se deparou com uma dessas “máquinas de digitação” (como contei aqui, quando meu filhote caçula tinha lá seus dez anos…), trata-se de um equipamento cujas teclas estão ligadas mecanicamente a hastes em cujas pontas estão os “tipos” (caracteres, como num carimbo); ao se pressionar a tecla a haste é movida para diante fazendo com que o tipo pressione uma fita com tinta e deixe sua marca no papel. Esse é o princípio básico da máquina de escrever. E, segundo diz a lenda, funcionaria muito bem se o datilógrafo teclasse DE-VA-GAR – o que, obviamente, não era o caso quando de sua criação, no longínquo século XIX, de modo que quanto maior a habilidade, mais as hastes simplesmente se encavalavam umas sobre as outras. Qual seria a solução? Rearranjar as teclas num padrão em que as hastes das letras mais utilizadas (na língua inglesa) ficassem distantes uma das outras, diminuindo a velocidade do operador e evitando o engarrafamento literário. Ou seja, o que se conta é que foi um padrão de disposição de letras criado para resolver um problema mecânico das máquinas de escrever. O que, de qualquer forma, não faz nenhum sentido para este nosso mundo digital!

Solução definitiva: legenda SRT aparece no computador e não na TV

Só para não deslembrar que há muito – muito – tempo atrás, este blog também costumava tratar de tecnologices, instalações complicadas e/ou impossíveis e assuntos afins. O que, na realidade, começou como lembretes de mim para mim mesmo, mas que tomou outra dimensão e utilidade…

Enfim, em casa não tenho sinal de TV aberta, não tenho TV a cabo e não assino nenhum serviço de streaming. Então me viro mesmo é com os torrents da vida, através dos quais baixo minhas séries recém lançadas lá fora, filmes ainda em cartaz e por aí vai. Sempre com o áudio original, na maciça maioria das vezes, em inglês. Mas, considerando meu inglês macarrônico, que é o suficiente para ultrapassar a fase “The book is on the table”, mas passa longe de qualquer ode shakespeariana, não abro mão de minhas legendas – as quais, às vezes, vem com problemas de sincronização, tradução ou simplesmente desaparecem (ainda que estejam lá).

Muito bem.

Peguei esta dica em um vídeo do Youtube (que já não lembro mais de quem era) e resolvi deixar guardada por aqui caso venha algum dia eu venha a precisar de novo – a memória já não é lá mais essas coisas… O “problema” é que no computador a legenda funciona, mas ainda assim não consegue ser reproduzida no filme na TV – mesmo apesar de os nomes dos arquivos estarem idênticos e corretas as extensões de cada um dos arquivos. O problema está no arquivo SRT, o da legenda. Todo arquivo SRT nada mais é que um arquivo de texto editável e para cada tela com legenda ele contém três linhas de informações:

1) número de ordem;
2) momento inicial e momento final; e
3) a legenda propriamente dita.

Esses “momentos” iniciais e finais correspondem à hora, minuto, segundo e milissegundo em que a legenda deve aparecer (inicial) e, logo em seguida, sumir (final). Exemplo (do filme Batman vs Superman):

1
00:00:17,684 – -> 00:00:20,353
Houve uma época…

2
00:00:20,520 – -> 00:00:22,939
uma época anterior…

3
00:00:23,106 – -> 00:00:25,859
em que as coisas eram perfeitas.

Os arquivos SRT são facilmente editáveis com qualquer editor de texto “puro” (Bloco de Notas, Wordpad, EditPad, etc), mas particularmente eu prefiro o programa Subtitle Edit (software livre, em português, disponível para Windows).

Ok, feitas essas considerações, onde está o problema da legenda que não aparece?

Pode ter duas causas (que eu saiba, pois aconteceram comigo em dois filmes distintos):

A primeira é que em algum momento, em alguma linha, foi colocado um TEMPO DE INÍCIO POSTERIOR, de modo que a leitura da legenda somente vai começar a partir desse tempo. No nosso exemplo aí de cima, seria como se a legenda nº 1 tivesse tempo de início em “00:21:00,000”, ou seja, a leitura começaria no bloco 1 e já pularia para o bloco 3 ignorando o bloco 2, cujo tempo, “ficou pra trás”. Se, numa legenda longa, essa informação equivocada estiver mais para o fim, então todas as legendas anteriores serão ignoradas.

A segunda causa é alguma legenda com TEMPO NEGATIVO, o que contamina todas anteriores. Mais uma vez em nosso exemplo, seria como se na legenda nº 3 o tempo de início fosse “00:00:23,106” e o de fim “00:00:03,106”, o que resulta em “- 00:00:20,000” e significa que vai dar um chabu geral na leitura da legenda…

De qualquer forma a solução é editar o arquivo SRT e procurar onde está o erro. Feita a devida correção e com os blocos e tempos linearmente corretos, provavelmente tudo deve funcionar a contento!

Pela atenção, obrigado.

Qualidade do sinal Wi-Fi

Esta é daquela série “dicas de mim para mim mesmo”

A pergunta é: como verificar a qualidade do sinal de uma rede Wi-Fi no Windows 10?

Sem uma ferramenta apropriada limitamo-nos àquele iconezinho na bandeja (essa linha de base aí na sua tela, cheia de desenhinhos bonitinhos dos programas em aberto ou a executar), ali do lado do relógio, sem saber na realidade se o sinal está bão, marromeno, ou ruim bagarái

Mas seus problemas acabaram! E nem precisaremos recorrer às Lojas Tabajara para isso! Mas confesso que roubartilhei essa dica daqui… No próprio Windows 10, sem a necessidade de instalação de nenhum programa adicional, é possível verificar à quantas anda o sinal de sua rede Wi-Fi (ou a do seu vizinho, se for o caso).

Uma vez que você esteja com seu computador conectado à rede (não, tira esse cabo daí, criatura – queremos medir o sinal do Wi-Fi, lembra?) basta acessar o “Prompt de Comando” do Windows 10. É, aquela “tela preta”, o “C:”, que nem nos bons (bons?) tempos do DOS 3.0. Não sabe onde está? Não se apoquente. Clique com a tecla (ou, se preferir, botão) direita do mouse na janelinha do Windows (primeiro ícone à esquerda, lá na bandeja) e no menu que se abre clique com a tecla esquerda em “Executar”. Se você é canhoto ou tem algum outro tipo de distúrbio neurológico sensorial, cuidado para não confundir direita com esquerda, senão vai dar merda. Tanto na informática quanto na política. Pois bem, na linha de comando que lhe é disponibilizada digite “cmd” (sem aspas, hein?) e tecle “Enter”. Não, não digite a palavra “Enter”, essa é aquela tecla de execução de comando que tem no seu teclado. Olhe para ele. Tem até duas delas, mas para que você não se perca, então aperte aquela que está no canto inferior direito, tá bom? Sim, isso é um passo a passo for dummies

Vai aparecer aquela tela preta que lhe falei e uma linha de comando. Nela digite as seguintes palavras mágicas o seguinte comando (lembre-se, sem as aspas): “netsh wlan show interface“.

Na sequência você terá a seguinte imagem:

Clique na imagem para ampliar!

Pronto! Tá ali a qualidade do seu sinal! Que beleza, hein? Essa tela traz também algumas informações adicionais, tais como o protocolo utilizado, a velocidade máxima da rede, o canal usado e outros dados importantes que a gente sabe que nunca vai utilizar.