Politiquês ferrenho

Eis algumas das frases ditas por um candidato a prefeito (PSOL) em uma cidade do interior de São Paulo durante um debate num programa de rádio.

As crianças são tratadas como ‘mercadoria’ (??)… não há vagas, terceirizaram as ‘mão-de-obra’; se nóis não educar o povo…

Como os ouvintes podem tá assistindo (sic), ouvindo as mentira…

Como ser humano avalio a falta de incompetência, de humanização.

Sem comentários…

Planeta Brasil


Domingão.

Café da manhã costuma ser bem mais demorado.

Na TV passa alguma propaganda – não me lembro qual – que mostra a bandeira do Brasil.

– Paiê! Olha! É a nossa cidade do planeta Brasil!

Esse foi o Jean, meu caçulinha, do alto de seus quatro aninhos relacionando a figura da bandeira à do país.

– É filho. Mas aquilo é só a bandeira. E não é a bandeira da “cidade do planeta Brasil”. Cidade é esse local em que a gente mora, onde também moram seus vovôs e suas vovós. E Brasil é o país onde fica essa nossa cidade. E o país Brasil, junto com outros países, é que fazem parte do planeta Terra. Essa bandeira que você viu é a do nosso país Brasil. Entendeu?

– Ah… Intindi…

Volto calmamente a sorver meu café, quando:

– Paiê! Eu já tenho quatro anos e é por isso que eu já sei qual é a nossa bandeira, não é mesmo, paiê?

– É isso mesmo, filho.

– Só que eu não sei qual que é a bandeira do outros planetas da Terra…

Cidade digital

No início deste ano já falei um pouco sobre o tema, como dá pra rever bem aqui.

Mas com toda essa balbúrdia que tenho visto nas cidades da região em função das eleições municipais, com farpas trocadas e dedos em riste, achei que seria melhor deixar uma coisa bem clara. O projeto Cidade Digital é uma realidade. E uma realidade factível. Já vem “acontecendo” aqui no Litoral Norte e – bem mais próximo – na cidade de Jacareí, SP. E que não me venham falar que seria uma questão meramente política! Aliás, o próprio Sérgio Amadeu – de quem empresto as palavras – já fez uma boa análise, que está aqui. Em seu artigo cita diversas cidades no Brasil e conclui:

Temos ainda os casos de Sud Menucci (SP), Quissamã (RJ) e Tapira (MG). Todos fornecem sinais gratuitos reduzindo o ‘CUSTO BRASIL’ de comunicação e contribuindo para a inclusão digital. Nenhuma dessas prefeituras é governada pelo PT. Defender cidades digitais não é uma questão partidária. Trata-se de uma questão pública.

Larápia consciência

Vejam só esssa notícia – a qual pode ser encontrada com detalhes através de uma rápida fuçada de leve na Internet.

Em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, no último dia 17, um sujeito “rondava” a madrugada e acabou descobrindo um Monza azul 83 dando sopa próximo de um bar. Isso por volta de uma da manhã. Com certeza o dono devia estar lá no boteco tomando todas. Deu um jeitinho (daqueles que só os puxadores de carro sabem), entrou, destravou, ligou o carro e queimou o chão!

Talvez este viesse a ser apenas mais um número nas estatísticas se não fosse um detalhe.

Um pequenino detalhe de uns cinco anos de idade que dormia no banco traseiro do carro…

Depois de o caboclo rodar por umas cinco quadras descobriu que não estava sozinho. Aninhado no banco de trás dormia um sono largado um garotinho – certamente filho do dono do carro.

O larápio não teve dúvidas.

Parou o carro e, de um orelhão, ligou para o 190.

Quando o policial atendeu do outro lado da linha, o bandido, indignado, contou tudo o que se passou. A conversa foi gravada:

Seguinte, eu vou ser bem sincero pra ti, tá. Eu roubei um carro ali, tá, agora. E eu peguei o carro e tinha uma criança dentro, cara. E eu não vi, entendeu, não vi. Tu manda uma viatura lá e manda o f.d.p. do pai dele pegar ele e levar pra casa. Um piazinho, tá. E diz pro f.d.p. do pai dele se não ir… Da nova vez que eu pegar aquele auto e tiver o piá lá, eu vou matar ele. (o pai, não a criança).

À parte de tudo isso, o padrasto e a mãe do menino só perceberam o que tinha acontecido quase uma hora depois – e ainda assim só porque foram avisados pela polícia.

Conclusão? Foi (quase) todo mundo parar na delegacia. Provavelmente responderão por abandono de incapaz. O carro – que estava com os documentos vencidos – foi guinchado. O Conselho Tutelar foi acionado e, segundo a conselheira, “negligência, né?”. E a ocorrência em si – o furto do veículo – foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo. Mas o ladrão não foi encontrado…

Emenda à Inicial: Além do link ali nos comentários (via Bicarato, é lógico), tem também esse aqui – com a gravação completa:

Quadrinhos digitalizados

Pois bem, eis uma boa dica para quem – como eu – seja um fissurado em quadrinhos.

A comunidade de HQs tem criado softwares específicos para leitura de quadrinhos digitalizados (HQs). Sabendo onde fuçar (e sendo curioso o suficiente) dá pra encontrar praticamente de tudo na Rede – tanto a título de revistas quanto a título de programas. E esses programas são uma espécie de “leitores sequenciais de imagens” (Sequential Image Readers).

Alguém poderia perguntar: “e por que não utilizar os leitores de arquivos PDF?” Bem, creio que talvez seja uma questão mais organizacional que qualquer outra coisa. Isso porque os arquivos PDFs são, digamos, estáticos. Em um arquivo isolado já estariam todas as informações (ou imagens) que serão lidas. Já os arquivos de HQs digitalizadas são, na realidade, arquivos compactados com uma sequência de imagens referentes a cada página de uma HQ. Ou seja, muito mais fácil de editar, incluir ou excluir informações.

Esses arquivos costumam possuir as extensões .CBR ou .CBZ – e essas letras “CB” referem-se a Comic Book. E o “R” ou o “Z”? Referem-se à forma de compactação utilizada, sendo .RAR no primeiro caso e .ZIP para o segundo.

Contudo, independentemente do tipo de extensão utilizada, esses programas leitores de quadrinhos “entendem” que se trata de um arquivo compactado com imagens de quadrinhos e já o lê direto. Sem precisar descompactar, nem nada. Simples assim.

E mais: possuem recursos interessantes de tela cheia, duas páginas, avançar, retroceder, ampliar, reduzir, enfim, tudo que é necessário para poder curtir sua HQ virtual da melhor forma possível.

Bem, uma vez explicado do que se trata e como funciona, a próxima pergunta seria qual programa utilizar, certo?

Pois bem, testei diversos e cheguei a alguns programas específicos que funcionam perfeitamente.

No caso do Linux basta utilizar o Gerenciador de Pacotes Synaptic e localizar o pacote com o programa a ser instalado. No Ubuntu 8.04 recomendo utilizar o Qcomicbook, que vai ser instalado e disponibilizar um link lá em Aplicações > Gráficos. Já no Xandros, que vem com o EEE PC, é melhor optar pelo Comix, também leve e eficiente.

Já no caso do Windows (do XP pra “cima”) a opção que funciona melhor é o Quivi. Não lembro mais qual é o link, basta dar uma fuçada por aí…

O mais interessante é que, dentro do bom e velho espírito do compartilhamento, tem bastante gente por aí que baixa HQs de outros países – muitas vezes “de$continuadas” pelas editoras brasileiras – e photoshopeia elas, traduzindo até os mínimos detalhes do gibi.

Para quem quiser, um bom local para começar suas buscas (com links para diversos outros sites e blogs) é o Vertigem – qualquer semelhança com o selo Vertigo não deve ser mera coincidência…

Indenização por contrair fimose no trabalho…

Recebi pelo clipping da AASP, o qual reproduzia uma notícia do Globo Online.

Eis os “melhores trechos”:

Os trabalhadores entram com processos na Justiça pelos mais variados motivos, como cobrança de adicional de insalubridade, horas extras ou doenças ocupacionais. Mas em Goiânia (GO), a 8ª Vara do Trabalho recebeu uma ação inusitada. Um ajudante-geral foi demitido e não pensou duas vezes: processou a empresa por ter “adquirido” fimose no ambiente de trabalho. Segundo ele, a doença se agravou porque carregava peso diariamente. Além disso, o trabalhador alegou que tem problemas no joelho e também cobrou acúmulo de função.

(…)

Em sua sentença, o juiz Platon Teixeira de Azevedo Neto foi incisivo: “é evidente que fimose não tem qualquer relação com o trabalho, jamais podendo ser caracterizada como doença ocupacional”.

O juiz foi mais longe: “como ninguém deve deixar o pênis exposto no trabalho, não pode haver relação entre o citado membro e o labor desempenhado na empresa”.

(…)

O juiz Azevedo Neto ainda ressaltou que “é impossível alegar que o problema no membro atingido pudesse provocar perda ou redução da capacidade para o trabalho, já que o ‘dito cujo’ não deve ser usado no ambiente de trabalho”.

O ajudante-geral não respondeu a processo por litigância de má-fé, porque o magistrado foi generoso “embora beire às raias do absurdo a alegação autoral, entendo que condenar o reclamante em litigância de má-fé somente aumentaria ainda mais o seu desespero”.

Não sei o que é pior. O caboclo que entrou com a ação ou o(a) advogado(a) que assinou a Inicial…