Cronologia do Registro Civil no Brasil

Edmar A. Calaça

09/08/1814 – Expedido o primeiro Alvará pelo Príncipe Regente, encarregando a Junta de Saúde pública da formação dos mapas necrológicos dos óbitos acontecidos durante o mês na cidade, com o objetivo de se ter uma estatística do número de mortes e principalmente das causas das enfermidades mais frequentes entre os moradores a capital do país.

11/09/1861 – Decreto 1144 – Efeitos civis dos casamentos religiosos.

17/04/1863 – Decreto 3069 – Pastores de religiões não-católicas têm autorização para efeitos civis dos casamentos.

09/09/1870 – Lei 1829 – Criação da Diretoria Geral de Estatísticas.

24/05/1872 – Decreto 4968 – Os cônsules brasileiros tiveram atribuições de fazer os registros de nascimentos, casamentos e óbitos fora do território nacional.

25/04/1874 – Decreto 5604 – Regulamentou os registros civis de nascimentos, casamentos e óbitos.

11/06/1887 – Decreto 3316 – Aprovação do regulamento do Decreto 5604 na parte que dizia respeito à alteração no pagamento das multas.

07/03/1888 – Decreto 9886 – Fez cessar os efeitos civis dos registros eclesiásticos, surgindo agora o Registro Civil, que antes então existia simplesmente como Registro.

22/09/1888 – Decreto 10044 – Designou o dia inicial para execução dos Atos do Registro Civil propriamente dito.

14/06/1890 – Decreto 181 – Regulamentou a solenidade do casamento civil.

06/09/1890 – Decreto 722 – Tornou obrigatório o envio dos mapas estatísticos de nascimento, casamento e óbito à Diretoria do Serviço de Estatísticas.

25/01/1914 – Lei 2887 – Permitiu o registro de nascimento sem multa e com simples requerimento.

17/11/1915 – Lei 3024 – Prorrogou o prazo da Lei 2887, referente ao registro de nascimento sem pagamento de multa.

10/09/1919 – Lei 3764 – Regulamentou o registro de nascimento mediante despachos do juiz togado e de duas testemunhas assinando o requerimento.

06/11/1926 – Decreto 5053 – Aprovou os serviços de Registros Públicos.

24/12/1928 – Decreto 18542 – Regulamentou os Registros Públicos em geral: pessoas naturais, pessoas jurídicas, títulos e documentos, imóveis, propriedades literárias, científicas e artísticas.

24/11/1930 – Decreto 19425 – Ampliou o prazo para quatro meses dos registros de nascimentos ocorridos a mais de 30 quilômetros, sem comunicação ferroviária.

18/02/1931 – Decreto 19710 – Obrigou o registro de nascimento (sem multas e sem justificação para registro tardio).

24/02/1939 – Decreto 1116 – Anistiou o povo para registro de nascimento tardio.

09/11/1939 – Decreto 4857 – Regulamentados os registros públicos e revogado o Decreto 18542 de 29/12/1928.

29/12/1939 – Lei 1929 – Prorrogou o prazo do Decreto 1116, para que o povo ainda pudesse registrar os nascimentos tardios.

31/12/1973 – Lei 6015 – Revogou o Decreto 4857 de 09/11/1939, sendo a lei atualmente em vigor.

A Ascendência Paulista de Francisca de Macedo

Aditamento à Genealogia Paulistana – Título Moraes

Marta Amato
Revista da ASBRAP n° 6 -1999 (p. 229 – 238)
[Notas entre colchetes de Adauto de Andrade]

Resumo: A ascendência de Francisca de Macedo, legatária do Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes em 1686 em São Paulo, era desconhecida. O presente artigo fornece dados de documentos que evidenciam ser Francisca de Macedo filha de Carlos de Moraes Navarro e de Maria Raposo, esta filha do Mestre de Campo Antônio Raposo Tavares.

* * *

Do casal Antônio Vieira Dourado e Francisca de Macedo, também citada como Francisca de Moraes em alguns documentos, descendem muitas personalidades que tiveram destaque na História brasileira, e que se espalharam por São Paulo e Rio de Janeiro. São tantos os descendentes que para se trazer todos numa só publicação seriam necessários muitos anos de pesquisas e uma coleção de muitos volumes.

Lendo o resumo do inventário do Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes, e o artigo publicado por Cid Guimarães (Revista da ASBRAP nº 4, pág. 127-164) chamou-me a atenção o mistério genealógico sobre a ascendência de Francisca de Macedo.

Os nomes que aparecem no termo de amigável composição entre as partes em 18 de novembro de 1686 no inventário de dito capitão mor, publicado pela DAESP (Divisão do Arquivo do Estado de São Paulo) – vol. XXII, página 466, são os seguintes:

– Luís Porrate Penedo por sua mulher Serafina de Moraes (sobrinha do Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes) e como procurador de Domingos Leme da Silva e sua mulher Inês de Barros (sic) d’Antas (filha de Ana Pedroso de Moraes, irmã do falecido capitão mor);

– Capitão Francisco Correia de Lemos e sua mulher Maria de Moraes (filha de Sebastiana Ribeiro de Moraes, esta irmã do dito capitão mor);

– Domingos de Sousa como herdeiro de sua mãe Mariana Pedroso de Moraes (filha de Ana Pedroso de Moraes, irmã do capitão mor);

– Cristóvão da Cunha representando sua mulher Maria Pedroso de Moraes (filha de Mariana Pedroso de Moraes, retro);

– Gaspar de Godoy Colaço por sua mulher Sebastiana Ribeiro (neta de Sebastiana Ribeiro de Moraes, irmã do falecido capitão mor) e como procurador de Pedro de Moraes (creio, filho do Coronel Carlos de Moraes Navarro, este filho de Ana Pedroso de Moraes);

– Luís Porrate Penedo representando o Reverendo Padre Manuel Pedroso (irmão do capitão mor);

– Antônio Vieira por sua mulher Francisca de Macedo;

– Manuel de Madureira por sua mulher Ana Pedroso e representando Maria Raposo (nora de Ana Pedroso de Moraes), por seus filhos menores Carlos de Moraes e Maria de Moraes (a quem o capitão mor deixou um legado);

– Manuel Alves Murzelo por si e como curador de seus filhos órfãos José Alves, Ana Pedroso, Catarina Gomes, Antônio Pedroso;

– Manuel Alves de Moraes por si e por sua irmã Helena Gomes de Moraes;

– o Capitão Cristóvão da Cunha representando Ana Pedroso mulher de Antônio Velho Cabral e Salvador Bicudo (de Mendonça), administrador instituído pelo falecido Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes.

Segundo Silva Leme, no vol. 7º Título Moraes, só duas irmãs do Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes deixaram geração: Sebastiana Ribeiro de Moraes e Ana Pedroso de Moraes.

No processo de banhos para o casamento de Antônio Vieira de Moraes, morador nas Minas do Rio das Mortes (filho de Francisca de Macedo), com Ana Pires, iniciado em 3 de novembro de 1720 em São Paulo, uma das testemunhas, Antônio de Moraes de Aguiar diz “ser parente do justificante no quarto grau por consanguinidade” (ACMSP – Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo).

A ascendência da testemunha é conhecida (vol. 7º pág. 136, 5-7), mas quanto ao orador só temos a mãe, faltando duas gerações para se chegar ao quarto grau de parentesco entre os dois, isto é, até os trisavós do casal comum a eles.

Montei o gráfico para identificar essa ligação:

4º) Antônio de Moraes de Aguiar (testemunha), filho de:
3º) Sebastiana Barbosa de Aguiar, filha de:
2º) Serafina de Moraes, filha de:
1º) Sebastiana Ribeiro de Moraes, filha de:

Maria de Moraes C.c. Francisco Ribeiro, que são pais de:
1º) (?)
2º) (?)
3º) Francisca de Macedo, mãe de:
4º) Antônio Vieira de Moraes (justificante).

Em minhas pesquisas em Minas Gerais sempre me interessei por famílias que apareciam com frequência numa vila. Entre elas uma em especial me chamou a atenção, os Gomes Salgados, em razão de um de seus membros ser o doador do patrimônio para a cidade de Lavras, e entre eles existirem vários padres.

Olhando os processos de genere et moribus na Cúria Metropolitana de São Paulo, encontrei em 1750 o do Padre João Gomes Salgado, ordenado em Mariana com requisitória na vila de São Paulo (ACMSP – Est. 3, Gav. 19, nº 1866), e para minha surpresa nesse processo consta a informação de ser ele bisneto de Francisca de Macedo, ali citada como Francisca de Moraes, por sua filha Maria de Moraes Raposo, natural da Sé de São Paulo, casada com o português Luís Marques das Neves.

Outro documento que me chamou a atenção tempos depois, foi o casamento de Ana Quitéria, em 1761 na Capela da Piedade, filial de São João del Rei com José Bernardes Xavier; a noiva era filha de Nicolau Martins Saldanha e de Francisca de Moraes Raposo, esta filha de Jácome Fernandes das Neves e de Helena de Moraes, que por sua vez era filha de Francisca de Macedo.

Entre os sobrinhos e sobrinhos-netos do Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes que se habilitaram a sua herança, encontramos Maria Raposo que foi a mulher de Carlos de Moraes Navarro, este filho de Ana Pedroso de Moraes – irmã do citado capitão mor.

Com base nos dados encontrados nesses documentos e montando a linhagem direta de ascendentes de Antônio Vieira de Moraes e de Antônio de Moraes Aguiar, chega-se ao quarto grau de parentesco por consanguinidade, como segue:

4º) Antônio de Moraes de Aguiar (testemunha), filho de:
3º) Sebastiana Barbosa de Aguiar, filha de:
2º) Serafina de Moraes, filha de:
1º) Sebastiana Ribeiro de Moraes, filha de:

Maria de Moraes C.c. Francisco Ribeiro, que são pais de:
1º) Ana de Moraes Pedroso, mãe de:
2º) Carlos de Moraes Navarro C.c. Maria Raposo, pais de:
3º) Francisca de Macedo, mãe de:
4º) Antônio Vieira de Moraes (justificante).

Confirmando essa dedução, entre as famílias abordadas por Pedro Taques em sua Nobiliarchia Paulistana (Título Bicudos, Carneiros, Mendonças, Vol. III – Cap. III, § 8º, 3-2), cita ele D. Maria Raposo que foi C.c. Carlos de Moraes Navarro, falecido em 1672 em Santana de Parnaíba (juiz ordinário nessa vila em 1667), onde foi inventariado, não constando nesse inventário os nomes dos seis filhos do casal, sendo “três homens e três mulheres, pois as dívidas eram tantas que os filhos ficaram sem herança”. Continuando, Pedro Taques se refere ao inventário da seguinte forma: “houve o indesculpável descuido de se não declarar os nomes dos ditos herdeiros”.

Desses seis filhos, Silva Leme descobriu quatro, dois homens e duas mulheres. A pesquisadora Maria Celina Exner Godoy Isoldi encontrou o batismo de um filho do casal por nome Antônio. Ainda falta uma filha, que identifico como Francisca de Macedo, ou Francisca de Moraes, como está na requisitória do processo de genere do Padre João Gomes Salgado, em São Paulo.

O “Macedo” que aparece em seu nome em inúmeros documentos poderá provir de algum ancestral desconhecido; por exemplo, do seu provável avô, o Mestre de Campo Antônio Raposo Tavares, conhece-se unicamente o nome de seu pai, Fernão Vieira Tavares.

Soma-se a isso que Francisca de Macedo já se encontrava em São João del Rei em 9 de maio de 1707 (quando sua filha Teresa de Moraes se casou com André do Valle Ribeiro), e onde também estava o Capitão Mor Pedro de Moraes Raposo (filho de Carlos de Moraes Navarro e de Maria Raposo), nomeado por provisão de 6 de junho de 1706 para a função de coronel das Ordenanças dessa vila, e que aparece como testemunha desse casamento.

Segundo Diogo de Vasconcelos (1974: 2º vol., páginas 28-29), Pedro de Moraes Raposo foi para o Rio das Mortes no princípio de seu povoamento junto com outros familiares que fundaram o arraial de Raposos em 1690.

Nota-se que em 1686 na composição amigável do inventário do capitão mor, Gaspar de Godoy Colaço aparece representando Pedro de Moraes que nesse ano já devia se encontrar nas Minas Gerais.

Infelizmente os livros que correspondem ao período onde estaria o termo do casamento de Francisca de Macedo com Antônio Vieira Dourado, tanto os da Sé de São Paulo quanto os de Santana do Parnaíba, na suposição que ela tenha se casado nessa vila paulista, desapareceram. O inventário de Carlos de Moraes Navarro, consultado por Pedro Taques não foi localizado na DAESP e não sabemos onde faleceu Maria Raposo. Sabemos apenas que ela já era falecida em 1699 por ocasião do casamento de seu filho Carlos de Moraes Navarro, em Itu.

Por conclusão, o parágrafo 2º do Título Moraes, do Vol. 7º, pág. 5 de Silva Leme fica como segue:

§ 2º

II – CAPITÃO PEDRO DE MORAES MADUREIRA, fº de Pedro de Moraes d’Antas e de Leonor Pedroso, n.p. de Baltazar de Moraes de Antas e de Brites Rodrigues Annes, n.m. de Estevão Ribeiro Baião Parente e de Madalena Fernandes Feijó de Madureira, foi C.c. sua parente ANA DE MORAES PEDROSO, n. cerca de 1610 e fal. em 1647 com testamento em São Paulo, fª de Francisco Ribeiro e de Maria de Moraes, esta fª de Pantaleão Pedroso e de Ana de Moraes d’Antas, n.m. de Baltazar de Moraes de Antas e de Brites Rodrigues Annes, n.p. de Estevão Ribeiro Baião Parente e de Madalena Fernandes Feijó de Madureira, já citados [no original os avós maternos e paternos estão invertidos]. Teve 6 filhos (Cartório de Órfãos de S. Paulo):

1 (III) – CORONEL CARLOS DE MORAES NAVARRO, que segue.

2 (III) – MARIA DE MORAES, foi C.c. SALVADOR BICUDO DE MENDONÇA, fº do Capitão Manuel Pires e de Maria Bicudo.

3 (III) – MARIANA PEDROSO DE MORAES, com 10 anos em 1647, foi C.c. o CAPITÃO PEDRO DE SOUSA BARROS.

4 (III) – DAVID.

5 (III) – INÊS PEDROSO NAVARRO, ou INÊS NAVARRO D’ANTAS, fal. em 1712 em Itu, foi C.c. DOMINGOS LEME DA SILVA, fº de Francisco Leme da Silva e de Isabel de Góes.

6 (III) – ANA MARIA, tinha 6 anos em 1647.

III – CORONEL CARLOS DE MORAES NAVARRO, com 14 anos em 1647, C. mais tarde c. MARIA RAPOSO, fal. antes de 1699, fª do Mestre de Campo Antônio Raposo Tavares, n. em Beja, Alentejo (donde veio em companhia de seu pai Fernão Vieira Tavares), e de sua 1ª mulher Beatriz Furtado de Mendonça, esta fª do Capitão Manuel Pires e de Maria Bicudo.

O Coronel Carlos de Moraes Navarro, foi juiz de órfãos em Santana do Parnaíba em 1667, onde fal. em 1672, constando em seu inventário, segundo Pedro Taques, ter seis filhos, sendo três homens e três mulheres, mas “como eram tantas as dívidas os filhos ficaram sem herança”, e são eles:

1 (IV) – ANTÔNIO, bat. na Sé de São Paulo em 30 de outubro de 1654, sendo padrinhos Antônio Bueno de Moraes e Francisca Raposa (pesq. Maria Celina Exner Godoy Isoldi).

2 (IV) – CAPITÃO MOR PEDRO DE MORAES RAPOSO, n. em São Paulo, passou a Minas Gerais no tempo de D. Arthur de Sá, antes de 15 de julho de 1702 (data que este deu posse a seu sucessor) e segundo Diogo de Vasconcelos, “… ajudou a socavar o Rio das Velhas, onde com seus parentes haviam fundado o arraial de Raposos…” (fundado em 1690).

O Governador de São Paulo, D. Fernando Martins Mascarenhas de Alencastro, por provisão de 6 de junho de 1706, nomeou-o Regente do Distrito com poderes discricionários, cujo regimento era o seguinte: “1º Fará tudo quanto se lhe ordenar; 2º Alistará brancos e escravos para defenderem o Rio de Janeiro; 3º Cobrará os quintos e tomará contas dos Guardas-mores e Administradores das datas reais; 4º Administrará no Cível e no Criminal; 5º prenderá os assassinos e criminosos; 6º Levantará um corpo de milícias com o privilégio de ordenança”.

Foi ele a primeira autoridade que se estabeleceu no Rio das Mortes e em razão de seu zelo e capacidade, por provisão de 8 de fevereiro de 1708 foi elevado a Superintendente do Distrito do Rio das Mortes, a mais alta hierarquia judiciária daqueles tempos e o único efetivamente a exercer sua função.

Foi também eleito juiz na eleição da 1ª Câmara da Vila de São João del Rei criada por ato e termo de 8 de dezembro de 1713 (Conforme Diogo de Vasconcelos). Em 1707 serviu de testemunha no casamento de André do Valle Ribeiro com Teresa de Moraes, esta filha de Francisca de Macedo. Foi C.c. ANA MOREIRA DE GODOY, fª de Gaspar de Godoy Moreira e de Custódia Moreira. Com geração.

3 (IV) – ANA PEDROSO, C.c. MANUEL DE MADUREIRA, como se vê no inventário do Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes.

4 (IV) – FRANCISCA DE MACEDO ou FRANCISCA DE MORAES, que segue.

5 (IV) – CARLOS DE MORAES NAVARRO, C. em 1699 em Itu c. MARIA CORRÊA DE ARZÃO, fª do Capitão Cornélio Rodrigues de Arzão e de Catarina Gomes Corrêa, a contraente viúva de Manuel Ortiz de Camargo.

6 (IV) – MARIA DE MORAES, n. em Santana do Parnaíba (conforme os originais de Silva Leme), C. 1ª vez em 1694 em Itu com FRANCISCO CORRÊA RIBEIRO, fº de Lourenço Corrêa Ribeiro e de Maria Pereira de Azevedo; 2ª vez C. em 1706 na mesma vila c. MANUEL DA ROSA ARZÃO, fº de Manuel da Rosa Guedes e de Maria Rodrigues de Arzão. Tít. Arzão.

IV – FRANCISCA DE MACEDO ou FRANCISCA DE MORAES (como aparece no processo de genere de seu neto o Padre João Gomes Salgado ACMSP), antes de 18 de novembro de 1686 C.c. ANTÔNIO VIEIRA DOURADO, n. em Oliveira, Portugal (informação de Cid Guimarães, conforme tábua de ascendência do Barão de Vassouras, por Affonso de E. Taunay, em 1932).

O casal morou em São Paulo onde Antônio Vieira aparece assinando por sua mulher no inventário do Capitão Mor Antônio Ribeiro de Moraes e sua mulher Catarina Ribeiro, processado nessa vila a partir de 1686. Passaram depois para Minas Gerais, fixando residência na vila de São João del Rei, antes da Guerra dos Emboabas.

Francisca de Macedo teve pelo menos os filhos:

1 (IV) – TERESA DE MORAES, bat. na Sé de São Paulo. A 9 de maio de 1707 na vila de São João del Rei, MG, tendo como testemunha Pedro de Moraes, C.c. ANDRÉ DO VALLE RIBEIRO, n. em 24 e bat. aos 27 de maio de 1675 na freguesia de São Mamede de Valongo, concelho de Valongo, Porto, Portugal, fº de Domingos Francisco e de Maria do Valle (Ribeiro do Valle, Cid Guimarães, in: Revista da ASBRAP nº 4, 1997). Com grande geração, parte já publicada na obra citada e em “Crescei e multiplicai-vos”, por José Ribeiro do Valle.

2 (IV) – HELENA DE MORAES (ou DE OLIVEIRA), creio que natural de São Paulo, como os irmãos, C.c. JÁCOME FERNANDES DAS NEVES, fal. em 2 de maio de 1764 no lugar denominado Cachoeirinha, na freguesia de Nossa Senhora das Lavras do Funil e Carrancas, inventariado a partir de 4 de maio do mesmo ano. Com geração em Minas Gerais e São Paulo.

3 (IV) – ANTÔNIO VIEIRA DE MORAES, n. em São Paulo, de onde saiu na infância, conforme declara no processo de habilitação requerido para C.c. ANA PIRES, fª de Matias de Oliveira Lobo e de Ana de Moraes Madureira (Tit. Oliveiras). Em 3 de novembro de 1720 em São Paulo pagou vinte mil réis para aguardar a Certidão de Banhos corridos em Minas Gerais. Com grande geração, entre eles vários titulares do Império como o Barão de Vassouras, o Barão de Aiuruoca e o Visconde de Araxá.

4 (IV) – MARIA DE MORAES RAPOSO, n. e bat. na Sé de São Paulo, onde C.c. LUÍS MARQUES DAS NEVES, n. na freguesia de São Mamede do lugar de Valongo, Bispado do Porto, e que foi morador em São Paulo até cerca de 1720, onde tinha loja de mercadorias, indo depois para Minas Gerais (processo de genere do Padre João Gomes Salgado – ACMSP – Est. 3, Gav. 19, nº 1866). Com geração em Minas Gerais e São Paulo.

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Agradecimentos:

Ao Dr. Cid Guimarães pelo incentivo, por ceder informações de seu arquivo particular e pelas horas que me dedicou na discussão sobre os dados encontrados; a Maria Celina Exner Godoy Isoldi por fornecer dados sobre essa família.

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Fontes manuscritas:

Arquivo Eclesiástico de Carrancas – MG, processos de dispensas matrimoniais.

Arquivo particular do Dr. Cid Guimarães: Inventário de Antônio Ribeiro de Moraes e Catarina Ribeiro; tábua de ascendentes do Barão e Baronesa de Vassouras, de A. E. de Taunay; processo de dispensa matrimonial de Antônio Vieira de Moraes.

Museu Regional de São João del Rei – Inventário de João Gomes Salgado (pai) – 1740.

SILVA LEME, Luís Gonzaga da. Genealogia Paulistana. Ms.

Sociedade Genealógica de Utah – Centro de História da Família – Setor de microfilmes – Livro de casamentos de São João del Rei; Processo de genere et moribus do Padre João Gomes Salgado.

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Referências bibliográficas:

GUIMARÃES, Cid. Ribeiro do Vale. Revista da ASBRAP nº 4, 1997, p. 127-164.

SILVA LEME, Luís Gonzaga da. Genealogia Paulistana. São Paulo: s. ed., 1905, v. 7, 550 p.

LEME, Pedro Taques de Almeida Paes, 1980. Nobiliarquia paulistana histórica e genealógica. 5ª ed., Belo Horizonte: Itatiaia/ São Paulo: EDUSP, 1980, Tomo III, 282 p.

VASCONCELOS, Diogo de. História antiga de Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974, v. 2, 286 p. (Biblioteca de Estudos Brasileiros 3 e 4).

Abreviaturas:
bat.  - batizado(a)
C.    - casado(a)
C.c.  - casado(a) com
cap.  - capítulo
ed.   - edição
est.  - estante
fª    - filha
fº    - filho
fal.  - falecido(a)
gav.  - gaveta
nº    - número
n.    - nascido(a)
n.m.  - neto(a) materno(a)
n.p.  - neto(a) paterno(a)
pág.  - página
pesq. - pesquisa de
tit.  - título
vol.  - volume
ACMSP  - Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo 
ASBRAP - Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia
DAESP  - Divisão do Arquivo do Estado de São Paulo
A. E. de Taunay - Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay

Ribeiro do Valle

Primeira Parte: Martins Ferreira – Pereira Lima – Andrade –
Paiva e Silva – Azevedo* – Primeiras Gerações**

Cid Guimarães
Revista da ASBRAP n° 4 – 1997 (p. 127 – 164)
[Notas entre colchetes de Adauto de Andrade]

A Família RIBEIRO DO VALLE, no Brasil, iniciou-se na Comarca do Rio das Mortes-MG em André do Valle Ribeiro, português, e Tereza de Morais, paulista, na primeira década do século XVIII.

As raízes portuguesas, somente, foram esclarecidas quando, ao analisar em fev./96 com Joaquim Augusto Bravo Caldeira o inventário de Teresa de Moraes1, descobriu-se que sua filha Luzia da Cruz Moraes Ribeira (1-4) havia se c.c. Antônio Martins Saldanha e o casal, de acordo com seu inventário2 , tivera um filho padre, homônimo do pai. No dia seguinte, em Mariana, consultou-se o respectivo processo de genere3 nele encontrando o translado do assento do batismo de André e de seu casamento com Teresa, no qual constou, unicamente, a naturalidade dos nubentes, sendo omitida a filiação.

André do Valle Ribeiro n. a 24 e b. a 27-05-1675 na freguesia de São Mamede de Valongo, concelho e comarca de Valongo, distrito e bispado do Porto, Minho, era f.l. de Domingos Francisco e Maria do Valle, sendo padrinhos Domingos Francisco do lugar de Suzão e Maria, solteira, fª de André Ribeiro4 ; possivelmente f. em 1720, pois, seu inventário iniciou-se a 06 de maio deste ano5.

Tereza de Moraes era n. da então vila de São Paulo, como consta de seu assento de casamento; seu neto ao habilitar-se ao sacerdócio não conseguiu juntar dentro de um ano, como previsto, a certidão de batismo da avó, perdendo a fiança de seis oitavas de ouro, assim, não constou a data de nascimento e/ou batismo e Teresa e sua filiação, contudo, foi ela descoberta por José Guimarães6 em um processo matrimonial de dispensa de impedimento por consanguinidade7.

Antônio Vieira de Moraes, era na realidade, Antônio Vieira Dourado c.c. Francisca de Macedo, em 1692, em São Paulo8,9, Antônio do Valle e Rosa Maria eram Antônio do Valle Ribeiro e Rosa Maria de Jesus (1-3, deste) e os oradores José Francisco de Moura e Antônia Joaquina, (3-1, 2-5, 1-3).

Francisca de Macedo foi identificada como a Francisca de Moraes, f.l. de Luiz Porrate Penedo e Serafina de Moraes, constante do título Moraes da Genealogia Paulistana10, por João Jacques Ribeiro do Valle (hexaneto de André do Valle Ribeiro e Tereza de Moraes), segundo José Guimarães11. Seria ela, portanto, descendente de primeiros povoadores da Capitania de São Vicente: Baltazar Moraes de Antas e sua mulher Brites Rodrigues Annes e Estevão Ribeiro Bayão Parente e sua mulher Madalena Fernandes Feijó Madureira12.

Apresenta-se, contudo, como conjectura cuja confirmação ainda requer dados complementares a serem analisados e debatidos tanto quanto à consistência como à fidedignidade. A discussão preliminar está no final do trabalho.

André do Valle Ribeiro e Tereza de Moraes casaram-se a 09-05-1707 na Matriz da N.S. do Pilar, da freguesia São João Del Rei13. Um mês após ocorreria, nessa freguesia, o assassinato de dois paulistas por emboabas, exatamente na antevéspera de São Pedro, i.é., a 27-06-170714,15, desencadeando a Guerra dos Emboabas e estes incendiando o arraial, inclusive a igreja, a 17-11-170916.

Residiram em São Miguel do Cajuru, freguesia de São João Del Rei, tendo André, a 27-07-1717 recebido uma sesmaria no Caminho Velho do Rio das Mortes Pequeno17; foi ele escrivão da Irmandade do Santíssimo Sacramento, como consta do respectivo Compromisso18. O inventário de André iniciou-se a 06-05-1727 desse ano e o dela a 01-09-1727, deixaram:

1-1. Manoel do Valle Ribeiro
1-2. Maria de Morais Ribeira
1-3. Antônio do Vale Ribeiro
1-4. Luzia da Cruz de Moraes Ribeira
1-5. Ângela de Moraes Ribeira
1-6. André
1-7. Quitéria

1-1. MANOEL DO VALLE RIBEIRO, com 12 anos quando foram relacionados os herdeiros de seu pai (1720) e com 20 anos no inventário de sua mãe (1727), constava ser solteiro quando foi padrinho de batismo do seu sobrinho Antônio Martins Saldanha (2-2 de 1-4), em 1740, s.m.n.

1-2. MARIA DE MORAES RIBEIRA, foi b. a 15-05-1711 na Matriz de N.S. do Pilar, sendo padrinho o Cap. de Cavalos João Antunes e madrinha sua avó Francisca de Macedo19, existente no processo de habilitação a sacerdote de seu neto, o Pe Joaquim Leonel de Paiva e Silva, (3-6, 2-8, deste); Maria f. a 12-06-1794 na Fazenda das Bicas, Carrancas, como consta de seu inventário20. A 10-06-1725, na casa do Cap. Luis Marquez, morador no Rio das Mortes Pequeno, em presença do vigº da citada Matriz, c.c. Antônio de Brito Peixoto, n. da freguesia de São João de Souto da cidade, concelho, comarca, distrito e arcebispado de Braga, Minho, f.l. de Inácio de Andrade Peixoto e Clara de Brito; foram testemunhas o Sgt.-mór Antônio de Moraes Godoy e o Cap. João Monteiro Santiago21.

O Sgt.-mór Antônio de Moraes Godoy incluía-se entre os homens bons da Vila, tendo pertencido a seu Senado da Câmara, foi eleito almotacé [inspetor encarregado da exata aplicação dos pesos e medidas e da taxação e distribuição dos gêneros alimentícios; almotacel] em 1737 e juiz ordinário em 173922; era f.l. do Cel. de Ordenanças Pedro de Moraes Raposo23, citado na introdução.

A filiação de Antônio de Brito Peixoto esclarece porque seus filhos adotaram o apelido ANDRADE.

Ao casar-se, Maria recebeu de dote 2 escravos e 2 escravas no valor de 700$000, de acordo com o inventário de sua mãe. O casal deve ter residido, inicialmente, na freguesia de São João Del Rei, onde nasceram os dois filhos mais velhos, a terceira ignora-se de onde era natural, os demais eram de Carrancas. Ela, já viúva, como Maria de Moraes, recebeu a 06-11-1759 uma sesmaria na Serra das Carrancas, termo da Vila de São João Del Rei24. O casal foi inventariado em São João Del Rei, ele em 175025 e ela em 179426. Deixaram, segundo seus inventários:

2-1. Teresa Maria da Conceição
2-2. José de Andrade Peixoto
2-3. Jacinta Maria da Conceição
2-4. Maria Vitória do Nascimento
2-5. Ângela Maria de Jesus
2-6. Jerônimo de Andrade Brito
2-7. Dorotéa Maria de Jesus
2-8. Ana Antônia de Brito
2-9. Luisa Tereza de Brito
2-10. Manuel Joaquim de Andrade

2-1. TERESA MARIA DA CONCEIÇÃO, n. da freguesia de São João Del Rei, f. com testamento assinado a 16-06-1812 na paragem de Endrequese (?) em São Gonçalo de Ibituruna, São João Del Rei27. Em 1750, quando do arrolamento dos herdeiros no inventário de seu pai, já estava c.c. Simão de Oliveira Pereira, n. de uma freguesia cujo orago era S. Pedro, do arcebispado de Braga, freguesia esta não identificada, f.l. de João de Oliveira Pereira e Maria Borges, ambos, também, n. desta freguesia, como consta do processo de genere de seu sobrinho Pe Joaquim Leonel de Paiva e Silva, (3-6, 2-6, deste); Simão já era f. em 1794 quando sua sogra foi inventariada. Pelo inventário de Tereza tiveram sete filhos, tendo falecido três sem herdeiros:

3-1. Manoel João de Oliveira
3-2. João de Oliveira Pereira
3-3. Joaquina Maria de Oliveira
3-4. Maria Tereza de Oliveira
3-5. Ângela Teodora de Oliveira
3-6. não identificado
3-7. não identificado

3-1. MANOEL JOÃO DE OLIVEIRA, habilitou-se às ordens sacras, como consta do processo de genere de seu primo Pe Joaquim Leonel de Paiva e Silva (3-6, 2-6, deste), f. s.g., pois, seu nome não consta do inventário de sua mãe.

3-2. JOÃO OLIVEIRA PEREIRA, com 25 anos ou mais em 1814, pois, foi o inventariante de sua mãe, s.m.n.

3-3. JOAQUINA MARIA DE OLIVEIRA, seu inventário foi iniciado a 21-07-1831 em São João Del Rei28. Foi c.c. o Cap. Manuel Martins Ferreira, já f. quando sua sogra foi inventariada (1814), f.l. de André Martins Ferreira, n. da freguesia de Santo Aleixo de Vila Verde, concelho e comarca de Figueira da Foz, distrito e bispado de Coimbra, Beira Litoral, f. a 04-06-1777 com testamento e inventariado em São João Del Rei29 e Maria de Souza Monteiro, f. a 18-11-1759, inventariada em São João Del Rei30,31, n.p. de Manuel Martins e Josefa Ferreira, n.m. de Domingos Monteiro Lopes32,33 e Mariana de Souza Monteiro, casado a 07-05-1731 na Matriz de N.S. do Pilar32,34.

No inventário de Joaquina figuram como bens de raiz uma morada de casas cobertas de telhas, citas no arraial de Ibituruna com seu pateo, portão e fundos cercados de taipa, parte da Fazenda Arapiara e bens na fazenda do sertão localizados na freguesia do Senhor Bom Jesus da Cana Verde dos Batatais, hoje simplesmente Batatais, termo da vila de Franca do Imperador.

Esses bens eram representados em parte pela Fazenda Cachoeira que pertenceria a alguns de seus filhos35,36.

Deixou pelo seu inventário:

4-1. ANA JOAQUINA ZEFERINA DE OLIVEIRA, de 51 anos, solteira, s.m.n.

4-2. JOSÉ MARTINS FERREIRA, c.c. Luiza Maria da Conceição, s.m.n.

4-3. ANTÔNIO JOAQUIM FERREIRA, foi inventariante de sua mãe, c.c. Prudenciana Cândida de Barros, possivelmente, f.l. de Joaquim José Pereira Lima e Maria Cândida de Barros, (4-2, 3-5, deste), entrante do Rio Pardo, havido como um dos primeiros donos da “Fazenda Cachoeira”, c.g.37.

4-4. FLÁVIO MARTINS FERREIRA (ou Flávio Antônio Martins como está no inventário de sua mãe), também entrante e coproprietário da Fazenda Cachoeira, não era filho de Antônio (4-3, deste) como tem constado38, mas irmão. Foi c.c. Possidônia Joaquina da Silva, b. a 21-03-1797, na Capela de São Gonçalo de Ibituruna39, f.l. do Alf. Marcos de Souza Magalhães (f. a 02-12-1824, em Ibituruna, onde residia)40 e Ana Josefa da Silva, ambos n. e b. na freguesia de São João Del Rei, casados a ilegível de 1789, na Capela de Ibituruna41 n.p. do Ten. Cel. Marcos de Souza Magalhães e Mariana de Almeida Silva e n.m. do Cap. Custódio José Dias e Ana Lopes da Silva (casados a 06-02-1766 na Capela de N.S. de Nazaré, filial da Matriz de São João Del Rei)42. O casal foi recenseado em Caconde-SP em 182743, tendo ele 42 e ela 30 anos. Do Registro de Terras, em 1856, e do Processo de Divisão e Demarcação da Fazenda Cachoeira, em 1865, ambos em Batatais, constam Possidônia, já viúva, e seus herdeiros44. Flávio f. em Batatais onde foi inventariado em 1844, sendo inventariante a viúva; o monte-mór totalizou 14:449$430 e foram arrolados 10 filhos45.

O Ten. Cel. Marcos de Souza Magalhães, n. da freguesia de São Pedro de Sá, concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, arcebispado de Braga, f.l. de outro Marcos de Souza Magalhães e Juliana Soares de Araújo, a 22-10-1753 na Capela de São Gonçalo de Ibituruna c.c. Mariana de Almeida e Silva, n. da mesma freguesia, f.l. do Alf. Antônio da Silva e Antônia Maria46.

O Cap. Custódio José Dias n. a 07-05-1731 no lugar de Casal Bom, freguesia de São Pedro de Boa Vista (antiga Caifaz), anexada à freguseia de Salvador de Galegos, onde foi b. a 13 do mesmo mês e ano, concelho e comarca de Penafiel, distrito e arcebispado de Braga; era f.l. de Antônio Dias (n. a 07 e b. a 13-05-1701) e Maria Luiz (n. a 06 e b. a 09-02-1701), ambos da dita freguesia de São Pedro, onde se casaram a 04-06-1726, n.p. de Domingos Dias e Maria Antônia e n.m. de Gonçalo Antônio e Benta Luiz47.

Ana Lopes da Silva foi b. a 03-11-1749 na Capela de N.S. de Nazaré, e f. a 27-08-1773 sendo inventariada em São João Del Rei48, f.l. de Domingos Lopes Baeta (b. a 23-09-1706 no lugar de Bolada, fregª de S. Bartolomeu do Rego, concelho e comarca de Celorico de Basto, distrito e arcebispado de Braga) e de Quitéria Pereira da Silva (b. a 28-08-1729 na Matriz de S. Francisco das Chagas de Taubaté), casados a 02-11-1747 na Capela de N.S. de Nazaré; era n.p. de Domingos Lopes Baeta e Ana Pires da Costa e n.m. de Jacinto Pereira da Silva, n. da freguesia de São Pedro dos Maximinos, cidade, concelho, comarca, distrito e arcebispado de Braga e Margarida de Oliveira (b. a 21-08-1712 em Taubaté, por sua vez f.l. de Estevão Mendes de Oliveira, n. do lugar de Chamusca, fregª de Lagos da Beira, (Serra da Estrela), concelho de Oliveira do Hospital, comarca de Táboa, distrito e bispado de Coimbra, Beira Litoral, inventariado em Taubaté, Cartório 2º Ofício 177849 e Maria Bicuda b. a 27-10-1685, também, em Taubaté, n.m. de Domingos Gil e Margarida Bicuda46,50).

4-5. ANDRÉ MARTINS FERREIRA, com 38 anos, solteiro, com seus irmãos Antônio e Flávio emigrou p/ Batatais, coproprietário da Fazenda Cachoeira51.

4-6. EMERENCIANA CÂNDIDA MARIA DE SOUZA, foi c.c. Marco Aurélio de Souza, irmão germano de Possidônia Joaquina da Silva (4-4, deste), s.m.n.

4-7. ESMERIA CÂNDIDA OSÓRIA DE SOUZA, c.c. João Carlos de Andrade, s.m.n.

4-8. FRANCISCO MARTINS FERREIRA, já falecido, c.c. Maria Rita, tendo deixado segundo inventário de sua mãe:

5-1. LUCINDA, com 11 anos, posteriormente c.c. Jorge Justino Ribeiro do Valle, s.m.n.

5-2. JESUINA, com 9 anos, depois c.c. José Martins de Andrade, s.m.n.

5-3. MARIA, com 7 anos, mais tarde c.c. Custódio Pereira da Roza Valle, s.m.n.

3-4. MARIANA TEREZA DE OLIVEIRA, foi c.c. o Dr. José Martins Ferreira, ambos já falecidos em 1814, ao se instalar o inventário de Tereza Maria; ele era irmão germano do Cap. Manuel Martins Ferreira, (3-3, deste), s.m.n. além das constantes do mencionado inventário que relacionou os filhos e a neta:

4-1. JOAQUIM MARTINS, casado
4-2. VITÓRIO JOSÉ MARTINS, solteiro
4-3. ELIAS MARTINS, solteiro
4-4. BERNARDINO JOSÉ MARTINS, solteiro
4-5. DOMICIANO JOSÉ MARTINS, solteiro
4-6. SIMPLICIA, solteira
4-7. FELICIDADE, já falecida, que foi c.c. Miguel da Fonseca, deixando:

5-1. FELICIDADE

3-5. ÂNGELA TEODORA DE OLIVEIRA, n. e b. na freguesia de São João Del Rei onde f. a 02-11-1802 com inventário iniciado a 07-06-1804 na Fazenda do Ribeirão Fundo, em Nazaré, freguesia de São João Del Rei52. A 12-07-1790 na Capela de São Gonçalo de Ibituruna, filial da Matriz de São João Del Rei c.c. o Alf. Antônio Pereira Lima, também, n. e b. na mesma freguesia, f.l. de Manuel Antônio Pereira e Tereza Maria de Jesus53 e f. após 15-04-1835 em Batatais54, n.p. de Domingos Antônio Pereira, n. de Trengo, freguesia de São Salvador de Monte Córdova, concelho e comarca de Santo Tirso, distrito e bispado do Porto e Maria Gertrudes; os avós do Alferes – Domingos Antônio Pereira e esposa – vindos de Portugal, fixaram-se em terras do Ribeiro Fundo em Nazaré, São João Del Rei55.

Ao ler o livro “A Família Pereira”, encontrei um neto do tronco – Domingos Antônio Pereira e Maria Gertrudes – chamado Antônio Pereira Lima, com descendentes emigrados para Pederneiras-SP (PEREIRA, A.A. – op. cit., p. XV e 431-534). Era homônimo do Patriarca dos Pereira Lima, na região de Batatais-SP, e entrante do Sertão do Rio Pardo. Ocorreu-me a ideia, em fins de 1992, transmitida a Joaquim Augusto Bravo Caldeira, descendente do Patriarca, de este proceder do tronco Domingos Antônio Pereira/Maria Gertrudes. Quando em jan/94 fomos a São João Del Rei, pesquisando no arquivo da Catedral de N.S. do Pilar, Joaquim Augusto encontrou o assento dos dois casamentos do Patriarca, estabelecendo, assim, o vínculo e confirmando minha hipótese.

Antônio Pereira Lima, em segundas núpcias a 01-10-1804, na Matriz de N. S. do Pilar (AE/Pilar – L.C. 1790/1811, fls. 117v), c.c. Maria Brígida de Jesus f. aos 57 anos a 19-04-1835 (AE/Batatais – L.O. de 1835, fls. 56) viúva de Cristóvão Alves de Lima, f. em ago/1799 e inventariado em São João Del Rei (MRSJDR – inventários cx. 317), e do qual teve o Alferes José Cristóvão de Lima, um dos fundadores de Mococa-SP.O Alferes e sua segunda esposa mudaram-se, em 1816, para Batatais, onde se estabeleceram e tiveram dois filhos (BRIOSCHI, L.R. et al. – op. cit. p. 214-215).

Antônio Pereira Lima e os descendentes de seus dois casamentos constituíram o tronco da Família Pereira Lima na região de Batatais, tendo como núcleo as Fazendas Santa Bárbara e Soledade56, ramificando-se para Mococa-SP e circunvizinhanças de ambas localidades.

Ângela Teodora deixou, segundo seu inventário, seis filhos, arrolados na seguinte ordem:

4-1. José
4-2. Joaquim José Pereira Lima
4-3. Manuel Antônio Pereira Lima, Tenente Coronel
4-4. Flávio Antônio Pereira
4-5. Simão
4-6. Antônio Pereira Lima

4-1. JOSÉ PEREIRA LIMA, gêmeo de Joaquim, citado a seguir, b. a 22-05-1791 na Capela de N.S. de Nazaré, filial da Matriz de N.S. do Pilar57, f. após a assinatura do testamento de sua avó Tereza Maria (07-08-1812) e antes de iniciar-se o inventário desta (29-07-1814), possivelmente, na freguesia de São João Del Rei, s.d.

4-2. JOAQUIM JOSÉ PEREIRA LIMA, gêmeo de José, sendo b. no mesmo dia que ele58; emigrou p/ Batatais em 1817 constando de seu registro que vivia de fazer valos, f. antes de 1835 em Batatais. Foi c.c. Maria Cândida de Barros59, f.l. do Cap. Antônio Leite Ribeiro, n. e b. na freguesia de São João Del Rei, e de Bernardina Constança de Barros, n. e b. na freguesia de Aiuruoca (aí casados a 08-05-179760), n.p. do Sgt.-mór José Leite Ribeiro e Escolástica Maria de Jesus, n.m. do Cap. José de Barros Monteiro e Ana Tereza de Assunção; Maria Cândida f. a 01-08-1869 em Batatais61.

Maria Cândida de Barros em segundas núpcias c.c. Francisco Potenciano da Silva, e em terceiras núpcias c.c. Antônio Glaucestre Junqueira (inventários conjuntos do Cap. Antônio Leite Ribeiro e Bernardina Constança de Barros63,63).

4-3. Tenente Coronel MANUEL ANTÔNIO PEREIRA LIMA, b. a 09-05-1793 na Capela de N.S. de Nazaré64 e f. a 03-08-1875, em Batatais. Em primeiras núpcias foi c.c. Maria Teodora de Jesus com quem emigrou para Batatais em 1816, onde ela f. a 30-12-1828. Em segundas núpcias foi c.c. Juliana Josefa da Silva f. a 31-03-1875, (viúva de Vicente Alves de Araújo, inventariado em 1832, em Caldas Cartório 2º Ofício e do qual houve filhos) f.l. de Antônio Moreira de Souza Ribeiro, (f. a 07-05-1823) e Quitéria Josefa da Silva, n.m. do Cap. Custódio José Dias e Ana Lopes da Silva65, casados a 06-02-1766, na Capela de N.S. de Nazaré66. O Tenente Coronel e suas duas esposas foram inventariados em Batatais. O Ten. Cel. Manuel Antônio Pereira Lima teve nove filhos do primeiro casamento e oito do segundo, entre os quais: das primeiras núpcias:

5-1. José Teodoro Pereira Lima, Alferes67 das segundas núpcias:
5-2. Máxima Amélia da Silva
5-3. Iria Josefa da Silva
5-4. Manuel Antônio Pereira Lima Junior

5-1. Alferes JOSÉ TEODORO PEREIRA LIMA, f. a 25-02-1860, em Batatais, c.c. Maria Teodora de Jesus, n. cerca de 1820, f.l. do Cap. Antônio Ferreira da Rosa, n. ao redor de 1793, em Aiuruoca e Dorotéa Claudina Villela (casada a 11-09-1815 na Capela do Espírito Santo, filial da Matriz de N.S. das Dores de Boa Esperança68), n. em Coqueiral-MG, n.p. de outro Cap. Antônio Ferreira da Rosa, da freguesia de N.S. da Boa Nova de Bandeiras, concelho de Madalena, Ilha do Pico, distrito de Horta Açores, e Maria Teodora de Jesus, n. da freguesia de N.S. do Pilar, (casados a 01-10-1791, na Matriz), n.m. de José Joaquim Villela e Maria Mendes de Abreu69, (2-7, deste).

Maria Teodora de Jesus, em primeiras núpcias a 08-09-1775, na Matriz de N.S. do Pilar, c.c. José do Valle Ribeiro, f.l. de Antônio Valle Ribeiro (1-3) e Rosa Maria de Jesus; ela era f.l. do Alf. Domingos da Costa Guimarães, n. a 05 e b. a 09-04-1709 na freguesia de Santa Eulália de Fermentões, concelho e comarca de Guimarães, distrito e arcebispado de Braga70, e f. a 25-03-1788 em São João Del Rei, onde foi sepultado na Capela da Venerável Ordem 3ª do Carmo71, e Rita de Souza do Nascimento, b. a 08-09-1730 na Matriz de São Pedro, Olinda-PE (casaram-se a 02-05-1746 na Matriz de N.S. do Pilar), n.p. de Bento Ribeiro, b. a 17-07-1686 em Fermentões (f.l. de Bartolomeu Ribeiro e Serafina Martins) e Domingas da Costa b. a 09-02-1687, na freguesia de S. Estevão de Briteiros, Guimarães (f.l. de Domingos Fernandes Guimarães e Domingas Ribeiro)70.

O apelido Costa Guimarães tem levado a considerar-se o Alf. Domingos da Costa Guimarães irmão de João da Costa Guimarães e dar a filiação deste àquele72. João era n. da freguesia de São Martinho de Medelo, do concelho e comarca de Fafe, também, do distrito e arcebispado de Braga, era f.l. de Cristóvão da Costa e Feliciana da Costa (e não Felícia Guimarães) e foi a 01-10-1756 na Capela do Rio Grande (Capela de N.S. do Saco?) c.c. Izabel Pedrosa, viúva de José Rodrigues Goulart, f.l. de Gaspar Vaz e Maria Pedrosa73, João foi inventariado em 1812, em São João Del Rei74, onde está o registro do testamento de Izabel75.

O Alf. José Teodoro Pereira Lima teve 13 filhos, entre eles:

6-1. Major BOAVENTURA PEREIRA LIMA, b. a 23-10-1848 em Batatais e f. em 1904 em S. Joaquim da Barra-SP. Em primeiras núpcias c.c. Máxima de Paula Lima. Em segundas núpcias c.c. sua prima Juliana Osório de Lima, f.l. do Alf. Isaac Pereira Lima e Máxima Josefina da Silva, n.p. do Ten. Cel. Manuel Antônio Pereira Lima e Juliana Josefa da Silva, (4-3, deste) e n.m. do Ten. José Antônio da Silva Souza e Mariana Osório Pereira Lima. Juliana Osório era, também, viúva de um primo, Antônio Joaquim Pereira Lima, f.l. do Major Joaquim Antônio Pereira Lima e Francisca de Paula e Silva. Deixou, sete filhos das primeiras núpcias e um único das segundas, que segue:

7-1. Dr. ISAAC TEODORO DE LIMA, médico em 1924 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, n. a 10-08-1899 na Fazenda Santa Bárbara, Nuporanga-SP e f. a 08-03-1942 em Ribeirão Preto. A 01-01-1923 no Rio de Janeiro c.c. Yole Ronchini, n. a 27-08-1901 no Rio de Janeiro e f. a 10-10-1972 em Ribeirão Preto, f.l. do maestro Ernesto Ronchini e Dirce Rolli (sobrinha neta do Cardeal Mastai Ferreti, futuro Papa IX). Deixaram 4 filhos, entre os quais:

8-1. Capitão de Mar e Guerra, I.M. (Refdo) NÉLIO RONCHINI LIMA (que está escrevendo a Genealogia da Família Pereira Lima e forneceu dados dos arquivos paroquiais e cartorários de Batatais), n. a 10-12-1923 no Rio de Janeiro e a 21-12-1950 no Recife-PE c.c. Maria do Carmo Garcia de Castro, n. a 27-07-1927, também, no Recife, f.l. do engenheiro Carlos Garcia de Castro e Dulce Ferraz de Abreu, n.p. de Manuel Garcia de Castro, paraibano, e Rosa Bezerra de Brito, n.m. de Carlos Augusto Ferraz de Abreu (f.l. de Bernardo Ferraz de Abreu, 1º Visconde de São Bernardo em Portugal). Têm dois filhos.

5-2. MÁXIMA AMÉLIA DA SILVA, n. de Batatais e aí b. a 15-07-1839 na Matriz76, e a 27-08-1856 na Matriz de Mococa77 c.c. seu primo o Cap. Antônio José Dias de Lima, (Antônio Cristóvão) n. em Caconde (conforme seu assento de casamento) e a 18-09-1830, na Fazenda Água Limpa na época território de Caconde, atualmente do município de Mococa, e f. a 10-07-1920, em Mococa78, f.l. do Alf. José Cristóvão de Lima (b. a 14-04-1798 na Capela N.S. da Piedade, filial da Matriz de N.S. do Pilar79 e f. com testamento assinado a 07-01-1862 no Curato de Santa Bárbara das Canoas, atual Guaranésia-MG, sendo inventariado em Casa Branca80) e Bárbara Benedita da Silva (f. a 19-06-1843 e inventariado em 1843 em Casa Branca79), n.p. de Cristóvão Alves de Lima e Maria Brígida de Jesus, (3-5, deste) n.m. do Cap.-mór de Jacuí, Custódio José Dias, e Mariana de Almeida e Silva, (casados a 01-03-1794 na Capela de N.S. de Nazaré)81 ,por Mariana bn. do Ten. Cel. Marcos de Souza Magalhães e Mariana de Almeida e Silva (4-4, 3-3, deste).

O Cap.-mór Custódio José Dias, f.l. do Cap. Custódio José Dias e Ana Lopes da Silva (4-4, 3-3, deste), era n. de Ibituruna e não de Itavuna, como tem constado82; seu assento de óbito, ocorrido a 07-09-1843, na freguesia de São José e Dores (Alfenas)83 registra ser ele natural da Capela de Itaruna (São Gonçalo de Itaruna foi nome pelo qual a freguesia de São Gonçalo de Ibituruna, foi denominada85 ).

O Cap. Antônio Cristóvão foi cafeicultor, possuindo em sua Fazenda Contendas de Cima, em Mococa, 200.000 pés de café. O casal deixou seis filhos, n. desse Município onde residiram e deixaram grande descendência.

5-3. IRIA JOSEFA DA SILVA85 , n. a 22-04-1842 em Batatais e f. a 9-11-1916 em Mococa. Em primeiras núpcias c.c. Francisco José Dias Sobrinho, irmão do Cap. Antônio Dias de Lima (Antônio Cristóvão), f.l. do Alf. José Cristóvão de Lima e Bárbara Benedita da Silva (5-2, deste)86 ; de acordo com os dois censos de Caconde (1830 e 1835) deve ter n. em 1828. Em segundas núpcias a 10-10-1875, na Fazenda de São João, em Mococa c.c. o Cel. Francisco Garcia de Figueiredo, n. de Três Pontas-MG, de acordo com seu assento de casamento, b. a 01-11-1848 e f. a 03-10-1930 em Mococa85, f.l. do Cap. José Gomes de Lima e Maria Constança de Figueiredo, n.p. do Alf. Manuel Gomes de Lima e Maria Luiza do Espírito Santo, n.m. do Cap. Diogo Garcia da Cruz e Inocência Constância de Figueiredo87. Deixou 4 filhos das primeiras e 4 das segundas núpcias, todos n. de Mococa onde deixaram descendência. Entre os filhos das segundas núpcias houve:

6-1. JOÃO BATISTA DE FIGUEIREDO, n. a 06-12-1878 na Fazenda São João, Mococa e f. a 10- 04-1962 em São Paulo. A 08-06-1907 na Matriz de Guaxupé-MG c.c. Esméria Ribeiro do Valle88,89,90, n. a 11-08-1891 na Fazenda Bocaina, Guaxupé e f. a 09-12-1931, em Mococa, f.l. de Joaquim Augusto Ribeiro do Valle e Genoveva Amália Junqueira, Condes Ribeiro do Valle (Bula Papal de 1915), n.p. de Manuel Joaquim Ribeiro do Valle, Barão de Dores de Guaxupé, (descendentes de Antônio do Valle Ribeiro, 1-3, deste, e Roza Maria de Jesus) e Esméria Cândida de Jesus, n.m. de Luiz Antônio Diniz Junqueira91,92 e Blandina Herculana de Souza Meirelles93 .

Antônio Diniz Junqueira (b. a 27-01-1843 e f. a 20-09-1920, em São Paulo)94 era f.l. de Joaquim da Costa Junqueira e Genoveva Diniz Junqueira, n.p. do Cel. Manuel Joaquim da Costa e Mariana de Souza Monteiro e n.m. de Luiz Antônio de Souza Diniz e Ana Claudina Diniz Junqueira95,96. O Cel. Manuel Joaquim da Costa, (viúvo de Antônia Violante do Espírito Santo) era f.l. de Manuel da Costa Valle e Maria do Rosário Pedrosa, e a 21-01-1793, na Capela de São Gonçalo da Ibituruna, filial da Matriz de N.S. do Pilar, c.c. Mariana de Souza Monteiro, n. da freguesia de São João Del Rei, f.l. de André Martins Ferreira e Maria de Souza Monteiro (3-3, 2-1, deste)97.

Blandina Herculana de Souza Meirelles, b. a 27-03-1848 e f. a 22-02-1896130, era f.l. de João Melquíades de Souza Meirelles, (b. a 10-12-1817 e f. a 11-05-1877)130 e Ambrosina de Souza Meirelles, n.p. do Ten. Cel. João de Souza Meirelles (n. a …-10-175398 , em Aiuruoca e aí f. a 18-05-1868)99 e de Joaquina Evarista Villela (n. de Serranos, Aiuruoca e f. nessa freguesia a 03-10-1870)100, n.m. de Manuel de Souza Meirelles (n. em Aiuruoca e aí f. em 1842, com testamento)101 c.c. Blandina Graciana Villela. João e Manuel eram irmãos germanos, assim como, suas esposas, estas f.l. do Cap. Joaquim Manuel do Nascimento Villela (com inventário julgado por sentença de 23-07-1856)102 e Severina Jacinta dos Reis, aqueles f.l. do Cap. João de Souza Meirelles a 06-06-1791, na Capela de São Miguel do Cajuru, filial da Matriz de N.S. do Pilar, c.c. Mariana Antônia de Jesus, n. da freguesia de São João Del Rei103 e f. a 29-08-1820 em Aiuruoca, com testamento)104 , f.l. do Cap. José Garcia Duarte e Ana Maria Duarte (Ana do Angaí)105,106.

O Cap. João de Souza Meirelles, n. a 01-04-1750 no lugar de Brolhões, freguesia de São João Batista de Aião, onde foi b. a 05 do mesmo mês e ano, concelho e comarca de Felgueiras, distrito do Porto e arcebispado de Braga107 e f. em Aiuruoca com testamento assinado a 26-03-1832108. Era f.l. de Joan de Souza, n. no mesmo lugar de Brolhões e Joanna de Meirelles, n. do lugar de Pinheiro, freguesia de Santa Maria de Airães, também, do concelho de Felgueiras, n.p. de Manuel de Souza e Maria Teixeira, ambos do lugar de Laje, freguesia de Santa Cristina de Figueiró, concelho e comarca de Amarante, distrito do Porto, arcebispado de Braga, e n.m. de Joan de Meirelles, do citado lugar de Pinheiro, e Luiza Vaz, do lugar de Pousada da freguesia de Santa Marinha da Pedreira, igualmente do concelho de Felgueiras109.

João Batista de Figueiredo dedicou-se essencialmente à agricultura canavieira, fundando a Usina Itaiquara, na antiga Fazenda Bica de Pedra, Município de Tapiratiba-SP, no Ramal de Guaxupé da Cia. Mogiana de E.F., e industrializando o fermento para panificação a partir do melaço, subproduto da produção do açúcar; deste aproveitamento resultou ser a Usina um dos seus grandes produtores. Deixou duas filhas com geração na 2ª parte a ser publicada.

5-4. MANUEL ANTÔNIO PEREIRA JUNIOR, b. a 15-10- 1833110 em Batatais e aí f. a 11-05-1866, sendo inventariado em Batatais111, em Caconde, possivelmente foi c.c. Emília Cândida da Silva aí b. a 29-10-1837112, irmão germano de Antônio e Francisco (5-2 e 5-3 deste). Emília em segundas núpcias c.c. seu primo Vigilato Custódio Dias, f.l. do Cap. Joaquim Custódio Dias e Luiza Delfina da Silva. Deixou 3 filhos conforme seu inventário.

4-4. FLÁVIO ANTÔNIO PEREIRA, b. a 28-01-1795 na Capela de N.S. de Nazaré113, e a 01-10-1815, na Matriz de N.S. das Dores da Boa Esperança-MG, c.c. Antônia Cândida Bernardes, n. de Lavras, f.l. do Cap. Pedro Bernardes Caminha e Antônia Leonarda de Jesus114. Flávio f. antes de 1821, pois, Antônia a 21-11-1821, em segundas núpcias c.c. Francisco Inácio de Andrade, f.l. de Inácio Goulart de Andrade e Tereza Maria de Jesus115.

4-5. SIMÃO, b. a 09-05-1798, na Capela de N.S. de Nazaré116, s.m.n.

4-6. Coronel ANTÔNIO PEREIRA LIMA, o moço, foi arrolado no inventário de sua mãe com 4 anos (1802), possivelmente, como seus irmãos, b. na Capela de N.S. de Nazaré, tendo f. em data ignorada em Batatais, para onde emigrou em 1816 com seu pai117. A 07-01-1830 na freguesia de São Sebastião de Ventania (atual Alpinópolis-MG, onde se situa a Usina de Furnas), c.c. Francisca de Paula e Silva, n. da freguesia de São João Del Rei, f.l. de João Batista Ribeiro e Francisca de Paula e Silva118, n.m. de Ana Maria de Jesus, (n. em 1768 e f. antes de 1811, f.l. do Sgt.-mór José Leite Ribeiro e Escolástica Maria de Jesus) e José Maria da Silva (n. da freguesia de São João de Souto, cidade de Braga, f.l. de Jacinto da Silva e Tereza da Silva), casados a 05-07-1781 na Capela de Madre de Deus, filial da Matriz de N.S. do Pilar119, Francisco de Paula e Silva consta C.c. João Batista Ribeiro no inventário de sua avó Escolástica120,121,122, c.g.

2-2. JOSÉ DE ANDRADE PEIXOTO, n. e b. na freguesia de São João Del Rei, contava 16 anos no inventário de seu pai (1750) e f. com testamento, assinado em São João Del Rei a 10-06-1789123 . Foi c.c. Mariana Vitória do Nascimento, f. a 31-12-1810, na Fazenda Pitangueiras, Carrancas, com testamento124, f.l. de João Gonçalves de Mello e Ana Quitéria de Souza. Deixaram, conforme os testamentos de ambos:

3-1. José Joaquim de Andrade e Mello, Alferes
3-2. Francisco José de Andrade, Alferes
3-3. Ana Esméria de Andrade
3-4. Rita Felícia de Andrade
3-5. Maria Rita de Andrade
3-6. Inácia Constância de Andrade, Baronesa de Alfenas
3-7. Tomaz José de Andrade, Alferes

3-1. Alferes JOSÉ JOAQUIM DE ANDRADE, n. e b. na freguesia de São João Del Rei; a 08-06-1806 na Ermida de N.S. da Conceição, aplicação da Madre de Deus, na fazenda do pai da nubente, c.c. Francisca de Paula Policéia de Jesus, f.l. do Cap. Luiz José de Paiva e Silva e Joana Rosa de Jesus125, s.m.n.

3-2. Alferes FRANCISCO JOSÉ DE ANDRADE E MELLO, nome pelo qual é nomeado no assento de suas segundas núpcis e de várias de suas filhas, entretanto, nos testamentos de seus pais e no assento de suas primeiras núpcias está como Francisco José de Andrade; possivelmente acrescentou Mello para distinguir-se do primo homônimo (3-3, 2-6, deste). Foi n. e b. em Lavras; em primeiras núpcias a 08-06-1806, na Ermida de N.S. da Conceição, retro mencionada, c.c. Ana Rosa Ludovina de Paiva, irmã de Francisca de Paula (3-1, deste). Ambas se casaram no mesmo dia e local126, em segundas núpcias a 24-11-1836, na Capela do Espírito Santo, Carrancas, c.c. Cândida Umbelina de Souza, f.l. de Francisco José de Souza Monteiro e Maria Perpétua de São José127. Deixou das primeiras núpcias, entre outros filhos:

4-1. MARIA JOSÉ DE ANDRADE, q.d., a 20-08-1828, em oratório na casa de seu pai, c.c. Domingos Teodoro de Azevedo (tinham impedimento de 3º grau de linha transversal)129, f.l. do Ten. Francisco Machado de Azevedo e Prudenciana Umbelina de Paiva (3-1, 2-`8, deste)121, c.g.

4-2. RITA DE CÁSSIA E SILVA, q.d., a 08-02-1830, em oratório na casa de seu pai, c.c. Francisco Machado de Azevedo, irmão de Domingos (4-1, deste)129 , c.g.

4-3. MARIANA BENEDITA DE ANDRADE, Baronesa de São Tomé, a 25-09-1831, em oratório na casa de seu pai, c.c. seu primo Francisco Gonçalves Penha, futuro, Barão de São Tomé, f.l. de José Gonçalves Penha e Maria Rita de Andrade (4-1, 3-5, deste)130, c.g.

3-3. ANA ESMERIA DE ANDRADE, n. e b. em Carrancas a 11-11-1793, em Carrancas-MG, c.c. Custódio José Pinto, n. e b. na freguesia de São Tiago de Fonte Arcada, concelho e comarca de Penafiel, distrito e bispado do Porto, Douro, f.l. de Luiz de Souza Pinto e Mariana Tereza131. Florenzano confundiu-se ao atribuir a naturalidade de Custódio a seus pais132, também, Silva Leme enganou-se escrevendo que o marido de Ana Esmeria era o Cap. José Nogueira de Sá133, c.g.

3-4. RITA FELÍCIA DE ANDRADE, de acordo com o testamento de sua mãe foi c.c. Diogo Garcia de Andrade, f.l. de José Garcia, n. e b. na freguesia de São João Del Rei e f. a 02-12-1803, sendo inventariado134 em São João Del Rei, e Maria de Nazaré (casados a 22-11-1772 na Ermida de N.S. do Carmo filial da Matriz de São João Del Rei), n.p. de Diogo Garcia e Julia Maria da Caridade, n.m. de José Rodrigues Goularte e Isabel Pedrosa. Diogo, parece que adotou o sobrenome Andrade em razão de seu casamento; um seu irmão também o adotou – Antônio Joaquim de Andrade c.c. Maria Francisca, deixando de assinar Garcia, e um outro, Manuel Joaquim tirou o Garcia e adotou Santa Anna, foi c.c. Venância Constância de Andrade (3-1, 2-10, deste), s.m.n.

3-5. MARIA RITA DE ANDRADE, foi c.c. José Gonçalves Penha, b. a 20-03-17…. na Capela de São José do Favacho, Baependi, f.l. do Cap. Antônio Gonçalves Penha e Florência de São José, tiveram entre outros:

4-1. FRANCISCO GONÇALVES PENHA, Barão de São Tomé, por Decreto Imperial de 25-10-1872, a 25-09-1831, no oratório do pai do noivo, em Carrancas c.c. sua prima Mariana Benedita de Andrade, f.l. de Francisco José de Andrade e Ana Rosa de Jesus136, ficando, assim, esclarecidas as dúvidas quanto à filiação do Barão, c.g.136,137.

3-6. IGNÁCIA CONSTÂNCIA DE ANDRADE, Baronesa de Alfenas, n. e b. em Carrancas a 11-06-1808 na Ermida do Divino Espírito Santo, filial da Matriz de Lavras, e aí a 11-06-1808138 c.c. Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas, por Decreto Imperial de 11-10-1848, Comendador da Imperial Ordem da Rosa, Deputado Provincial em Minas (1830/33 e 1834/37), n. em 1782 na Fazenda Campo Alegre, São Tomé das Letras, e f. a 13-01-1868139, f.l. de João Francisco Junqueira, e Helena Maria do Espírito Santo, (3-1, deste), n.m. de Inácio Franco e Maria Tereza de Jesus140,141, c.g.

3-7. Alferes TOMAZ JOSÉ DE ANDRADE, n. e b. em Carrancas, e em primeiras núpcias a 14-06-1810, na Ermida de Campo Alegre, filial da Matriz de Lavras, c.c. Antônia Francisca Junqueira, também, n. de Lavras, f.l. de José Francisco Junqueira e Antônia Maria de Jesus142, n.p. de João Francisco Junqueira e Helena Maria do Espírito Santo. Antônia Francisca f. a 07-06-1824 e sepultada em Caldas143,144. Em segundas núpcias a 03-08-1825, na Capela de S. José do Favacho, filial de Baependi145 c.c. Francisca Maximina, n. e b. em Carrancas146, f. a 21-09-1834 em Caldas, irmã de Antônia Francisca147,148 e em terceiras núpcias c.c. Antônia Gomes de Oliveira149 f.l. do Cap. Antônio Gomes de Oliveira150. Deixou geração das três núpcias.

2-3. JACINTA MARIA DA CONCEIÇÃO – constava ter 18 anos na lista de herdeiros de seu pai (1750) tendo falecido a 06-08-1816 com 80 anos em Santana do Sapucaí, atual Silvianópolis, havendo discrepância de 4 anos quanto à data do nascimento; deixou testamento no qual declarou ter em primeiras núpcias sido c.c. Gregório Lopes dos Reis e em segundas c.c. o Sgt. mór José Antonio de Almeida (AE/Silvianópolis, Livro de Óbitos fls. 178, apud ISOLDI). No inventário de Antonio de Brito Peixoto consta já estar casada em primeiras núpcias em 1770 e residir em São Gonçalo do Rio Verde, agora São Gonçalo do Sapucaí151; no inventário de sua mãe, estava no 2º casamento. Não deixou geração.

2-4. MARIA VITÓRIA DO NASCIMENTO, gêmea de Ângela, a seguir citada, n. de Carrancas e aí b. a 05-04-1738152; ainda solteira, sob o nome de Maria Vitória de Moraes recebeu a 10-04-1764, uma sesmaria entre o Ribeirão da Ponte Alta e o Sítio de Manuel Machado Toledo e José de Andrade Peixoto, freguesia de Carrancas153, f. em Carrancas com testamento, aberto a 25-04-1820 (sendo inventariada em São João Del Rei154. A 19-02-1775 c.c. o Cap. Domingos de Paiva e Silva155, n. e b. a 23-01-1742 na Capela de N.S. da Conceição da Barra, f. a 26-08-1809 em sua Fazenda do Gramador, em Carrancas com testamento156 filial da Matriz de São João Del Rei, f.l. de Cap. Domingos de Paiva (n. da freguesia de Santa Maria Madalena – atual freguesia de Bustelo – do concelho e comarca de Chaves, distrito de Vila Real, arcebispado de Braga e f. a 22-09-1783 em Conceição da Barra) e Tomásia Maria da Silva (n. e b. na freguesia de N.S. de Monte Sião de Amora, concelho e comarca de Seixal, distrito de Setubal, Patrdo de Lisboa, f.l. de Paulo da Silva e Fonseca e Antônia Caetana), Domingos e Tomásia casaram-se a 28-08-1736 na Capela de N.S. da Conceição da Barra157, n.p. de Antônio Fernandes e Madalena de Paiva e n.m. de Paulo da Silva Fonseca (n. da cidade de Braga) e Antônia Caetana (f.l. de João Delgado e Josefa da Silva)158.

Domingos de Paiva e Silva foi contratado para c.c. Luiza Tereza de Brito, (esta, 2-9, deste, posteriormente, c.c. o Alf. Amaro Gonçalves Chaves), motivo pelo qual solicitou dispensa de impedimento, alegando que o compromisso ocorrera há cerca de cinco anos e agora (naquela época) possuía haveres para se casar; do processo constam certidões do batismo do orador e do casamento de seus pais159. Deixaram, de acordo com os testamentos e inventários de ambos:

3-1. ANA ZEFERINA já era f. quando do início do inventário de seu pai (23-01-1811), foi c.c. o Ten. Tomaz Coelho dos Santos, tendo deixado:

4-1. ZEFERINO com 12 anos
4-2. RITA com 10 anos
4-3. CAMILA com 8 anos
4-4. FRANCISCO com 7 anos

3-2. MARIANA BERNARDA, com 23 anos, solteira em 1811 (e assim continuava quando a mãe foi inventariada em 1820).

3-3. FRANCISCA BENEDITA DE ASSIS (os dados a seu respeito constam do processo de genere de seu filho)160, b. a 30-11-1777 na Ermida de N.S. do Carmo da fazenda de Julia Maria da Caridade161, a 22-02-1800 em Carrancas c.c. José Joaquim Ribeiro162, b. a 17-12-1775 na Capela de São Gonçalo, filial da Matriz de N.S. do Pilar163, n.p. de Antônio Ribeiro da Silva, n. de São João Del Rei (f.l. de Antônio Ribeiro da Silva e Antônia Maria de Almeida) e Genoveva da Trindade, n. de Carrancas (f.l. de Francisco Avila Fagundes e Maria Martins Porciúncula). Deixou, q.d.:

4-1. Padre ANTÔNIO JOAQUIM RIBEIRO, b. a 22-12-1800 em Carrancas164, ordenado a 03-05-1824165, foi o inventariante de sua tia Inácia (3-4, deste) s.m.n.

3-4. INÁCIA CÂNDIDA DE PAIVA, n. de Carrancas e f. com testº aberto a 17-08-1833, sendo inventariante seu sobrinho Pe Antônio Joaquim (4-3, 3-3, deste)166, foi c.c. o Cap. Joaquim Gotardo de Lima, não tendo deixado filhos, s.m.n.

2-5. ÂNGELA MARIA DE JESUS, gêmea de Maria Vitória do Nascimento, n. de Carrancas, aí b. a 05-04-1738167 e f. a 16-10-1761 sendo sepultada na Capela de N.S. do Bom Sucesso de Serranos, filial de Aiuruoca, deixando viúvo Bento Manoel do Nascimento. Não deixou filhos, pois, não há herdeiros que a representassem quando do f. de sua mãe.

2-6. Ajudante168 JERÔNIMO DE ANDRADE BRITO, título que consta de seu testamento, algumas poucas vezes é mencionado como Licenciado* Jerônimo de Andrade Brito, n. de Carrancas, onde foi b. a 19-10-1740169; o inventário de sua mãe (1794) silencia sobre seu estado civil; f. com testamento assinado a 03-06-1814170.

Em 1765, por solicitação de Jacinta Maria da Conceição foi aberto processo para dispensa de impedimento de consanguinidade para que se realizasse seu c.c. Jerônimo a fim de legitimar a prole que resultasse das relações tidas com ele171.

O casamento não deve ter se realizado, pois, o testamento de Jerônimo nada menciona sobre ele, bem como, a respeito de qualquer filho dele resultante.

No inventário de sua mãe nada consta sobre seu estado civil, mas declara em seu testamento ter sido c.c. Maria de Souza Monteiro, f.l. de André Martins Ferreira e Maria de Souza Monteiro, (3-3, 2-1, deste).

Deixaram os filhos abaixo, na ordem como foram nomeados no testamento de Jerônimo:

3-1. Ana Tereza de Andrade
3-2. Emerenciana Constança de Andrade
3-3. Francisco José de Andrade
3-4. André Martins de Andrade
3-5. Inácia Joaquina de Andrade
3-6. José Esteves de Andrade
3-7. Mariana Constância de Andrade
3-8. Cândida Umbelina de Andrade
3-9. Antônio José de Andrade
3-10. Umbelina Cândida de Andrade

3-1. ANA TEREZA DE ANDRADE já estava c.c. o Cap. Manuel Joaquim Alves quando seu pai fez o testamento (1814).

3-2. EMERENCIANNA CONSTÂNCIA DE ANDRADE, foi a 07- 02-1798 c.c. o Cap. Tomé Inácio Botelho, b. a 14-03-1774 e f. em 1826 com testamento172, f.l. de Francisco Inácio Botelho173 e Maria Tereza de Araújo Menezes, n. de Campanha-MG, n.p. de Francisco José Botelho e Tereza Maria Joana, ambos n. da freguesia, de Santiago de Covilhã (hoje anexada à freguesia de São Pedro), concelho e comarca, distrito de Castelo Branco, bispado da Guarda, Beira Baixa, (a freguesia de Santiago foi anexada à freguesia de São Pedro), c.g.174,175.

3-3. FRANCISCO JOSÉ DE ANDRADE foi c.c. Mariana Dorida Diniz Junqueira, irmã de Francisco Antônio Junqueira, (3-1, deste), deixaram 2 filhas176,177.

3-4. ANDRÉ MARTINS DE ANDRADE, seu nome assemelhava-se ao de seu avô materno, André Martins Ferreira, foi c.c. Anna Cândida da Costa Junqueira, n. em São Tomé das Letras e f. cerca de 1869 com testº de 1868 em Campanha-MG178, f.l. de Joaquim Bernardo da Costa (também citado como Joaquim Bernardes da Costa) e Ana Francisca do Valle, n.p. de Henrique da Costa e Jerônima Maria de Jesus, n.m. de João Francisco Junqueira e Helena Maria do Espírito Santo (3-1, deste), c.g.179,180. De acordo com testamento de Ana, tiveram seis filhos, estando quatro vivos (1868).

3-5. INÁCIA JOAQUINA DE ANDRADE, f. solteira a 13-05-1830, com testamento assinado em 06-04-1828 na Fazenda das Bicas em Carrancas, termo de São João Del Rei181.

3-6. Alferes JOSÉ ESTEVES DE ANDRADE, ainda era solteiro em 1814 quando seu pai assinou o testamento, casou-se depois e teve, pelo menos, uma filha, Emerenciana favorecida no testamento de sua irmã Inácia (3-5, deste)182.

3-7. MARIANA CONSTÂNCIA DE ANDRADE, n. em 1779, foi a 1ª mulher de Francisco Antônio Diniz Junqueira, n. em Carrancas, f.l. de Gabriel de Souza Diniz, português, e Maria Francisca da Encarnação, n.p. de Manoel de Souza Diniz, e Ana de Azevedo, n.m. de João Francisco e Helena Maria do Espírito Santo183,184,185.

3-8. CÂNDIDA UMBELINA DE ANDRADE, já estava c.c. Antônio Joaquim de Andrade186 ao seu pai assinar o testamento (1814), deixaram pelo menos uma filha, Maria, pois, sua irmã Inácia (3-5, deste) a contemplou no testamento.

3-9. ANTÔNIO JOSÉ DE ANDRADE ainda era solteiro na assinatura do testamento de seu pai (1814).

3-10. UMBELINA CÂNDIDA DE ANDRADE, ou Umbelina Onória de Andrade como consta no testamento de seu pai, a 26-11-1819, na Ermida do Alf. José Esteves de Andrade em Carrancas187, foi c.c. o Cap. Manuel Tomaz de Carvalho, n. a 19-03-1775 em Carrancas e f. a 06-01-1845 em Caldas-MG, que em primeiras núpcias c.c. Ana Josefa de Andrade, filha de Manuel Joaquim de Andrade e Laureana de Souza Monteiro (3-2, de 2-10, deste) e em terceiras núpcias c.c. Ana Joaquina da Silva, n. do Porto, Portugal, f. a 19-03-1858 em Casa Branca, viúva de Manuel Alexandre e f.l. de José Alves Coutinho e Joaquina Josefa da Silva188. O Capitão foi o tronco dos Tomaz de Carvalho da região de Casa Branca, era f.l. de Domingos Pereira de Carvalho, b. a 15-09-1750 na Capela de N.S. do Rio Grande, filial de Lavras e a 27-04-1774, na Capela de São Bernardo de Macáia, filial de São João Del Rei, c.c. Escolástica Maria de Jesus, n.p. de João Pereira de Carvalho e Ana Maria do Nascimento (esta f.l. do Cap. Diogo da Cruz e Julia Maria da Caridade), n.m. do Cap. Bernardo Gonçalves Chaves e Francisca Maria de Mendonça). Deixaram um único filho que residiu em Casa Branca-SP189,190.

2-7. DOROTÉA MARIA DE JESUS, contava 7 anos na declaração de herdeiros no inventário do seu pai (1750) e no de sua mãe (1794) estava c.c. Manoel Mendes de Abreu, que foi testemunha do casamento de sua cunhada Luiza Teresa (2-9, deste) c.g.191.

2-8. ANNA ANTÔNIA DE BRITO, n. e b. em Carrancas, estava c. 4 anos no inventário de seu pai (1750) a 20-02-1775 na Capela de N.S. da Conceição de Carrancas, filial de Lavras, c.c. o Cap. Antônio de Paiva e Silva, n. e b. na freguesia de São João Del Rei, e f. com testamento aberto a 29-09-1813192, f.l. de Domingos de Paiva e Tomásia Maria da Silva (2-4, deste)193; residiram em sua Fazenda do Engenho, em Carrancas, e deixaram de acordo com o testamento citado:

3-1. Prudenciana Umbelina de Paiva, c.c. o Cap. Francisco Machado de Azevedo, que segue.

3-2. Joana Felícia de Paiva, c.c. o Guarda-mór José Ferreira Cardoso194, s.m.n.

3-3. Alf. Antônio Caetano de Paiva, a 10-02-1800, em São Gonçalo do Sapucaí-MG, c.c. Francisca de Paula e Silva, f.l. do Alf. Fernando Antônio da Silva e Anacleta Maria do Nascimento, s.m.n.

3-4. Padre Joaquim Leonel de Paiva e Silva195,196, n. a 07 e b. a 27-02-1779, em Lavras do Funil, foi vigário em Carrancas de 1847 a 1850197, tendo sido coadjutor anteriormente.

3-1. PRUDENCIANA UMBELINA DE PAIVA, b. a 23-02-1783, em Carrancas198, c.c. Ten. Francisco Machado de Azevedo, n. e b. na freguesia do Espírito Santo de Vila Nova, concelho de Praia da Vitória, bispº de Angra, Ilha dos Açores, f. em 1841 e sep. em Carrancas deixando testamento firmado em 03-10-1840199 onde declara ser f.l. de outro Francisco Machado de Azevedo e ignorar o nome da mãe por ter ela f. logo após seu nascimento; deixaram segundo o testamento dele os seguintes filhos:

4-1. Domingos Teodoro de Azevedo, Capitão
4-2. Francisco Machado de Azevedo
4-3. Antônio Machado de Azevedo, Capitão
4-4. Joaquim Leonel de Azevedo e Paiva
4-5. José Procópio de Azevedo e Paiva
4-6. Francisco Eugênio de Azevedo
4-7. Pedro
4-8. Ana Antônia de Paiva
4-9. Francisca Cândida de Azevedo e Paiva
4-10. Maria
4-11. Rita
4-12. Prudenciana

4-1. Capitão DOMINGOS TEODORO DE AZEVEDO, a 28-08-1828 em oratório na casa da noiva, Carrancas, foi, após dispensa de impedimento de 2º grau, linha transversal, c.c. sua prima Maria José de Andrade, f.l. de Francisco de Andrade e Mello e Ana Rosa de Jesus (4-1, 3-2, 2-2, deste)200,201.

4-2. FRANCISCO MACHADO DE AZEVEDO, a 08-02-1830, em oratório na casa do pai da noiva, Carrancas, após dispensa de impedimento por consangüinidade no 2º grau, linha transversal, foi c.c. sua parente Rita de Cássia da Silva, irmã de Maria José de Andrade (4-1, deste)202.

4-3. Capitão ANTÔNIO MACHADO DE AZEVEDO, foi c.c. Lucinda de Andrade, b. a 04-03-1817, f.l. de Tomé Inácio Botelho e Emerenciana Constança de Andrade (3-2, 2-2, deste) c.g.203.

4-4. JOAQUIM LEONEL DE AZEVEDO E PAIVA, foi proprietário da Fazenda Santa Bárbara em Santana do Sapucaí, atual Silvianópolis-MG, tendo sido comandante de um regimento na Guerra do Paraguai, e se c.c. Josefa Maria de Rezende Reis, f.l. do Cap. Antônio dos Reis e Silva e Maria Clara de Rezende204.

4-5. JOSÉ PROCÓPIO DE AZEVEDO E PAIVA, foi proprietário da Fazenda Engenho a 01-06-1835, na Ermida do Campo Alegre, em primeiras núpcias205, c.c. sua prima Maria Rita de Andrade Junqueira, em segundas núpcis, c.c. sua cunhada Rita de Cássia Junqueira, ambas f.l. dos Barões de Alfenas (3-4, 2-2, 1-2), c.g.206,207.

4-6. FRANCISCO EUGÊNIO DE AZEVEDO, f. a 22-07-1899 no Rio de Janeiro-RJ onde era comerciante, a 21-10-1841, em oratório na casa do pai da noiva, em Carrancas, dispensado do impedimento em 4º grau, linha transversal, c.c. sua prima Maria Emerenciana de Andrade208, n. a 17 e b. a 27-12-1829, f.l. do Ten. Cel. Francisco Inácio Botelho e Maria Emerenciana e Andrade, n.p. do Cap. Tomé Inácio Botelho e Emerenciana Constança de Andrade (3-3, 2-6, deste) n.m. de Francisco José de Andrade e Mariana Dorida Diniz Junqueira (3-2, 2-6, deste) c.g.209,210.

4-7. PEDRO, s.m.n.

4-8. ANA ANTÔNIA DE PAIVA, foi c.c. o Cap. Gervásio Pereira de Rezende Alvim, f.l. de Cap. Gervásio Pereira Alvim, n. em Coimbra, Beira Litoral, e Francisca Cândida de Rezende, n. e b. na fregª de N.S. da Penha de França da Laje, atual Resende Costa-MG e aí f. em sua Fazenda dos Campos Gerais, n.m. do Cap. José de Rezende Costa e Ana Alves Preto, c.g.211.

4-9. FRANCISCA CANDIDA DE AZEVEDO E PAIVA, foi c.c. o Cap. Antônio Cândido de Rezende Alvim, irmão do Cap. Gervásio Pereira de Rezende Alvim (4-8, deste), c.g.212.

4-10. MARIA, s.m.n.

4-11. RITA, s.m.n.

4-12. PRUDENCIANA, s.m.n.

2-9. LUIZA TEREZA DE BRITO, n. e b. em Carrancas, em 1750 estava com 1 a 2 anos e a 23-08-1772 na Capela do Espírito Santo, filial de Carrancas e Santa Ana de Lavras do Funil, c.c. o Alf. Amaro Gonçalves Chaves, b. a 05-02-1747 em Serranos, Aiuruoca213, f.l. de Bernardo Gonçalves Chaves e Francisca Maria de Mendonça214, c.g.215.

2-10. MANUEL JOAQUIM DE ANDRADE, no inventário do pai (1750) constava como filho póstumo, f. a 03-05-1828 com testamento assinado em Carrancas216, foi c.c. Laureana de Souza Monteiro, n. e b. na Capela de Santa Rita, freguesia de São João Del Rei, f. com testamento assinado a 26-07-1826 na Fazenda do Espírito Santo, Carrancas, aberto a 23-11-1833217, era irmã de Maria de Souza Monteiro, ambas f.l. de André Martins Ferreira e Maria de Souza Monteiro (3-2, 2-1, deste), deixaram, de acordo com os testamentos do casal:

3-1. Venância Delfina de Andrade
3-2. Ana Josefa de Andrade
3-3. Delfina Francisca de Andrade
3-4. Antônio Joaquim de Andrade

3-1. VENÂNCIA DELFINA DE ANDRADE, f. com testamento assinado em Carrancas e aberto a 23-06-1845218, a 15-09-1798 c.c. Manoel Joaquim de Santana, f. a 31-08-1834, f.l. de José Marcia e Maria Nazaré (3-4, 2-3, deste), c.g.219.

3-2. ANNA JOSEFA DE ANDRADE, foi a primeira mulher do Cap. Manoel Tomaz de Carvalho que, depois de viúvo, c.c. Umbelina Candida de Andrade, f.l. do Aj. Jerônimo de Andrade Brito e Maria de Souza Monteiro (3-4, 2-6, deste); seus inventários estão em Lavras, segundo Florenzano, c.g.220.

3-3. DELFINA FRANCISCA DE ANDRADE de acordo com o testamento de sua mãe, foi c.c. Francisco Teodorico de Mendonça, s.m.n. 3-4. Alf. ANTÔNIO JOAQUIM DE ANDRADE, foi c.c. Candida Umbelina de Andrade, s.m.n.221

Conjectura sobre a ascendência de Francisca de Macedo

FRANCISCA DE MACEDO não teve, ainda, sua ascendência esclarecida. A. E. de Taunay limitou-se a dar como provável ser filha, sobrinha ou prima de outra Francisca, filha de Ascenço Dias de Macedo, f. em 1669, em Taubaté222 (em 1679, segundo Guisard Filho223) e em segundas núpcias, c.c. Ana Maria de Freitas (v.1, p. 44224).

João Jacques Ribeiro do Valle (hexaneto de André do Valle Ribeiro e Tereza de Moraes), segundo José Guimarães225, examinando o inventário do Cap.-mór Antônio Ribeiro de Moraes, f. em 1686226, encontrou nesse inventário, no que denominou sua primeira fase, o nome de Francisca de Morais (v.7, p.137224) mas, no que denominou no final não mais aparece seu nome, figurando, em seu lugar, Antônio Vieira, por sua mulher Francisca de Macedo.

O processo de partilha dos bens deixados pelo Capitão-mór não correu tranquilo. Ele e sua mulher Catarina Ribeiro, f. antes, deixaram testamento, sendo que o dele foi anulado. O processo compreende três inventários, reunidos cronologicamente em ordem inversa.

a) Começa com o segundo inventário de Antônio Ribeiro de Moraes e Catarina Ribeiro (p.335-373226) iniciado, possivelmente, em 1700 (falta a primeira folha, mas o primeiro documento datado é de 24-11-1700, p.347226). Do dito dia, mez e anno atraz declarado ha um requerimento dos herdeiros, constando do despacho de deferimento, a 25-05-1701, serem os peticionários os legítimos herdeiros, dado representarem os parentes mais próximos e terem sido os autores da causa anulatória do testamento do Capitão-mór (p. 350226). Entre os requerentes estava Francisca de Morais, representando sua mãe, Serafina de Moraes (f. entre 1686 e 1701) que, em segundas núpcias fora c.c. Luiz Porrate Penedo (v. 7, p. 135-136224, e p. 347226), entretanto, seu nome, não constou do pagamento aos herdeiros de Serafina de Moraes (p. 358-359226).

b) Segue o 1º inventário de Antônio Ribeiro de Moraes e Catarina Ribeiro, aberto a 30-01-1688, e no qual não são mencionadas Francisca de Moraes e/ou Francisca de Macedo (p. 373-403226).

c) O processo é encerrado com o 1º inventário de Antônio Ribeiro de Moraes iniciado a 23-10-1686 (p. 403-478226), e ao qual foram juntados os testamentos do inventariado, datado de 1686 (p. 405-413226) e o de sua mulher Catarina Ribeiro, de 1676 (p. 421-425226); deste inventário consta um termo de amigável composição, assinado a 18-11-1686 na vila de São Paulo, na pousada de Luiz Porrate Penedo, estando presentes, além do tabelião e do juiz ordinário, os herdeiros colaterais do Capitão-mór; entre estes achavam-se o mencionado Luiz Porrate Penedo, e sua mulher Serafina de Moraes, (v.7, p. 135-136224), Antônio Vieira, por parte de sua mulher Francisca de Macedo; no fim do termo está a assinatura de Luiz Porrate Penedo e o sinal de Antônio Vieira, ambos por suas mulheres (p.466-470226).

A análise do processo completo revela que Francisca de Moraes (a) não consta da primeira fase do inventário, cronologicamente o mais antigo, mas do fim do segundo inventário, cronologicamente, o mais recente (b) que, indubitavelmente, era f.l. de Serafina de Moraes, sobrinha do Capitão-mór, e de seu marido Luiz Porrate Penedo (p. 347226).

Francisca de Macedo, c.c. Antônio Vieira não está no final do inventário mas naquele iniciado em 1686, cronologicamente o primeiro, figurando como herdeira colateral do Capitão-mór; como este tivera irmãos seriam eles ou seus descendentes os herdeiros colaterais (p. 466 e 468226). Dado que Francisca de Macedo não figura como irmã do Capitão-mór (parentesco cronologicamente impossível) ou sobrinha direta, deveria ser sua sobrinha neta.

Os dados do processo sugerem uma identidade única para Francisca de Moraes e Francisca Macedo, contudo, há questões a serem respondidas: (a) no processo de casamento e dispensa matrimonial de Antônio Vieira de Moraes, f.l. de Antônio Vieira Dourado e Francisca de Macedo, em 1720 (processo já mencionado no início do trabalho227), uma das testemunhas inquiridas foi Antônio de Moraes de Aguiar, segundo Silva Leme, f.l. de Pedro Porrate de Penedo e Sebastiana Barbosa de Aguiar (v.7, p. 136, 5-7224). Declarou essa testemunha ser ela parente do justificante no quarto grau por consanguinidade; tal declaração, ainda com base em Silva Leme, contradiz ser Francisca de Macedo irmã uterina de Sebastiana Barbosa de Aguiar, pois, fossem elas irmãs o parentesco seria do segundo grau; (b) em 1686 Francisca de Macedo constava ser casada, pois, foi representada por seu marido na assinatura no termo de amigável composição (p.467 e 470226) e aquela, 15 anos depois, em 1701, é peticionária de um requerimento para partilha dos bens do inventário, requerimento este deferido sendo, assim, reconhecida nele como solteira ou viúva (por não ter sido representada por marido), ser moradora na Vila de São Paulo e ser filha de Serafina de Moraes (p.347-348226). O estado de solteira excluiria a hipótese da identidade de pessoas, a de viuvez é compatível, pois, desconhece-se a data do falecimento de Antônio Vieira (sabe-se que já era falecido em 1720) como consta do processo de casamento citado228). O domicílio em São Paulo, também, não é excludente, apesar de esse mesmo processo, registrar que o justificante fora criança com seus pais, Antônio Vieira Dourado e Francisca de Macedo para a Comarca do Rio das Mortes e o assento de batizado de Maria de Moraes Ribeira (1-2, deste) informar que Francisca de Macedo, a ele compareceu em 1711, na Matriz de N.S. do Pilar, como madrinha. Portanto, para as duas Franciscas serem a mesma pessoa Francisca de Moraes em 1701 já deveria ser viúva, deixado de assinar Macedo, adotado o apelido Moraes e, ainda, residir em 1701 em São Paulo e nesse ano já estar viúva! Pelo exposto, sendo Francisca de Macedo herdeira colateral do Capitão-mór (p.466 e 468226), o vínculo de parentesco seria de sobrinha, possivelmente, sobrinha neta, contudo restaria esclarecer como o seria. Maria de Moraes, mãe do Capitão-mór teve como primeiro marido, Francisco Ribeiro, f. em 1615, de acordo com o testamento e inventário deste, cinco filhos, três homens e duas mulheres229 que, consoante Silva Leme (v.7, p. 135224), foram o Capitão-mór, dois ordenados padres e duas mulheres; em segundas núpcias foi c.c. Domingos de Abreu Pereira e dele teve um filho único que, também, veio a ser padre (v. 7, p. 135224). Em consequência, como não há notícia de terem os padres tido filhos e os terem reconhecidos, os únicos sobrinhos seriam filhos e/ou netos das irmãs do Capitão-mór. Estas foram Ana de Moraes Pedroso, c.c. seu primo Pedro de Moraes Madureira (v. 7, p.5 e 135224) e Sebastiana Ribeiro de Moraes (v.7, p. 135224), retro citado. Se por parte de Silva Leme não ocorreu omissão de descendentes das irmãs do Capitão-mór, a única com nome Francisca foi a mencionada Francisca de Moraes (v.7, p.136224), assim, sendo admissível concluir que FRANCISCA DE MORAES e FRANCISCA DE MACEDO seriam uma única pessoa, com a ressalva de que, somente, informes complementares, frutos de pesquisas futuras, poderão determinar se a conjectura é correta, por ora constituindo, apenas, uma suposição. Na eventualidade das provas confirmarem esta conjectura, Francisca de Macedo seria f.l. de Luiz Porrate Penedo e Serafina de Moraes, segundas núpcias desta (v.7, p. 136-137224), ambos n. da Vila de São Paulo, n.p. de João Porrate (n. de Bordéus, França) e Francisca Penedo, (n. de La Laguna, Ilha de Tenerife, Arquipélago das Canárias), n.m. de Vito Antônio, (n. de Castro Novo, Reino de Nápoles) e Sebastiana Ribeiro de Moraes230 (v.7, p.135-137224). Sebastiana era f.l. de Francisco Ribeiro, o terror dos índios, sertanista, bandeirante, f. em 1615, no sertão231, e Maria de Moraes, f. em 1663, em São Paulo, n.m. de Pantelão Pedroso, português, (f.l. de Estevão Ribeiro Bayão Parente e Madalena Fernandes Feijó Madureira (v.7, p. 134 e 166-167224) e Ana de Moraes d’Antas (f.l. de Baltazar de Moraes de Antas e Brites Rodrigues Annes, n.p. de Pedro de Moraes e Inês Navarro de Antas e n.m. de Joane de Annes (v.7, p. 3 e rodapé, p. 7-8 e 134-135224).

FONTES

A. Arquivos

1. ACM/SP – Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo.
2. AD/Porto – Arquivo Distrital do Porto, Portugal.
3. AEAM – Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana-MG.
4. AE/Batatais – Arquivo Eclesiástico da Matriz de Batatais-SP.
5. AE/Carrancas – Arquivo Eclesiástico da Matriz de CarrancasMG.
6. AE/Lavras – Arquivo Eclesiástico da Matriz de Lavras-MG.
7. AE/Pilar – Arquivo Eclesiástico da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, São João Del Rei-MG.
8. AIURUOCA – Cartório do 1º e 2º Ofícios.
9. BATATAIS – Cartório do 1º Ofício.
10. CENTRO DE HISTÓRIA DA FAMÍLIA – Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. São Paulo232 .
11. MRSJDR – Museu Regional de São João Del Rei, Ministério da Educação e Cultura.
12. TAUNAY, Affonso de Escragnolle – Arquivo pessoal, São PauloSP.

B. Documentos vindos a lume em publicações de arquivos

1. Inventários e Testamentos, v.IV e XXII. DAESP, São Paulo, 1920 e 1921.

C. Livros e artigos

1. AMATO, M. – A freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas e sua história. São Paulo, Ed. Loyola, 1996.
2. BARÃO DE SÃO TOMÉ. In Anuário Genealógico Brasileiro, 9, São Paulo, 1947.
3. BASTOS, A.D.J. – Lendas e tradições da Família Junqueira (1816-1966). São Paulo, Hucitec, 1980.
4. BRIOSCHI, L.R. et al. – Entrantes do sertão do Rio Pardo. O povoamento da freguesia de Batatais – século XVIII e XIX. São Paulo, CERU, 1991.
5. BROTERO, F.B. – Memórias e tradições da Família Junqueira, 2ª ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 1960.
6. CAMPANHOLE, A. – Memória da cidade de Caconde. São Paulo, edição do autor, 1979.
7. CARVALHO FRANCO, F. de A. – Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil. São Paulo, Comissão do IV Centenário da cidade de São Paulo, 1954.
8. CATÁLOGO DE SESMARIAS. In Revista do Arquivo Público Mineiro 38 (1,2), Belo Horizonte, 1988.
9. CINTRA, S.O. – Efemérides de São João Del Rei, 2ª ed. 2v. Belo Horizonte, Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1982.
10. DAUNT, R.G. – O Capitão Diogo Garcia da Cruz, 2ª ed. São Paulo, Brusco & Cia., 1974.
11. DISTRITO DE IBITURUNA. In Annuario HistoricoChorographico de Minas Geraes, III. Belo Horizonte, 1909.
12. FLORENZANO, A. – Descendentes de Amador Bueno, o aclamado. In Anuário Genealógico Brasileiro, 6. São Paulo, 1944.
13. FLORENZANO, A. – Genealogia mineira. Taveiras. In Anuário Genealógico Brasileiro, 8 e 10. São Paulo, 1946 e 1948.
14. FREITAS, E. – Mococa, 100 anos de história. Mococa, Gráfica Costa, 1948.
15. GUIMARÃES, J. – Tábua de parentesco entre Prudente de Morais e Delfim Moreira e sua mulher Francisca Ribeiro Moreira. In Brasil Genealógico 3 (1), Rio de Janeiro, 1970.
16. GUIMARÃES, J. – As Três Ilhôas, contendo a descendência de Antônia da Graça. s.n.t., 1990, v.1.
17. GUIMARÃES, J. – As Três Ilhôas, contendo a descendência de Julia Maria da Caridade. s.n.t., 1990, v.2, 2 tomos.
18. GUISARD FILHO, F. – Índice de inventários e testamentos, achegas à história de Taubaté. São Paulo, Athenas Ed. (Biblioteca Taubateana de Cultura, História, v.IV), 1939.
19. LEFORT, J. do P. – Dados genealógicos constantes nos livros de testamentos e inventários de Campanha, desde 1748. datilog., s.d.
20. LEFORT, J. do P. – Paivas. datilog., s.d.
21. LEFORT, J. do P. – Carrancas. In Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha 10, Campanha, 1948.
22. LEITE RIBEIRO, A.V. – Família Vidal Leite Ribeiro. Rio de Janeiro, Ed. Sul Americana, 1960.
23. MEIRELLES DOS SANTOS, O. – Esboço genealógico da Família Souza Meirelles. São Paulo, Revista dos Tribunais, 1937.
24. OLIVEIRA, J.A. – História do Distrito do Rio das Mortes, sua descrição, descobrimento das suas minas, casos nele acontecidos entre paulistas e emboadas e criação de suas vilas. In TAUNAY, A. de E. Relatos Sertanistas. São Paulo, Liv. Martins, Ed. 1953.
25. PEREIRA, A.A. – A Família Pereira, descendentes de Antônio Pereira. Ribeirão Preto, Ed. Legis Summa Ltda., 1986.
26. REZENDE, A. – Genealogia mineira, Família Rezende. Belo Horizonte, Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, 1939, parte V., v.3.
27. RIBEIRO DO VALLE, J. – “E eles também cresceram e se multiplicaram”. São Bernardo do Campo, Imprensa Metodista, 1982.
28. SILVA LEITE RIBEIRO. In Anuário Genealógico Brasileiro 4, 1942.
29. SILVA LEME, L.G. da – Genealogia Paulistana. São Paulo, Duprat & Cia., 1903-1905, 9v.
30. TAUNAY, A. de E. – Silva Leme e o povoamento do Brasil Central pelos paulistas. In Anais do Museu Paulista, 10. São Paulo, 1945.
31. TAUNAY, A. de E. – História das bandeiras paulistas. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 1948.
32. TOLEDO, L. de – Monografia de Casa Branca, Manuel Thomaz de Carvalho. In Oeste de São Paulo 130. Casa Branca, 12-12-1889, apud Thomaz, J.- Francisco Thomaz de Carvalho, criador e patrono do Instituto de Educação de Casa Branca. Casa Branca, Associação dos Antigos Alunos do I.E. Francisco Thomaz de Carvalho, 1965, p. 15.
33. VIEGAS, A. – Notícia de São João Del Rei, 2ª ed. Belo Horizonte,Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1953.

D. Comunicações pessoais

1. BRAVO CALDEIRA, Joaquim Augusto.
2. FLORENZANO, Ary.
3. GUIMARÃES, José.
4. ISOLDI, Maria Celina Exner Godoy.
5. LIMA, Nélio Ronchini.
6. MATTOS BARRETTO, Plínio Freire.
7. ROXO NOBRE, Eduardo Dias.



Notas:
* Os nomes e sobrenomes estão redigidos de acordo com a ortografia oficial, os apelidos conforme a tradição.
** Alguns ramos, excepcionalmente, se estendem além das primeiras gerações.
1 MRSJDR – inv°s cx. 464.
2 MRSJDR – inv°s cx. 226.
3 AEAM – Processo de genere do Pe Antônio Martins Saldanha, 1763, armº 2, pasta 244.
4 VALONGO* – L.M., bat. 1666/1681, fls. 70v., in. proc. retro citado.
5 MRSJDR – inv°s cx. 324.
6 GUIMARÃES, J. – comunicação pessoal.
7 Processo matrimonial de dispensa de impedimento por consanguinidade (Aiuruoca, Proc. Matr. 1791). Que de Antônio Vieira de Moraes e Francisca de Macedo nasceu Antônio Vieira de Moraes casado com Anna Pires e destes Maria de Assunção casada com Lourenço Correa e destes procedeu Margarida de Jesus casada com Francisco João de Azevedo, dos quais nasceu o Orador, José Francisco de Moura. Que dos mesmos Antônio Vieira de Moraes e Francisca de Macedo nasceu Teresa de Moraes casada com André do Valle e destes Antônio do Valle casado com Roza Maria e destes proveio João Ribeiro do Valle casado com Teresa Franca, dos quais proveio a Oradora Antônia Joaquina.
8 ACM/SP, Processo de casamento e dispensa matrimonial, est. 4, gav. 1, 1º, 2, p. 31.
9 TAUNAY, A. de E. – Silva Leme e o povoamento do Brasil Central pelos paulistas. In Anais do Museu Paulista, 10, 1941, p. 45.
10 SILVA LEME, L.G. da – Genealogia Paulistana. São Paulo, Duprat & Cia, 1905, v.7, p. 137.
11 GUIMARÃES, J. – Tábua de parentesco entre Prudente de Moraes, Delfim Moreira e sua mulher Francisca Ribeiro Moreira. In Brasil Genealógico, 9 (1) Rio de Janeiro, 1970, p. 9.
12 SILVA LEME, L.G. da – op. cit. v.7, p. 3 e 166.
13 AEAM – Processo de genere do Pe Antônio Martins Saldanha, 1763, armº, 2.
14 OLIVEIRA, J.A. – História do Distrito do Rio das Mortes, sua descrição, descobrimento das suas minas, casos nele acontecidos entre paulistas e emboabas e criação de suas vilas. In TAUNAY, A. de E., Relatos Sertanistas. São Paulo, Liv. Martins Ed., 1953, p.98.
15 TAUNAY, A. de E. – História das Bandeiras Paulistas. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 1948, v.9, p.488.
16 VIEGAS, A. – Notícia de São João Del Rei, 2ª ed. Belo Horizonte, Imprensa Oficial de Minas Gerais 1953, p. 26.
17 CATÁLOGO DE SESMARIAS. In Revista do Arquivo Público Mineiro, 37 (1,2). Belo Horizonte, 1988, p. 120.
18 AE/Pilar – Instrumento de compromisso passado em pública forma a requerimento do provedor e mais oficiais de meza da Irmandade do Santíssimo Sacramento da freguesia e matris de N.S. do Pilar, desta Vila de S. João Del Rey, fls. 2.
19 AEAM – Processo de genere do Pe Joaquim Leonel de Paiva e Silva, 1797, armº 6, pasta 988, fls. 62-62v.
20 MRSJDR – L.T. 11, 1794/1795, fls. 28v.-30v. e inv°s cx. 214.
21 AEAM – Processo de genere do Pe Antônio Martins Saldanha, 1763, já cit., fls. 61-61v.
22 CINTRA, S.0 – Efemérides de São João Del Rei. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1982, v.1, p. 537.
23 SILVA LEME, L.G. da – op. cit. v.7, p.6.
24 CATÁLOGO DE SESMARIAS. In Revista do Arquivo Público Mineiro, 38 (2). Belo Horizonte, 1988, p. 47.
25 MRSJDR – inv°s cx. 605.
26 MRSJDR – inv°s cx. 214.
27 MRSJDR – inv°s cx. 373.
28 MRSJDR – inv°s cx. 294.
39 MRSJDR – inv°s cx. 570.
30 MRSJDR – inv°s cx. 354.
31 André Martins Ferreira e Maria de Souza Monteiro tiveram quatro filhos que casaram-se com descendentes de Antônio de Brito Peixoto: Manuel, aqui citado, José (3-4, deste), Maria (2-6, deste) e Laureana (2-10, deste).
32 AEAM – Processo de genere do Pe Antônio de Souza Monteiro Galvão, 1766, armº 02, pasta 113.
33 DOMINGOS MONTEIRO LOPES n. na freguesia de S. João de Areias (depois, reunindo-se a freguesia de Sta Maria Madalena, constituiu a freguesia de Salvador de Areias de Vilar) concelho e comarca de Barcelos, distrito e arcebispado de Braga, f.l. de João Monteiro Lopes, b. a 15-03-1628 e Maria Gonçalves, b. a 20-12-1639, ambos na citada freguesia de São João de Areias e aí casado em 1657, n.p. de Estevão Lopes e Maria Coelha, n.m. de Manuel João e Izabel Gonçalves.
34 MARIANA DE SOUZA MONTEIRO n. e b. na freguesia de São Salvador da Sé de Olinda-PE, era f.l. de Domingos Gomes Galvão, n. da freguesia de N.S. da Anunciada e aí b. a 16-06-1713, da cidade, concelho e comarca de Setubal, patrdo de Lisbôa, Extremadura, e Izabel de Souza Monteiro, n. da freguresia de S. Salvador da Sé de Olinda, n.p. de Manuel Gomes e Francisca de Jesus.
35 BRIOSCHI, L.R. et al. – Entrantes do sertão do rio Pardo. O povoamento da freguesia de Batatais – séculos XVIII e XIX. São Paulo, CERU, 1991, p. 95-100.
36 “No decurso das três primeiras décadas do século XIX a posse fez-se, frequentemente, em conjunto. As denominações… (das propriedades) … não se referiam a uma única fazenda mas sim a uma região integrada por várias léguas pertencentes a inúmeras famílias” (BRIOSCHI, L.R. et al. – op. cit., p. 58-59).
37 BRIOSCHI et al – op. cit., p. 95-96.
38 idem – p. 97-98.
39 AE/Pilar – L.B. 1797/1799, tomo III, fls. 286v.
40 MRSJDR – inv°s, cx. 467
41 AE/Pilar – L.B. 1788/1793, tomo IV, fls. 317v.
42 idem – L.C. 1762/1773, tomo I, fls. 38.
43 CAMPANHOLE, A. – Memória da cidade de Caconde. São Paulo, edição do autor, 1979, p. 244.
44 BRIOSCHI, L.R. et al. – op. cit., p. 97-98.
45 BATATAIS – Cartº 1º Ofº, maço 132, procº 1776, fls. 3v.
46 AE/Pilar – L.C. 1750/1756, fls. 70v.
47 AEAM – Processo de genere, do Pe José Custódio Dias, 1791, armº 07, pasta 1117.
48 MRSJDR – inv°s, cx. 241.
49 GUISARD FILHO, F. – Índice de inventários e testamentos, achegas à história de Taubaté. São Paulo, Athenas Ed. (Biblioteca Taubateana de Cultura, história, V.IV), 1939, p. 125.
50 ACM/SP – Processo de genere do Pe Anacleto Pereira da Silva, est. 03, gav. 77, proc. 1999.
51 Idem – p. 96-97.
52 MRSJDR – inv°s cx. 178.
53 AE/Pilar – L.C. 1788-1793, tomo IV, fls. 331.
54 BRIOSCHI, L.R. et al. – op. cit., p. 33.
55 PEREIRA, A.A. – A Família Pereira, descendentes de Domingos Antônio Pereira. Ribeirão Preto, Ed. Legis Summa Ltda 1986, p. XII e 539.
56 idem – op. cit., p. 213.
57 AE/Pilar – L.B. 1791-1793, tomo 4, fls. 430v.
58 idem.
59 BRIOSCHI, L.R. et al. – op. cit., p. 215.
60 AE/Campanha – Aiuruoca, L.B. 3, fls. 190.
61 LIMA, N.R. – comunicação pessoal.
62 MRSJDR – inv°s cx. 212.
63 GUIMARÃES, J. – As Três Ilhôas, contendo a descendência de Antônia da Graça. s.n.t., 1990. v.1, p. 199.
64 AE/Pilar – L.B. 1794/1797, tomo II, fls. 138.
65 ISOLDI, M.C.E.G. – comunicação pessoal.
66 AE/Pilar – L.C. 1762/1773, tomo I, fls. 38.
67 LIMA, N.R. – comunicação pessoal sobre o Alf. José Teodoro Pereira Lima e seus descendentes.
68 AE/Boa Esperança – L.C. 1, fls. 4, apud M.C.E.G. Isoldi.
69 GUIMARÃES, J. – As Três Ilhôas, contendo a descendência de Julia Maria da Caridade. v.2, tomo I, p. 378.
70 AEAM – Processo de genere do Pe João da Costa Guimarães, 1796, armº 05, pasta 791.
71 AE/Pilar – L.O. 1788, fls. s/nº
72 AMATO, M. – A freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas e sua história. São Paulo, Ed. Loyola, 1996, p. 213.
73 AE/Carrancas* – L.C. 1751/1780, fls. 17-17v.
74 MRSJDR – inv°s cx. 358.
75 MRSJDR – L.T. 18, 1811/1812, fls. 215v.-217.
76 AE/Batatais – L.B. 2, fls. 120, apud J.A. Bravo Caldeira.
77 AE/Batatais – L.C. 2, fls. 83, apud J.A. Bravo Caldeira.
78 FREITAS, E. Mococa, 100 anos de história. Mococa, Gráfica Costa, 1948, p. 77.
79 AE/Pilar – L.B. 1797/1799, fls. 368v.
80 ISOLDI, M.C.E.G. – comunicação pessoal.
81 AE/Pilar – L.C. 1790/1811, fls. 7.
82 CAMPANHOLE, A. – op. cit., 1979, p. 209.
83 ROXO NOBRE, E.D. – comunicação pessoal.
84 DISTRITO DE IBITURUNA. In Annuário Histórico-Chorographico de Minas Geraes 3. Belo Horizonte, 1909, p. 964.
85 BRAVO CALDEIRA, J.A. – comunicação pessoal.
86 FREITAS, E. – op. cit., p. 85-87.
87 DAUNT, R.G. – O Capitão Diogo Garcia da Cruz, 2ª ed. São Paulo & Cia., 1974, p. 152-160.
88 DAUNT, R.G. – op. cit., p. 158-160.
89 RIBEIRO DO VALLE, J. – “E eles também cresceram e se multiplicaram …”. Imprensa Metodista, São Bernardo do Campo, 1982 p. 106-111.
90 idem – op. cit. s.d., p. 14-15.
91 BROTERO, F.B. op. cit., 1960, p. 176.
92 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.2, tomo 1, p. 496-497.
93 MEIRELLES DOS SANTOS, O. – Esboço genealógico da Família Souza Meirelles. São Paulo, Rev. dos Tribunais, 1937, p.46-47 e 157-158.
94 BRAVO CALDEIRA, J.A. – comunicação pessoal.
95 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 168 e 175-176.
96 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.1, p. 236-237.
97 AE/Pilar – L.C. 1793, fls. 2v.
98 MEIRELLES DOS SANTOS, O. – op. cit., p. 155.
99 AE/Campanha – Aiuruoca, L.O. 6, fls. 137.
100 idem – L.O. 6, fls. 152v.
101 AIURUOCA – Cartº do 1º Ofº.
102 idem – Cartº do 2º Ofº.
103 AE/Pilar – L.C. 1791, fls. s/nº – assento descoberto pelo Mons. Almir de Rezende Aquino, em 20- 11-1956.
104 AE/Campanha – Aiuruoca, L.O. 4, fls. 173.
105 GUIMARÃES, C. – Os Garcias. In Voz Diocesana. Campanha, 20-01-1960, p. 02.
106 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, p. 486-487 e 490-491, 495-497.
107 AD/Porto – Freguesia de São João Batista de Aião. L.B. 1748/1821, fls. 06, certidão de 14-03-1960.
108 AIURUOCA – Cartº do 1º Ofº, descoberto por Ary Florenzano, comunicação pessoal, carta de 27-02-1956.
109 AD/Porto* – Freguesia de São João Batista de Aião, L. 1748/1821, fls. 16-16v. e 40.
110 BATATAIS – Cartº 1º Ofº maço 70, proc. 1028.
111 AE/Batatais – L.B. 2 1826/1856, fls. 82v.
112 AE/Caconde – L.B. 1, 1780/1794 e 1837/1842, fls. 2 (ex-121), apud M.C.E.G. Isoldi.
113 AE/Pilar – L.B. 1794/1797, tomo II, fls. 145.
114 AE/Boa Esperança* – L.C. 1, fls. 1v., apud Isoldi, M.C.E.G.
115 idem* – L.C. 1, fls. 27v., apud Isoldi, M.C.E.G.
116 AE/Pilar – L.B. 1794/1797, tomo III, fls. 379.
117 BRIOSCHI, L.R. – op. cit., p. 214.
118 LIMA, N.R. – comunicação pessoal.
119 AE/Pilar – L.C. 1781, fls. …
120 MRSJDR – L.T. 39, 1823/1824, fls. 6v.-8 e inv°s cx. 114.
121 LEITE RIBEIRO, A.V. – Família Vidal Leite Ribeiro. Rio de Janeiro, Ed. Sul Americana, 1960. p. 62- 63.
122 SILVA LEITE RIBEIRO. In Anuário Genealógico Brasileiro 4. São Paulo, 1942, p. 211-212.
123 MRSJDR – L.T. 07, 1787/1789, fls. 241-243v.
124 MRSJDR – L.T. 73, 1810/11, fls. 69v.-71v. e inv°s cx. 415.
125 AE/Pilar – L.C. 1790/1811, fls. 161.
126 idem – idem.
127 AE/Carrancas* – L.C. 1815/1888, fls. 46v.
128 idem – fls. 31v. e L. Proc. Mat., 1828.
129 idem – fls. 31v.
130 idem – fls. 32.
131 AE/Lavras* – L.C. 1793/1823, fls. 4v. e 5.
132 FLORENZANO, A. – Genealogia mineira, Taveiras. In Anuário Genealógico Brasileiro 8. São Paulo, 1946, p. 192-193, Sn 180.
133 SILVA LEME, L.G. da – op. cit., v.6, p. 373.
134 MRSJDR – inv°s cx. 364.
135 AE/Carrancas – L. Proc. Mat. 1823/18… , 1831 e L.C. 1815/1888, fls. 32.
136 BARÃO DE SÃO TOMÉ. In Anuário Genealógico Brasileiro 9, 1947, p. 247.
137 GUIMARÃES, J. – op. cit., v.1, p. 440 e 465.
138 AE/Lavras* – L.C. 1780/1793, fls. 98.
139 BASTOS, A.D.J. – Lendas e tradições da Família Junqueira (1816-1966). S.Paulo, Hucitec, 1980, p. 12-13.
140 BROTERO, F.B. – Memórias e tradições da Família Junqueira. São Paulo, Revista dos Tribunais, 1960, p. 753-906.
141 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.1, p. 241-252.
142 AE/Lavras* – L.C. 1793/1814, fls. 98.
143 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, 529-587.
144 GUIMARÃES,J. – op. cit., 1990, v.1, p.204-205.
145 AE/Carrancas* – L.C. 1815/1888, fls. 29.
146 idem – idem, fls. 29 e L. Proc. Mat. ano 1815.
147 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 587-603.
148 GUIMARÃES, J. op. cit., 1990, p. 207.
149 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 603.
150 ISOLDI, M.C.E.G. – comunicação pessoal.
151 MRSJDR – inv°s cx. 605, fls. 73.
152 MRSJDR – inv°s cx. 605, fls. s/nº.
153 CATÁLOGO DE SESMARIAS. In Revista do Arquivo Público Mineiro, 37 (1,2). Belo Horizonte, 1988, p. 47.
154 MRSJDR – inv°s cx. 353.
155 AE/Carrancas* – L.C. 1751/1780, fls. 93.
156 MRSJDR – inv°s cx. 246.
157 AE/Pilar – L.C. 1729/1742, fls. s/nº.
158 AEAM – Processo de genere do Pe Joaquim Leonel de Paiva e Silva, 1797, armº 06, pasta 988.
159 AE/Carrancas – L. Proc. Mat. 1759/1823, ano 1774.
160 AEAM – Processo de genere do Pe Antônio Joaquim Ribeiro, 1823, armº 11, pasta 132.
161 idem – idem, fls. 17-17v., L.B. de Lavras, ano 1777, fls. 103.
162 idem – idem, fls. 11 e 11v., L.C. de Lavras, ano 1800, fls. 70.
163 idem – idem, fls. 16, L.B. da Matriz de N.S. do Pilar, ano 1775, fls. 185.
164idem – idem, fls. 11v., L.B. de Carrancas, ano 1800, fls. 247.
165 idem – idem.
166 MRSJDR – L.T. 52, 1831/1834, fls. 123-126v.
167 MRSJDR – inv°s cx. 605, fls. s/nº.
168 Segundo o Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa, 2ª ed., ajudante era sinônimo de capitão no exército do Brasil colonial e imperial e licenciado, de acordo com Laudelino Freire em seu Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa, é qualquer militar em gozo de licença, mas, também, quando findo o tempo de serviço, é passado ao quadro da reserva, este mesmo significado é atribuído por Caldas Aulete em seu Dicionário contemporâneo da língua portuguesa, somente que o restringe às praças de pré, sinônimo de soldado raso, como o mesmo lexicólogo define.
169 MRSJDR – inv°s, cx. 605, fls. s/nº.
170 MRSJDR – L.T. 22, 1815/1817, fls. 65-68 e inv°s cx. 359.
171 Eram consanguíneos porque de Tereza de Moraes c.c. André do Valle proveio Maria de Moraes c.c. Antônia de Brito Peixoto, destes nasceu Jerônimo (o orador), morador e b. em Carrancas; de Elena de Oliveira c.c. Jácomo Ferreira, proveio Francisco de Moraes c.c. Gregório Martins Saldanha, destes nasceu Jacinta Maria da Conceição (a oradora), moradora e b. na freguesia de São João Del Rei (Carrancas, L.P.M., 1759/1823, ano 1765).
172 MRSJDR – L.T. 32, 1824/1826, fls. 66v.-77v.
173 MRSJDR – L.T. 13, 1796/1798, fls. 50v.-54.
174 FLORENZANO, A. – Genealogia … op. cit. 8, p. 204, Pn 135.
175 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.2, tomo 1, p.558.
176 idem – op. cit., 1990, v.1, p.240.
177 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 404-451.
178 LEFORT, J.P. – Dados genealógicos constantes nos livros de testamentos e inventários de Campanha, desde 1748. datilog., s.d., p. 91, inv° 1081.
179 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 138-150.
180 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, p. 205, 224-225.
181 MRSJDR – L.T. 50, 1830/31, fls. 2v.-5v.
182 Em dúvida se foi c.c. sua sobrinha Maria Constança de Andrade f.l. do Cap. Tomé Inácio Botelho e Emerenciana Constança de Andrade (3-2 deste).
183 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 246-326.
184 FLORENZANO, A. -Genealogia … op. cit. 10, 1948, p. 181, Qn 92.
185 GUIMARÃES, J. – op. cit. v.1, p. 226-228.
186 Em dúvida se é f.l. de Manuel Joaquim de Andrade e Laureana de Souza Monteiro (3-4, 2-10 deste).
187 AE/Carrancas* – L.C. 1815/88 – fls. 26v.
188 TOLEDO, L. de – Monografia de Casa Branca, Manuel Thomaz de Carvalho. In Oeste de São Paulo 130. Casa Branca, 12-12-1889, apud Thomaz, J.- Francisco Thomaz de Carvalho, criador e patrono do Instituto de Educação de Casa Branca. Casa Branca, Associação dos Antigos Alunos do I.E. Francisco Thomaz de Carvalho, 1965, p. 15.
189 DAUNT, R.G.- op. cit., p. 38 a 66 e 301.
190 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.2, tomo 1, p.43.
191 idem – op. cit., 1990, v.1, p.227 e v.2, tomo 1, p.353.
192 MRSJDR – L.T. 43, fls. 68-69v.
193 AE/Carrancas* – L.C. 1751/1780, fls. 93v.
194 LEFORT, J.P. – Paivas, datilog., s.d.
195 AEAM – Processo de genere, 1797, armº 06, pasta 988.
196 idem – L.B. de Lavras, 1779, fls. 282.
197 LEFORT, J.P. – Carrancas. In Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha 10:26, 1948.
198 FLORENZANO, A. – Descendentes de Amador Bueno, o aclamado. In Anuário Genealógico Brasileiro 6. São Paulo, p. 143, Pn 240.
199 MRSJDR – L.T. 58, 1841/1842, fls. 45v.-50v.
200 AE/Carrancas* – L. Proc. Mat. 1759/1823, ano 1774 e L.C. 1815/1888, fls. 31v.
201 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 843-852.
202 AE/Carrancas* – L.C. 1815/1888, fls. 31v.
203 FLORENZANO, A. – Descendentes … op. cit. 6, 1944, p.143, Pn 240.
204 REZENDE, A. – Genealogia mineira: Família Rezende. B.Horizonte, Imprensa Oficial do Estado de Minas, 1939, part. 5, v.3, p.250-256.
205 AE/Carrancas* – L.C. 1815/1888, fls. 41.
206 REZENDE, A. – op. cit., 1990, p.842-852.
207 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.1, p.249.
208 AE/Carrancas* – L.C. 1815/1888, fls. 60v.
209 BROTERO, F.B. – op. cit., 1960, p. 404-458.
210 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.1, p. 249.
211 REZENDE, A. – op. cit., p. 336-362.
212 idem – p. 362-374.
213 ISOLDI, M.C.E.G. – comunicação pessoal.
214 AE/Carrancas* – L.C. 1751/1780, fls. 77.
215 GUIMARÃES, J. – comunicação pessoal.
216 MRSJDR – L.T. 43, 1827/28, fls. 104v.-106v. e inv°s cx. 565.
217 idem – L.T. 52, 1831/1834, fls. 141v.-144.
218 MRSJDR – L.T. 60, 1845/1848, fls. 6v.-8v.
219 GUIMARÃES, J. – op. cit., 1990, v.2, tomo 2, p. 732-733.
220 DAUNT, R.G. – op. cit., p.301..
221 Em dúvida se é f.l. do Ajudante Jerônimo de Andrade Brito e Maria de Souza Monteiro (3-8, 2-6 deste).
222 TAUNAY, A.E. de – Arquivo particular, pasta sobre a Família Leite Ribeiro, consultado e copiado por mim em 1955.
223 GUISARD FILHO, F. – op. cit., p.112.
224 SILVA LEME, L.G. da – op. cit.
225 GUIMARÃES, J. – op. cit., p. 1970.
226 INVENTÁRIOS E TESTAMENTOS, v. XXII, DAESP, São Paulo, 1921.
227 ACM/SP, Processo de casamento e dispensa matrimonial, est. 4, gav. 1, 1º, 2, p. 31.
228 ACM/SP – Processo matrimonial de Antônio Vieira de Moraes e Ana Pires, est. 4, gav. 2, proc. 9.
229 INVENTÁRIOS E TESTAMENTOS, v. IV, DAESP, São Paulo, 1920, p. 6-7.
230 ACM/SP – Processo de genere do Pe Estanislau de Moraes, est. 1, gav. 2, proc. 35.
231 CARVALHO FRANCO, F. de A. – Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil. São Paulo, Comissão do IV Centenário da cidade de São Paulo, 1954, p. 333.
232 As fontes citadas no rodapé, quando assinaladas com asterisco (*) referem-se a microfilmes.

Abreviaturas:

acdo.  - arcebispado
AD     - Arquivo Diocesano
AE     - Arquivo Eclesiástico
Aj.    - ajudante
Alf.   - Alferes
arm°   - armário
b.     - batizado(a)
bdo    - bispado
bn     - bisneto(a)
c.     - casado(a)
c.c.   - casado(a) com
Cap.   - Capitão
Cartº  - Cartório
cas.   - casado(a)
Cel.   - Coronel
comca  - comarca
concº  - concelho
cx     - caixa
distº  - distrito
ed.    - Edição
est.   - estante
f.     - falecido(a)
f.l.   - filho(a) legítimo(a)
fª     - filha
fev.   - fevereiro
fregª  - freguesia
gav.   - gaveta
i.é.   - isto é
invº   - inventário
invda  - inventariada
invdo  - inventariado
invte  - inventariante
L.B.   - Livro de Batismos
L.C.   - Livro de Casamentos
L.M.   - Livro de Matrimônios
L.O.   - Livro de Óbitos
L.T.   - Livro de Testamentos
Liv.   - Livraria
mat.   - materno(a)
Matr.  - Matrícula
mer    - mulher
mres   - mulheres
n.     - nascido(a) / natural
n.m.   - neto(a) materno(a)
n.p.   - neto(a) paterno(a)
Ofº    - Ofício
pat.   - pateno(a)
Pe     - Padre
pesq.  - pesquisa de
proc.  - processo
q.d.   - que descobrimos
N.S.   - Nossa Senhora
S.     - São
s.d.   - sem descendência
s.g.   - sem geração
s.m.n. - sem mais notícias
sep.   - sepultado(a)
Sgt.   - Sargento
Ten.   - Tenente
testº  - testamento
v.     - volume
vigº   - vigário
vva    - viúva
vvo    - viúvo
ACM/SP - Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo
AEAM   - Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana
ASBRAP - Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia
MRSJDR - Museu Regional de São João del Rei
DAESP  - Divisão do Arquivo do Estado de São Paulo

Pais e Filhos

Você me diz que seus pais não entendem
Mas você não entende seus pais
(…)
São crianças como você
‘O que você vai ser quando você crescer?’
(Pais e Filhos, Legião Urbana)

        

O cartaz de meu primeiro Dia dos Pais com o Kevin, a tampa da caixinha porta-treco (que uso até hoje) que ganhei do Erik e “arte” feita pelo Jean…

Dia dos Pais… Trata-se de uma data comemorativa para homenagear a paternidade, atualmente celebrada no segundo domingo de agosto – e que neste ano de 2020 cairá no próximo dia nove.

Ainda que em outros países seja celebrado em datas diversas, no Brasil somente foi comemorado pela primeira vez em 1953 – tendo sido “pensado” por um publicitário chamado Sylvio Bhering, à época diretor do jornal O Globo (do grupo empresarial de Roberto Marinho), um tanto com objetivos sociais – homenagear, de fato, os pais – quanto com nada nobres objetivos comerciais – movimentar a sociedade de consumo em busca de presentes para esse dia. Inicialmente a tentativa foi associar a data ao dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus Cristo (16 de agosto no calendário litúrgico da Igreja Católica), mas já nos anos seguintes a data também foi deslocada para um domingo, certamente por ser um dia mais fácil de se reunir a família, no caso o segundo domingo do mês de agosto – e assim permanece até hoje.

Apesar de seu apelo inicial ao consumismo, a comemoração do Dia dos Pais acabou ficando arraigada na sociedade brasileira, sendo uma data em que muitos filhos, ainda que distantes, se lembram de mandar ao menos um “oi” para seus pais – o que se torna muito mais relevante nestes tempos de pandemia e de forçado isolamento social. É, enfim, uma data em que um pai gostaria de se sentir amado e lembrado por seus filhos.

Mas, na minha livre interpretação da letra da música Pais e Filhos, do Legião Urbana, todo pai já foi também um filho. E mais: também teve por sua vez seu próprio pai. E suas diferenças. E discussões. E reconciliações. Aquele que hoje deveria ter todas as respostas também já foi ontem um garotinho cheio de perguntas. É um ciclo que se repete. Ou melhor, são ondas, tais como as ondas do mar, que vêm e vão. Explico.

Quem me conhece minimamente sabe que também é do conhecimento até do Reino Mineral o quanto gosto de história e genealogia. Então, para manter o foco genealógico do que tenho a dizer, vamos ficar somente na minha linha paterna – sem entretanto deslembrar os acontecimentos históricos, sociais e econômicos de cada época para que possamos compreender como veio se dando a relação de pais com filhos desde então. Somente assim a conclusão deste texto deverá ficar menos ininteligível…

Apesar de ter traçado minha ascendência nesse ramo até o ano de 1629, comecemos já com meu trisavô, Joaquim Theodoro de Andrade, que em fins do Século XIX foi um dos herdeiros das diversas fazendas deixadas por seus pais na região de Madre de Deus, MG. Ora, pela tradição familiar não é muito difícil cogitar que ele provavelmente também tenha se dedicado à vida no campo, nos tratos de lavoura e de gado. Estamos falando do ano de 1868 (quando da abertura do inventário), em pleno Brasil-Império ainda governado por Dom Pedro II, mas já em pleno declínio da cultura cafeeira, principalmente pela falta da mão de obra escrava – o que já vinha ocorrendo desde os anos seguintes à proibição do tráfico de escravos (1831) e que ainda iria se agravar com o advento da Lei do Ventre Livre (1871) e a própria Abolição da Escravatura (1888). Diante desse quadro cabe supor que, diferente de seu pai, e em conjunto com seus 11 irmãos, Joaquim deve ter vivido muito mais para tentar manter (e ver se desfazer) um patrimônio que não foi construído por ele.

“Pai rico, filho nobre, neto pobre”. Este é um antigo ditado que parece retratar bem o que aconteceu em diversas famílias não só pelo Brasil, mas também pelo mundo afora.

O filho de Joaquim, nascido em 1877 na cidade de Madre de Deus, MG, foi meu bisavô João Agnello de Andrade. Há notícias de que teria falecido cedo, com cerca de apenas 40 anos. Apesar de seus ancestrais terem sido fazendeiros na região de Sul de Minas – e diante da falta de documentação da época – num gigantesco exercício de suposições é plenamente possível imaginar que a fortuna amealhada nas gerações passadas não veio a agraciar essa nova geração. Ora, logo após a Proclamação da República (1889) e com as sucessivas crises do café, na virada do Século XIX para o XX tivemos o começo da Revolução Industrial no Brasil (com cerca de cem anos de atraso em relação à Inglaterra) bem como a Crise do Encilhamento, conjunto de fatores que veio a resultar no início da industrialização no Rio de Janeiro (então Capital do País). Assim, em que pese a cultura familiar de fazendeiros, é bem provável ter sido esse o motivo que fez com que meu bisavô tenha migrado ainda mais para o Sul, para a cidade de Santa Rita de Jacutinga, MG, onde em 1901 casou-se. Há registros de que não só ele como também parte de seus filhos, tenham trabalhado na cidade vizinha de Valença, no Rio de Janeiro. Ou seja, diferente de seu pai, quebrou uma tradição, saiu do campo e, talvez com um quê de esperança, para criar seus 10 filhos resolveu abraçar aquele novo mundo que se lhe surgia.

Mas ainda estamos falando da virada do século. Num curto período de tempo o mundo ainda seria flagelado pela Primeira Guerra Mundial (1914), pela Gripe Espanhola (1918), pela Grande Depressão (1929) e pela Segunda Guerra Mundial (1939). Como resultado direto desses acontecimentos, em cerca de apenas 30 anos, foram diretamente consumidas mais de 140 milhões de almas por todo o planeta. Restaram ainda outros tantos milhões de mutilados e com sequelas. Não deve ter sido um período nada fácil para aqueles que sobreviveram e só posso imaginar uma densa falta de esperança que pairava no ar por esses tempos. Algo como tudo isso que estamos vivendo especificamente neste ano de 2020 em virtude do Coronavírus.

E o filho de João Agnello, meu avô nascido em 1909 em Santa Rita de Jacutinga, MG, Antonio de Andrade passou por tudo isso. Não o conheci, pois faleceu em 1970, quando eu tinha apenas um ano de idade. Até onde pude descobrir, diferente de seu pai, foi um homem que tinha um pé na cidade e outro no campo (talvez mais para este último). Ao que tudo indica o que lhe interessava era tentar possuir seu próprio canto para poder criar os 12 filhos que viria a ter, de modo que abraçava as oportunidades que se lhe apresentassem. Tanto o é que montou e manteve um salão de barbeiro próximo à estação ferroviária local, o que lhe garantia tanto o sustento como o dinheiro para as cachaças que tanto gostava.

Mais tarde, no final da década de 40, veio de trem com toda a família para São José dos Campos, SP, após seu irmão já ter vindo e se certificado de que haveria trabalho para ele. Antes de ter sua própria terra, morou em diversos locais na zona rural, entre São José e Igaratá, sempre cultivando a terra (feijão, milho, arroz, etc) e criando um “gadinho”… Mas nem só da terra viveu, pois também empregou-se pelas fazendas da região, onde fazia serviços diversos, principalmente de marcenaria. E apesar da vida sofrida, era bem animado, adorava os arrasta-pés, foguetórios e tomar umas e outras sempre que podia.

A cidade de São José dos Campos (que agora em 2020 completou 253 anos) até então era classificada como estância climatérica, pois desde 1918, com a construção do Sanatório Vicentina Aranha (assim como de várias outras casas depois), foi o centro de migração de centenas de doentes vindos de várias regiões do país para tratamento da tuberculose. Aqui ficavam todos aqueles que não tinham posses suficientes para serem tratados na estância de Campos do Jordão, escolhidas à época pelo fato de ambas serem cidades afastadas dos grandes centros urbanos, o que minimizava o risco de contágio. Essa fase sanatorial durou até cerca de 1950, quando começou a transformação de São José dos Campos em um polo industrial e tecnológico, tendo início com a instalação do Centro Técnico de Aeronáutica – CTA (1950), do Parque Industrial da Johnson & Johnson (1954), do Complexo Industrial da General Motors do Brasil (1958), bem como de diversas outras empresas e indústrias dos mais diversos setores. Foi um período de prosperidade para a região e ainda levariam alguns anos para que se instalasse a Ditadura Militar no Brasil.

E foi por essa época que o filho mais velho de Antonio, nascido em Santa Rita de Jacutinga, MG, em 1937, José Bento de Andrade (também conhecido como meu pai), resolveu que já era hora de deixar o campo e seguir seu rumo para a cidade. Meu avô foi contra, pois queria que ele tivesse uma “profissão de sucesso”, o que no seu entender era ser tropeiro pela região e pelo Brasil afora. Mas esse “sonho” era dele e não de seu filho. Do alto de seus cerca de 20 e tantos anos ele lhe disse que não queria nada com isso não, que a vida ali era muito sofrida, que queria ir para a cidade tentar a sorte. E assim o fez. Apesar de ser um homem de estudos primários escassos, fez-se a si mesmo. Construiu-se. Com um inafastável esforço próprio no desejo de ser alguém, veio para cidade, arranjou emprego numa mecânica, casou-se, levantou sua casa no bairro de Santana (onde vive até hoje), teve três filhos, e por fim mudou-se para outro emprego numa indústria onde ficou até sua tranquila aposentadoria. Ele nunca foi de mudanças drásticas, de vida atribulada no campo, nem nada disso, e, ainda, apesar de à sua época até ter tomado suas cervejinhas, nunca gostou de bebida alcoólica em excesso – ou seja, ordenou toda sua vida de um modo bem diferente de seu pai

A assim chamada Geração X abrange aqueles que nasceram no início dos anos 60 até o final dos anos 70 (pegando, talvez, o comecinho dos anos 80). É considerada como um grupo de pessoas sem identidade aparente, mas que enfrentariam um mal incerto, sem definição, um futuro hostil de pós-guerra, num tempo de incertezas e de Guerra Fria (a longeva polarização entre Estados Unidos e União Soviética). Essa geração nasceu, cresceu, passou pela fase hippie, teve ideais, esqueceu-se dos mesmos e foi fazer carreira no mercado de trabalho. Atravessou todo o período de evolução tecnológica, tendo presenciado o surgimento e desenvolvimento dos modernos meios de comunicação, viu surgir o computador pessoal, a Internet, o celular, a impressora, o e-mail, etc. O mundo ao seu redor mudou muito e adaptação nunca foi uma opção, mas sim uma necessidade.

Eu, filho do Seo Zé Bento, pertenço a essa geração. Nasci em São José dos Campos, SP, em 1969. Tive uma boa infância, meio de nerd, meio de pé descalço. Minha família era da chamada “classe média” (quando essa ainda existia), de modo que vivi plenamente minha adolescência, viajei um tanto (normalmente de carona) e paquerei outro tanto – pois ainda não existia o termo “ficar” e aqueles relacionamentos esporádicos não podiam ser chamados de namoro. Desde o início da adolescência aprendi a beber, a fumar, a teimar e a ser dono do meu próprio nariz. Sempre adorei estar com os amigos, no meio de gente, de falar alto, de curtir a vida. Eu e meu pai tivemos discussões homéricas por conta disso, pois eu não concordava com o modo e opção de vida dele, assim como ele também não concordava com o meu. Foi somente alguns anos após meu primeiro casamento (casei aos 18) e depois de um tanto de lambadas existenciais que finalmente entendi que ambos estávamos errados: não fazia sentido nos compararmos. Ele, com todos seus defeitos, era ele, assim como eu, também com todos os meus, era eu. Apesar de aparentemente contraditório, foi somente com essa compreensão que veio a aceitação de que eu não precisava gostar de meu pai para amá-lo. Pois não adianta: eu sempre fui, sou e serei diferente de meu pai.

Do meu primeiro casamento, que durou cerca de dez anos, não tive filhos. Se os tivesse, provavelmente seriam da Geração Y, também conhecidos como Millenial: aqueles nascidos do começo dos anos 80 até meados da década de 90. Uma geração que desenvolveu-se em uma época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica, tendo crescido com muito do que seus pais não tiveram, como TV a cabo, videogames, computadores, vários tipos de jogos e muito mais. Internalizaram a tecnologia desde pequenos, acostumaram-se à multitarefa e a conseguir o que queriam, não gostando de se sujeitar às tarefas subalternas de início de carreira e por isso sempre trocando de emprego com frequência em busca de oportunidades que oferecessem maiores desafios e crescimento profissional.

Não, meus três filhos, todos de meu segundo (e último) casamento, pertencem à Geração Z, também chamada de Centenial. São aqueles nascidos a partir do final dos anos 90 até aproximadamente 2010 – o que é justamente o caso deles: Kevin em 1999, Erik em 2001 e Jean em 2004. Os que pertencem a essa geração são “nativos digitais”, pois nunca viram o mundo sem computador. São multitarefa, mas seu tempo de atenção é muito breve. Como informação não lhes falta, estão sempre um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos. Seu conceito de mundo é desapegado de fronteiras geográficas, pois para eles a globalização não foi um valor adquirido no decorrer do tempo e a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância. Daí serem desapegados de conceitos históricos ou mesmo da história em si, pois o que interessa é que o presente é a estrada a ser pavimentada para o futuro. Seus maiores problemas são relacionados à interação social, pois, paradoxalmente, por estarem tão conectados virtualmente acabam por sofrer de falta de intimidade com a comunicação verbal.

Quando pequeninos e ainda cabiam em meu colo e eu em seus corações.

Acho que já perceberam onde essa história vai dar, né?

Sim, é isso mesmo: meus filhos são diferentes de mim. E principalmente com a chegada da adolescência essa diferença aumentou de forma exponencial. Tenho absoluta certeza de que a responsabilidade é só minha, pois no decorrer de sua infância até que fomos bastante parceiros, mas quando estavam crescendo e provavelmente mais precisavam de minha presença, eu estava ausente. Seria muito cômodo de minha parte alegar que foi em razão do trabalho, das responsabilidades, da política, ou do que quer que seja. Foi tudo isso, também. Mas na sua essência, não. Não mesmo. Eu estava muito ocupado (ainda) sendo e fazendo tudo aquilo que meu pai não gostava e não queria e não percebi que estava mais uma vez repetindo um ciclo de gerações. Ou sendo apenas o refluxo de mais uma onda na areia, afastando-me cada vez mais da margem. Não só o fosso que começou a nos distanciar acabou por se transformar num imenso vale, como eu ainda tive a capacidade – ainda que involuntária – de queimar todas as pontes pelas quais passei.

Kevin, Jean e Erik em 2020: Geração Z.

Talvez por sermos de gerações tão distintas – afinal “pulamos” toda a Geração Y – essa situação estivesse fadada a acontecer. Não sei. Não posso ter certeza. Mas sei que foi n’o ano que passei fora que tudo se consolidou pra pior, quando minha ausência começou a se fazer presente e nosso distanciamento de gostos e coisas se acentuou. Afinal, diferente de meus filhos, eu vivo com um pé nos dias de outrora pois acredito que a história, o passado, é que verdadeiramente nos ensina o caminho para o futuro para que não cometamos os mesmos erros – nem os nossos, nem os de nossos pais (ainda que, mesmo conscientes disso, acabemos por fazê-lo). Acredito também que a vida é feita de momentos (e mesmo assim, com eles, eu os estou perdendo um a um devido à minha própria negligência), por isso tenho uma profusão deles na minha memória: situações tanto corriqueiras quanto inusitadas que vivenciamos, momentos de carinho e de amor, circunstâncias de dor e de sofrimento, mas principalmente aqueles especiais, marcantes, o primeiro passo, a primeira palavra, a primeira conquista… Não os tenho todos de memória, mas esforço-me para guardá-los.

E é por isso que escrevo. Porque sei que a memória é curta e delével. Não conseguirei reter para sempre esses momentos, pois tudo é inconstante e passageiro. Até nós mesmos. Então é preciso deixar registrado. Porém a comunicação se torna tão mais difícil já que as poucas paixões que tenho (veículos antigos, motos, mecânica, história, genealogia, a família) sequer lhes interessam. E pela falta de interesses comuns até mesmo nosso diálogo restou comprometido. Ou praticamente inexistente. Quero ter a certeza de que meus filhos me amam, mas também sei que meramente me toleram. Então guardo tanto os meus quanto os nossos momentos em palavras impressas para que fique registrado que, de fato, existiram. Ainda que não se lembrem. Ainda que não se interessem. Ainda que não queiram. Mas essa foi a maneira que encontrei de conservá-los para mim, para eles e para quem mais queira apreender desse passado. Pois, independentemente de todos os meus erros, tenho um orgulho gigantesco de cada um de meus filhos, cada qual a sua maneira, e meu maior desejo é que algum dia eles venham também a ter orgulho de mim.

Essa é, hoje, a nossa realidade.

Talvez algum dia mude, não sei.

Como já havia dito, queimei as pontes pelas quais passei e não há retorno fácil, pois é preciso reconstruí-las. Sei que reconstruir pontes é uma tarefa árdua e difícil, mas também sei que tem que ser feito através de esforço mútuo a partir de ambas as margens que se encontram isoladas.

E é esse o desafio que devo me impor… É bem como diz a música: “É preciso amar as pessoas / Como se não houvesse amanhã / Por que se você parar pra pensar / Na verdade não há”. Estou desperdiçando tempo, idade, saúde e sanidade sem dar um passo sequer para consertar essa situação. É difícil. É doído. Mas é necessário ao menos tentar reconstruir o diálogo enquanto ainda há tempo. E mudanças drásticas serão necessárias. Rogo sinceramente para que eu tenha perseverança e que me seja concedida oportunidade para isso – bem como dizem as primeiras linhas da Oração da Serenidade:

“Deus,
Conceda-me a serenidade
Para aceitar aquilo que não posso mudar,
A coragem para mudar o que me for possível
E a sabedoria para saber discernir entre as duas.
Vivendo um dia de cada vez,
Apreciando um momento de cada vez (…)”

PS1: Tenho em casa muito bem guardada uma pasta que contém a maioria dos desenhos e recadinhos que meus filhotes costumavam me deixar antigamente, quando ainda tínhamos diálogo. Dentre eles tenho esta “planta da casa” – segue com a planta em escala (da época) para fins de comparação…

         

Legenda: no gramado do fundo nós jogando bola, à direita a churrasqueira soltando fumaça, no corredor à esquerda nossa cachorrinha Léa, no corredor à direita os latões de lixo, os quartos identificados com os móveis dispostos nos exatos lugares, o escritório com dois computadores, no banheiro alguém no chuveiro com sabonete na mão, a cozinha com sua bancada externa e na sala a mesa redonda que costumávamos ter.

PS2: A partir dessa música veio boa parte da inspiração para este texto. Ouçam a letra, com calma e atenção, do começo ao fim. Vale a pena.

De onde viemos – Parte I

Toda história deve ter um começo.

E a nossa começa muito, muito tempo atrás…

Embora os primeiros hominídeos tenham surgido na zona tropical do continente africano há aproximadamente 2 milhões de anos – e a partir dali lentamente se espalharam e se multiplicaram pelo restante do mundo, gradativamente começando a assumir características físicas próprias de acordo com cada região – foi somente há cerca de 60 mil anos que surgiram os primeiros sinais de um despertar da criatividade na raça humana, notadamente com o desenvolvimento da fala e de primórdios da escrita, bem como com a criação de ferramentas rudimentares para utilização na caça e no seu dia a dia.

Eram, então, pequenas tribos nômades ou seminômades que se deslocavam sistematicamente dentro de sua região em busca de recursos naturais que lhes garantisse a sobrevivência. Há aproximadamente 15 mil anos a.C. teve início um lento processo de degelo, elevando o nível do mar e fazendo com que o planeta assumisse seus atuais contornos físicos. A elevação da temperatura global ampliou as áreas habitáveis e permitiu à raça humana as condições necessárias para que começassem a se estabelecer de forma mais perene em seus territórios. Há cerca de 10 mil anos a.C. o clima se estabilizou e a humanidade passou a dominar as técnicas de cultivo de grãos e de domesticação de animais, de modo que não era mais necessário o constante deslocamento atrás de caça ou frutas, pois passaram a ter condições de produzir seu próprio alimento, o que lhes garantiu a comodidade de se fixar e construir moradias mais elaboradas.

Mas ainda que essas mudanças tenham acontecido de forma gradativa, não necessariamente ocorreu com toda a raça humana. Os povos de algumas localidades se desenvolviam mais rapidamente que o de outras – até por conta do clima e da geografia de cada região – de modo que para uns a lavoura era o foco principal de seu cotidiano enquanto que para outros a criação de animais vinha em primeiro lugar, também existindo aqueles que se mantiveram através da caça, bem como alguns que de tudo faziam um pouco, inclusive mantendo-se nômades em vez de se fixarem em determinado lugar.

Foi com a criação da escrita, ocorrida há cerca de 5 mil anos a.C., que finalmente, ainda que à sua própria maneira e segundo seu próprio sistema, cada um desses povos passou a ter a possibilidade de registrar sua história, criando assim um conceito de civilização e passando cada qual a ter uma identidade cultural única.

E nas diversas regiões do mundo muitos desses povos que não tinham mais a necessidade do nomadismo passaram a se organizar em pequenas aldeias, que com o tempo se transformaram em cidades, cidades essas que constituíam reinos e reinos esses que travavam disputas entre si pelos mais variados motivos…

Para nossa história em particular o que vai nos interessar especificamente são os povos que se fixaram em dois pontos quase opostos do planeta. Em primeiro lugar temos aqueles que habitavam o sudoeste da continente europeu, na Península Ibérica – que recebeu esse nome por se tratar de uma península, ou seja, uma porção de terra quase toda circundada por água com exceção de uma estreita faixa que a liga ao continente, e, no caso, cortada pelo maior rio da região, naquela época conhecido como Rio Iber. E vem daí o nome de seus habitantes: Íberos.

A presença humana na Península Ibérica remonta a aproximadamente 35 mil anos, mas foi a partir de cerca de 8 mil anos a.C. que esse território passou a servir de ponto de encontro para migrantes de várias origens e que nele acabavam por se estabelecer, já que o mar formava uma barreira intransponível para seguir adiante. E para lá, dentre outros povos existentes, os primeiros colonizadores vieram principalmente da Fenícia, de Cartago e da Grécia. E assim eles foram se mesclando, se confundindo, e através desse milenar processo de miscigenação de sangue e de sucessivas sobreposições culturais foram modelados em um determinado tipo humano, mas não se definiram nos moldes de uma raça específica. E ali desenvolveram uma cultura voltada à agricultura e a construções que tinham por base grandes blocos de pedra rude.

Por volta do ano 1.000 a.C., quando estávamos em plena Idade do Bronze, o continente europeu sofreu a invasão dos Celtas, vindos da região das ilhas britânicas, um povo culturalmente mais avançado, dotado de muita ciência e muita mística, que, inclusive, tinham uma enorme vantagem técnica sobre os demais povos já instalados: sabiam trabalhar o ferro, metal muito superior ao bronze em relação à dureza e abundância de jazidas, o que permitia a fabricação de armas e ferramentas melhores e mais duradouras.

Os Celtas lutaram durante um bom tempo com as populações locais, mas no decorrer dos séculos seguintes acabaram por se estabelecer e se fundir com elas, ocupando o noroeste da Península Ibérica, especificamente onde nos dias de hoje encontram-se a comunidade de Galiza (cujo nome significa “a terra dos Celtas”), na Espanha, bem como o norte de Portugal. Essa fusão entre Celtas e Íberos fez surgir os assim denominados celtíberos, antepassados dos atuais habitantes dessas regiões.

E assim a Península Ibérica, com o passar do tempo, passou a ser formada por diversas tribos e reinos, os quais se reuniam em territórios distintos segundo seus próprios costumes: a Lusitânia e a Hispânia. Mas esses costumes acabaram por ser gradualmente romanizados, o que se deu a partir de 197 a.C. em decorrência da guerra entre Cartago e Roma, sendo que esta, num movimento expansionista que viria a culminar em um novo império, acabou por anexar toda a Península Ibérica. Essa situação perdurou até o ano 418 d.C., quando houve a invasão de povos germânicos, os Visigodos, que viriam a assumir o domínio de toda a região pelos trezentos anos seguintes, trazendo novos hábitos e costumes aos habitantes locais. A seguir, em 711 d.C., se deu a invasão muçulmana, que não dominou toda a península, mas fez com que os íberos convivessem com os árabes até sua expulsão em definitivo, o que só viria a ocorrer no ano de 1492.

Foi desse modo, através da miscigenação de todos esses povos e da assimilação de novas culturas e línguas, que consolidaram-se as características daqueles povos e as nações de Portugal e da Espanha. Portugal começou a adquirir independência e identidade a partir do ano de 1139, quando, após uma série de batalhas para manter o Condado Portucalense, D. Afonso Henriques autoproclamou-se Rei de Portugal.

E foi aproximadamente nessa época que lá na região de Galiza, um reino situado ao norte de Portugal, bem na pontinha da Península Ibérica, em determinada localidade às margens do Rio Eumes, pouco antes de desaguar num braço de mar do Oceano Atlântico, veio a surgir em pleno século XII um pequeno povoado que recebeu o nome de Freguesia de Andrade.

E esta é apenas uma parte da nossa história…