Depois que acabou

Li pela primeira vez o livro Depois que acabou, de autoria da Daniela Abade, em 2011. Publicado em 2003 pela Editora Gênese (da querida amiga Alê Félix), estava encarapitado aqui na minha biblioteca e, enquanto aguardo a chegada de alguns novos livros, resolvi reler essa obra. Eis uma sinopse que puxei lá do Skoob:

Imagine que você não seja mais capaz de ser ouvido ou visto por ninguém. E que você tenha pela frente a perspectiva de uma eternidade sem a capacidade de agir. Tudo isso foi imaginado por Daniela Abade no romance Depois que Acabou, a narrativa de oito anos da não-vida de Carla de Souza Almeida. O livro é escrito em primeira pessoa – é Carla quem conversa com o leitor e compartilha suas angústias, tristezas, paixões e diversos erros. Tudo isso, depois de sua morte. O romance, que poderia cair na armadilha de uma obra espiritualista, mantém sabiamente distância desse estilo, aliás trilha um caminho absolutamente oposto. É uma metáfora sobre a solidão. É uma história de um ser humano numa situação limite. É uma teoria angustiante. E um livro de uma originalidade ímpar.

Já deu para perceberem que a estória é meio tensa, né? Ainda assim, muito boa. Muito bem escrita. Faz a gente pensar num monte de coisas (mas de uma maneira até que boa), em especial nisso que ninguém gosta de pensar.

Na morte.