Esta eu recebi por e-mail do amigo Cláudio, direto lá da República de Pelotas! 🙂
Muito coerente.
“Entrevista esclarecedora e interessante com Chalita, deputado mais votado do PSB de São Paulo.”
Esta eu recebi por e-mail do amigo Cláudio, direto lá da República de Pelotas! 🙂
Muito coerente.
“Entrevista esclarecedora e interessante com Chalita, deputado mais votado do PSB de São Paulo.”
Direto lá do Luis Nassif (sugerido pelo amigo Zé Luiz):
A psicologia de massa do fascimo à brasileira
Há tempos alerto para a campanha de ódio que o pacto mídia-FHC estava plantando no jogo político brasileiro.
O momento é dos mais delicados. O país passa por profundos processos de transformação, com a entrada de milhões de pessoas no mercado de consumo e político. Pela primeira vez na história, abre-se espaço para um mercado de consumo de massa capaz de lançar o país na primeira divisão da economia mundial
Esses movimentos foram essenciais na construção de outras nações, mas sempre vieram acompanhados de tensões, conflitos, entre os que emergem buscando espaço, e os já estabelecidos impondo resistências.
Em outros países, essas tensões descambaram para guerras, como a da Secessão norte-americana, ou para movimentos totalitários, como o fascismo nos anos 20 na Europa.
Nos últimos anos, parecia que Lula completaria a travessia para o novo modelo reduzindo substancialmente os atritos. O reconhecimento do exterior ajudou a aplainar o pesado preconceito da classe média acuada. A estratégia política de juntar todas as peças – de multinacionais a pequenas empresas, do agronegócio à agricultura familiar, do mercado aos movimentos sociais – permitiu uma síntese admirável do novo país. O terrorismo midiático, levantando fantasmas como MST, Bolívia, Venezuela, Cuba e outras bobagens, não passava de jogo de cena, no qual nem a própria mídia acreditava.
À falta de um projeto de país, esgotado o modelo no qual se escudou, FHC – seguido por seu discípulo José Serra – passou a apostar tudo na radicalização. Ajudou a referendar a idéia da república sindicalista, a espalhar rumores sobre tendências totalitárias de Lula, mesmo sabendo que tais temores eram infundados.
Em ambientes mais sérios do que nas entrevistas políticas aos jornais, o sociólogo FHC não endossava as afirmações irresponsáveis do político FHC.
Mas as sementes do ódio frutificaram. E agora explodem em sua plenitude, misturando a exploração dos preconceitos da classe média com o da religiosidade das classes mais simples de um candidato que, por muitos anos, parecia ser a encarnação do Brasil moderno e hoje representa o oportunismo mais deslavado da moderna história política brasileira.
O fascismo à brasileira
Se alguém pretende desenvolver alguma tese nova sobre a psicologia de massa do fascismo, no Brasil, aproveite. Nessas eleições, o clima que envolve algumas camadas da sociedade é o laboratório mais completo – e com acompanhamento online – de como é possível inculcar ódio, superstição e intolerância em classes sociais das mais variadas no Brasil urbano – supostamente o lado moderno da sociedade.
Dia desses, um pai relatou um caso de bullying com a filha, quando se declarou a favor de Dilma.
Em São Paulo esse clima está generalizado. Nos contatos com familiares, nesses feriados, recebi relatos de um sentimento difuso de ódio no ar como há muito tempo não se via, provavelmente nem na campanha do impeachment de Collor, talvez apenas em 1964, período em que amigos dedavam amigos e os piores sentimentos vinham à tona, da pequena cidade do interior à grande metrópole.
Agora, esse ódio não está poupando nenhum setor. É figadal, ostensivo, irracional, não se curvando a argumentos ou ponderações.
Minhas filhas menores freqüentam uma escola liberal, que estimula a tolerância em todos os níveis. Os relatos que me trazem é que qualquer opinião que não seja contra Dilma provoca o isolamento da colega. Outro pai de aluna do Vera Cruz me diz que as coleguinhas afirmam no recreio que Dilma é assassina.
Na empresa em que trabalha outra filha, toda a média gerência é furiosamente anti-Dilma. No primeiro turno, ela anunciou seu voto em Marina e foi cercada por colegas indignados. O mesmo ocorre no ambiente de trabalho de outra filha.
No domingo fui visitar uma tia na Vila Maria. O mesmo sentimento dos antidilmistas, virulento, agressivo, intimidador. Um amigo banqueiro ficou surpreso ao entrar no seu banco, na segunda, e captar as reações dos funcionários ao debate da Band.
A construção do ódio
Na base do ódio um trabalho da mídia de massa de martelar diariamente a história das duas caras, a guerrilha, o terrorismo, a ameaça de que sem Lula ela entregaria o país ao demonizado José Dirceu. Depois, o episódio da Erenice abrindo as comportas do que foi plantado.
Os desdobramentos são imprevisíveis e transcendem o processo eleitoral. A irresponsabilidade da mídia de massa e de um candidato de uma ambição sem limites conseguiu introjetar na sociedade brasileira uma intolerância que, em outros tempos, se resolvia com golpes de Estado. Agora, não, mas será um veneno violento que afetará o jogo político posterior, seja quem for o vencedor.
Que país sairá dessas eleições?, até desanima imaginar.
Mas demonstra cabalmente as dificuldades embutidas em qualquer espasmo de modernização brasileira, explica as raízes do subdesenvolvimento, a resistência histórica a qualquer processo de modernização. Não é a herança portuguesa. É a escassez de homens públicos de fôlego com responsabilidade institucional sobre o país. É a comprovação de porque o país sempre ficou para trás, abortou seus melhores momentos de modernização, apequenou-se nos momentos cruciais, cedendo a um vale-tudo sem projeto, uma guerra sem honra.
Seria interessante que o maior especialista da era da Internet, o espanhol Manuel Castells, em uma próxima vinda ao Brasil, convidado por seu amigo Fernando Henrique Cardoso, possa escapar da programação do Instituto FHC para entender um pouco melhor a irresponsabilidade, o egocentrismo absurdo que levou um ex-presidente a abrir mão da biografia por um último espasmo de poder. Sem se importar com o preço que o país poderia pagar.![]()
Nessa onda maluca que tomou conta da discussão política, onde, independentemente do projeto de governo, é o posicionamento pessoal dos candidatos sobre determinado tema que acaba se tornando “relevante” para a sociedade, vem em muito boa hora a opinião do sempre lúcido Frei Betto (direto daqui):
Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.
Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.
Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.
Nada tinha de “marxista ateia”.
Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória – diria, terrorista – acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.
Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.
Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.
Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.
Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.
É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.
Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…
Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.
Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.
Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.
A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.
Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.![]()
Apesar de ter gostado – e MUITO – do trabalho do Bruno, um designer gráfico que voltou sua criatividade para desmentir parte do que rola nestas eleições, eu estava sinceramente em dúvida se replicava isso por aqui ou não…
Não pela qualidade do material, mas simplesmente porque este, por não ser, digamos, um “blog político”, já tem falado por demais de eleições. Sim, é claro que eu continuo querendo compartilhar todos os outros perrengues pelos quais eu costumo, passar – em especial nas categorias que envolvem direito, informática, a criançada de casa, música, curiosidades, etc. Mas no meu dia-a-dia eu praticamente respiro política e, por isso mesmo, não consigo simplesmente passar ao viés disso tudo.
Mas, nem bem isso passou pela minha cabeça, li o texto do Tiago Dória sobre “Por que compartilhar notícias?” – que também faz referência a este aqui.
E pronto!
Minhas dúvidas acabaram!
E segue o panfleto, o qual recomendo recortar-e-colar, imprimir, divulgar, distribuir – enfim, passar pra frente, certo?

Esse texto é do Túlio Vianna, recortado-e-colado lá do blog dele…
Achei bastante interessante, pois, se pensarmos um pouquinho, a maior parte dos jovens de hoje em dia sequer tem noção de como foi o governo anterior. Aqueles que hoje contam com seus dezoito, vinte anos, há oito anos ainda eram crianças (alguns quase-adolescentes) que não tinham a mínima preocupação com a política. Mas agora se vêem na condição de eleitores e que conheceram apenas o atual o governo, sem saber do nefasto passado que bate à porta (não acredito que escrevi isso).
Pois, antes, política era tarefa para os mais velhos.
Que, convenhamos, também não se preocupavam lá muito com tudo isso.
Mas sofriam na pele.
Particularmente ainda guardo bem vivas na memória as agruras da época do apagão tendo um bebê em casa!
Aliás, sem muito esforço, é possível aumentar – e muito – essa lista abaixo…
Muitos jovens não entendem por que Serra e o PSDB são reaças, simplesmente porque não viveram a era FHC. É preciso contar pra eles como foi.
Ei, aluno da universidade federal, sabe como era a universidade pública no governo FHC? Leia aqui: http://cynthiasemiramis.org/2010/08/17/lembrancas-vida-universitaria-no-governo-fhc/
No governo do professor FHC, não havia PROUNI e, se pobre quisesse fazer curso superior, só lhe restava tentar vestibular nas federais.
Ei, jovem de 20 anos, vc sabia que FHC doou a Vale (2ª maior mineradora do mundo) pro capital privado? Ideia do Serra: http://www.youtube.com/watch?v=35K5Mp4Qzos.
Só a doação da Vale por Serra-FHC causou mais prejuízo aos cofres públicos que todas as acusações NÃO PROVADAS de corrupção do governo Lula.
Ei, jovem, de 20 anos, você sabia que no final do governo FHC-Serra o salário mínimo era de U$63,88 ? Hoje é de U$293,77. Bom, né?
Ei, jovem de 20 anos, sabe quantas universidades federais o professor FHC criou? Nenhuma! Sabe quantas o torneiro mecânico Lula criou? 12.
Ei, jovem de 20 anos, sabe qual a diferença pros miseráveis entre o governo FHC (1995-2002) e o governo Lula (2003-2010)? http://www.fgv.br/cps/Pesquisas/miseria_queda_grafico_clicavel/FLASH/.
Ei, jovem de 20 anos, sabe quantos empregos FHC criou? 800 mil . Sabe quantos empregos Lula criou? 11 MILHÕES!
Ei, jovem de 20 anos, que zoa o Lula por ser “analfabeto”, bom providenciar umas aulas de matemática pro economista Serra: http://www.youtube.com/watch?v=UiRNvK95438.
Ei, jovem de 20 anos, que zoa o Lula por ser “analfabeto”(2), aula de biologia pro ministro da saúde Serra: http://www.youtube.com/watch?v=_z97MhLvWsI.
Ah, jovem de 20 anos, no tempo de FHC, ministro das relações internacionais tirava até os sapatos pra entrar nos EUA: http://epoca.globo.com/edic/20020304/brasil4.htm
Quer saber mais sofre as diferenças entre o governo do PSDB e o do PT? Visite: http://lulavsfhc.tumblr.com/. (via @narcelio).
Ei, jovem de 20 anos, faltou essa: que tal viver num país com racionamento de energia elétrica? Governo FHC teve APAGÃO: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/2001-crise_energetica.shtml![]()
Interessante argumentação (visual) do Laerte…


Bem, chegamos ao final (desta etapa) das eleições…
Antes de mais nada cabe dizer que estou insuportavelmente feliz com a eleição do Marco Aurélio de Souza como Deputado Estadual! Em sua primeira disputa conseguiu emplacar com 69.485 votos, sendo um dos 24 deputados estaduais a compor a bancada da Assembléia Legislativa de São Paulo (antes o PT tinha apenas 20 cadeiras). Tanto a cidade de Jacareí quanto todo o Vale do Paraíba estarão muito bem representados por lá!
Isso se o TSE não mudar de idéia – o que transformaria essas eleições no maior balaio de gatos políticos jamais visto…
Ainda falando de São Paulo, que tem um colégio eleitoral de mais de 30 milhões de pessoas, alguns números impressionam: tivemos aproximadamente 16% de abstenção, 8% de votos nulos e 7% de votos brancos – o que nos deixa uma conta com mais ou menos nove milhões de eleitores. É muita gente. Isso me faz questionar (mais uma vez) a eficácia do voto obrigatório…
Bem, voltando ao povo eleito, outro que também merece o posto – e também em sua primeira disputa para esse cargo – foi o Carlinhos de Almeida, eleito Deputado Federal com 134.190 votos. O caboclo é bão, conhece do traçado e, com certeza, será um Deputado do Vale do Paraíba que enxergará a existência de outras cidades na região…
A Marta vai para o Senado, graças aos seus 8.314.027 votos, de modo a ajudar a bancada petista em seus projetos. Pergunto-me intimamente se não haverão rusgas com o Senador Suplicy, devido ao meio que conturbado histórico conjugal de ambos. The answer, my friend, is blowin’ in the wind…
A Dilma, no final das contas, não foi eleita já no primeiro turno, eis que até o momento (com 99,99% de votos apurados) conta com 46,90% de votos. Não terá como chegar aos 48,6% que o Lula obteve no último pleito presidencial, mas, se considerarmos o histórico de um e o de outro para uma eleição desse porte, é indubitável que ela se saiu muito bem. Agora é aguardar um mês de baixarias e pseudo-escândalos que a mídia nativa vai nos bombardear para tentar reverter esse quadro. Haja paciência para aguentar veja, folha, globo et caterva.
Mas a notícia triste fica por conta do governo do Estado de São Paulo. Não foi desta vez, Mercadante! Eu torci bastante para, ao menos, que se chegasse a um segundo turno – daí a disputa seria mais acirrada. Entretanto, em que pese mais de 8 milhões de pessoas optarem pela mudança, um número ainda maior (aproximadamente 11,5 milhões) preferiu deixar tudo do mesmo jeito. Ou seja, continua a multiplicação das praças de pedágio, a falta de segurança, o embate com funcionários públicos estaduais, a invisibilidade do interior paulista, etc – mas, sobretudo (e o pior de tudo) permanece a progressão continuada (ou “aprovação automática”, se preferirem). Ninguém merece…