E, para fechar, outra música para se inspirar: “Like a Rolling Stone”… Boa noite, pessoas…
Bob Dylan – Like a Rolling Stone
You’re invisible now, you got no secrets to conceal”
E, para fechar, outra música para se inspirar: “Like a Rolling Stone”… Boa noite, pessoas…
Bob Dylan – Like a Rolling Stone
É… A coisa tá feia…
Camisa de Vênus – Deus, me dê grana
Ri litros…
Isso mesmo crianças: 13 de julho continua sendo o Dia Mundial do Rock!
Vocês querem saber como começou essa bagaça? Então sentem-se e leiam um pouco de história neste link aqui.
Agora, se vocês quiserem apenas ouvir um bom e velho rock’n roll, então confiram estas duas clássicas neste outro link.
Mas para que não digam que sou apenas um velho dinossauro saudosista – ainda que minha idade mental em termos musicais tenha parado lá pela década de oitenta – eis um pouco de bom e novo rock atual para vocês. Ou quase. Pois o álbum é de 2010…
Senhoras e senhores: Linoleum, de Pain of Salvation!
1984.
Diferente do que previu George Orwell, o mundo (ainda) não estava dominado pelo Grande Irmão. Levaríamos, em padrões Globais, mais uns trinta anos para alcançar esse patamar…
O movimento Diretas Já! era algo que acontecia lá fora, marcando o início do fim da ditadura no país, sustentada tão somente pelo já depauperado governo do general Figueiredo, deixando a todos num ar meio que de perplexidade, sem saber exatamente para onde estávamos indo, tendo somente como realidade a última herança dessas duas décadas: um quadro de hiperinflação que ainda iria perdurar por cerca de mais dez anos. E estamos falando de números de quatro dígitos! Era uma insanidade!
Mas nós, adolescentes da época, começando nosso despertar para a vida, para os amigos, para os amores, para o trabalho, para a política, apenas orbitávamos em torno de tudo isso. Nada nos surpreendia, pois quadros como esse já faziam parte de nosso dia-a-dia. Fato processado, assimilado e consumado.
E, para mim, a simples realidade de período integral eram os estudos na ETEP, com tudo que dele fazia parte: mochila Knapsack preta de lona, régua T, outras réguas e esquadros da Desetec, compasso Kern, lapiseira 0,5 Pentel, canetas nanquim, papel vegetal, pranchetas, folhas A4, A3, etc, etc, etc. E, também, um certo cansaço. Apesar da tenra idade, a ida e volta pedalando doze quilômetros todos os dias – e com toda essa tralha nas costas – não era lá muito fácil!. Mas também tínhamos as festas, os namoricos, os trotes, as reuniões. Em especial aquelas que aconteciam no GEDOM, um salão reservado dentro da escola que sediava uma espécie de “clubinho” dos alunos que, como eu, estudavam Mecânica (daí até chegar na área de Direito tem uma longa estrada…). Eram clássicas as batalhas nas mesas de pingue-pongue, bem como as sessões de cinema que fazíamos, tendo por base fitas VHS alugadas ou simplesmente copiadas de alguém – “pirataria” era algo que simplesmente não existia no vocabulário da sociedade da época. Outras coisas eram clássicas lá também, mas este é um blog de família e deixo essa conversa para um pé d’orêia nos botecos da vida…
Enfim, volta e meia aparecia alguém com um filme “novo” para nosso deleite. O dinheiro era escasso, o cinema era caro (hiperinflação, lembram?), então virávamo-nos como podíamos.
E dessas sessões clássicas, lembro-me de uma clássica entre elas: uma tarde em que não havia aula e nos enfurnamos nesse nosso castelo para curtirmos dois filmes. Começamos com o recém-lançado filme Bete Balanço, com a – na época – deliciosa e sapeca Débora Bloch com apenas uns vinte aninhos; e, na sequência, The Wall, do Pink Floyd.
Vocês não têm noção do que foi aquilo.
A história dentro da história dentro da história. Tudo paralelo, simultâneo, ao mesmo tempo. A Segunda Guerra Mundial mesclando-se com uma infância isolada e opressora do mesmo jovem que viria a ser uma depressiva estrela do rock (conhecido como “Pink”), culminando com sua liderança de um grupo de “tudo-fóbicos”. Tudo isso temperado com a total desintegração de seu próprio ser ante o peso de todas essas experiências marcantes de sua vida. E, mais, com uma música de primeiríssima qualidade.
Mas os desenhos – ah, os desenhos!
Hoje todos estão tão acostumados com animações, efeitos especiais, desenhos de todo tipo e calibre, que até poderiam fazer com que os do filme parecessem toscos. Mas não o são. Nem nunca foram. E para aqueles adolescentes alucinados (literalmente) foi uma experiência reveladora! A harmonia do desenho perfeitamente conjugado com o filme, o impacto da música, as cenas fortes, a insinuação sexual nada sutil, enfim, não tinha como não ficar fã daquela banda ali mesmo!
Querem entender um pouco melhor do que estou falando? Aumentem o som e acompanhem…
Mas o porquê desse proseio? Bem, tudo sempre tem o seu “porquê”…
Toda essa viagem ao passado serviu somente para contextualizar como e quando conheci esse filme. Os tempos eram outros, as necessidades eram outras, a visão do mundo era outra. Por toda a sociedade.
Entretanto, das últimas manifestações dominicais, do tão aventado “discurso pacífico” autoproclamado por “pessoas de bem”, não me foi possível deixar de lembrar desse filme. Já quase no final, o depressivo e quase enlouquecido personagem acaba recebendo um coquetel de drogas que o leva a alucinar de vez. E segue para seu show, imaginando-se um tipo de ditador neo-nazi e o evento se transforma numa grande e apoteótica manifestação, com gigantesca pompa e circunstância, na qual manipula uma ainda mais alucinada plateia e usa o seu poder de persuasão para que o sigam e “limpem o mundo dos males da sociedade”…
Nada parecido com muita coisa que tem acontecido, não é? Ou será que não?
Nessa hora cabe lembrar da famosa frase daquele famoso filme: “Então, é assim que morre a liberdade. Com uma grande salva de palmas…”
Enfim, caríssimos… Cuidado com o discurso fácil e comovente, cuidado com o deixar de pensar em prol de que pensem por vocês, cuidado com as manifestações de ódio (ainda que pensem que não estão a fazendo), cuidado com as acusações infundadas, cuidado em defender um futuro sem conhecer seu próprio passado, cuidado com as notícias cuidadosamente preparadas para sua digestão, cuidado ao se acharem o centro do mundo (ou, ao menos, do Brasil), cuidado com a marcha das ideias, mas, sobretudo, cuidado com as ideias de marcha…
Essa música é, sim, da MINHA época…
E tem muita história por trás de história pra contar sobre ela. Mas não hoje. Pois fiquei sabendo que faleceu Vital Dias, vítima de câncer, o batera da banda Paralamas do Sucesso na época – e que, inclusive, foi a inspiração para a música. Para quem conhece possa relembrar e para quem nunca ouviu possa conhecer, eis um vídeo feito sobre o tema a partir de uma muito simpática montagem com Lego…
Physical Graffiti foi o álbum lançado pelo Led Zeppelin no dia 24 de fevereiro de 1975 e, desde então, já vendeu mais de 15 milhões de cópias (um dos mais vendidos da década de setenta). Agora, exatos 40 anos depois, uma nova edição remasterizada acaba de ser lançada pelo guitarrista Jimmy Page – que, diga-se de passagem, é considerado um dos melhores guitarristas de todos os tempos…
Segundo ele, as músicas da britânica banda de rock Led Zeppelin “resistiram ao tempo”. Desculpa aí, mas isso é meio que dizer o óbvio. Ao menos para mim – e, em parte, meus filhos – que continuo ouvindo clássicos até mesmo da década de sessenta!
O álbum original já foi qualificado como sendo um dos melhores discos duplos da história e este de agora terá ainda um disco complementar com sete músicas inéditas, incluindo a primeira versão de “Trampled Under Foot”, intitulada “Brady & Coke”, e mixagens de músicas como “In My Time of Dying” e “Houses of The Holy”.
O grupo, dissolvido em 1980, reeditou em 2014 seus primeiros discos: Led Zeppelin I, II e III, assim como novas músicas, que foram cuidadosamente catalogadas e armazenadas durante décadas nos arquivos da banda.
E, particularmente, sou obrigado a concordar com o bom velhinho Jimmy (santa intimidade, Batman!), que, do alto de seus 71 anos, acha a música Kashmir uma das melhores do álbum. De fato. Pusta musicão!
Ficaram curiosos? Fucem aí na Internet que vocês já devem encontrá-lo para download. Já baixei o meu – mas saibam que não vou deixar de comprar o original! Ah, essa minha mania de colecionador… 🙂