“Life is pain”

Finalmente acabei de assistir a última temporada do House.

Graças aos bons samaritanos que têm quase que por sacerdócio a tarefa de legendar e compartilhar com os demais mortais, mal era lançado algum novo episódio lá fora e eu já baixava para as catacumbas de meu computador.

Mas, no caso da oitava – e última – temporada, lá ficaram por mais tempo do que eu poderia pressupor. Não sei exatamente o porquê de não ter assistido antes. Mas agora assisti. E me impressionei. Críticas dos experts à parte, foi um bom desfecho. Bem inesperado, confesso. Mas, ainda assim um bom desfecho.

Como sempre, fica um gostinho de “quero mais”…

Mas não mais teremos.

Num explícito trocadilho com sua frase mais famosa – “everybody lies” – o título do último episódio não deixa margem para dúvidas: “everybody dies”.

E deixo, por fim, uma cena impressionante (ao menos para mim) dessa reta final. Num impacto digno de Gandalf, talvez a maior explosão que já presenciei do personagem.

E, como sempre, com uma grande verdade avassaladora em suas palavras…

 
E adeus.

Processo Eletrônico

Eis aqui mais um serviço de utilidade pública prestado por este humilde blogueiro aos nobilíssimos amigos causídicos – mas que, na realidade, é outro daqueles posts com informações para provavelmente servir mais de lembrança pra mim mesmo que qualquer outra coisa…

Bem, antes de mais nada esclareço que foi lá da CAASP que puxei todas essas informações.

Aliás, cá entre nós: vamos combinar que “Processo Eletrônico” é um nomezinho bem esquisito, né? Me faz lembrar alguma coisa com válvulas… Particularmente prefiro o termo “Processo Virtual”. Ou até mesmo “Processo Digital”. Mas deixemos minhas habituais implicâncias de lado e vamos em frente!

O que é o Processo Eletrônico?

É o processo em que todas as peças processuais (petições, certidões, despachos, etc) são virtuais, ou seja, foram digitalizadas em arquivos para visualização por meio eletrônico. No processo eletrônico, portanto, não há utilização de papel. Neste caso, diz-se que os autos do processo estão digitalizados. Mais informações aqui.

O que muda para o advogado com o Processo Eletrônico?

O processo eletrônico permite ao advogado visualizar peças processuais e fazer peticionamentos por meio da Internet, diretamente de seu escritório, de sua casa, fora da comarca, ou seja, possuindo os recursos necessários, de onde quer que esteja. O processo eletrônico permite peticionar em horário diferenciado, acompanhar o recebimento da petição e ter a segurança de que os dados foram transmitidos sem falhas ou incorreções. Outros detalhes neste link aqui.

O que é Peticionamento Eletrônico?

É o recurso disponibilizado somente para os processos digitais (Lei nº 11.419, de 19/12/2006), o qual possibilita que a petição seja protocolada e enviada por meio eletrônico diretamente ao distribuidor competente ou à Vara em que tramita o processo. Quer saber mais? Clique aqui.

O que é Assinatura Digital?

A assinatura digital é uma tecnologia que permite dar garantia de integridade e autenticidade a arquivos eletrônicos. É um conjunto de operações criptográficas aplicadas a um determinado arquivo, tendo como resultado o que se convencionou chamar de assinatura digital. A assinatura digital permite comprovar que a mensagem ou arquivo não foi alterado desde sua saída de seu computador até o recebimento pelo distribuidor ou Vara (integridade) e que foi efetivamente assinado pela entidade ou pessoa que possui a chave criptográfica utilizada na assinatura (autenticidade). Se ainda não entendeu leia mais sobre isso neste outro link.

Por onde começar?

O primeiro passo para realizar o peticionamento eletrônico é obter um certificado digital do tipo Pessoa Física, emitido pela autoridade certificadora credenciada (ICP – Brasil). Não é possível utilizar o serviço de peticionamento sem antes adquirir essa ferramenta, cujo objetivo fundamental é garantir a segurança da operação realizada pela Internet, identificando a autoria, a origem e a integridade do conteúdo dos documentos enviados eletronicamente. Saiba mais sobre Certificado Digital clicando aqui.

O segundo passo é preparar seu computador, obedecendo os requisitos básicos de software e hardware requeridos por cada Tribunal ou Fórum, que têm sistemas específicos. Cada Tribunal criou um sistema próprio de envio de petições. Geralmente, para acessá-los é preciso que seja implantada no computador do advogado uma configuração especifica do sistema do Tribunal em questão. Portanto, é conveniente verificar os detalhes técnicos de cada um, já que estes podem ser frequentemente alterados. Ou seja, quanto maior for sua área de atuação, maior poderá ser a babel de arquivos em seu próprio computador…

E o terceiro passo para peticionar eletronicamente é fazer o cadastro no site do Tribunal em que se deseja protocolar o processo. No final deste texto existem alguns links para download de manuais e cartilhas que podem auxiliá-lo.

O que exatamente é o Certificado Digital?

Certificado Digital é um software que funciona como um documento de identidade digital, ou seja, permite comprovar de forma eletrônica a identidade do usuário. O processo de certificação digital tem por objetivo assegurar a confidencialidade e a integridade das informações e confirmar a autoria de um documento. Essa tecnologia permite assinar digitalmente qualquer tipo de documento, conferindo-lhe a mesma validade jurídica dos equivalentes em papel assinados de próprio punho.

Principais informações constantes de um certificado digital:

– Nome e endereço de e-mail do titular;
– Chave pública do titular;
– Período de validade do certificado;
– Autoridade Certificadora (AC);
– Número de série do certificado digital; e
– Assinatura digital da Autoridade Certificadora.

O que é uma Autoridade Certificadora?

A Autoridade Certificadora (AC), responsável pela emissão, renovação e revogação de certificados, garante a veracidade das informações contidas no certificado digital. Fazendo uma analogia, a AC faz o papel de órgãos públicos como a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria da Receita Federal, quando estas emitem um RG ou um CPF. A Autoridade Certificadora visa garantir que, perante outros, você é você mesmo, dando-lhe legitimidade por meio de sua assinatura digital. Mais do mesmo neste link.

Onde adquirir o Certificado Digital?

O Certificado Digital pode ser adquirido diretamente de qualquer uma das Autoridades Certificadoras que fazem parte da chamada Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). Essas Autoridades Certificadoras têm a função de identificar os usuários, conferir toda a documentação e também de emitir os Certificados Digitais. Eis alguns exemplos de onde podem ser obtidos esses certificados: ACOAB, AASP e SERASA.

Quais são, então, os recursos necessários?

Certificado Digital – O certificado é imprescindível para o peticionamento eletrônico, pois trata-se do documento eletrônico que irá identificar o advogado. Pode ser adquirido diretamente de qualquer uma das Autoridades Certificadoras (ACs) que fazem parte da chamada Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil).

Computador – O computador deverá atender os requisitos técnicos de hardware e software conforme especificação de cada Tribunal.

Scanner – O scanner é um equipamento responsável por digitalizar imagens, fotos e textos. Digitalizar é o processo de transformar uma imagem ou documento que esta impresso em um arquivo digital. Existem alguns equipamentos denominados multifuncionais que possuem scanner acoplados.

Drive de Leitora ou Token – O certificado digital pode ser armazenado na Carteira da OAB com chip, em cartão inteligente ou em token. Caso o advogado opte em armazenar o Certificado Digital na Carteira da OAB, será necessário adquirir uma leitora de cartão para efetuar a autenticação. Outra possibilidade de armazenamento do Certificado Digital é em token – um dispositivo USB, muito parecido com um pendrive, capaz de armazenar as chaves criptográficas que irão compor os Certificados Digitais.

Conexão de Acesso à Internet – O peticionamento eletrônico exige uma conta de acesso à Internet que possibilite conexão com os sites dos Tribunais.

Software conversor de arquivos para o formato PDF – O arquivo digital que representa a petição deve ser gravado no formatos estipulados pelo sistema do Tribunal em que será protocolado o processo. Geralmente o sistema de peticionamento eletrônico deve estar em formato PDF. Para criar um arquivo em formato PDF é necessário um programa que converta o documento original para esse formato. Basta fuçar um pouco na Internet que facilmente encontrará programas gratuitos para esse fim. Particularmente recomendo o Libre Office, uma poderosa ferramenta gratuita que substitui total e completamente todo o pacote MS-Office e ainda gera arquivos PDF!

Onde consigo mais informações?

Já não basta este texto e todos os links que passei? Tá bom, tá bom então… Eis alguns manuais em PDF que podem ajudar a esclarecer mais um bocadinho desse perrengue todo:

Manual de Noções Básicas do Processo Eletrônico

Peticionamento Eletrônico E-SAJ TJSP

Peticionamento Eletrônico – Crimes de Alta Tecnologia

E-Cartilha – Direito Trabalhista

Curso de Processo e Peticionamento Eletrônico

E isso vai acabar com a papelada?

Bem… Essa é uma pergunta bastante delicada… Na minha humilde opinião é um primeiro passo. Mas o caminho a ser trilhado é longo – bem longo. Pois estamos falando de educar toda uma geração de advogados (inclusive este que vos tecla) por demais acostumados ao formalismo de ter uma prova física de tudo aquilo que fazem.

Mas, como dizem por aí, a caminhada de mil léguas começa no primeiro passo!

E vamos torcer para que imagens como esta aí embaixo deixem de ser uma triste realidade…

Querendo dormir?

Imaginem a seguinte hipotética situação: o sujeito (vulgo macho-alfa, pseudo-líder da alcatéia), sua Dona Patroa (gravidíssima como sempre) e uma renca de filhos (sendo que cada qual dorme num horário diferente). E, lógico, o zeloso sujeito, a mando pedido de sua amada idolatrada salve salve esposinha, é quem foi incumbido de colocar a criançada pra dormir, numa incessante luta para tentar conseguir fazer com que cheguem num determinado momento de delicadíssimo equilíbrio em que todos estejam simultanteamente dormindo, dando-lhe, enfim, um pouco de paz…

Não, não! Desta vez não tenho nada a ver com isso não!

Juro que não fui eu!

Trata-se de uma cena da excelente animação Hotel Transilvânia, que, a cada vez que lembro, começo a rir novamente. Confiram por si mesmos, atentando ao detalhe do sono dos justos que vai finalmente chegando, calma, lenta e inexoravelmente, até que…

Superman e o quase desastre aéreo

Na minha opinião, sem dúvida nenhuma, a cena do quase desastre aéreo é de longe a melhor de todas as sequências do filme Superman – O Retorno.

Como estava interessado em mostrar esse trecho do filme para alguns poucos hereges que até hoje não o assistiram, tive a pachorra – e lá vamos nós para o informatiquês! – de buscar o filme em BDRip para baixar, o que consegui via Torrent, depois destaquei a parte que me interessava utilizando o VirtualDub, não sem antes apanhar um pouco na compactação, até que instalei o Xvid para me ajudar no processo. Mas para deixar o resultado final facilmente executável pela Internet ainda tive que convertê-lo em FLV, desta vez usando o Format Factory, mas ajustando a saída da Taxa de bit (Kb/s) de 512 para 1024, bem como alterando o FPS de 18 para 24 e mudando o tamanho do padrão para 640 x 480. Tudo isso para manter a qualidade do vídeo, mas que resultou num arquivo ainda um bocado grande – o que, ainda assim, não deverá ser de nenhuma dificuldade, haja vista as conexões velozes que temos hoje em dia…

Como?

Não entendeu nada?

Não tem problema. Apenas curta os quase nove minutos de um verdadeiro show visual protagonizado pelo mais lendário dos super-heróis: Superman.

Aliás, apenas uma dica: assim que começar a executar o vídeo, clique ali no canto inferior direito da telinha de execução (uma espécie de “X” formado com setas) para expandir a imagem para tela cheia. Vale a pena pela qualidade, confie em mim…

Inteligência cultural e as traquitanas tecnológicas

Pra variar, uma ótima dica do Jarbas, que, sobre o texto a seguir, comentou: “Uso contínuo de meios de informação digitais pode provocar um afastamento do mundo que poderia enriquecer a aprendizagem. Há muita gente que viaja, mas continua presa a sua casa pelos cordões umbilicais dos celulares e outros gadgets eletrônicos. Esses e outros assuntos são objeto de um ótimo artigo cujo link indico a seguir.”

O link para o original está aqui, mas o texto (numa tradução bem livre) segue abaixo.

Como os smartphones podem diminuir sua ingeligência cultural

08 Jan 2013

Um número crescente de alunos de intercâmbio agora passam a maior parte de seu tempo livre no Facebook e Skype, comunicando-se com amigos e família. E aqueles que viajam à negócios frequentemente fazem a mesma coisa. As noites são gastas numa tentativa de recuperar o atraso, verificando e-mails e comunicando-se com a família, colegas de trabalho e amigos – em vez de procurar absorver a cultura local.

Sherry Turkle, autora do livro Alone Together (o qual recomendo!), observou o mesmo fenômeno em conferências profissionais. Os participantes da conferência estão atrelados às suas traquitanas digitais, mais preocupados em encontrar tempo e espaço na agenda para ficarem a sós com suas redes digitais. Pessoas em conferências costumam ficar penduradas em seu comunicador pessoal com outras enquanto esperam pelo início de uma apresentação ou por um táxi. Gastam esse intevalo com e-mails, teoricamente fazendo melhor uso desse suposto tempinho de ócio.

Eu amo poder ver e ouvir as vozes dos meus filhos no Skype, mesmo quando estou do outro lado do mundo. Mas eu tenho uma crescente preocupação de que os nossos avanços tecnológicos na realidade trabalham contra muito daquilo que pode ser considerado essencial para a inteligência cultural – ou seja, quando se poderia estar totalmente presente, focado e tornando-se mais consciente de sua identidade e cultura. A crescente discussão e pesquisa levantando questões sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas tem profunda relevância para a forma como pensamos sobre a nossa eficácia intercultural.

A influência do Espaço Liminar

Viagens internacionais sempre foram uma poderosa forma de ganhar uma autoconsciência e novas perspectivas sobre a vida quando de nossa volta para casa. Mas se nós levarmos nossas casas com a gente, quanto estaremos perdendo?

Você provavelmente está familiarizado com a idéia de “espaço liminar” – o termo antropológico para quando atravessamos determinados períodos nebulosos em que ocorrem mudanças e percepção de novos pontos de vista. Mas a tecnologia está fazendo com que fique cada vez mais difícil de encontrar esse espaço liminar.

Viagens internacionais, encontros interculturais e, de alguma forma, até mesmo retiros e conferências costumam ser ambientes ideais para ocorrência desse espaço liminar. Mas se a nossa preocupação for a de ficar conectado com o dia a dia em casa, no trabalho, ou mesmo com a vida lá fora, será muito mais difícil perceber e experimentar esse chamado período nebuloso de aprendizado e transformação que essas oportunidades costumam oferecer.

Em junho minha filha de 15 anos de idade fará sua primeira viagem internacional sozinha. Eu sou grato por saber que ela raramente enviará mais do que uma eventual mensagem de texto ou mesmo chamada no Skype. No entanto pergunto-me como é que isso poderá limitar sua experiência em comparação à minha primeira estadia no exterior, quando, durante um período de seis semanas, tive apenas a possibilidade de contato com o lar através de uma ou duas chamadas num radioamador, bem como algumas cartas de familiares e amigos. Minha rede social inteira me foi arrancada! Foi difícil, mas me obrigou a conviver diretamente com os meus companheiros de viagem, nossos anfitriões, e a cultura local peruana.

Por mais doloroso que vá ser, minha esposa e eu queremos limitar nossa influência sobre a experiência de nossa filha na Tailândia. Queremos dar-lhe o espaço liminar que ela precisa para moldar sua identidade e desenvolver sua inteligência cultural.

Eliminando a multitarefa

Muitos de nós (inclusive eu!) achamos que estamos imunes aos estudos que desmerecem o valor da multitarefa. Mas as pesquisas apontam que quando desenvolvemos várias atividades simultâneas a qualidade de tudo o que fazemos é rebaixada. Nos sentimos bem quando entramos nesse modo multitarefa porque nosso cérebro nos recompensa com um certo grau de satisfação pela nossa capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Só que o que não percebemos é que a nossa real produtividade e eficácia diminuem.

Sherry Turkle conta que seus alunos do MIT cujos laptops estão abertos na classe não se saem tão bem quanto aqueles que cuidam de fazer anotações em papel. Ela está convencida de que esta é mais uma consequência das distrações adicionais que seduzem essa geração engajada na tecnologia (por exemplo: atualizações no Facebook, resultados de jogos, filmes no YouTube, etc).

Uma parte crucial de um comportamento que permita desenvolver a inteligência cultural é poder adentrar em um alto nível de auto-consciência. Isso inclui coisas como a percepção das perspectivas – “Como eu me sentiria se, neste momento, eu fosse essa pessoa? Como os outros me percebem? Como será que eles encaram essa situação?”. O problema de tentar atingir essa auto-consciência é que exige bastante trabalho cerebral – algo que fica reduzido quando fazemos mais de uma coisa ao mesmo tempo. De fato, alguns estudos como um que foi relatado no The Chicago Tribune mostram que nós realmente diminuímos nosso QI quando entramos nesse “modo multitarefa”.

Crie limites

Mas a tecnologia não é o inimigo. Abordagens frias de qualquer problema sempre costumam ser irreais. A maioria de nós não tem como parar totalmente com os contatos por e-mail quando viajamos nem podemos esperar que todos os alunos de intercâmbio renunciem ao Facebook por um semestre completo (embora se você já tentou isso e conseguiu, por favor compartilhe os resultados!).

Mas podemos recuperar o controle sobre a nossa tecnologia, e não apenas sermos seduzidos por suas facilidades (nem sempre presentes) e atrativos visuais. Eis, a seguir, algumas sugestões de maneiras simples para começar, tanto para quando você viajar quanto para quando estiver em casa.

1. Sem telefones nas refeições: Ao compartilhar uma refeição com os entes queridos, colegas, amigos ou até mesmo para fechar algum negócio, desligue seu telefone por uma hora. Isso faz maravilhas para permitir uma boa conversa e para conhecer as pessoas.

2. Desligue o modo “Push”: Aquele aviso sonoro do e-mail que chega enche o cérebro de dopamina. Quando ouvimos esse barulhinho, a maioria de nós não pode resistir à tentação de verificar o telefone para dar uma olhadinha na mensagem que chegou. Uma maneira simples de eliminar esse tipo de distração é colocar-se no comando de si mesmo quando você receber e-mail, em vez de o dispositivo estar no controle de sua atenção.

3. Agendar horários para checar o e-mail: Todos nós já ouvimos isso antes, mas vale a pena repetir. Apenas um ou dois períodos durante o dia focado para a comunicação por e-mail é mais que suficiente para a maioria de nós. É incrível quão rápido passa o tempo quando essa é a única coisa que eu estou fazendo por uma hora! Mas também é surpreendente a rapidez com que consumo quatro ou cinco horas do meu dia quando estou apenas aleatoriamente respondendo os e-mails que chegaram.

Além do mais, se você é conhecido como alguém que sempre responde quase que imediatamente seus e-mails, tudo dará errado quando você realmente quiser fazer uma pausa. Se você entrar de férias ou mesmo apenas programar uma auto-resposta, aproveite-se disso e não vá conferir os e-mails que chegarem!

4. Não verifique e-mails durante pausas: Quando você estiver viajando ou participando de uma conferência, se possível, não verifique seus e-mails durante as eventuais e breves pausas que surgirem. Muitas e muitas vezes eu me arrependi de verificar meu e-mail na hora do almoço, frustrado por não ter tempo suficiente para lidar com algumas das coisas teoricamente urgentes que chegavam. E ele sempre me deixa tentado a enviar uma resposta rápida da qual eu poderia me arrepender mais tarde.

5. Repensar o que é urgente: Mas o que acontece quando houverm questões verdadeiramente urgentes que têm de ser resolvidas? Certamente crises surgem. Mas a maioria das coisas que consideram uma crise, realmente não o são e podem ser adiadas por algumas horas ou mesmo dias.

6. Use o tempo de viagem para refletir e respirar: Quando em viagem (ou até mesmo durante o tempo que levar para chegar diariamente ao seu trabalho) resista à tentação de usar esse tempo de para ler e-mails, ou usar o Twitter ou ainda fuçar no Facebook. Observe o que está acontecendo ao seu redor. Reflita sobre os acontecimentos do dia. Respire profundamente. Isso pode fazer toda a diferença para uma viagem de trem de apenas 15 minutos ser calmante e estimulante ou simplesmente chata.

7. Limitar o “efeito pingue-pongue”: O problema em tentar recuperar o atraso com os e-mails é que isso leva a quase tantas respostas que acabarão enchendo sua caixa de entrada novamente. Pense sobre como fazer com que as discussões por e-mail limitem-se ao mínimo possível. Sugira um horário e lugar para encontrar-se com seu interlocutor. E se você precisar se comunicar com algum outro colega no corredor ou sala próxima, simplesmente caminhe e vá falar com ele.

Eu não imagino que esta tenha sido a primeira vez que você ouve a maioria destas idéias. O maior desafio é verdadeiramente implementar esses limites. Mas espero que você concorde comigo para ao menos tentar ganhar um pouco mais de controle sobre a tecnologia neste ano, o que, por sua vez, vai melhorar sua inteligência cultural, a qualidade do seu trabalho, e, o melhor de tudo, a sua qualidade de vida!