Enquanto isso, naquele distante planeta chamado Judiciário…

A provável opinião de um magistrado, conforme registrado lá no Judex, Quo Vadis?, sob o título de “Ah, o pensar…“:

(Bem como minha resumida consideração ao final…)

Olha só:

Se penso logo existo, se eu deixar de pensar, deixo de existir?

Se eu ficar só contando processos para fazer planilhas, buscando bens para penhora on line, pesquisando bens em sites da Receita Federal, do Detran, preenchendo formulários e questionários, automaticamente, sem pensar, será que deixo de existir ou deixo apenas de ser?

Será que quando se decidiu que tudo isso devia ser feito pelo juiz, alguém pensou? Pensou que o dia tem apenas vinte e quatro horas e que algumas são usadas para dormir, comer, coisas frugais assim e que o tempo que seria usado para decidir e sentenciar acaba se perdendo com esses atos burocráticos?

Será que quem decidiu que a função do juiz limita-se a isso pensou antes de chegar a essa brilhante conclusão?

Ou será que estava tão ocupado preenchendo outras planilhas, analisando estatísticas, e criando metas que também deixou de ter tempo para pensar?

Será que a falta de pensar faz com que se perca a capacidade de pensar?

Será que o cérebro atrofia?

Será que naquele que eu já nem mesmo sei se pode ser chamado de Poder, vai sobrar algum ser pensante ou todos irão sumindo ao deixar de existir, perdidos na máquina burocrática, imersos em planilhas e estatísticas?

Eu pelo menos, já sei que nada sei. Tudo bem que só sei isso, mas para isso, pensei…

IMHO: Até onde sei/entendo, usualmente quem faz todo esse “atribulado” e “estafante” trabalho na realidade acaba sendo mesmo o pessoal do cartório. O caboclo só assina. Ou empresta a senha.

Descoberta

Aos curiosos de plantão:

Sabem aqueles radares do tipo “totem” – creio que tecnicamente conhecidos como “lombada eletrônica”?

Daqueles que registram visualmente a sua velocidade, normalmente com um limite de 40 a 50 km/h?

Então.

Eu sempre tive uma curiosidade imensa acerca de uma coisa…

E ontem, ainda que não fosse minha intenção, acabei descobrindo…

Ele tem três dígitos!

😕

Resquícios de um feriado

Feriadinho básico, bem no meio da semana, sem nenhuma emenda, que serviu literalmente pra cortá-la em duas. Duas sextas – concertezamente – são ótimas! Mas duas segundas… Bem, sob o ponto de vista do Garfield, creio que talvez nem tanto…

Mas estou divagando.

Vamos aos fatos (e, antes que perguntem, não, desta vez não foi comigo).

A mui digna sujeita, workaholic, mãe de um casal de gêmeos adolescentes, logo pela manhã descarrega-se no sofá já sentenciando:

– Hoje é feriado e não vou fazer absolutamente nada! Quero só descansar e pronto!

O petiz:

– Mas mãe, você não vai fazer nada mesmo?

– Nadinha, nadinha.

– Tá bom, mãe. Você pode descansar. Fica tranquila, tá? Eu e a mana vamos fazer tudo pra você, tá bom? Mas… Mãe? Posso só pedir pra você fazer uma única coisinha?

– Claro, meu anjo. Também não é assim? O que você quer?

– Sabe, mãe, a senhora pode ficar quietinha, tranquila e não fazer absolutamente nada o dia todo. Mas a gente só queria que você fizesse o almoço, tá bom? Porque, senão, o pai é que vai fazer…