Se você me esquecer

Quero que você saiba uma coisa
Você sabe como é:
Se eu olhar a lua de cristal, pelo galho vermelho
do lento outono em minha janela,
Se eu tocar, próximo ao fogo, a intocável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva a você,
como se tudo o que existe: perfumes, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam
rumo às tuas ilhas que me esperam.

Bem, agora,
se pouco a pouco você deixar de me amar
eu deixarei de te amar, pouco a pouco.

Se, de repente, você me esquecer
não me procure
pois já terei te esquecido.

Se você considera longo e louco
o vento das bandeiras
que passa pela minha vida,
e decide me deixar na margem do coração
em que tenho raízes,
lembre-se que neste dia,
nesta hora,
levantarei meus braços
e minhas raízes sairão a buscar outra terra.

Mas
Se cada dia,
cada hora,
você sentir que é destinada a mim
com implacável doçura,
se cada dia uma flor
escalar os teus lábios a me procurar,
ah meu amor, ah meu próprio eu,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem é esquecido
meu amor se nutre no seu amor, amada,
e enquanto você viver, estará você em seus braços,
sem deixar os meus…

O problema

O problema deste mundo são esses amores não-correspondidos e desperdiçados a toda hora, entende? Como paixões que são despertadas negligentemente, ilusões platônicas que acabam com gosto de soco na alma, noites de sexo mal intepretadas, amores exilados que não encontram seu lugar no mundo, como peças extraviadas de um quebra-cabeça. O problema todo se resume nisso: corações e cérebros não falam a mesma língua. A vida seria muito menos dolorida se a gente tivesse o dom de se apaixonar por aquela pessoa que nos oferece o coração. (…)

Alexandre Inagaki
De seu texto “Bons Amigos”
No livro Blog de Papel

Smallville: o fim

Pois é.

Acabou.

Foram dez temporadas.

Mas acabou.

Tá certo que essa adaptação dos quadrinhos para uma série causou irritação para muitos puristas, mas, particularmente, gostei. De cada um dos episódios de cada uma das dez temporadas. Que chegou ao fim. E, finalmente, Clark Kent vestiu o uniforme…

Como não tenho TV por assinatura em casa (a bem da verdade, atualmente nem mesmo TV aberta…) conto com esse pessoal fantástico que captura o sinal, traduz, monta a legenda e tudo mais – disponibilizando o produto final na Internet. O último episódio da série foi ao ar na TV americana no último dia 13 (sim, anteontem) e graças a eles já pude assistir. Assim, em especial para esse último episódio, meus sinceros agradecimentos para:

Equipe InSUBs

SofieMercer, Oskent e Julex
AbeiaQueen, Clarkingoss e Tessozzi
(Tradução)

SofieMercer, Oskent e Julex
Kryptonic, Clarkingoss e Tessozzi
(Sincronia)

OliverLover, FL0YUTHOR e Haylois
(Apoio Moral)

Tessozzi e Cesar-El
(Revisão)

Jorginn
(Encode)

E aí embaixo, a trilha musical que nos acompanhou por todo esse tempo (basta clicar no Play):

 
Mas acabou… 🙁