Terminologia jurídica

Conclusão interessante que cheguei hoje depois de um ótimo proseio matinal…

Sabem quando um advogado elabora um parecer sobre determinado assunto, consulta ou matéria? Do tipo que conta o problema, discorre sobre a fundamentação jurídica e apresenta conclusões ou opiniões para solucioná-lo? Normalmente com laudas e laudas (ou metros de pergaminho) de juridiquês aplicado?

Então.

Invariavelmente um parecer assim termina com aquela última e famosa frase:

“Este, Salvo Melhor Juízo, é o meu entendimento”.

Na prática, depois de todo aquele palavrório em que o advogado deu sua opinião técnica, sabem o que isso significa (em português, como diria uma amiga)?

“Ou não.”

25 anos de Calvin

Já nas Bodas de Prata e esse petiz continua atualíssimo! Creio que o mote do dia hoje no Twitter será #calvin25anos

E quem merece os parabéns somos todos nós que fomos agraciados com a vinda ao mundo desse “pequeno insuportalvezinho” pelas mãos de seu criador, Bill Watterson.

Ah… Nossa língua!

E então essa senhora, que na flor da idade trabalhava numa indústria química, manuseava ácido sulfúrico. E é LÓGICO que algo sempre respingava e se transformava em furos em seu avental.

Ao chegar em casa, diante da caçulinha, eis que esta lhe pergunta:

– Quiéisso???

– São furinhos lá do trabalho.

– Mas por quê? (criança SEMPRE pergunta isso…)

– É que eu trabalho com ácido sulfúrico e ele acaba estragando minha roupa…

– Ah… Ácido fúrico!

– Não, minha linda. Ácido SULfúrico.

– Não! É ácido fúrico!

– Ué? Por quê?

– É porque faz furo!

Viver não dói

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos, por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante
e paga pouco, mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Pois é…

Meu xará sempre me surpreende com algo que jamais vi escrito antes – o que comprova o quão profundamente conheço tão superficialmente sua obra…