
Metareciclagem – chegando no bando
Já faz algum tempo que participo do fórum de discussão lá da Metareciclagem (graças à intervenção do amigo e copoanheiro Bicarato) e tenho ficado quietinho no meu canto, lendo muito e me situando mais ainda. Entretanto, hoje (ontem?) foi postada uma mensagem muito bacana, que revela a fundo o que verdadeiramente entendo ser o “movimento” da Metareciclagem:
Olá a todos,
Meu nome é Carmem e fui apresentada a metareciclagem pelo Régis do Bailux, a principio não me conectei muito bem com as informações pois não estava inserida no contexto do que realmente tava rolando pois muitos papos giravam em torno de uma linguagem técnica a qual não tenho acesso ainda, mas agora com um pouco mais de tempo consegui fazer algumas pesquisas, assistir alguns videos, então tomei meio pé das coisas.
Me emocionou a atitude a coragem e determinação de todos vocês, sem aqueles discursos ultrapassados populistas de inclusão através de partidos, seitas e o caralho a quatro, mas uma inclusão consciente de cidadão para cidadão, de ser humano para ser humano, existem tantas possibilidades, tantas fronteiras a serem desvendadas acessadas que é dificil definir onde estamos, e aonde queremos chegar, como dizemos no budismo, o importante é o aqui e o agora porque o tempo não existe, o espaço não existe, consequentemente não existem fronteiras quando decidimos seguir em frente, mas sempre tendo consciencia de que sozinhos não vamos a lugar algum, juntos podemos tudo, até mesmo salvar nosso planeta, com pequenas ações que se replicam infinitamente, conseguimos criar um ambiente propicio para o crescimento de todos sem exceção.
Parabéns ao bando (como diz meu querido amigo Régis), espero poder ser uma replicadora também, dentro de minhas possibilidades, em algum momento, com alguma ação por menor que seja.
Carmem Caudana
Artematéria![]()
Processos provocam rachadura em Fórum
Depois de ler essa notícia lá no Clipping da AASP mais do que nunca tenho certeza da NECESSIDADE de, quanto antes, implantação do chamado processo digital…
A quantidade excessiva de processos no prédio do Fórum de Execuções Fiscais Estaduais, no centro de São Paulo, provocou fissuras na parede de todos os andares do edifício, que tem apenas 12 anos. O fórum, que antes ficava na Rua Vergueiro, na zona sul, foi transferido para o bairro da Liberdade há pouco mais de um ano. O número de processos, de acordo com a juíza auxiliar Ana Maria Brugin, que responde pela vara de execuções paulista e pela diretoria do prédio, é superior a 2 milhões.
Segundo o engenheiro do Tribunal de Justiça, Cláudio Roberto Vaguetti Ferrari, o volume de papel fez a parede se distanciar do pilar de sustentação. Em um cálculo aproximado, cada processo pesa, no mínimo, 50 gramas, o que renderia um peso mínimo de 100 toneladas de papel em uma laje totalmente despreparada para esse volume. “A quantidade de processos empilhados no centro do prédio faz a laje começar a ceder, o que causa a movimentação da parede e provoca a rachadura”, explica Ferrari. A fissura começou no 11º andar e já atingiu a parede do 2ª pavimento.
“A rachadura tem crescido cerca de 1 milímetro por dia. É assustador, pois muitas pessoas passam pelo fórum diariamente”, declara o advogado Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, que acompanha o problema.![]()
Filmes no Nordeste
Boa indicação do amigo Eduardo…
Para conseguir a aceitação do público nordestino, os cinemas da região decidiram mudar os nomes dos filmes, adequando-os à realidade local. Veja abaixo os novos títulos:
De: Uma Linda Mulher
Para: Uma Quenga AprumadaDe: O Poderoso Chefão
Para: O Coroné ArretadoDe: O Exorcista
Para: Arreda, Capeta!De: Os Sete Samurais
Para: Os Jagunço di Zóio RasgadoDe: Godzila
Para: CalangãoDe: Perfume de Mulher
Para: Cherim de CaboclaDe: Tora, Tora, Tora!
Para: Ôxente, Ôxente, Ôxente!De: Mamãe Faz Cem Anos
Para: Mãinha Num Morre MaisDe: Guerra nas Estrelas
Para: Arranca-Rabo no CéuDe: Um Peixe Chamado Wanda
Para: Um Lambari Cum Nome di MuiéDe: A Noviça Rebelde
Para: A Beata IncrenquêraDe: O Corcunda de Notre Dame
Para: O Monstrim da Igreja GrandiDe: O Fim dos Dias
Para: Nóis Tâmo é LascadoDe: Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita
Para: Um Cabra Pai D’égua di Quem Ninguém DiscunfiaDe: Os Filhos do Silêncio
Para: Os Mininu du MudimDe: A Pantera Cor-de-Rosa
Para: A Onça Viada
Dúvida cruel
Sim, eu sei que o pó está acumulando pelos cantos aqui do blog e o pergaminho aí do fundo está até amarelando. Mas tô trabalhando paca, fazer o quê?…
Mas para que não passemos mais de uma semana totalmente em branco, convém contar um pequeno causo desta semana.
É que meu caçula, o Jean, com quase cinco anos, agora também passou a ter “tarefinhas” da escola. Na realidade algumas atividades lúdicas somente para contextualizar o caboclinho que também existem deveres na vida. Coisas como pintar uma casa, desenhar um gato, fazer as letrinhas do nome, etc.
Devidamente de banho tomado, a Dona Patroa disse-lhe:
– Muito bem. Agora vai lá pra sala com o seu irmão e faça sua tarefinha, tá bom?
– Tá.
Detalhe: quem já estava na sala era o segundo-dos-três, Erik, de sete anos, também cuidando de seus deveres.
E eis que, de longe, foi possível ouvir o seguinte diálogo:
– Oi, Jean. Arruma suas coisinhas aí, tá?
– Tá bom.
– Ah, e se você tiver alguma dúvida me avisa que eu ajudo, tá bom?
– Tá bom. Brigádu.
(Pequena pausa…)
– Erik?
– Oi, Jean?
– Quiquié “dúvida”?…
Projeto três-por-quatro
Numa daquelas aventuras etílicas de elucubrações mentais (talvez até mais digna de figurar lá no Copoanheiros que aqui), eis que eu e o nobre cervejonauta Bicarato, num arroubo de valentia face à extremamente cansativa semana que se encerra, resolvemos tecer nossas teorias acerca da injusta divisão semanal de trabalho-descanso.
Explico.
A semana tradicional, a qual classificamos de cinco-por-dois (cinco dias de trabalho por dois de descanso) necessitaria de uma imediata reformulação. A primeira proposta – prontamente deixada de lado – seria de uma relação dois-por-cinco, mas aí até nós dois mesmos já concluímos que seria vagabundagem demais…
Então resolvemos fechar que o mais coerente a se adotar seria a relação três-por-quatro (retratistas do Brasil, segurem-se pois isso NÃO é com vocês!). Ou seja, três dias de trabalho por quatro de descanso.
A regulamentação disso deverá se dar por Decreto Presidencial, pois, primeiramente, somente o Poder Executivo é quem teria a rapidez necessária de baixar unilateralmente uma norma nesses moldes; segundamente, apresentar uma lei dessas à Câmara poderia gerar meses (anos?) de discussão até que nossas centenas de deputados NÃO chegassem a um acordo definitivo; e, terceiramente, não seria justo submeter ao Poder Legislativo um projeto dessa estirpe. Concorrência desleal, sabe? Afinal de contas eles JÁ praticam essa relação três-por-quatro em seu dia-a-dia…
Mas voltemos ao que interessa.
Algumas peculiaridades seriam necessárias para essa formatação. A melhor maneira de implementar o Projeto três-por-quatro seria extirpando diretamente determinados dias da semana – mas creio que discordamos em alguns pontos nesse quesito, talvez por entendermos que dias diferentes deveriam ser suprimidos. Ou será que foi porque acabei com o amendoim enquanto ele tomou o último gole de cerveja?… Não me lembro bem, mas tenho certeza de que em alguma coisa discordamos!
Enfim, segundo o MEU entendimento, os dias Terça, Quinta e Sábado deveriam desaparecer. Coisa mais inócua e dias mais sem graça esses! Assim a semana teria somente a Segunda, Quarta e Sexta. E, é lógico, até pegar no tranco ninguém começa mesmo a trabalhar antes do meio-dia da Segunda. Já na Quarta dá pra se trabalhar direitinho, que nem gente grande. Porém, na Sexta, dando meio-dia já diminui o ritmo do trabalho enquanto começa o agito porque o final de semana está chegando!
Enquanto isso o Domingo seria multiplicado por quatro. Não chegamos exatamente a concluir como isso se daria, pois entramos numa ferrenha discussão sobre qual seria a origem da palavra “Domingo” para que pudéssemos dar uma destinação semântica coerente a todos os dias da semana. Lembro de algo sobre o Mingo, aquele índio do Daniel Boone, o que nos levou à possível figura de um ordenança do Senhor chamando “Min”, oriundo da terra do Tio Sam, o qual receberia ordens em inglês no sentido de “Do! Min, go!”. Mas, apesar de concordar com a figura desse ordenança, o copoanheiro discordou de seu nome, pois poderia trazer algum conflito com a figura da Madame Min, e ninguém aqui tá a fim de enchimento de saco por causa de direitos autorais. Então voltaria a ser Mingo, esse atrapalhado faz-tudo de Deus.
Mas, nesse ponto, o teor etílico comprometeu a seriedade do estudo, que resolvemos deixar para outro dia, e passamos então a falar de bobagens e amenidades…
Sobre músicas de ninar

Conversa entre duas crianças….
– E aí, véio?
– Beleza, cara?
– Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
– Quer conversar sobre isso?
– É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
– Como assim?
– Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
– Nunca.
– Pois é. Mas o pior veio depois… O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
– Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
– Hmmmm, pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
– Como assim, véio?
– Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
– Calma maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
– Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
– Tipo o quê?
– Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
– Caramba! Mas por que ela fez isso?
– Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
– Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara…
– E sabe a Francisca ali da esquina?
– A Dona Chica? Sei sim.
– Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
– Putzgrila! Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
– Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora…
– Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
– Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de “Anjo”. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela… Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
– Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
– É. Só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.
– Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
– Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito!
