(Mequinho) Valtinho

E então, reunidos no boteco’s-bar de praxe, estavam os também copoanheiros de praxe discutindo, como de praxe, acerca da solução dos problemas do mundo.

E eis que chega todo esbaforido o nosso caríssimo amigo, companheiro, retratista e gente boa a toda prova, o Valtinho. Com a sua característica e portentosa voz de buzina de bicicleta (aquelas do tipo fon-fon, lembram?), já foi logo dizendo:

– Caramba, gente. Acabei de ganhar um jogo de xadrez. Acho que nem sei mais como é que se joga xadrez. Como é que vou ensinar meu filho, assim? Como é mesmo que se joga esse negócio?

O sempre prestimoso Bicarato bem que tentou apelar à memória do próprio Valtinho:

– Vamos lá, neguinho. Como é que o cavalo anda?

Meio que desconfiado, meio que indignado, na hora o caboclo já emendou:

– Como assim como é que o cavalo anda? Anda nas quatro patas, uai!

Após os dezoito minutos de gargalhadas que em seguida tomaram conta do recinto, eis que o Bica, talvez munido mais de compaixão que de bom-senso, ainda tentou insistir:

– E que mais você lembra do xadrez?

– Ah, sei lá! Sei que tem um monte de peãozinho querendo comer a rainha. Aliás, também tem o rei – que acho até que deve ser meio viado…

Depois dessa, ficou decidido.

O negócio dele é o jogo de damas.

Ainda que com as peças do xadrez…

Emenda à Inicial: É lógico que essa figura ímpar que é o Valtinho não teria se contentado com somente essa “atrocidade”. Segue lá pro Alfarrábio que tem mais (com fotos) acerca desse sanguibão

Prefeitura é lugar de despacho?

Antes de mais nada, não, não é onde eu trabalho.

Acontece que participo de uma lista de discussão de opaleiros na qual o autor das fotos as encaminhou por engano – inclusive desculpou-se pelo equívoco. Mas o (hilário) estrago já estava feito.

Aliás, não tenho a mínima idéia acerca de em qual Município foi feito o tal do “despacho”. Mesmo assim já deu pra ter uma idéia do nível da disputa eleitoral por lá!

Por fim convém lembrar que qualquer espécie de magia é tão forte quanto a crença que se tem nela…

😉

Secando a Lei

Opinião do Sérgio Leo que vai ao encontro de tudo aquilo que eu sempre disse desde o começo desse imbróglio todo de “Lei Seca”:

A imprensa comtinua atribuindo à Lei Seca o que é função da maior fiscalização no trânsito: a queda de acidentes. Foi a fiscalização relaxar e os índices já começaram a subir, sem que se tenha notícia de aumento ou queda no consumo de bebidas nos bares.

É esperar agora começarem as notícias sobre achaques aos cidadãos que bebem socialmente e dirigem sem ameaçar ninguém.

Mais do mesmo lá no Copoanheiros

Politiquês ferrenho

Eis algumas das frases ditas por um candidato a prefeito (PSOL) em uma cidade do interior de São Paulo durante um debate num programa de rádio.

As crianças são tratadas como ‘mercadoria’ (??)… não há vagas, terceirizaram as ‘mão-de-obra’; se nóis não educar o povo…

Como os ouvintes podem tá assistindo (sic), ouvindo as mentira…

Como ser humano avalio a falta de incompetência, de humanização.

Sem comentários…

Planeta Brasil


Domingão.

Café da manhã costuma ser bem mais demorado.

Na TV passa alguma propaganda – não me lembro qual – que mostra a bandeira do Brasil.

– Paiê! Olha! É a nossa cidade do planeta Brasil!

Esse foi o Jean, meu caçulinha, do alto de seus quatro aninhos relacionando a figura da bandeira à do país.

– É filho. Mas aquilo é só a bandeira. E não é a bandeira da “cidade do planeta Brasil”. Cidade é esse local em que a gente mora, onde também moram seus vovôs e suas vovós. E Brasil é o país onde fica essa nossa cidade. E o país Brasil, junto com outros países, é que fazem parte do planeta Terra. Essa bandeira que você viu é a do nosso país Brasil. Entendeu?

– Ah… Intindi…

Volto calmamente a sorver meu café, quando:

– Paiê! Eu já tenho quatro anos e é por isso que eu já sei qual é a nossa bandeira, não é mesmo, paiê?

– É isso mesmo, filho.

– Só que eu não sei qual que é a bandeira do outros planetas da Terra…

Cidade digital

No início deste ano já falei um pouco sobre o tema, como dá pra rever bem aqui.

Mas com toda essa balbúrdia que tenho visto nas cidades da região em função das eleições municipais, com farpas trocadas e dedos em riste, achei que seria melhor deixar uma coisa bem clara. O projeto Cidade Digital é uma realidade. E uma realidade factível. Já vem “acontecendo” aqui no Litoral Norte e – bem mais próximo – na cidade de Jacareí, SP. E que não me venham falar que seria uma questão meramente política! Aliás, o próprio Sérgio Amadeu – de quem empresto as palavras – já fez uma boa análise, que está aqui. Em seu artigo cita diversas cidades no Brasil e conclui:

Temos ainda os casos de Sud Menucci (SP), Quissamã (RJ) e Tapira (MG). Todos fornecem sinais gratuitos reduzindo o ‘CUSTO BRASIL’ de comunicação e contribuindo para a inclusão digital. Nenhuma dessas prefeituras é governada pelo PT. Defender cidades digitais não é uma questão partidária. Trata-se de uma questão pública.