Fuga (da realidade)

De fato.

“O Brasil não é para amadores.”

Muito se discute sobre quem seria o verdadeiro autor dessa frase – mas isso pouco importa, pois ela traz em si uma verdade incontestável.

Não vou entrar nos detalhes da fuga – sim: FUGA – do Flávio Bolsonaro (só de escrever esse nome já me dá um troço), mas, não contente com o papelão e a covardia, ainda ousou publicar uma “carta” se autoproclamando “verdadeiro presidente eleito do Brasil”

Patético.

Porém a vergonha não foi só essa! Demonstrando que mal sabe pilotar uma Inteligência Artificial (seja ela qual for) – e muito menos revisar o que lhe foi entregue – essa carta teve quatro versões, todas elas publicadas, até chegar em uma que estivesse a contento de seu ego – ou, pelo menos, de acordo com o que queria his real boss…

Também não vou perder meu tempo desfiando o falso teor das alegações que ele faz, nem tampouco das sandices que afirma, pois nesse mundo político tem gente muito mais competente do que eu que já teve esse trabalho.

Enfim, sem mais delongas e para os curiosos (e futuros historiadores) de plantão, logo abaixo está a “carta original”, aquela do Brasil com “Z”.

Ah, um último detalhe. Ou melhor, citação. É atribuída ao Senador Pinheiro Machado (*1851 +1915) a frase que, diante de manifestantes, teria recomendado ao cocheiro: “Nem tão depressa que pareça fuga, nem tão devagar que pareça provocação”…

Mas no caso atual me parece que o caboclo saiu que saiu queimando pneu! 😄

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Emenda à Inicial:

O fantástico caso de Joseph Klimber

Eu me lembro do Jô Soares desde seu início de carreira, na década de sessenta, como personagem da Família Trapo, na TV Record (não, eu não estava lá, mas assisti muitas reprises). Passou boa parte de sua carreira no teatro, sendo de destacar a peça Viva o Gordo e abaixo o Regime, lançada em 1978, durante a Ditadura, em pleno Regime Militar! Realmente um trocadalho do carilho! Mais tarde, na Rede Globo, ele participou do programa humorístico Planeta dos Homens, bem como teve o seu próprio: Viva o Gordo. Já no SBT começou sua carreira como talk-show-man no Jô Soares Onze e Meia, voltando depois para a Rede Globo, praticamente no mesmo formato, com o Programa do Jô.

Sempre gostei do tipo de humor que ele fazia, e nos talk shows que comandou tanto entrevistou quanto apresentou inúmeros artistas em seu programa, alguns famosos, outros estreantes, mas sempre de uma maneira pra lá de divertida.

E uma dessas apresentações, que até hoje me faz rir (muito), é o fantástico caso de Joseph Klimber!

 

Só um detalhe: não sei o porquê, mas nessa apresentação faltaram mais duas desgraças ocorrências com nosso herói Joseph Klimber. Antes desse final ele ainda se engasga e engole a própria língua, perdendo assim o emprego, e, para sobreviver, vendeu as próprias córneas, o que o deixou totalmente sem visão. É certo que qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, abatido, sem vontade de cantar uma bela canção – mas sendo quem é, Joseph Klimber, ainda assim ele conseguiu esse último emprego citado no vídeo…

E chegamos a mais um Dia dos Pais…

Nove de agosto de dois mil e vinte e seis.

Segundo domingo do mês.

Mais um Dia dos Pais.

E eu aqui, quatro da matina, acordadaço…

Mas, falando desse dia em especial (e, vocês me conhecem, eu sempre tenho que saber o porquê das coisas), não se trata de uma “data mundial” para essa celebração. Especificamente no Brasil a data foi “criada” simplesmente em razão de uma estratégia de marketing imaginada pelo publicitário Sylvio Bhering, então Diretor do jornal e da rádio “O Globo”, para preencher um vazio mercadológico no calendário comercial, por uma simples motivação de aquecer o mercado de varejo num período em que não se tinha nada para comemorar.

A primeira celebração “oficial” do Dia dos Pais no Brasil se deu em 16 de agosto de 1953, data que coincidia com o dia de São Joaquim, pois na tradição católica é considerado o pai de Maria e avô de Jesus – e, na época, a população brasileira era majoritariamente católica. Mas, também estrategicamente, nos anos seguintes passou a ser comemorada no segundo domingo do mês de agosto, para facilitar as tradicionais reuniões e almoços em família – e, lógico, para ampliar ainda mais o impulso ao comércio nos dias antecedentes.

Mas, por ser esse dia o que é, me fez lembrar desse “bilhetinho” que tenho guardado até hoje, lá dos idos do ano de 2000.

E depois disso, além do Kevin, também chegaram o Erik e o Jean – e, infelizmente, depois de tantos anos já não tenho mais como pegá-los a todos no colo.

E nem meu pai conseguiria, pois há muito foi-se o tempo em que era possível me pegar no colo. Só mesmo quando eu era pequenino (“pequenino???”), como lá no comecinho dos anos setenta. Hoje, com um metro e noventa e meus noventa e seis quilos, acho que só mesmo usando um guindaste…

E até porque meu pai já se foi.

Em dezenove de setembro de dois mil e vinte e quatro.

Genealogicamente falando, como na tradição árabe e também dos hebreus (apesar de, ao menos que eu saiba, não ser descendente direto desses povos), que utilizam o prefixo patronímico “ibn” para dar o significado de “filho de”, ou, num sentido amplo, “descendente de”, considerando somente a linha paterna de minha família, teríamos:

– Adauto de Andrade (*02/05/1969), filho de
– José Bento de Andrade (*27/04/1937 +15/09/2024), filho de
– Antonio de Andrade (*06/03/1909 +30/09/1970), filho de
– João Agnello de Andrade (*23/01/1876), filho de
– Joaquim Theodoro de Andrade, filho de
– Francisco Theodoro Teixeira (*20/08/1800 +19/12/1870), filho de
– Manoel Ribeiro Salgado (*16/05/1759 +16/08/1807), filho de
– Bento Ribeiro Salgado (*1720 +29/01/1780), filho de
– Antônio Ribeiro, filho de
– João Pereira.

Todo esse povo nascido em Minas Gerais, exceto eu, que nasci em São José dos Campos, mas como foi no bairro de Santana, praticamente acabo também sendo mineiro…

A “quebra da varonia” se deu com Francisco Theodoro Teixeira, já que o nome “Andrade” sobe por meio da família de sua esposa, Maria Emerenciana de Andrade, até chegarmos na Matriarca da Família, Ângela do Vale e Andrade (*05/03/1629 +10/03/1682), natural de Santa Comba de Fornelos, Arquivo Distrital de Braga, Portugal.

E se prosseguirmos por outros ramos da família, documentalmente chegamos até Mendo Alam (*960 +1050), Senhor das Terras de Bragança. Ainda daria para “subir” mais um pouco, mas aí já fica mais difícil distinguir entre o que seria lenda e realidade…

Mas voltemoa ao Dia dos Pais.

Ainda que a data tenha sido criada por simples apelo comercial, já ficou arraigada em nossa sociedade, sendo uma data em que muitos filhos, ainda que distantes, se lembram de mandar ao menos um “oi” para seus pais. É, na realidade, uma data em que um pai gostaria de se sentir amado e lembrado por seus filhos. E, ainda, é importante lembrar algo que muitas vezes passamos a vida sem perceber: todo pai, um dia também já foi um filho; já passou pela infância, adolescência, fase adulta, talvez tenha tido as mesmas dúvidas e problemas que nós  também já tivemos. É uma situação às vezes difícil de encarar, mas vale a pena pensar um pouco nisso…

É certo, ao menos na minha família, que costumeiramente cada geração diverge diametralmente da anterior. Somente nos casos mais antigos (até por falta de opção) é que os filhos seguiam na mesma lida que seus pais, mas desde os fins do Século XIX, esse panorama começou a mudar.

E, no meu caso, como já disse por aqui anteriormente, faço parte da Geração X, situada entre aqueles que nasceram entre 1965 e 1980, que aprendemos no analógico e amadurecemos com a revolução digital, passamos de um mundo para outro e, geralmente, temos uma capacidade de adaptabilidade imensa: mais pela necessidade do que pela vontade.

Mas na história de minha vida queimei muitas pontes por onde passei, mesmo com relação aos meus próprios filhos, situação que venho tentando consertar – mas que não é nada, nada fácil.

E desse meu atual isolamento auto infligido, curiosamente nos últimos dias tenho sonhado muito com meu pai. O que, para mim, é realmente estranho. Nunca nos demos realmente bem, pois ele era aquela figura de “provedor” eu eu era aquela figura de “filho rebelde”. Lembro mais de nossas discussões do que de momentos de carinho. Acho que, talvez, até hoje ainda não tenha me caído totalmente a ficha – deve ter ficado enroscada no meio do caminho -, pois não consigo ter aquela sensação de perda e de saudade pela qual tanta gente passa. Sigo adiante, um dia atrás do outro, tentando resolver meus próprios problemas – e que não são poucos! – daí me faz todo o sentido estas primeiras linhas da Oração da Serenidade:

“Deus,
Conceda-me a serenidade
Para aceitar aquilo que não posso mudar,
A coragem para mudar o que me for possível
E a sabedoria para saber discernir entre as duas.
Vivendo um dia de cada vez,
Apreciando um momento de cada vez (…)”

Mas essa série de sonhos realmente me deixou com um enorme sifonáptero na parte posterior do pavilhão auricular…

Enfim, FELIZ DIA DOS PAIS para aqueles que o são ou que ainda virão a sê-lo. Desejo também um Feliz dia das “Pães” para todas aquelas moças, moçoilas e senhoras que na vida fizeram o papel duplo de Pai e Mãe. E, também, para todos aqueles que já foram pais, mas quis o destino que continuassem por aqui.

E, por derradeiro, novamente, deixo aqui aquela homenagem que fiz quando meu pai se foi…

Mayday

Dois de Maio. Dia de meu Aniversário. Pela 57ª vez. Raramente desejo um “feliz aniversário” para os outros – um tanto por não lembrar, outro tanto pela hipocrisia, coisa do tipo “pô, somente uma vez por ano que você se lembra de mim?”…

Tá certo que as redes sociais, em especial o Facebook, costumam lembrar as pessoas de seu “dia especial”. É por isso mesmo que, nessa rede, mantenho o meu oculto – assim, ao menos, quem se lembrar, será “de verdade”. É um jeito esquisito de pensar, mas quem disse que eu sou normal?

Ao menos até o momento (pouco mais de três da tarde) somente uma pessoa genuinamente lembrou de meu aniversário – ainda que por antecedência: minha queridolatrada amicíssima Ligia. Sendo que eu próprio não estava presente no dia do aniversário dela… Aliás, minto: a Andréa Prado, outra querida, ex-sócia, amiga das antigas, também me mandou uma mensagem hoje me parabenizando. E, lógico, minha própria família não deixou passar em branco.

Em tempo: Mais tarde meus dois irmãos também me felicitaram pela data via WhatsApp…

Mas eu mesmo deixei de felicitar pessoas que são importantes para mim – ou, às vezes, nem tanto. Por incrível que pareça, lembrei a data de meu irmão mais velho (30/03), mas falhei miseravelmente com a Larissa (15/04), assim como com a Dâni, cuja data deveria ser tão fácil de não esquecer (01/01), simplesmente esqueci. O aniversário de alguns outros amigos das antigas, como o Edilson Pascoaleto (20/02) ou o Fernando Kamezawa (16/04), nem me passaram pela cabeça.

Mas do meu pai não me esqueci. Tá no blog. Mesmo que ele não esteja mais aqui.

E ainda existem outros aniversariantes que, por vicissitudes da vida, acabamos nos afastando e, ainda que (às vezes) me lembre, é melhor manter uma salutar distância: a ariana de 17/04/80, a taurina de 16/05/69, e em especial a sagitariana de 29/11/73.

Fazer o quê? Vida que segue.

Infelizmente outros aniversários passarão a ser comemorados a partir de hoje também: o de morte.

O Sr. Carlos Tanaami, membro da igreja da Dona Patroa, que há anos lutava contra um câncer, finalmente se foi. Hoje. Mas, antes disso, ainda que doente, teve realizado pelas três filhas seu sonho de ir conhecer o Japão.

Também o Dr. Daniani Ribeiro Pinto, advogado de São Paulo, que também trabalhava para meu Chefe, foi-se embora hoje. Também vítima de uma exaustiva luta contra um câncer. Lamento não ter tido a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, pois além de arguto profissional (e, mais raro ainda, na mesma área que atuo), também era um apaixonado por veículos antigos. Creio que teríamos tido muita coisa em comum para prosear…

“Requiem aeternam dona eis, Domine,
et lux perpetua luceat eis.
Requiescant in pace. Amen.”

Vinte e Sete de Abril

Hoje, se vivo estivesse, meu pai faria 89 anos. Nunca nos demos lá muito bem, mas uma coisa que eu aprendi com a ex-Dona Patroa é que eu não preciso gostar de alguém para amá-lo. Essa frase me calou fundo na época e me faz dar reviravoltas na cabeça até hoje.

E esta foi a montagem, o epitáfio que fiz na época de sua passagem: um vídeo (com áudio) contendo alguns momentos – marcantes ou não – de uma longa vida em apenas três minutos…

Medalha de São Bento

Não, você não está no blog errado. Sou o mesmo de sempre aqui. Mas não sou católico, evangélico, judeu, islâmico, umbandista, agnóstico ou qualquer outra dessas “vertentes”. Mas não sou ateu.

( Meu posicionamento é mais ou menos como o de Sandman, na estória “Espelhos Distantes”… )

Enfim, muita gente costuma usar essa “medalhinha” de São Bento, inclusive como adesivo nos automóveis. E eis que hoje, a Dona Patroa, vendo um destes, me perguntou o que era e que significava. A única lembrança que me veio a mente é que era referente a uma medalha de São Bento – e eita que lembrancinha danada, pois veio lá do tempo da minha pré-adolescência!

Sendo assim, como ando numa preguiça procrastinatória que não é deste mundo, simplesmente pedi ajuda para o Senhor Google, e ele me mandou a seguinte explicação gerada (quase toda) por IA:

A Medalha de São Bento é um dos sacramentais mais conhecidos da Igreja Católica, reconhecida por seu poder de proteção espiritual, exorcismo e fé. Ela traz a cruz de São Bento e siglas em latim de orações de libertação, aprovada pelo Papa Bento XIV em 1742. Não é um amuleto, mas um escudo de fé.

No Verso da medalha, sobre a “cruz moline”, está cunhada a palavra Pax (Paz). Significado das demais siglas:

CSSML: Crux Sacra Sit Mihi Lux (A Cruz Sagrada seja a minha luz).
NDSMD: Nunquam Draco Sit Mihi Dux (Não seja o dragão o meu guia).
CSPB: Crux Sancti Patris Benedicti (Cruz do Santo Padre Bento).
VRSNSMV: Vade Retro Satana! Numquam Suade Mihi Vana! (Retira-te, satanás! Nunca me tente com suas vaidades!).
SMQLIVB: Sunt Mala Quae Libas. Ipse Venena Bibas! (É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos!).

Outros detalhes:

Frente: Traz a imagem de São Bento segurando a cruz e o livro das regras, com a seguinte inscrição ao redor da borda: Eius in obitu nostro praesentia muniamur (Que sejamos fortalecidos pela sua presença na hora de nossa morte). À direita de Bento, abaixo da cruz, está uma taça envenenada, uma referência à lenda de que monges hostis tentaram envenená-lo, e a taça contendo vinho envenenado quebrou quando o santo fez o sinal da cruz sobre ela. À sua esquerda, abaixo da regra, o corvo que carregava um pedaço de pão envenenado. Disso deriva a tradição de que a medalha protege contra envenenamento.

Acima da taça e do corvo estão as palavras Crux sancti patris Benedicti (A Cruz do Santo Padre Bento).

Abaixo do ícone de São Bento, está escrito EX SM Casino, MDCCCLXXX (Descoberto da montanha sagrada do Monte Casino em 1880) – referência à medalha do Jubileu, que foi cunhada em 1880, em memória do 1400º aniversário do nascimento de São Bento de Núrsia.

Uso: Geralmente usada como pingente, pulseira ou terço para pedir proteção contra males e graças espirituais.