Speed Racer 2008

MUITO BOM!

Até a clientela mais seleta e exigente (ou seja: a criançada de casa) adorou!

Conseguiram resgatar bem o espírito do antigo desenho animado, mas com todas as possibilidades que o atual estado da arte da computação gráfica proporciona. Os mais novos verão apenas mais um filme. BOM. Mas, para eles, apenas mais um filme. Já os mais velhos (eu, inclusive) terão resgatada boa parte de sua infância…

Dicas de vôo

Se algum dia você, caríssimo(a) leitor(a), estiver num vôo doméstico, daqueles que não é possível sequer tirar o cotovelo do braço da poltrona sem – literalmente – perder o lugar de tão amontoado que ficam as pessoas naquelas minúsculos espaços hiper super ultra mega blaster plus apertados (ainda mais para um caboclo de 1,90m como eu), tendo à sua esquerda uma aspirante a jubarte sobre duas pernas, à sua direita um idoso que faria o Mestre Yoda se sentir adolescente, e, estando nessa situação, for acometido de uma súbita necessidade de silenciosa flatulência – saiba que pode ficar totalmente à vontade! Basta manter uma fisionomia soberbamente séria e compenetrada e, de preferência, mantendo profunda concentração em algum artigo inócuo de uma revista qualquer que estiver à mão.

Vai por mim, funciona.

Experiência própria.

Dando um tempinho

Dois dias.

Vá lá, três.

Saio hoje para um curso in Terra Brasilis e volto sexta, à noitinha. A exemplo do último, se possível, mandarei atualizações. Caso contrário, depois nos falamos.

O porquê de situar o post nessa categoria abaixo? É que apesar de, no dia-a-dia, nem ficar tanto em cima das crias, já estou morrendo de saudades…

E olha que nem saí daqui ainda!

Nove

Treze de maio de 1.999.

Exatamente às 13h02min.

Nove anos.

Pensei que iria ter tanta, mas tanta, mas TANTA coisa para falar aqui e – vejam só! – faltam-me palavras, minha voz se torna embargada, meus olhos marejam.

Onde está aquele bebê? Quem é esse adulto em miniatura que discute temas de igual para igual comigo? Quando foi que ele cresceu tanto? Onde eu estava que não percebi isso direito?

Isso assusta.

Mas também comove.

Parabéns ao primogênito.

Feliz aniversário, filho.

Feliz aniversário, Kevin!

Feed-se

Com o subtítulo de “O primeiro agregador de feeds em revista do Brasil”, emblematicamente no dia 1º de abril de 2008 foi lançada a edição piloto da revista Feed-se. Seu download pode ser feito aqui.

Projeto interessante e com um belo design – de autoria do Celso Junior. São mais de dez os idealizadores e co-produtores da revista (constam todos na ficha técnica, na penúltima página).

Os artigos até que são interessantes, destacando-se (na minha opinião) a experiência orientalizada do Fernando Mafra, um pouco de história de Nospheratt, e as dicas de Luciana Monte.

Os demais autores que me perdoem, mas tudo que consegui ver além dos textos acima foram dicas e mais dicas para “agregar valor” ao seu blog. Como afinar o Adsense, fazer seu blog conhecido, torná-lo um instrumento de sucesso, etc, etc, etc.

Ora, “blogar”, para mim, é simplesmente um prazer. É exercitar minha capacidade de raciocínio e de escrita. É compartilhar informações, experiências e situações. É gritar sozinho no deserto. É ficar feliz com os quase quatro leitores que tenho – Uai? Não eram cinco?…

Tentativas expressas de “monetização” de um blog me deixam desconfiado. Nada contra um bannerzinho aqui ou uma propagandinha ali. Mas esse não pode ser o foco principal, sob risco de perda do própria identidade.

Bão, é isso.

Enquanto escrevia, percebi que já saiu a revista número um do Feed-se, estando disponível para download no mesmo link que citei no início. Vou baixar o arquivão PDF e ler – quem sabe minha impressão não muda um pouco?

Depois eu conto…

Racista sem querer

O Dr. Alegado, como vocês já devem saber, sempre foi um boa-praça. Aquele cara amigão que vai chegando e conversando com todo mundo, sem nenhum tipo de preconceito, qualquer que seja. Talvez seja uma maneira de auto-defesa para tentar contrabalancear sua iminente tendência ao desastre.

Acontece que na comarca onde Alegado costumava advogar havia um juiz – ainda que não me lembre seu primeiro nome – cujo sobrenome era “Negrão”. E ao contrário da soberba de muitos meritíssimos de hoje em dia, este sempre recebia qualquer um a qualquer hora em seu gabinete. Volta e meia Alegado precisava despachar alguma coisa diretamente com o juiz e – quando muito – anunciava à sua secretária que já estava entrando.

Acontece que esse juiz foi transferido para outra comarca e no lugar do meritíssimo “Dr. Negrão”, veio um novo juiz – meio recalcado, diga-se de passagem – e que efetivamente era negro.

Já dá pra perceber a desgraça em curso, não é?

Alegado, sem saber da transferência, subiu tranquilamente ao gabinete do juiz e antes mesmo que a secretária pudesse falar algo (apesar de estar gesticulando freneticamente e quase em pânico), ele já foi entrando e gritando:

– E aí? Tudo bem? O Negrão tá por aí? Tô precisando trocar uma palavrinha com ele…

A secretária largou-se, inerte, na cadeira. Boca ainda escancarada e sacudindo lentamente a cabeça, com aquela cara de “não acredito”.

Alegado ainda ficou ali por alguns segundos sem ter entendido patavinas da reação da menina. Até que a porta do gabinete se escancara furiosamente e o juiz com seu olhar de ódio fixo em Alegado esbraveja:

– QUEM É QUE O SENHOR OUSOU CHAMAR DE NEGÃO???

Caso tivesse restado a Alegado algo de sua voz, talvez ele pudesse ter explicado alguma coisa. Mas naquele momento tudo que ele conseguia era gaguejar e balbuciar poucas palavras praticamente ininteligíveis enquanto o juiz desfilava um rol inominável de impropérios sobre sua pessoa.

É certo que depois de algum tempo a situação foi esclarecida. Assim como é certo que a porta daquele gabinete jamais voltou a ser franqueada como antes para Alegado…

* Existem diversas histórias que permeiam os corredores dos fóruns da vida, que já aconteceram comigo, com você e com todo mundo, mas que seriam impublicáveis se conhecida a autoria. Pensando nisso criei o “Dr. Alegado” – um personagem que possibilita compartilhar tais histórias – todas verídicas!