Tereza de Morais

“Subindo” mais um pouco nas gerações, este é o inventário de Tereza de Morais, mãe de Maria de Morais Ribeira que foi casada com Antonio de Brito Peixoto. Ainda que haja uma variação no nome, quando da declaração de herdeiros, não resta dúvida que a referência é à mesma Maria, eis que é expressamente informado quem é o marido.


 INVENTÁRIO DE TEREZA DE MORAIS 

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 | Arquivado no Museu Regional de São João del Rei - Caixa 464        |
 | Transcrito por: Flávio Marcos dos Passos                           |
 | Transcrito em : SET/2003                                           |
 | Solicitante   : Regina Moraes Junqueira                            |
 | Objetivo      : Dados Genealógicos                                 |
 | Inventariada  : TEREZA DE MORAIS                                   |
 | Inventariante : LUIZ MARQUES DAS NEVES, cunhado da inventariada    |
 | Inventário em São João del Rei em 01/SET/1727                      |
 | Número de folhas originais: 83                                     |
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 - FL.001 -

 HERDEIROS

 MANOEL DO VALE RIBEIRO de idade de 20 anos 

 ANTONIO RIBEIRO de idade de 14 anos 

 MARIA RIBEIRA DO VALE casada com ANTONIO DE BRITO PEIXOTO 

 LUZIA DO VALE de idade de 12 anos 

 ANGELA de idade de 10 para 11 anos 

 - FL.001/VERSO -

 (...) que a dita defunta não fizera testamento e falecera a  vinte  de
 mês de agosto deste presente ano (1727)
 
 - FL.003 -

 ESCRAVOS: 29

 - FL.004 -

 O inventariante assina o termo de tutela dos órfãos.

 - FL.007 -

 BENS DE RAIZ

 Um sitio na estrada do caminho velho junto ao Rio das  Mortes  Pequeno
 com suas casas de vivenda e senzalas e mais plantas visto  e  avaliado
 pelos ditos avaliadores em cento e dez mil reis. 

 Outro sitio na paragem chamada Cajuru com uma senzala meio alqueire de
 planta visto e avaliado pelo ditos avaliadores em oitenta mil reis. 

 - FL.008 -

 DOTE DE MARIA RIBEIRA DO VALE 

 José mina .................200$000 
 João banguela..............150$000 
 Izabel crioula.............150$000 
 Francisca crioula..........200$000 

 Total......................700$000 

 DIVIDAS JUSTIFICADAS

 MARCOS GONÇALVES de fazendas de sua loja..........54 oitavas e 40 reis

 Ao cirurgião ANTONIO DE MOURA de duas assistências..........20 oitavas

 A JOÃO PEREIRA DE CARVALHO..................................84 oitavas 

 Ao boticário ESTEVÃO PEREIRA DOS SANTOS de medicamentos.....60 oitavas

 A JOÃO ÁLVARES SOBRINHO........................................140$000

 - FL.008/VERSO -

 DIVIDAS NÃO JUSTIFICADAS

 Ao Reverendo Padre JOÃO NOGUEIRA...........................300 oitavas

 MANOEL DE (...) DA CUNHA por crédito.....................1 e ½ oitavas

 Ao capitão de Cavalos PEDRO DA SILVA CHAVES de água ardente.69 oitavas 

 - FL.012 -

 ANTONIO DE BRITO PEIXOTO assina o termo de tutor

 - FL.014 -

 Consta que o marido da inventariante é ANDRÉ DO VALE RIBEIRO

 - FL.027/VERSO -

 Consta que a herdeira LUZIA DO VALE  é  casada  com   ANTONIO  MARTINS
 SALDANHA

 - FL.056/VERSO -

 "ANGELA DE MORAES se acha recebida em face da Igreja com  JOSE  CHAVES
 BRANQUINHO"

 - FL.064/VERSO -

 Aparece menção LUZIA DA CRUZ e ANTONIO DE MORAES RIBEIRO

 OBS: Não foi encontrado o valor do monte mor

Maria de Moraes Ribeira

E esta é a mulher do recém-postado Antonio de Brito Peixoto


 TESTAMENTO de MARIA DE MORAES RIBEIRA

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 | Arquivado no Museu Regional de SJ del Rei - Livro de Testamento 11 |
 | Transcrito por: Flávio Marcos dos Passos                           |
 | Transcrito em : FEV/2003                                           |
 | Solicitante   : Luís Antônio Villas Bôas                           |
 | Objetivo      : Dados Genealógicos                                 |
 | Testadora     : MARIA DE MORAES RIBEIRA                            |
 | Testamenteiro : JERÔNIMO DE ANDRADE BRITO                          |
 | Testamento  redigido  na  Fazenda  das  Brisas  de  Carrancas   em |
 | 29/JUL/1790                                                        |
 | Abertura      :                                                    |
 | Número de folhas originais: 04                                     |
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 - FL.028/VERSO -

 Em nome da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo Deus Primo
 e uno em quem creio em cuja lei protesto viver e morrer. Eu  MARIA  DE
 MORAES RIBEIRA, estando de saúde e em  meu  perfeito  juízo  que  Deus
 Nosso Senhor foi servido dar-me faço  este  meu  testamento  na  forma
 seguinte: Nomeio em primeiro lugar para meu testamenteiro a meu  filho
 JERÔNIMO DE ANDRADE BRITO, em segundo lugar a meu filho MANOEL JOAQUIM
 DE ANDRADE e em terceiro lugar a meu genro DOMINGOS DE PAIVA SILVA aos
 quais todos instituo meus testamenteiros  e  administradores  de  meus
 bens com todos os poderes gerais  e  especiais  para  os  arrecadarem,
 venderem em praça ou fora dela como quizerem e lhes parecer  sucedendo
 uns aos outros pela  alternativa  declarada  acima.  Declaro  que  sou
 natural e batizada na Freguesia de Nossa Senhora do Pilar da  Vila  de
 São  João  del-Rei,  filha  legítima  de   ANDRÉ   DO   VALE   RIBEIRO

 - FL.029 -

 e de TEREZA  DE  MORAES  já  falecidos.  Declaro  que  sou  viúva  por
 falecimento de ANTÔNIO DE BRITO PEIXOTO com o qual fui casada de  cujo
 matrimônio tive e tenho nove  filhos  cujos  nomes  são:  JERÔNIMO  DE
 ANDRADE, MANOEL JOAQUIM, TEREZA MARIA, MARIA VITÓRIA, JACINTA  TEREZA,
 ANA ANTÔNIA, DOROTÉIA MARIA, LUIZA (ilegível) e JOSÉ  o  qual  é  hoje
 falecido e no seu lugar na parte que a  seu  pai  pertencer  sucederão
 seus filhos e meus netos, cujos meus filhos e filhas os  instituo  por
 meus universais herdeiros a cada um naquela parte  de  suas  legítimas
 que por resto lhes pertencer. Declaro que meu corpo  será  involto  em
 hábito de Nossa Senhora do Carmo de cuja ordem sou irmã professa e  se
 pagarão aos anuais que eu dever e será  sepultado  a  eleição  de  meu
 testamenteiro se me dirão missas de corpo presente de  esmola  de  uma
 oitava cada uma sendo enterrada nesta capela e os  sacerdotes  que  se
 acharem dirão todos e sendo na vila me dirão  vinte  missas  de  corpo
 presente e havendo impedimento nesse dia  se  dirão  no  dia  tres  ou
 setimo do meu enterro. Declaro que meus testamenteiros  digo  que  meu
 testamenteiro repartirá por  quarenta  pobres  na  Vila  de  São  João
 del-Rei a quantia de dez oitavas de ouro por  esmola  as  quais  todos
 roguem a Deus pela minha alma. Declaro que quero se me digam por minha
 alma quatrocentas missas pela alma de meus pais, assim mais pela  alma
 de meus filhos cinquenta, como  também  pela  alma  de  meus  escravos
 falecidos, quarenta pelas almas de  meus  irmãos  terceiros  tanto  do
 Carmo como de São Francisco de cujas Ordens sou irmã professa se dirão
 quarenta missas. Declaro que todo o mais  meu  funeral  será  feito  a
 eleição de meu testamenteiro. Declaro que da minha terça se  darão  as
 minhas  netas,  filhas  de  MANOEL  MENDES,  todas  as  que  estiverem
 solteiras a cada uma para ajuda de seus casamentos cinquenta mil réis.
 Declaro que tenho um escravo por nome Gonçalo pardo o qual quarto  (?)
 em cem mil réis os quais dará em quatro anos e  não  se  dando  ficará
 sujeito ao cativeiro. Declaro que toda pessoa a quem eu dever  se  lhe
 pague sem contenda de justiça. Declaro que deixo a meu testamenteiro a
 quantia de cento e cinquenta mil réis por prêmio de seu trabalho e lhe
 espaço o tempo de quatro anos para a conta e lhe  encarrego  muito  as
 missas por minha alma que as mande logo dizer como espero  deles  como
 bons filhos. Esta é a minha última vontade que  quero  que  se  cumpra
 como nela se contém e declara para o  que  rogo  as  justiças  de  Sua
 Magestade a que competir façam cumprir e guardar como nela se contém e
 declara                 não                 saber                  bem

 - FL.029/VERSO -

 escrever digo bem ler e nem escrever pedi e roguei ao Padre ANTONIO DE
 SOUZA MONTEIRO GALVÃO que este me escrevesse e eu assinei depois de me
 ser lido e estar conforme o ditei e com meu nome por  letra  pelo  meu
 próprio punho. Hoje, Fazenda das Brisas de Carrancas, vite e  nove  de
 Julho de mil setecentos e noventa. MARIA DE  MORAES  RIBEIRA.  E  como
 testemunha que este escrevi a rogo da sobredita  testadora, ANTONIO DE
 SOUZA MONTEIRO GALVÃO.

Livro “A Revolução do Software Livre”

Trata-se de um trabalho inédito (inédito?) no Brasil desenvolvido por 10 autores e que aborda diversos assuntos relacionados ao tema, tais como negócios, filosofia e desenvolvimento.

Mais detalhes podem ser obtidos no blog de um dos autores, o Christiano Anderson, bem aqui.

E com que vou implicar?

É que um livro que trata de software livre seja distribuído num “modelo proprietário”, ou seja, será vendido nas mais diversas casas do ramo…

Antonio de Brito Peixoto

Este, na linhagem dos Andrade, é o mais distante que consegui “recuar no tempo” através dos documentos que já publiquei aqui.


 INVENTÁRIO de ANTÔNIO DE BRITO PEIXOTO

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 | Arquivado no Museu Regional de São João del Rei - Caixa 605        |
 | Transcrito por: Flávio Marcos dos Passos                           |
 | Transcrito em : OUT/2003                                           |
 | Solicitante   : Luís Antônio Villas Bôas                           |
 | Objetivo      : Dados Genealógicos                                 |
 | Inventariado  : ANTÔNIO DE BRITO PEIXOTO                           |
 | Inventariante : MARIA DE MORAES RIBEIRA                            |
 | Inventário Redigido:                                               |
 | Número de folhas originais: 253                                    |
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 - FL.002 -

 RELAÇÃO DE FILHOS :

 TEREZA MARIA DA CONCEIÇÃO casada com SIMÃO DE OLIVEIRA PEREIRA. 

 JOSÉ solteiro de 16 anos. 

 JACINTA de idade de 14 anos. 

 MARIA de idade de 12 anos. 

 ANGELA de idade de 12 anos. 

 JERÔNIMO de idade de 10 anos. 

 DOROTÉIA de idade de 7 anos.

 ANA de idade de 4 anos. 

 LUIZA de idade de 1 para 2 anos.

 - FL.005/VERSO -

 ESCRAVOS: 33

 - FL.007/VERSO -

 DIVIDAS ATIVAS 

 MANOEL DE OLIVEIRA GULARTE 79$500. 

 ANTÔNIO DO VALE RIBEIRO de resto de crédito  417$500. 

 MANOEL DO VALE RIBEIRO  por um crédito 480$000. 

 MANOEL MACHADO TOLEDO por um crédito 157$500. 

 DOMINGOS VILELA por um crédito  260$000. 

 - FL.008 -

 DIVIDAS PASSIVAS.

 No Rio de Janeiro a ANTONIO DIAS DE CARVALHO e Companhia  por  crédito
 304$349. 

 Capitão MANOEL RIBEIRO DOS SANTOS e Companhia por crédito 172$500.

 JOSÉ DE BARROS por crédito  240$000. 

 JOSÉ DE BARROS sem crédito  13$500. 

 JOSÉ DE SOUZA o que ele disser. 

 ANA DAS NEVES filha de JÁCOME FERNANDES DAS NEVES seis novilhas. 

 SIMÃO DE OLIVEIRA PEREIRA  12$000. 

 - FL.008/VERSO -

 BENS DE RAIZ.

 Declarou o inventariante haver este sítio que consta de casas térreas,
 senzalas, paiol, tudo de capim , capoeiras e matas virgens,  parte  de
 uma banda com DOMINGOS VILELA e MANOEL DE  OLIVEIRA  GULARTE  e  DIOGO
 GARCIA e FRANCISCO XAVIER  e  MATEUS  LEME  e  FRANCISCO  DE  ÁVILA  e
 encostado a Serra das Carrancas que foi visto e avaliado  pelos  ditos
 avaliadores em novecentos e  cinquenta  mil  réis  com  as  terras  no
 barranco do Rio Grande que partem  com  DIOGO  GARCIA  -  Fazenda  das
 Carrancas. 

 - FL.018 -

 Consta que o tutor de órfãos é MANOEL DO VALE RIBEIRO.

 - FL.069/VERSO -

 CERTIDÃO DE ÓBITO de ÂNGELA MARIA DE JESUS.

 (...) a folhas cento e cinquenta e quatro verso  está  um  assento  do
 teor seguinte : Aos dez dias do mes de Outubro  de  mil  setecentos  e
 sessenta e um anos faleceu com todos os sacramentos  ministrados  pelo
 Reverendo LOURENÇO JOSÉ DE ALMEIDA, ANGELA MARIA DE JESUS, casada  com
 BENTO MANOEL DO NASCIMENTO foi  acompanhada  e  encomendada  pelo  Pe.
 Coadjutor BOAVENTURA LOPES LEITE e  sepultada  dentro  da  capella  da
 Senhora do Bomsucesso dos Serramos e para constar  fiz  este  assento.
 Aiuruoca, 10 de outubro de 1761. O coadjutor INÁCIO JOÃO DE SOUZA(...)

 - FL.073 -

 PROCURAÇÃO

 Procuração bastante que faz GREGÓRIO LOPES DOS REIS.
 DATA: 09/03/1770
 LOCAL: São Gonçalo do Rio Verde.
 PROCURADOR: DOMINGOS ALVES PONTES e JOAQUIM COELHO DE SOUZA.
 FIM: Dar quitação da legítima que tocou a sua esposa JACINTA MARIA  DA
 CONCEIÇÃO.
 ASSINADO: GREGÓRIO LOPES DOS REIS.

 - FL.074 -

 PROCURAÇÃO

 Procuração bastante que faz MANOEL MENDES DE ABREU.
 DATA: 08/03/1770.
 LOCAL: (ilegivel).
 PROCURADOR: DOMINGOS ALVES PONTES e JOAQUIM COELHO DE SOUZA.
 FIM: Dar quitação da legítima que tocou a sua esposa DOROTÉIA MARIA DE
 JESUS.
 ASSINADO: MANOEL MENDES DE ABREU.

 - FL.075 -

 PROCURAÇÃO

 Procuração bastante que  fazem  JERONIMO  DE  ANDRADE  BRITO  e  MARIA
 VITÓRIA DO NASCIMENTO.
 DATA: 20/12/1769.
 LOCAL: Carrancas.
 PROCURADOR: DOMINGOS ALVES PONTES e JOAQUIM COELHO DE SOUZA.
 FIM: Dar quitação da legítima que lhes tocou de seu pai.
 ASSINADO: JERONIMO DE ANDRADE BRITO e MARIA VITÓRIA.

 - FL.082 -

 PROCURAÇÃO

 Procuração bastante que fazem ANTONIO DE PAIVA SILVA.
 DATA: 28/06/1777.
 LOCAL: Carrancas.
 PROCURADOR: JOÃO FARIA DA SILVA e DOMINGOS ALVES PONTES  em  São  João
 del Rei.
 FIM: Dar quitação da legítima que tocou a sua esposa  ANA  ANTONIA  DE
 BRITO.
 ASSINADO: ANTONIO DE PAIVA SILVA.

 - FL.083 -

 PROCURAÇÃO

 Procuração bastante que fazem AMARO GONÇALVES CHAVES.
 DATA: 06/04/1777.
 LOCAL: Carrancas.
 PROCURADOR: JOÃO FARIA DA SILVA e DOMINGOS ALVES PONTES.
 FIM: Dar quitação da legítima que tocou a sua esposa LUIZA  TEREZA  DE
 BRITO.
 ASSINADO: AMARO GONÇALVES CHAVES.

 - FL.084 -

 DECLARAÇÃO.

 Declaração bastante que faz MANOEL JOAQUIM DE ANDRADE.
 DATA: 12/12/1776.
 LOCAL: Carrancas.
 FIM: Quitação da legítima que lhe tocou por morte de seu  pai  ANTONIO
 DE BRITO PEIXOTO.
 TESTEMUNHA: ESTEVÃO PAULO DE MELLO e FELIPE ALVES (SOUZA?) DE RIBEIRO.
 ASSINADO: MANOEL JOAQUIM DE ANDRADE.

 - FL.096 -

 CERTIDÃO DE BATISMO.

 (...) nele a folha 69 achei o assento do teor e forma seguinte: Aos  8
 dias do mes de dezembro de 1750 nesta Igreja Matriz de  Nossa  Senhora
 da Conceição das Carrancas batizei e pus  os  santos  óleos  a  MANOEL
 filho legitimo de ANTONIO DE BRITO PEIXOTO natural da cidade de  Braga
 e de sua mulher MARIA DE MORAES natural da vila de São João del-Rei da
 Freguesia de Nossa Senhora do Pilar e nasceu em 14 de novembro do dito
 ano. Foram  padrinhos  SIMÃO  DE  OLIVEIRA,  morador  na  Ibituruna  e
 madrinha MARIA DA CONCEIÇÃO, e para constar fiz este assento,  era  ut
 supra. O vigario ANTONIO LUIZ CAMPOS (...)

 OBS: Aparecem com tutor dos órfãos MARIA DE MORAES e MANOEL  DO  VALLE
 RIBEIRO.

 - FL.173/VERSO -

 CERTIDÃO DE BATISMO de JOSÉ DE ANDRADE PEIXOTO.

 (...) a folha cento e quinze verso se acha  o  assento  (...)  teor  e
 forma seguinte: Aos 23 dias do mes de Setembro de 1733  na  Capela  de
 São Miguel do Cajurú o Padre MIGUEL LEITÃO SOARES  batizou  e  pos  os
 Santos óleos a JOSÉ filho de ANTONIO DE BRITO PEIXOTO e de sua  mulher
 MARIA DE MORAES, foram padrinhos JOSÉ GOMES  BRANQUINHO  e  ANA  PIRES
 mulher de ANTONIO VIEIRA DE MORAES todos moradores neta  freguesia.  O
 coadjutor MANOEL DA COSTA (...)

 - FL.183 -

 CERTIDÃO DE BATISMO de JERÔNIMO DE ANDRADE BRITO.

 (...) a folha 52 achei um assento do teor seguinte: Aos 19 dias do mes
 de outubro  de  1740  nesta  Igreja  Paroquial  de  Nossa  Senhora  da
 Conceição das Carrancas batizei solenemente e pus os  santos  oleos  a
 JERÔNIMO filho legitmo de ANTONIO DE  BRITO  PEIXOTO  e  de  MARIA  DE
 MORAES (ilegivel) foram padrinhos SIMÃO DE OLIVEIRA  da  vila  de  São
 João del-Rei MARIA ALVES BARBOSA das Carrancas de que fiz este assento
 que (ilegivel) verdade asseinei O  vigario  MANOEL  ROIS  RAMOS  (...)
 Passo o referido na verdade juro  aos  Santos  Evangelhos.  Lavras  do
 Funil 10 de outubro de 1769. O caodjutor MANOEL AFONSO DA CUNHA.

 - FL.183/VERSO -

 CERTIDÃO DE BATISMO das gemêas MARIA e ÂNGELA.

 (...) a folha 39 achei um assento da maneira e teor seguinte: Aos 5 de
 abril de 1738 nesta Matriz da Conceição das Carrancas batizei e pus os
 Santos oleos a MARIA e ÂNGELA filhas de ANTÔNIO  DE  BRITO  e  de  sua
 mulher MARIA DE MORAES do  Ribeirão  do  Bomsucesso  desta  Freguesia.
 Foram  Padrinhos  FRANCISCO  DE  ÁVILA  e  sua  mulher  D.  MARIA   DA
 PORCIUNCULA de que fiz este assento que por verdade assinei. O vigario
 MANOEL RODRIGUES RAMOS.

Um pouquinho de Teixeiras

E não é que nesse mundo insólito, onde os mais improváveis encontros acontecem, hoje não houve mais um?

Pois estava eu em meu trabalho, pouco depois do horário de almoço, quando um senhor bem apessoado se apresentou à porta de minha sala.

– Pois não? – disse-lhe a secretária.

– Eu gostaria de falar com o senhor Adauto de Andrade.

– E seria sobre o quê?

– Diga-lhe que um consanguíneo dele está aqui.

Eu, que já estava lá no meu canto com a orelha em pé, de imediato saltei da cadeira!

E assim tive a grata supresa de conhecer o senhor Girley Teixeira, afilhado da Esther, cujo antepassado em comum remonta ao meu tetravô, Francisco Theodoro Teixeira, e com o qual passei os momentos seguintes trocando um proseio pra lá de interessante.

Com seus impressionantes olhos azuis (que lembram bastante os de meu avô materno) foi desfiando causos e pessoas da época de antanho, com os quais eu concordava e acrescentava ainda mais detalhes.

Ou seja, duas pessoas que nunca se viram, tratando de outros parentes em comum que viveram a séculos (literalmente) e tudo dentro da mais perfeita normalidade…

Enfim, uma ótima (ainda que curta) experiência!

Trocamos endereços e telefones e – com certeza – não demora muito e ainda devo lhe fazer uma visita para um cafezinho de fim de tarde…

Endereço completo

E eis que em uma indeterminada cidade do interior o Tribunal de Contas do Estado indeterminado à qual ela pertence encaminhou a seguinte determinação: que fosse enviado àquela corte os dados pessoais do Prefeito e de seu Vice (referentes à uma das gestões anteriores), inclusive com endereço completo.

Como o Vice falecera há não muito tempo, foram encaminhados os dados obtidos do Prefeito e, na linha referente ao Vice, constou a informação “falecido”.

O Tribunal não teve dúvidas. Reiterou o ofício com a determinação de que fossem cumpridas todas as exigências da solicitação anterior.

Nessa sinuca de bico, o que fazer? O de sempre. Perguntar ao Jurídico. Algum palpite sempre existe por lá. E dessa vez veio na seguinte forma:

– Já que o Tribunal quer, então manda, ué.

– Mas mandar o quê?

– O endereço.

– Mas que endereço, criatura? O da viúva?

– Nããão. O que eles estão pedindo!

– Como assim?

– Anota aí: Fulano de Tal. Endereço: quadra tal, lote tal, jazigo nº…

Novo sinal de trânsito

Essa eu vi lá no Direito e Trabalho.

Trata-se de uma campanha de trânsito em Porto Alegre visando instituir um “novo sinal” de trânsito nos casos em que houver uma faixa para pedestres sem semáforo – ou, como se diz por lá, sinaleira.

Na prática, se avaliarmos bem, nada mais que o óbvio (o que não diminui a importância e relevância da campanha), pois é obrigação do motorista respeitar o pedestre – nos termos do artigo 70 da Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro): “Os pedestres que estiverem atravessando as vias sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem (…)”.

Aliás, simpático também o § 2º do artigo 29 dessa Lei (é curioso que, por mais que tenhamos lido alguma legislação, sempre alguma coisa nos escapa…), pois é algo que soa mais ou menos como os “grandões” protegendo os “menores”: “Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”.

Enfim, nada como uma boa campanha nesta Semana do Trânsito que se encerra – ainda mais com o tom bem-humorado com que foi conduzida.

Eis o vídeo: