Mas será que vale a pena?

Dia desses, já não lembro por indicação de quem ou de qual site, me deparei com um artigo cujo título me chamou a atenção: How to remember everything you read (stop trying), de autoria de um tal de Dan Koe, seja lá ele quem for. Realmente não concordo com tudo que ele escreveu, mas resolvi selecionar ao menos alguns trechinhos que até que me pareceram interessantes.

As pessoas acham que, se não retêm o conhecimento do que leem, são um fracasso ou desperdiçaram seu tempo, quando esse não é o objetivo da leitura.

Por que alguém iria querer memorizar cada palavra de um livro, para começo de conversa?

Eu sei porquê.

Você quer parecer inteligente.

É um símbolo de status inconsciente para você.

Você quer impressionar os outros com sua eloquência e inteligência, mas não percebe que parecer inteligente vem da compreensão, não da memorização, e a compreensão exige uma abordagem de aprendizado muito diferente. Também não ajuda o fato de as escolas testarem sua capacidade de memorização. Você estudava por horas só para poder marcar a resposta certa no lápis. A vida não funciona assim.


Quando a maioria das pessoas tenta aprender algo novo, elas se concentram no conteúdo. Elas acumulam material e tentam absorvê-lo com repetição espaçada, flashcards, cursos e aprendendo os fundamentos. Elas partem do princípio de que aprender é um processo de entrada de informações .

Na realidade, a aprendizagem é um processo de produção, porque a produção exige entrada.


Uma pessoa que foi condicionada a vida inteira a ter o objetivo quase inconsciente de ir à escola e conseguir um emprego, naturalmente aprenderá e se comportará nessa direção. O destino que lhe foi reservado inevitavelmente se concretizará.

A pessoa profundamente condicionada a seguir o caminho padrão sequer perceberá oportunidades de ganhar dinheiro fora de um emprego, porque seu cérebro as filtra. Os grandes objetivos de vida que lhe foram atribuídos ao nascer ditam seu comportamento e aprendizado. Ela é uma marionete dos ideais de outra pessoa. Não tem controle sobre a própria vida.

Mas se você criar conscientemente sua própria perspectiva, sabendo exatamente o que não quer da vida e comparando isso a uma visão em constante evolução do que deseja , só então será capaz de perceber quando está se desviando do caminho, notar o erro, corrigir a direção em que está seguindo e aprender com isso.


Torne -se obcecado por um objetivo significativo.

A forma de se tornar obcecado é observar suas ações atuais e perceber onde sua vida vai parar se você não mudar.

Para a maioria das pessoas, esse resultado não é nada agradável.

Contemple essa imagem, deixe que ela o preencha com uma emoção intensa e redirecione essa energia emocional para uma direção melhor em sua vida.

Só então você poderá alinhar seus objetivos com a meta do seu futuro. Só então um processo de aprendizagem útil começa, o oposto da escolarização tradicional, onde seu aprendizado é determinado pela direção e pelos objetivos que a sociedade define para você.

Ser radical transforma o cérebro e aumenta a neuroplasticidade. Na minha opinião, é melhor fazer uma mudança radical do que várias mudanças pequenas.

Queimem os barcos. Mudem de vida.


Leonardo da Vinci preencheu milhares de páginas de cadernos com esboços, observações, perguntas e ideias emprestadas.

Mark Twain, H.P. Lovecraft, Thomas Jefferson, Ronald Reagan, Montaigne, Rick Rubin e muitos outros tinham, cada um, alguma variação disso.

Mas existe uma grande diferença entre o fã comum do segundo cérebro e eles.

O conjunto de ideias que reuniram serviu de combustível para as suas criações.

Suas invenções, escritos e músicas não seriam o que são hoje, e eu diria até que você nem saberia quem são essas pessoas famosas se elas não tivessem tido alguma variação de um livro de notas.

Quando você cria algo, seu subconsciente gera ideias relevantes que contribuem para a qualidade da criação, mas sua capacidade de processamento ainda é limitada e, às vezes, decide não te ajudar em nada, deixando você em um bloqueio criativo.


E podem crer: de “bloqueio criativo” eu entendo. 😞

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