Alguns personagens famosos (e outros convencidos)

Glory days!

Com um pouco de esforço de pensamento, e um tanto mais de criatividade, cheguei à conclusão que aqui no meu trabalho temos um rol da fama: sósias de pessoas das mais diversas origens pertencentes ao mundo do cinema, televisão, quadrinhos, literatura, etc. Vejam só a galeria:

  • Shrek
  • Dolores Umbridge
  • Woody Allen
  • Noel Rosa
  • Groucho Marx (se bem que lhe falta o bigode)
  • Senhor Incrível
  • Capitão Caverna
  • Comandante de Espaçonave Klingon (Jornada nas Estrelas)
  • Clark Kent (ao menos quando resolve usar óculos)
  • Barbie
  • Tintin (aquele, do desenho belga ou francês)
  • Meninas Super Poderosas
  • Guzzula
  • Katana (das revistas DC Comics)
  • Lois Lane (já saiu, mas era a do seriado Lois & Clark)
  • Michael Knight
  • Castrinho

 
Pelo menos são esses os que me lembro de cabeça. Aceito sugestões…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Aconselhamentos

(Suspiro…)

Não. Nada de tiras hoje. Não que o assunto seja tão sério assim que não permita uma pitada de humor. Somente acho que a abertura já com uma anedota não iria condizer com a matéria a ser abordada. Amanhã ou depois voltaremos com nossa programação normal…

É curioso como as coisas são cíclicas e o ser humano, cedo ou tarde, se vê participando de situações que lhe são familiares. E às vezes sequer concorremos para desencadear tais eventos!

Tem uma pessoa – que lentamente estou descobrindo ser uma amiga – que está passando por uma situação um tanto quanto difícil. Não, não vou dar detalhes do ocorrido, mas digamos apenas que tratam-se de problemas com o “coraçãozinho véio sem portêra”… E tive um longo papo com ela, de um modo que, creio eu, pude ajudar em algo. Não no sentido de descarregar um monte de conselhos ou de filosofias de vida, mas simplesmente de bater um papo. Ouvir um pouco, falar um pouco, fazer um eventual comentário.

E isso lhe fez bem.

E também ME fez bem.

Mais no sentido de saber que posso ajudar – com um simples papo – do que qualquer outra coisa. Não sou tão velho assim, mas compartilhar as experiências de vida que tenho sempre é um tanto quanto gratificante. Como diria o Dória, um amigo dos círculos genealógicos, “O diabo não é sábio porque é diabo. É sábio porque é velho.”

E isso é uma grande verdade.

E na maior parte das vezes sequer percebemos a experiência que temos! Explico. Eu, que muitas vezes me acho um pai relapso e distante, já ouvi: “Queria ser como você, um paizão.” Eu, que por diversas vezes acho que falto com o devido carinho para com a Dona Patroa, já ouvi: “Queria ter um relacionamento carinhoso como o seu.” Uma boa parte do tempo sou portador de um mau humor cavalar e já ouvi: “Queria ter essa sua disposição, esse seu bom humor.” Sou estressado por natureza e – pasmem – já ouvi: “Queria ser calmo e tranquilo como você.”

Será que sou eu o errado, ou o mundo não me enxerga como sou? Tenho certeza de que sou a mesma pessoa em todas as situações, seja em casa ou no trabalho. Tá bom, tá bom, exceto quando tenho que atender algum cliente que espera ver uma postura de advogado, quando então ostento uma profunda voz cavernosa, com dicção perfeita e porte de lorde inglês, atingindo o ápice de meu metro e noventa…

Mas não é esse o caso. O caso é que tanto eu quanto os demais estão plenamente certos. Tudo é uma mera questão de ponto de vista. E assim o sendo podemos tranquilamente ter duas ou mais pessoas com exatamente a mesma atitude mas que SE enxergam de maneira diferente. Pontos de vista. E o bate papo, a troca de experiências, nada mais seria que mostrar um ao outro que os pontos de vista podem ser exatamente os mesmos, podem convergir – basta que se decida assim. Uma vez compreendendo pontos de vista distintos, conseguiríamos também trilhar caminhos distintos. E sem mudar em absolutamente nada o nosso jeito de ser.

Sei que parece um tanto quanto confuso, mas basicamente o assunto se resume naquele velho ditado: devemos aprender com os erros dos outros – até porque não teremos tempo de cometê-los todos! As opiniões de outras pessoas devem sempre ser aquilatadas com parcimônia, afinal de contas, oras, eles não viverão nossas próprias vidas!

Acho incrível a capacidade que as pessoas têm de decidir a vida de outrem. “Isso é o melhor para você”, ou “Não faça dessa maneira, senão vai se arrepender”. Oras, às favas com essas opiniões! Como dizia minha bisa, muito ajuda quem não atrapalha.

Heh… Na verdade acho que estou simplesmente assimilando outros pontos de vista também. Eu, que sempre estou na incansável busca de qualidade de vida, procurando ser um sujeito mais centrado, através da opinião de terceiros acabo descobrindo que JÁ sou assim. Pelo menos sob outros pontos de vista. Acho que falta somente convencer a mim mesmo…

Pois é, gente, a vida é dinâmica, não pára nunca, etc, etc, etc, e acho que temos que SEMPRE procurar melhorar. Pessoas vêm e vão, amizades aquecem e esfriam, paixões começam e acabam. Entretanto as decisões que tomamos são só nossas. NÓS MESMOS é que temos que resolver o que queremos para nossas vidas, traçar uma linha reta e seguir em frente, sem dó nem arrependimento. Ficar confabulando sobre passados possíveis só serve para nos levar a um passo mais próximo da loucura. Lembram-se do filme Efeito Borboleta?

Maníaco por gibis como sou, não poderia deixar de dar uma pitada da matéria aqui. Uma das coleções favoritas que tenho é a do Sandman, a qual retrata a existência dos Perpétuos, sete irmãos que não são deuses, nem mortais, mas aos quais todos se curvam. Sonho, Morte, Desejo, Delírio, Desespero, Destruição e Destino (ou, do original, Dream, Death, Desire, Delirium, Despair, Destruction e Destiny). Ainda falarei mais deles por aqui, mas por ora fiquemos com Destino.

É o mais velho dos irmãos, cego e acorrentado ao livro que contém tudo que já aconteceu e que ainda acontecerá. Caminha, até o fim dos tempos, em seus jardins, que são completamente tomados por labirintos.

E, diz a lenda, você pode passar toda uma existência andando pelos jardins de Destino, sempre com bifurcações e múltiplas opções de caminhos. Mas, se parar, e olhar para trás, verá que deixou atrás de si um único caminho trilhado. Assim é o destino. Hoje, quando olho pra trás, vejo que o caminho que trilhei tinha que ser esse mesmo, e sou sinceramente feliz por isso.

O difícil é conseguir atingir plenamente essa consciência…

SL em Guarulhos

Eu já não tinha dito que não se deve usar calça social, no frio, de moto?

Bem, bem, bem… Somente pra dar um rápido sinal de vida. Ontem fui num seminário sobre software livre promovido pela Prefeitura de Guarulhos, terrinha onde nasceu uma grande amiga. MUITO bom. Tem tanta coisa pra se falar que o espaço aqui não comporta, de modo que ainda essa semana estaremos com mais um número do Ctrl-C! Aguardem…

Para deleite de vossas senhorias dêem uma olhada nesse vídeo do “Saulo Bulhosa”, que dá todas as dicas indispensáveis para participação em palestras e afins…

 
E, falando em grandes amigas, ontem – depois de longo e tenebroso inverno – eis que a Márcia (aquela do famoso tombo no elevador) deu sinal de vida! Já começou bem, pois meu filho ao atender o telefone lhe deu uma bronca: “Por que você não veio mais aqui?” Tá vendo? É a voz do povo!

E como corolário da minha ausência de ontem chegou um funcionário novo na repartição. E não é que fizeram o infeliz sair em busca de “carbono pautado”? Eu não sei o que é pior: se o fato de ele ter saído incontinenti atrás do produto ou o fato de ele TER ENCONTRADO!

Tinha que ser o Xina…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Recarregando as baterias – carga rápida

Olha o frio aí, gente!

Bem, crianças, aqui estamos nós de novo. Baterias recarregadas, prontos pra todas! De onde vem tanta energia? Já, já explico.

Acontece que não é assim o dia todo – antes o contrário! Com a avalanche de serviço que tem chegado diariamente, mais as “missões” que me são passadas, acrescido da incompetência nata de algumas pessoas (por que ninguém aprende a perguntar direito?), o ponteirinho de meu humor vai abaixo da linha vermelha do zero.

Porém nada como algumas pequenas maldades >;) para alegrar o dia de alguém… Algo como uma bomba de anthrax no pobre do estagiário trancado na sala de xerox… Cruel. Mas divertido…

Mas esse não é o ponto. O ponto é que no decorrer de um dia usualmente sob pressão a solidão que de quando em quando sinto se faz presente, tal qual sombra que se prolonga ao entardecer. O coração fica apertado, o ânimo vai embora e a sensação de futilidade acerca de tudo e de todos acaba por tomar conta de minha convicção.

Mas ao chegar em casa, às vezes em fila, às vezes todos de uma vez, o abraço da criançada dá uma carga rápida que me dá disposição pra encarar tudo outra vez e mais um pouco ainda!

Quando eu era adolescente (tá, mais criança que adolescente) me deparei com um texto que já tinha um “cheiro” de antigo, de autor desconhecido, mas que me cativou na primeira leitura. Eu o copiei e prometi pra mim mesmo que quando tivesse um filho faria um quadro com esse texto e o colocaria na parede. Levou mais de quinze anos, mas cumpri minha promessa. O texto é o seguinte:

O que é um menino?

Os meninos se apresentam em tamanho, peso e cores sortidas. Encontram-se por toda a parte, em cima, em baixo, dentro, fora, trepados, pendurados, caindo, correndo, saltando. As mães os adoram, as meninas os detestam, as irmãs e os irmãos mais velhos os toleram, os adultos os ignoram e o céu os protege. Um menino é a verdade de cara suja, a sabedoria de cabelo esgadelhado, a esperança de calças caindo. Tem o apetite do cavalo, a digestão do avestruz, a energia da bomba atômica, a curiosidade do mico, os pulmões de um ditador, a imaginação de Júlio Verne, a timidez da violeta, a audácia da mola, o entusiasmo do buscapé e tem cinco polidáctilos em cada mão, quando pratica suas reinações. Adora os doces, os canivetes, as serras, o natal e a Páscoa; admira os reis e os livros de figuras coloridas; gosta do guri do vizinho, do ar livre, da água, dos animais grandes, do papai, dos automóveis e dos trens, dos domingos, das bombas e traques. Abomina as visitas, o catecismo, a escola, os livros sem figuras, as lições de música, as gravatas, os casacos, os barbeiros, as meninas, os adultos e a hora de dormir.

Levanta cedo e está sempre atrasado à hora das refeições. Nos seus bolsos há sempre um canivete enferrujado, uma fruta verde mordida, um pedaço de barbante, dois botões e algumas bolinhas de gude, um estilingue, um pedaço de substância desconhecida e um objeto raro, que lhe é precioso por 24 horas. É uma criatura mágica. Você pode fechar-lhe a porta do seu quarto de ferramentas mas não a do seu coração… Pode expulsá-lo do seu escritório mas não do seu pensamento. Toda a sua importância e a sua autoridade se desmoronam diante dele, que é o seu carcereiro, seu chefe, seu amo… Ele, um despótico e ruidoso mandãozinho!… Mas quando você volta para casa, à noite, de esperanças e ambições despedaçadas, ele pode compô-las num instante com as suas palavrinhas mágicas: “OH! – PAPAI!”.

E com três filhotes, ainda que com o risco de um desvio na coluna, eu consigo uma carga tripla! Vejam essa foto de hoje…

Énóisnafita!

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Civilidade

Definitivamente eu sou da velha guarda. Ou nasci na época errada. Talvez algum reflexo de minha última encarnação. Ou, ainda, pode ser que eu seja simplesmente teimoso. Turrão. Uma besta energúmena incapaz de aceitar certas modernidades. Sei lá. Fiquem à vontade pra escolher.

Acontece que, no decorrer do dia, me vi numa discussão acerca da propriedade ou não de se aplaudir o hino nacional. Gente, me desculpe, mas PRA MIM não rola. Como eu disse na ocasião, sou da época em que tínhamos aulas de OSPB e Educação Moral e Cívica. Toda quarta-feira juntava a criançada no pátio da escola, em fila, do maior para o menor (desde aquela época eu já ficava por último), um braço de distância do da frente, braços estirados, cara de respeito, ritmo quaternário: “Ouviram do Ipiranga, às margens plááááácidas…”

Assim, não consigo coadunar com essa questão dos aplausos. A argumentação que eu ouvi é que “já que o povo gosta de aplaudir, então deixa aplaudir”. De que não haveria nenhum inconveniente nisso, seria mais uma forma de se homenagear, demonstrando sua devoção.

Não sei, não sei…

EU acredito que determinadas coisas merecem RESPEITO. Questão de civilidade. É certo que estamos em tempos modernos, onde rapidamente devemos nos adaptar ou fenecemos. Mas entendo que pra determinadas coisas deve ser observada a tradição. Quer exemplo maior que a Inglaterra, potência mundial que até hoje tem um povo devoto à realeza? Ou então o Japão, berço de tradições milenares – milenares MESMO – onde contam-se os anos a partir da ascensão do último imperador, existe todo um cerimonial até mesmo para uma xícara de chá, uma terra em que políticos pegos em falcatruas se suicidam como forma de expiar sua vergonha?

Heh… Já pensou se isso vira moda em terra brasilis?…

Olhem, sob o risco de ser taxado de ultrapassado, deixo aqui meu voto. Sou contra. Gosto de tradições, sim. Não só com relação ao Hino Nacional Brasileiro (ainda não vi música e letra melhores em nenhum lugar do mundo), como também com relação à bandeira, às armas nacionais, etc, etc, etc. Devem ser tratados com a mesma honra e respeito com o qual tratamos as pessoas mais velhas, ou mesmo nossos pais – até hoje ainda peço “a benção” pros meus pais…

Há que se ter consciência de coletividade, de respeito, de cooperação, de união. Os símbolos da pátria estão aí para nos lembrar disso. Contudo tais ideais estão ficando ultrapassados, sendo suplantados por campanhas de marketing bem feitas. Apesar de minha opção política, jamais engoli aquele Hino Nacional remixado que rolou durante a campanha. Por mais “bonitinho” que tenha ficado, pra mim foi mais uma falta de respeito que qualquer outra coisa. Tudo bem que surtiu efeito para o que precisava, para o motivo pelo qual foi criado; porém, passado o tempo, simplesmente sumiu. Mas o verdadeiro Hino continua aí: mesmo que pulando estrofes, trocando palavras e colocando letras onde não existem, ainda assim praticamente todos os brasileiros o conhecem.

Ora, “A pátria não é de ninguém: são todos; cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que a servem são os que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acovardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam-se, mas participam, mas discutem, mas praticam, a admiração, o entusiasmo, porque todos os sentimentos grandes são benignos e residem originariamente no amor.”

Bonito, né? Rui Barbosa, gente…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Embromation

Reclamou, reclamou… Agora aguenta a chuva…

Realmente esse negócio de PHP é divertido… Devagar (BEEEEEM DEVAGAR) estou aprendendo a mexer com esse bichinho… Ainda que seja uma ferramenta que permita dar mais dinamismo a um site, estou gostando de trabalhar com esses códigos encalacrados em HTML, pois gosto – também – de uma parte estática, na qual eu consiga ter domínio absoluto do que aparece na tela.

A quem interessar possa: a audiência de sábado foi tranquila. De verdade. Não estou sendo irônico. Mais de duzentas pessoas e nenhum agitador! Os raríssimos problemas que surgiram acabaram sendo de ordem pessoal, cujo tempo certamente vai cuidar de cicatrizar.

Mas algumas das questões que, na ocasião, me atormentavam a alma já foram em parte resolvidas. Ainda que Nicolau Maclavellus tenha escrito sua obra máxima por volta de 1513, ela ainda continua atualíssima. E como.

Agora, com um pouco de sorte e paciência, creio que minha vida deve começar a voltar aos eixos. As maiores batalhas já foram – praticamente – resolvidas, restando apenas algumas lapidações a serem feitas em alguns trabalhos a entregar. Alguns prazos a cumprir, o que, É LÓGICO, vai ficar para o último momento do último minuto da última hora do último dia. Nada de diferente do que ocorre na vida de qualquer advogado.

E, ante a inefastável certeza de que não adianta espremer a cabeça para ver se sai algum sumo literário, considerando que a embromação definitivamente não é meu forte, posto que prefiro ao menos tentar escrever algo de útil ou no mínimo aproveitável para quem passa por aqui, despeço-me por hoje.

Aliás, isso me lembrou uma boa anedota, típica da vida política…

“- Senhor Presidente, peço a palavra.

– Tem a palavra, nobre deputado.

– Tenho dito, Senhor Presidente.

– Como? Mas Vossa Excelência não disse nada!

– Disse “tenho dito”.

– Tenho dito o quê?

– O que tinha a dizer.

– Eu sei. Mas o que é que Vossa Excelência tinha a dizer?

– O que disse. Muito obrigado.

– Mas Vossa Excelência limitou-se a pedir a palavra…

– Exatamente, pedi a palavra. E desde que Vossa Excelência ma concedeu, eu vi que nada mais havia a dizer, a não ser o óbvio, gastando inutilmente o tempo precioso desta ilustre Assembléia com uma exploração mais ou menos demagógica de todas as implicações e consequências do simples fato, em si tão significativo, de eu haver pedido a palavra – o que prova que a palavra existe, e pode ser solicitada, requisitada, exigida – uma vez que Vossa Excelência mesmo, ao permitir que eu fizesse uso dela, reconheceu implicitamente não ser a palavra um mito divino, mas um instrumento de comunicação acessível à capacidade humana. Obtendo-a, podemos usá-la ou não, falar ou silenciar, e eu da minha parte, confesso que prefiro silenciar, mesmo porque estou meio rouco e com um pouco de dor de garganta mas de qualquer forma, sei que a palavra me foi concedida, e, assim sendo, não estou condenado à nudez. O resto depende de mim, da minha loquacidade ou da minha parcimônia verbal, da minha audácia ou de minha prudência, da minha coragem ou da minha covardia. Assumo a responsabilidade dos meus atos. Dependendo de mim mesmo – e não dos outros. A palavra existe. E eu peço a Vossa Excelência que mande consignar esse auspicioso acontecimento nos anais. Ainda uma vez, Senhor Presidente, tenho dito. E mais não direi”.

Exemplo significativo de quando se pode gastar as palavras, sem dizer absolutamente nada!

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...