Dia dos Pais

Pós Dia dos Pais

Bem, e lá se foi o Dia dos Pais! É sério: a movimentação de sacos de carvão por quilômetro quadrado nunca foi tão grande! Inclusive em casa… É o típico dia a ser passado em família. Aliás, acho que não tem como descrever a alegria das crianças em DAR presentes – creio que é até mesmo maior que a de receber presentes…

De minha parte, fiquei totalmente intoxicado pela data. Literalmente. Como “recordar é viver”, vejam a imagem escaneada que localizei nas catacumbas de meu computador:

Primeiro Dia dos Pais

Tirinha do dia:
Deus!

Genealogia – I

(Ou “Passo a passo como a linhagem de minha família chega até o primeiro Rei de Portugal”)

Kevin, Erik e Jean. Um taurino, um sagitariano e um ariano. O primeiro do milênio passado e os demais já desse milênio. Filhos de Mieko e Adauto, uma pisciana e outro taurino. Ela filha de Satiko, uma descendente direta de samurais, e de Sussumu, do clã Miura. Ele filho da dona Bernardete – dos Antunes, Moraes e Nunes, famílias centenárias em São José dos Campos – e do seu Zé Bento, mais um taurino, dos tradicionais Andrade vindos de Santa Rita de Jacutinga, em Minas Gerais. (continua…)

Lendo muito e escrevendo mais ainda!

Sáubadu – e ainda vou ter que trabalhar!

Não sei se já disse isso por aqui, mas sou um leitor onívoro e compulsivo. Se eu estiver num ônibus sem nada pra ler e achar uma bula de remédio – ah, é ela mesmo!

Mas, como todo leitor, tem coisas que a gente acaba gostando mais que outras, quer seja no estilo, quer seja na dose do humor, na profundidade, sei lá. Varia de pessoa pra pessoa.

Existem vários sites (não, não adianta, eu jamais conseguirei escrever “saites” – e muito menos “sítios” – site é site e ponto final) que costumo visitar, alguns de notícias, outros blogs, assuntos diversos. Um que volta e meia dou uma passada é o www.renata.org, o site de uma nerd, linuxeira, que tem um senso de humor cáustico e uma visão ácida da vida. Se fosse há uns vinte anos tenho certeza de que ela seria uma punk. Outro que também visito – mais raramente – é o www.jesusmechicoteia.com.br, onde o autor reconta a história da Bíblia de um modo beeeeeem mais atualizado. Diriam alguns, herege até. E a visão pessoal dele costuma ser de exacrar tudo e todos, em especial o “povinho brasileiro”.

Normalmente até me divirto com o azedume desses dois, mas acho que estou ficando velho. E chato, ainda por cima. É certo que não descarto um bom humor negro, nem tampouco uma crítica bem feita, mas tudo que é em excesso cansa. Basta dar uma passeada nas comunidades do Orkut, pois uma boa parte delas diz respeito a odiar alguém, alguma coisa ou alguma situação. Fora as críticas. Dei uma olhada numa comunidade de uma cidade da região e tudo que o povo (da própria cidade, diga-se de passagem) faz é criticar, criticar e criticar.

Mas é aquela velha história: notícia boa não dá Ibope. Basta acompanhar todas essas notícias de escândalos na política: sempre tem alguém pronto a dizer que já sabia que seria isso mesmo, que todos políticos são corruptos, etc, etc, etc. E NEM ME VENHAM FALAR DAQUELA DESNORTEADA DA REGINA DUARTE! O negócio é falar mal da vida alheia, tricotar acerca das mazelas e fraquezas de outrem, colocar o dedo em riste e olhar de esgueio. Ah, sim. Dessa maneira seremos “normais”.

Bem, como a Dona Patroa costuma dizer, eu sou um ET…

Ora, o que tem de melhor no Brasil? O brasileiro. Tudo bem que é o que tem de pior também, mas não é esse o ponto. O ponto é que eu simplesmente NÃO POSSO crer que todo mundo seja assim. Tenho um rol imenso de colegas, inominável de conhecidos, mas meus amigos fazem parte de um círculo bastante restrito. E nesse círculo – garanto – só tem gente de bem com a vida. Sempre que estou a escrever algo acabo pensando num ou noutro, e como irão interpretar minhas palavras. Acho que é por isso que nunca me animei muito com a interatividade desse site, talvez porque não tenha tanta gente assim que leia estas linhas. Mas, SINCERAMENTE, isso pouco me importa.

Não criei esse espaço para atrair a atenção do mundo. Nem mesmo queria que fosse esse pseudo-blog! Tudo o que sempre quis foi escrever em paz, divulgando informações que acho interessantes e dando meu ponto de vista neste ou naquele assunto. Falar das coisas que gosto, tais como direito, história, genealogia, informática, hq, humor, etc. Isso serviu – e continua servindo – pra abrir horizontes e conhecer novas pessoas.

Isso não significa que eu também não tenha lá minha dose de sarcasmo, pois tenho – ah, se tenho! Mas se eu puder falar da Lua e das flores de cerejeira em vez de alguns corruptos e outras desgraças alheias, com certeza é o que farei. Nesse sentido, em termos de popularidade, tenho certeza que meu site estará fadado ao fracasso. Mas, tal qual aquela estória de um palestrante que cansou tanto sua platéia até que ficasse somente um seleto grupo de eleitos para ouvi-lo, também prefiro uma meia dúzia bem selecionada de leitores em vez de centenas de curiosos que não terão nada a acrescentar.

No mais, para todos aqueles detentores de tal condição, um FELIZ DIA DOS PAIS! De minha parte até jogral em coro me parabenizando já ganhei… Lembro-me até hoje quando nasceu meu primeiro filho. Meu irmão, um dos primeiros a nos visitar ainda na maternidade, perguntou-me “Você dormiu bem de ontem pra hoje?”, ao que respondi que sim, ele: “Que bom. Pois saiba que foi a ÚLTIMA NOITE DE SONO TRANQUILA de sua vida.” E não é que o maldito tinha razão? Filho simplesmente não tem idade. A gente SEMPRE vai estar se preocupando com o bichinho, mesmo depois de casado e com filhos. Uma vez pai, SEMPRE pai…

Tirinha do dia:
Deus!

Colocando os assuntos em dia

Quinta – dia do DÊ-vogado…

Sei, sei, eu estava pra lá de sumido… Praticamente dois meses!

Mas vamos a um resumão do que vem acontecendo. Comecei a estudar uma outra linguagem para homepages, de modo a deixar o site – que é bem durão, estático mesmo – um pouco mais dinâmico. Porém, ao instalar em meu computador o Apache, houve um sério conflito com o General Cluster, o que inviabilizou a implantação do PHP, de modo que mandei tudo pra PQP, e continuo editando HTML em TXT. Não entendeu? Por incrível que pareça, faz sentido pra mim…

Pra variar, no trabalho tudo anda mais corrido que nunca. Resolveram abrir as barragens das grandes licitações, de modo que ou eu me viro ou eu me viro. Ainda bem que tenho uma equipe competente que me ajuda bastante. E da qual cobrarei salgados royalties por essa citação gratuita!

Segundo Andy Warhol, no futuro todos teriam seus 15 minutos de fama. Pois bem, semana passada dei uma entrevista de uns 10 minutos para um jornal, falei uns 2 minutos numa rádio e outros 2 em outra. O que nos leva a inafastável conclusão de que ainda tenho 1 minuto de crédito… Aliás, se alguém quiser conhecer como se dá o milagre da transfiguração, onde seu estômago transforma-se em chumbo derretido, e o ar de seus pulmões simplesmente evapora, é bastante fácil. Basta começar a conversar, pelo telefone, com um repórter e, no meio da conversa, ele te avisa que o bate-papo é ao vivo. Experiência própria: não falha!

No mais, para aqueles que não sabem, meu caçulinha já ganhou desenvoltura no seu andar. Do alto de seu um ano e quatro meses resolveu que simplesmente não dá pra ficar parado – “Run, Forrest, run!” E haja energia!

Aliás, o novo filme do Batman, foi simplesmente o máximo. Tá certo que um maníaco por HQs como eu seria até suspeito pra falar. Mas, sério gente, é bom mesmo. Finalmente conseguiram trazer o personagem dos quadrinhos para as telas, deixando de lado aquele Batman surreal dos anos 60 (Adam West e sua bat-barriguinha). O princípio básico do personagem é um cara atormentado diuturnamente pela morte dos pais, o qual abraça a personalidade do morcego para trazer terror ao coração dos bandidos. Batman é a pessoa, e Bruce Wayne – o playboy – é que é a máscara. Trabalharam bem a trama (como no primeiro filme do Homem-Aranha) fazendo com que sua primeira aparição se dê quase no meio da película. Aliás, a cena em que ele levanta o policial corrupto até o alto de um prédio para, literalmente, aterrorizá-lo, é ótima. Enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões.

E por que de um desfecho bíblico como esse aí embaixo? Simples. Li “O Código da Vinci”, de Dan Brown, e fui atrás de uma reprodução da pintura original – que está na parede de um mosteiro. Reparem como os pés de Cristo foram tapados por parte de uma porta. E, ainda, na sutileza dos traços de Maria Madalena. Hein? Ah, sim. O livro. Muito bom, também. Daqueles que você simplesmente não consegue parar de ler (“só mais cinco minutinhos”). É bem no estilo do primeiro livro dele, “Fortaleza Digital” – outro bom livro. A impressão que se tem é de um cara que fez uma pesquisa acurada sobre determinados assuntos históricos e conseguiu reuni-los todos numa mesma sinfonia sob a batuta de uma trama policialesca. Hoje começo a ler outra obra do mesmo autor, “Anjos e Demônios” – e tenho certeza de que vou gostar. Um dia a Elaine, dona dos livros, ainda vai querer cobrar aluguel… Mas ela é MUUUUIIIITOOO legal e não iria fazer isso. Né, Elaine?

Cansei. Vou dormir, que amanhã tenho reunião logo cedo. E já estou há umas quarenta horas no ar. Direto. Fui!

Ah! E feliz Dia do Advogado para os nobres causídicos, doutores advogados de direito jurídico…

A Última Ceia - original

Tirinha do dia:
Deus!

Escrevinhação do Damásio Santiago

Quinta “normal” (cadê aquele friozinho gostoso?)

Volto mais uma vez com esta coluna diária, que, semanalmente, publico uma vez por mês…

Respondendo às perguntas: voltarei, dentro em breve, aos comentários sobre a Lei nº 9.609/98, assim que consiga devolver ao meu dia as 24 horas que ele costumava ter antigamente.

Pra não passar em branco, e com sinceros agradecimentos ao amigo Paulo (http://www.ohermeneuta.ubbi.com.br), segue um texto escrito por Damásio Santiago da Silva, da 5ª Vara Cível do Fórum de São José dos Campos, SP, comprovando que os poetas não morrem jamais, apenas têm sua veia artística adormecida dentro de si, aguardando o momento exato para brindar o mundo com sua arte…

ELA ESTAVA LINDA!

Um contorno iluminado, realçando bem mais o seu esplendor.

Discretamente, assentei-me num banco da praça e absorto fui bebendo a sua beleza com todo gosto de um homem insaciável.

Sua forma arredondada, bem cheia, abasteciam meu olhar fixo, deixando-me hipnotizado.

Fiquei ali, absorto, por um longo tempo embevecido.

Minha imaginação fluía, minha mente coordenava meu desejo latente de um simples encontro.

Por algum tempo aquela presença exuberante me enchia de interrogações: Que se há de dizer de uma rainha tão encantadora?

Como posso expressar-me de forma tão nobre a ponto de não esvaziar o conteúdo da sua elegância? Como traduzir sem erros a vontade de contemplá-la?

Então arrisquei-me colocar as idéias no papel com certa plausibilidade, expressando o máximo respeito e cuidado.

Arranhando algumas linhas fui deixando o coração dizer o que os olhos traduziam às impressões íntimas dos sentimentos, com a correspondência respeitosa da mente.

Habilitei-me gastar um tempo na contemplação e outro na dissertação, transcrevendo certos dados que o meu cérebro transmitiam-me.

E ela, ali mesmo paralisada, sem esboçar qualquer movimento se deixava fotografar pelos meus olhos incandescentes e minha caneta registrava tudo que podia com a mais rapidez possível, temendo a sua partida.

As horas foram passando, o tempo fora embora. Eu precisava partir. Mas fui feliz, sussurrando: Que Lua!…Que Lua!…

Autor: Damásio Santiago da Silva

Tirinha do dia:
Deus!

Linuxbrás

Quinta (manhã geladinha…)

A gente fica um tempo sem escrever e, quando tenta retomar o ritmo, se vê afogado de idéias e temas que gostaria de abordar…

Como diria Jack… bem, vocês sabem o resto.

Eu tenho uma acordo tácito com um amigo onde ele me repassa todos os suplementos de informática do jornal que assina (O Estadão). Às vezes acabam se acumulando os suplementos de algumas semanas e, quando dá, ele me traz – um dia o Nelsinho ainda vai querer uma porcentagem na assinatura… E, leitor contumaz que sou, não descarto absolutamente nada antes de ler absolutamente tudo. O porquê dessa conversa? Em função de um único termo que li num desses suplementos – o de 4 de abril, se não me engano – “Linuxbrás”.

No texto em questão, o Marcelo Taz fala acerca do fato de o governo brasileiro estar cada vez mais adotando o software livre, fazendo parte da vanguarda mundial nessa área. Porém ele externa sua preocupação de que aconteça uma espécie de “fechamento” da idéia, estatizando – e engessando – o que, a princípio, deveria ser MUITO bom. Teríamos, então, uma espécie de Linuxbrás…

Achei o artigo de uma lucidez enorme.

Na minha profissão tenho íntimo contato com órgãos públicos diversos, bem como a própria dona patroa, que atua em âmbito estadual. Em ambos os casos eu vejo uma regressão do que deveria estar crescendo de maneira benéfica. As rosas foram plantadas, sua cor e seu perfume estavam começando a se destacar, mas, como o Tropeço da família Adams, corta-se o que é belo e deixa-se a parte com espinhos.

Explico.

A característica principal do software livre é que ele é customizável, ou seja, você o altera de acordo com suas necessidades (ou do seu departamento, órgão, divisão, seja lá o que for). Isso te livra do monopólio do software proprietário (leia-se Microsoft), onde, se alguma coisa não funciona, há que se COMPRAR o complemento necessário para que atenda o desejado.

Ou seja, trabalhar com software livre parece um Paraíso, não? Mas existe, também nesse caso, uma serpente que é representada pela própria incompetência de se gerir a implantação de novos sistemas abertos. Ocorre que os usuários, tão acostumados que estão com o software proprietário, não entendem – ou aceitam – o conceito de customização. Enquanto não houver gente competente o suficiente para adaptar o software aberto para os anseios dos usuários, é certo que este estará fadado ao fracasso.

Há que se ter um pessoal de apoio que conheça o suficiente não só para implantação como também para o gerenciamento e constante adaptação dos programas, fazendo com que evoluam naturalmente até ter a “cara” do usuário. Sem esse pessoal, normalmente não se consegue fazer com que os programas funcionem a contento, gerando desconforto e reclamações constantes.

Mas já existe uma empresa, em tese Cobra na área, que está trabalhando para tentar customizar isso da melhor forma possível para o setor público. Porém mesmo os técnicos dessa empresa parecem que ainda estão engatinhando no aprendizado. Ao perdurar esse laboratório de testes, sem uma extrema profissionalização das atividades, creio que estaremos fadados, sim, a suportar uma espécie de “Linuxbrás”…

Tirinha do dia:
Deus!

Lei do Software – VI

LEI Nº 9.609, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

Dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no País, e dá outras providências.

(…)

Art. 2º.

(…)

§ 4º. Os direitos atribuídos por esta Lei ficam assegurados aos estrangeiros domiciliados no exterior, desde que o país de origem do programa conceda, aos brasileiros e estrangeiros domiciliados no Brasil, direitos equivalentes.

A. Resumindo: essa lei também protege os programas feitos lá fora, DESDE QUE o país de origem do programa também proteja os nossos em situação idêntica, ou seja, em solo brasileiro. Se a legislação de determinado país tiver cláusula semelhante a esta, então os programas feitos pelo povo desse país também serão protegidos em solo brasileiro.

Não significa necessariamente que a norma pátria recepciona a legislação alienígena (é esquisito, mas é esse o nome), mas que em igualdade de condições haverá reciprocidade de tratamento.

Enfim, não adianta trazer aquele “programinha” escondido na mala de viagem, ou mesmo (mais óbvio nos dias de hoje) fazer o download pela Internet diretamente de um site do outro lado do mundo que, ainda assim, os direitos do criador desse programa podem estar resguardados pela nossa própria legislação…