Internet: Fraude x Estelionato

Notícia que me foi enviada pelo amigo de longa data, Alexssandro (vulgo “pequeno gafanhoto”), copiada e colada lá do site do STJ – Superior Tribunal de Justiça. Além do cunho internetístico, o interessante é a definição simples e direta acerca da diferença entre fraude e estelionato.

Movimentação não autorizada de conta via internet pode configurar fraude

Transferência de valores via internet não autorizada pelo titular da conta configura furto mediante fraude. Com essa conclusão, o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a competência do Juízo Federal de Mafra (SC), para apurar o inquérito policial que investiga a transferência, via internet, de valores sem a autorização do titular da conta.

O conflito de competência foi suscitado pelo juiz federal de Mafra que entendeu que o recurso compete ao juiz federal da 5ª Vara da Seção Judiciária do Estado de Goiás (GO).

O juiz da 5ª Vara Seção Judiciária do Estado de Goiás declinou de sua competência por entender que o delito de furto ocorre no exato instante em que a quantia é retirada da esfera de vigilância da vítima e o agente consegue ter sua posse tranquila, ainda que por curto espaço de tempo.

Ao decidir, o ministro Felix Fischer, relator do caso, destacou uma matéria idêntica apreciada pela Terceira Seção do STJ. Segundo o precedente, o furto mediante fraude não pode ser confundido com estelionato. No furto, a fraude é utilizada para burlar a vigilância da vítima, para lhe tirar a atenção. No estelionato, a fraude objetiva obter consentimento da vítima, iludi-la para que entregue voluntariamente o bem. O ministro destacou, ainda, que, no caso, o agente valeu-se da fraude eletrônica via internet para subtrair valores da conta-corrente do titular.

Tudo combinando

Numa conversa hoje pela manhã, durante o café, com a Dona Patroa, ela vira e me diz:

– Tá frio hoje, né amor?

– Hm? É, tá sim…

– Acho que não daria certo ir trabalhar de pantufas, daria?

Limitei-me a não responder. Mas, ainda assim, perdi-me em hilários devaneios imaginando a Dona Patroa saindo do cartório pelos corredores do fórum e subindo até a sala da juíza com um dengoso par de pantufas multicoloridas…

Secretária eletrônica insana

Num dia tão apático quanto chuvoso me resta apenas um copy & paste básico. Essa eu recebi já há algum tempo do amigo Cláudio, lá de Santo André (mas que está de malas prontas para o Sul do país):

Obrigado por ligar para o Instituto de Saúde Mental, sua mais saudável companhia em seus momentos de maior loucura.

Se você é obsessivo e compulsivo pressione 1, repetidamente.

Se você é dependente, peça a alguém que pressione o 2 por você.

Se tem múltiplas personalidades pressione o 3, 4, 5, e o 6.

Se você é paranóico, sabemos quem é você, o que faz e o que quer. Espere na linha enquanto rastreamos sua chamada.

Se você sofre de alucinações, pressione o 7 e sua chamada será transferida para o Departamento de Elefantes Cor de Rosa.

Se você é esquizofrênico, escute cuidadosamente e uma vozinha lhe dirá que número pressionar.

Se você é depressivo, não importa que número disque. Ninguém vai responder.

Se você sofre de amnésia, pressione o 8 e diga em voz alta seu nome, endereço, número da carteira de identidade, data do nascimento, estado civil e o nome de solteira de sua mãe.

Se você sofre de stress pós-traumático, pressione lentamente a tecla # até que alguém tenha piedade de você.

Se sofre de indecisão , deixe sua mensagem logo que escute o bip… ou antes do bip… ou depois do bip… ou durante o bip… De qualquer modo, espere o bip…

Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9.

Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9.

Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9.

Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9.

Se tem baixa auto-estima, por favor desligue. Nossos operadores estão ocupados atendendo pessoas importantes.

VIGOR x vigor

E eu aqui, após um dia inteiro de trabalho no Opalovski (sim, eu sei, já passou da hora de dar uma atualizada lá no site Opala Adventure Projeto 676…), com os braços cansados, o joelho destruído, as batatas das pernas ameaçando cãibras, enfim, um caco pior que o usual.

Diga-se de passagem que sou mero ajudante de meu pai, que é quem faz o verdadeiro serviço técnico, ou seja, os moldes de chapa, as soldas – tanto elétrica quanto a oxigênio, que se enfia nas mais estapafúrdias posições para conseguir chegar naquele ponto específico que precisa de reparo.

A mim cabe as operações de desmontagem geral do veículo, preparar os locais a soldar (raspar a tinta, arrancar a massa, cavucar a ferrugem), limpar esses mesmos locais após a solda, lixar e aplicar a tinta de fundo.

Eu tenho 38 anos. Meu pai, 70.

Eu cheguei de manhã ele já estava trabalhando. Antes de encerrarmos ele ainda inventou mais algumas coisas para fazermos.

Eu tô acabado. Ele não.

Olha, desse jeito, se eu chegar até os setenta, já tô no lucro. Se chegar com o vigor dele, então – putz!

Dia de dentista

Estava cá eu pensando que já está mais ou menos na época de dar uma passada no dentista pra ver se está tudo dentro dos conformes…

A dureza da coisa é que, invariavelmente, quando me sento na cadeira já naquela posição quase deitada, via de regra o caboclo vem, coloca a lâmpada bem nos meus olhos (como se fosse uma preparação para um interrogatório), enfia um sugador na minha garganta, coloca chumaços de algodão nas gengivas, prendendo carinhosamente com durex toda aquela parafernália.

Então, já munido de seus usuais equipamentos de tortura, um milésimo de segundo antes de começar a vasculhar minha intimidade bucal, dá uma paradinha, sorri, e pergunta:

– E a família? Como vai?

Raios. Será que não dá pra perceber a impossibilidade da coisa? Então, com os olhos lacrimejando, com um sugador que não suga, e quase me asfixiando com tanta água borbulhando na garganta, o máximo que consigo fazer é grunhir um “Han, han…”

Meu amigo Evandro sugeriu que eu levasse um bloco de anotações e uma caneta para poder “conversar” – mas, particularmente, estive pensando em outras alternativas. Talvez treinar a linguagem dos sinais, ou então um notebook com um datashow, não sei ainda.

Vouverei o que farei…