Férias

Sim. Isso mesmo. Férias! É uma palavra que eu não ouvia (em proveito próprio) há muito tempo. Pra ser bem sincero, minhas últimas férias se deram em janeiro de 2003 – tirei quinze dias. Os quais, na época, passei em sua maior parte na oficina de meu pai, consertando o assoalho de um fusca 72. O mundo dá voltas…

Ainda não me sinto de férias. Até porque o final de semana foi normalíssimo. Acho que a ficha só deve começar a cair a partir de hoje, plena segunda-feira e eu em casa. Existem inúmeras tarefas para serem executadas, coisas para serem feitas e pela primeira vez desde que moro aqui (o que se deu depois de minhas últimas férias) poderei dedicar atenção especial a isso. Pois é, papai-sabe-tudo vem sendo desbancado pelas crianças, mas o papai-faz-tudo vai muito bem, obrigado.

Aliás, pensando bem, o final de semana não foi normalíssimo não. Foi no sábado que minha turma de faculdade comemorou seus dez anos de formatura. Eu e a Dona Patroa (que nos formamos juntos) passamos uma tarde muito divertida relembrando com nossos antigos copoanheiros muitas das histórias pelas quais passamos, ficamos sabendo de outras que aconteceram na época, enfim, recordamos muito do passado. E recordar é viver. Sempre.

Na realidade a impressão foi a de que só o grupinho dos botecos estava presente. A ausência foi bem maior que a presença, mas, mesmo assim, foi MUITO bom. Talvez na próxima (sei lá, daqui uns cinco anos?) o povo resolva interagir mais um pouco…

Bem, povo e pova, “tentarei” estar frequentemente por aqui nos próximos dias, mas não prometo nada. Talvez quem vá receber um gás maior seja o link aí do lado, Opala Adventure Projeto 676, pois o pesado começa agora. Independente disso, pretendo descansar bastante, me divertir um bocado, não participar de reuniões, não ter que correr contra o relógio, ou seja, dar uma desacelerada pra recuperar o fôlego com calma, muita calma, respirando pela barriga (saudades da Ju…), buscando um equilíbrio que se faz necessário.

Isso pelos próximos quinze dias.

Hah!

Mordam seus cotovelos de inveja…

Questão de tecnologia

2007. Século XXI. O homem já foi à Lua, conquistou o espaço e já o utiliza até para simples passeios (milionários, diga-se de passagem).

Atingimos um grau de tecnologia tal que o mundo está todo conectado através de computadores – a informação na ponta dos dedos!

Os aparelhos estão cada vez mais sofisticados e miniaturizados e com cada vez mais funções.

E ainda assim acabei de ver um rádio com um Bombril na ponta da antena para melhorar a recepção…

Super-Adauto

Como diria a Karina: “O Tako-X me desenhou!”

Há apenas alguns dias, em visita ao blog Meu Japão é assim, descobri o endereço do Blog do chargista Edson Takeuti – que aliás tem um traço MUITO legal – e que se dispôs a eventualmente fazer caricaturas de nós, meros mortais.

E – vejam só – ganhei na loteria!

Passei um pequeno histórico (sem trocadilhos, pessoal), mandei uma foto para ele e vejam só o resultado…

Também dez anos…

“Dia desses” escrevi sobre o aniversário de dez anos de minha vida virtual através de sites. Mas também existe outro aniversariante agora em 2007…

Seu nome?

CPMF !

Contribuição “Provisória” sobre Movimentação Financeira.

Começou em 1997, em tese para atender uma demanda da Saúde, e nunca mais foi embora. Até onde sei, injeta cerca de R$30 bilhões (sim, trinta bilhões de reais) anualmente nos cofres públicos.

E não dá sinais que vá arrefecer…

Quem quiser comemorar, que comemore.

Precisar x Precisar

Essa foi aprendida recentemente (pra dizer a verdade hoje) numa loja de roupas. Segundo a doutora Sheilissima, advogada, consultora jurídica, designer de moda, integrante do Livro Guiness no tópico coleção de sapatos, e gente boa a toda prova:

Quando um homem diz que precisa de uma roupa, significa que realmente está precisando, seja porque sua roupa atual está velha, rasgada, ou seja lá qual motivo for. Já quando uma mulher diz que precisa de uma roupa, significa simplesmente: eu quero.

Consagrado excreto

Essa eu juro que não aconteceu comigo, mas sim com um grande amigo e seu pequeno petiz de tenros cinco anos de idade (o que, aliás, comprova a teoria de que efetivamente, independente do endereço, criança dá trabalho).

De repente, não mais que de repente, o pequenino encontrou lá um lápis, um pauzinho, ou algo similar e saiu pela casa afora, realizando um pequeno ritual. Um dos primeiros lugares foi a cozinha. Chegou, com aquele olhar distante, ar compungido, e mirou sua mãe de alto a baixo.

– Que foi filho? Que é isso? – já perguntou ela com um meio sorriso nos lábios.

(Suspiro profundo) – Deus b’çoe essa cozinha. Em nóm do pai, do fio, espanto, amém.

E deu-lhe as costas (ignorando as gargalhadas que ficaram pra trás), seguindo rumo aos demais cômodos da casa e consagrando-os um a um.

Até que chegou no banheiro.

E lá estava seu pai numa posição, digamos… concentrada. Pensando na vida. Resolvendo os problemas do mundo. Tá bom, tá bom, cagando mesmo.

Ainda assim, isso não o abalou. Recomeçou seu ritual.

– Deus b’çoe esse banheiro. Em nóm…

– Ô filho, dá um tempinho pro papai, vai. Agora papai tá ocupado, tá fazendo cocô…

– Então Deus b’çoe o cocô do papai. Em nóm do pai, do fio, espanto, amém.

E, cumprida a missão, foi embora, deixando seu pai perplexo.

E agora?

Dava ou não dava descarga?

Afinal de contas aquela matéria havia sido transubstanciada pelo seu próprio filho em merda benta…