Trabalho, trabalho, trabalho…

Sabem todos aqueles problemas que, na sexta-feira, você tinha pensado terem ficado para trás e só voltariam a incomodá-lo na segunda-feira?

Pois é.

Quando menos se espera, eis que a segunda-feira chegou.

E os problemas de sempre rastejam para fora de suas cavernas e, um a um, nos atacam com força redobrada…

Ah, meu São Jorge… Dai-me forças!

Me, Myself and I

É curioso como pequeninas frases – invariavelmente sem maiores intenções ou complicações – têm o condão de nos incomodar…

Eu costumo dizer que “de todas as ofensas que alguém possa lhe proferir, a que mais dói, a que mais cala fundo na alma é simplesmente a VERDADE”!

Há não muito tempo me disseram que eu vivo numa “bolha”, criada há cerca de quinze anos e que, desde então, parei de evoluir. Congelei no tempo-espaço e fiquei com as convicções e visão de mundo estacionadas desde então. Tudo o que ocorreu em termos culturais, musicais, literários, cinéfilos, televisísticos e afins simplesmente resvalaram neste neandertal que vos tecla sem sequer afixar uma mínima taxa de reconhecimento ou sequer de lembrança…

E, pensando bem, posso convictamente dizer: isso está errado!!!

Quinze anos é muito pouco.

O “congelamento” provavelmente se deu há muito mais tempo.

Não sei precisar quando. Mas tenho certeza absoluta de que minhas convicções atuais têm a ver com esse momento perdido no passado.

No fundo, no fundo, ainda que a pecha de “complicado” paire sobre minha pessoa eu sou um cara extremamente simples. Transparente. Nuances com certeza virão, mas, na prática, sou o mesmo indivíduo que aparento ser nos primeiros cinco minutos de conversa com quem quer que tenha me conhecido.

Mas, com tal característica à parte, de onde isso vem?

Esse “travamento”?

Qual foi o momento que me “prendeu” nessa personalidade?

Talvez, lá atrás, no primeiro beijo? Não, creio que não. Eu era novo demais para entender as sequelas daquele momento. Estávamos no começo dos anos oitenta e sei somente que, do alto de meus doze anos, aquela menina mais velha com ânsia de se envolver com o rapazinho que “aparentava ser bem mais velho”, invadiu minha boca com um beijo entregue e declarado ao qual eu não tinha muita certeza de como corresponder e do qual, digamos, não guardo lá muitas boas lembranças. Foi uma espécie de “batismo de fogo” na tribo da qual eu participava e, naquele momento, estava tudo certo. O que era verdadeiramente um verdadeiro beijo só fui compreender mais tarde…

Mas, de onde então veio essa paralisação?

Da primeira paixão? Creio que também não. O tempo passou, relacionamentos-relâmpagos também (naquela época ainda não existia o termo “ficar”), mas nada que fosse realmente relevante. A primeira pessoa que me impressinou a tal ponto (agora já com “experientes” quatorze anos) simplesmente descartou o tão preparado, ensaiado e planejado primeiro pedido sério de namoro que eu tive coragem suficiente de externar. Fiquei frustrado pelo resto da vida. O que durou mais ou menos umas duas semanas.

Então ainda não chegamos no cara que agora vos tecla…

Talvez então essa suspensão temporal tenha vindo com o primeiro amor? Bem, antes de mais nada, já cansei de explicar aqui neste nosso cantinho virtual o que eu considero como diferença entre amor e paixão. Basicamente enquanto aquele é perene, esta é vivaz. Um é brasa, outra é fogo. Um permanece, outra dilacera. Mas não se ama sem se apaixonar antes. Não se constrói sem destruir. E, depois que se ama, nunca mais se deixa de amar. Talvez você possa deixar de gostar, de conviver de estar juntos. Mas o amor? Este fica. Então aqui nada há também.

E onde ficamos? Num cara que acredita piamente nas pessoas. Que espera o melhor de cada um. Que releva todos os pecados (menos os próprios) e consegue enxergar o mais espetacularmente fantasticabuloso melhor de cada indivíduo!

É.

Creio que talvez este seja eu.

Talvez fadado ao eterno fracasso.

E congelado no tempo.

Num tempo de ingenuidade, de esperança, de fé.

No próximo.

Já li certa vez acerca de um infeliz ao qual foi senteciado que “enquanto a felicidade dele dependesse de outrem ele teria um sério problema a resolver”. Algo assim. Hoje entendo muito melhor essa frase.

O meu “problema” não é que eu parei no tempo. Mas, talvez, que o meu “caráter” tenha parado no tempo. E ele é como se define ser. E, de lá pra cá, nada o estimulou a avançar. Quer seja em termos culturais, musicais, literários, cinéfilos, televisísticos e afins. Nada disso importa. É lógico que não me tranquei para novas experiências, conhecimentos e aprendizagens – mas, na prática, dentro de minha singela e infantil simplicidade, ou se é certo ou se é errado. Tons de cinza certamente tendenciam a uma coisa ou outra. Mas, no final, a verdade é essa.

E o dia a dia?

Como ficamos com o mundo que nos cerca?

Irrelevante.

É óbvio que não sou essa “máquina de lógica” que pinto nos parágrafos acima. Dr. Spock continua sendo um personagem de ficção. Assim como Holmes. Mas o fogo que forjou minha personalidade certamente bebeu do combustível dessas figuras. Profundamente analíticos. Extremamente solidários. Insuportavelmente dedicados. Desesperadamente apaixonados.

E não há como ser atemporal nesse sentido…

Nonsense…

Que o seu afeto me afetou é fato
Mas agora faça-me o favor

Os opostos se distraem, os dispostos se atraem.

De ontem em diante serei o que sou no instante agora.

Sem horas e sem dores, respeitável público pagão
Bem vindo ao teatro mágico, sintaxe a vontade…

“O Teatro Mágico”

Solidão e Liberdade

O que é solidão?

O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) afirma em “Ser e Tempo” que estar só é a condição original de todo ser humano. Que cada um de nós é só no mundo. É como se o nascimento fosse uma espécie de lançamento da pessoa à sua própria sorte. Podemos nos conformar com isso ou não. Mas nos distinguimos uns dos outros pela maneira como lidamos com a solidão e com o sentimento de liberdade ou de abandono que dela decorre, dependendo do modo como interpretamos a origem de nossa existência. A partir daí podemos construir dois estilos de vida diferentes: o autêntico e o inautêntico.

O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade. E se torna inautêntico quando interpreta a solidão como abandono, como uma espécie de desconsideração de Deus ou da vida em relação a ele. Desse modo não assume responsabilidade sobre as suas escolhas. Não aceita correr riscos para atingir seus objetivos, nem se sente responsável por sua existência, passando a buscar amparo e segurança nos outros. Com isso abre mão de sua própria existência, tornando-se um estranho para si mesmo, colocando-se a serviço dos outros e diluindo-se no impessoal. Permanece na vida sendo um coadjuvante em sua própria história. Você já pensou nisso?

Sendo autêntico você assume a responsabilidade por todas as suas escolhas existenciais, aceita correr os riscos que forem necessários para atingir os seus objetivos, e passa a encontrar amparo e segurança em si mesmo. Com isso, apropria-se da existência, torna-se indivíduo, torna-se autônomo, torna-se dono da sua própria vida, dono da própria existência, torna-se senhor de si mesmo. Você se percebe sendo o senhor de si mesmo?

Angústia

A angústia provocada pela solidão é o sentimento que muitas pessoas experimentam quando se conscientizam de estarem sós no mundo. É o mal-estar que o ser humano experimenta quando descobre a possibilidade da morte em sua vida, tanto a morte física quanto a morte de cada uma das possibilidades da existência, a morte de cada desejo, de cada vontade, de cada projeto.

Cada vez que você se frustra, que você não se supera, que você não consegue realizar seus próprios objetivos, você sente angustia. É como se você estivesse morrendo um pouco.

Muitas pessoas sentem dificuldade de estarem a sós consigo mesmas. Não conseguem viver intensamente a sua própria vida. Muitas vezes elas acreditam que o brilho e o encantamento da vida se encontram no outro e não nelas mesmas. Sua vida tem um encantamento, um brilho, algo de especial porque é sua, apenas sua. Independentemente do que você esteja fazendo, sua vida pode ser intensa, prazerosa, simplesmente pelo fato de ser sua e por você ser único. Cada um de nós pode ser uma pessoa especial para si mesmo.

Solidão: a Condição do Ser

A solidão é a condição do ser humano no mundo. Todo ser humano está só. Esta é a grande questão da existência, mas não significa uma coisa negativa, nem que precise de uma solução definitiva. Ou seja, a solução não é acabar com a solidão, não é deixar de sentir angústia, suprimindo este sentimento. A solução não é encontrar uma pessoa para preencher o vazio existencial, não é encontrar um hobby ou uma atividade. A solução não é se matar de trabalhar e se concentrar nisso para não se sentir sozinho. Também não é encontrar uma estratégia para driblar a solidão. A solução é aceitar que se está só no mundo. Simplesmente isso. E sabendo-se só no mundo, viver a própria vida, respeitar a própria vontade, expressar os próprios sentimentos, buscar a realização dos próprios desejos. Quando se faz isso, a vida se enche de significado, de um brilho especial.

O objetivo não é fingir que a solidão não existe, não é buscar a companhia dos outros, porque mesmo junto com os outros você está e sempre será solitário.  O outro é muito importante para compartilhar, trocar. O outro é muito importante para a convivência, mas não para preencher a vida, não para dar sentido e significado à uma outra existência. A presença do outro nos ajuda, compartilhando, mostrando a parte dele, dando aquilo que não temos e recebendo aquilo que temos para dar, efetivando a troca. Mas o outro não é o elemento fundamental para saciar a angústia ou para minimizar a condição de solidão.

Cada um de nós nasceu só, vive só e vai morrer só.

A experiência de cada um de nós é única. O nascimento é uma experiência única, pois ninguém nasce pelo outro. Da mesma forma que a morte é uma experiência única, pois ninguém morre pelo outro. E a vida inteira, cada momento, cada segundo da existência, é uma experiência única pois ninguém vive pelo outro.

Trechos do livro Solidão e Liberdade, de Jadir Lessa.

Decidindo decisões

Já sei que não vai ser fácil.

Garanto-lhes que o espírito é forte, mas a carne é fraca…

Contudo já passou da hora de resolver isso. Parar, parar, parar assim? Não sei. Difícil. Diminuir drasticamente o consumo de tudo isso a curtíssimo prazo? É minha primeira meta.

Isso vai dar um trabalho…

Rabo Quente

  (O QUÊ???)

Êpa!

Não é nada disso que vocês estão pensando, não!

Bando de infiéis…

Afinal de contas este aqui continua sendo um blog de família.

Bão… Quase.

Acontece que esta besta que vos tecla este humilde escriba caiu na besteira de, lá no trabalho, entrar numa sala cheia de mulheres e “inocentemente” perguntar:

– Alguém aqui tem rabo quente? Ou ao menos sabe onde posso encontrar um?

Pronto.

O furdunço tava feito.

Tive que sair correndo – e de cabeça baixa – enquanto a revolução se estabelecia naquela dantes sala calma e tranquila…

Pô gente!

Não tem nada demais!

O que eu estava procurando era simplesmente uma maneira de esquentar água!

Hmmm… Acho que essa explicação também não tá lá muito boa…

Então sejamos didáticos: o tal  do “rabo quente” nada mais é que um mero aquecedor de água (ou, caso prefiram, “ebulidor elétrico”) que serve para – adivinhem? – aquecer água!

Para que saibam que estou falando a verdade, segue uma imagem explícita de um rabo quente, com toda sua pujante nudez explícita…

( Cambada de hereges!… )