Jovem padawan

E então você vem ensinando praticamente tudo que sabe para sua amiga, parceira e colega de trabalho (nessa ordem). E então ela vai participar de um congresso-curso-seminário de dois dias em outro estado. E então, dentre os inúmeros participantes, é justamente ela quem se levanta e, com o dedo em riste, desafia os conhecimentos do palestrante – com a aprovação convicta do restante da platéia. E então, após voltar, ela lhe conta tudo isso dizendo que na hora se lembrou de muitas das lições aprendidas com você.

É, pequena gafanhota…

Isso dá um orgulho!…

Questão de ódio

Eu odeio o Banespa. Eu odeio o Santander-Banespa. Eu odeio o Internet Banking Banespa. Eu odeio a assinatura digital. Eu odeio o “Cartão de Segurança On-Line”. Eu odeio as 1.469 vezes que tenho que digitar, redigitar e digitar novamente as 1.469 senhas exigidas na operação. Eu odeio que o trambolho da homepage demore a carregar. Eu odeio a mensagem “Um script nesta página não está respondendo”. Eu odeio ter que começar tudo de novo porque minha conexão atingiu o “tempo-limite”. Eu odeio que este programa tenha executado uma operação ilegal e será fechado. Eu odeio estar tão frio que minha mão tenha ficado doendo e latejando após o murro que dei no computador.

Simples assim.

Tempus edax rerum

O fim-de-semana foi conturbado, mas divertido. Juntamos o que foi possível da família para comemorar o aniversário do “Seo” Bento, vulgo meu pai, primogênito de doze, que fez nada mais nada menos que sete-ponto-zero. Mas com um corpinho de sessenta. E uma cabeça de cinquenta. Fora a língua afiada de quarenta…

E hoje, quem diria? Comemoro também meu próprio aniversário. Três-ponto-oito. Mas com um corpinho de três-ponto-oito mesmo… O cabelo grisalho já dá um certo charme de maturidade (que um dia, quem sabe, ainda terei) e, ainda que não tenha ficado mais inteligente… bem, é como diz aquele velho ditado: “O diabo não é sábio porque é diabo. É sábio porque é velho.” E haja sabedoria!

Já vi dias mais felizes, por certo. Assim como mais tristes, também. O de hoje foi pontuado por uma enxurrada de ligações, e-mails, torpedos e cumprimentos orkutísticos, inclusive de gente que há muito, mas há muito tempo mesmo eu não via.

É muito bom se sentir querido.

E nos últimos dias reencontrei não só amigos mas também parentes adoráveis, que, com seu carinho, fizeram que a distância de muitos anos desde nossa última conversa fosse reduzida como se tivesse sido um bate-papo do dia anterior. E isso também foi muito bom.

Quiçá os próximos anos também sejam assim.

O peso do mundo ainda paira nas costas, mas o coro de vozes de todos esses amigos e parentes demonstra que é possível compartilhar até mesmo esse fardo.

E você, que está lendo esses devaneios de um velho fóssil como eu, quer seja um leitor voluntário ou involuntário, arremessado aqui por algum link obscuro, meu muito obrigado. Ainda que eu jamais venha a saber que algum dia tenha lido estas parcas linhas, é a necessidade de falar, de colocar pra fora, de dividir com você o pouco de experiência que tenho, é tudo isso e muito mais, que me faz continuar com essas garatujas…

De fato, tempus est optimus judex rerum omnium!

E tenho dito!