Bodas de Marfim

Antes de mais nada, vamos esclarecer: o termo “bodas” vem do latim. Significa promessa – no caso, os votos matrimoniais, feitos no dia do casamento. Assim, a cada ano que passa, comemoramos o aniversário de bodas, o aniversário daquela promessa feita um para o outro. Em sua origem comemorava-se apenas a de Prata (25 anos) e a de Ouro (50 anos), mas com o tempo foram surgindo outras simbologias para os demais anos.

E, conforme a tradição, as bodas de quatorze anos são representadas pelo marfim.

Marfim é uma substância dura, branca e opaca. É a massa do dente e dos caninos de animais como elefantes, hipopótamos, morsas, mamutes, etc. Possui altíssimo valor comercial.

Bodas de Marfim…

Quatorze anos…

Sete mais sete…

Eu e você…

Um sete de lá, outro de cá.

Sete são os dias da semana, sete são as cores do arco-íris, sete são as notas musicais, sete saias usavam as mulheres de Nazaré, sete são os véus da dança, sete são as maravilhas da antiguidade, sete são os pecados capitais, sete são as virtudes, sete são os deuses da felicidade, sete são os céus, sete cabeças possuía a hidra, sete são as léguas do conto, a sete chaves guardamos nossos segredos, a sétima onda é sempre a maior e a mais forte, em sete dias o mundo foi criado…

Sete é um número mágico e afortunado.

Um sete de lá, outro de cá.

Quatorze anos.

Magia dobrada, força acumulada.

Há exatos quatorze anos cruzávamos o tapete vermelho para nossas bodas. Como testemunhas, um vasto gramado era nosso piso, a própria natureza, em conjunto com nossos amigos e parentes, formavam nossa catedral e tínhamos ainda o céu e as nuvens como teto fulgurante.

Feliz aniversário, Mi.

E como já me foi dito há mais de quatorze anos, por uma pessoa mais sábia que eu, “A vida dá muitas voltas… O importante é não se perder nelas, continuar sempre, recomeçar e nunca pensar que é um obstáculo, são apenas… etapas de nossas vidas – e ela é bela, digo, e repito sempre! Pois encarar tudo com otimismo não deve ser um esforço e sim um hábito, pois o humilde sabe sempre identificar e reconhecer seus próprios erros, aprender e seguir caminho, avante, passos à frente… Às vezes não temos coragem suficiente, mas devemos ter coragem para juntar coragem e ir à luta.”

Amo você.

Simples assim.

E eis um pouquinho de quatorze anos em quatorze momentos antes dos quatorze anos:

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E eis um único momento que faz valer todos os quatorze anos passados, futuros e muito mais:

Ah, e por fim: a “pessoa sábia” a qual me referi é você mesma. Aquelas foram palavras extraídas diretamente de um texto com o qual você me presenteou quando do início de nossa história…

😀

Niemeyer e o Banhado

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Foi quando acabou a fase dos prefeitos nomeados em São José e o primeiro eleito foi Joaquim Bevilacqua. Havia várias correntes na cidade que tentavam responder a pergunta: o que fazer com o Banhado?

Alguns achavam que deveria ser construído um parque aquático, outros uma Disneylândia. A favela se expandia, embora ali não fosse local para habitação, devido ao solo turfoso.

Chamaram, então, Oscar Niemeyer e sua equipe. Ao chegar, o arquiteto ficou por muitos minutos olhando a paisagem. Depois, atravessou a rua e juntou-se ao grupo. Então o prefeito perguntou: “Que devemos fazer com o Banhado?”

A resposta foi simples e objetiva: “A natureza demorou milhares de anos para fazer esta magnífica paisagem. Como e porque destruí-la?”. O grande mestre da arquietetura reconheceu que nem ele era capaz de ofuscar essa obra divina.

Ciro Bondesan dos Santos

Papa-anjo

Segundo o Dicionário Informal, seria a “pessoa que gosta de ficar ou namorar parceiros mais novos”

Então.

Dona Patroa e filhotes, supermercado, carrinhos de compra, muvuca, acaba por encontrar uma amiga. E eu ausente. Papo vai, papo vem, proseiam daqui, assuntam dali, quando, do nada, a “amiga” solta essa:

– Mas esse não é o primeiro casamento dele, é?

– Não, não é. Eu sou a segunda esposa. Mas como você sabe?

– Ah, logo percebi. Mas isso é normal, sabe? É que dá pra notar pela diferença de idade entre vocês…

(Pausa dramática para claquete de risos.)

Conforme fidedignas informações da Dona Patroa ela preferiu não desconcordar da amiga. E olha que ela (a Dona Patroa) é um ano mais velha que eu!

Duas inafastáveis conclusões:

1. Tá na hora de tirar a barba (branquíssima).

2. Sósifôdo…

🙁