Abriu a portêra…

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( Publicado originalmente no blog etílico Copoanheiros… )

Bicarato

Bom, como boteco de bêldo não tem dono (nada a ver com outro ditado semelhante, por favor, que aqui só tem temulentos de respeito!), e o melhor mêsss é a balbúrdia caótica de uma boa reunião etílico-fraternal-irresponsável, eis que o Zé e o Paulo acabam de se achegar — cacete, chamaram o Sandino mas o cara num vem… (ô, chefia, chama o Marcelo, o Cacá e quem mais der na telha — apertando um pouquinho, cabe todo mundo).

Puxem aí as cadeiras, bota a bolacha embaixo do pé da mesa pra tentar equilibrar (a mesa, não vocês), chamem mais uma rodada e uns zinabres pra salgar, podem fumar à vontade (que aqui num tem dessas frescuras não), soltem o verbo contra quem quiser — só não vale falar da mãe dos outros.

Mas, como me faltam palavras pra dar as boas-vindas (e, pelo estado de sobriedade em que me encontro falta-me também a devida inspiração etílica), recorro ao mestre Houaiss. Numa rápida consulta só nos verbetes começados em *b*, eis que me identifico com todos esses bebos beberrolas bebaças nas frequentes bebezainas beberronias, acostumados a bebas homéricas. Necessárias, essas bebedices que amainam a rotina, e graças a Deus, nunca beberados saciados, cá estamos sempre a postos pro próximo brinde. Né não?

Bom, pérai que vou tirar a água do joelho. Mas, como boteco é cultura, enquanto isso alimentem seus parcos vocabulários: segue uma *breve* lista de sinônimos úteis pra usarem como argumento de que não, de jeito nenhum, quéisso?, quem-disse-que-eu-só-fico-na-cachaça? Tó procêis:

abre, abre-bondade, abre-coração, abrideira, abridora, aca, ácido, aço, acuicui, a-do-ó, água, água-benta, água-bórica, água-branca, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-de-setembro, água-lisa, água-pé, água-pra-tudo, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, aguarrás, agundu, alicate, alpista, alpiste, amarelinha, amorosa, anacuíta, angico, aninha, apaga-tristeza, a-que-incha, aquela-que-matou-o-guarda, a-que-matou-o-guarda, aquiqui, arapari, ardosa, ardose, ariranha, arrebenta-peito, assina-ponto, assovio-de-cobra, azeite, azougue, azulada, azuladinha, azulina, azulzinha, bafo-de-tigre, baga, bagaceira, baronesa, bataclã, bicarbonato-de-soda, bicha, bichinha, bicho, bico, birinaite, birinata, birita, birrada, bitruca, boa, boa-pra-tudo, bom-pra-tudo, borbulhante, boresca, braba, branca, brande, branquinha, brasa, braseira, braseiro, brasileira, brasileirinha, brava, briba, cachorro-de-engenheiro, caeba, café-branco, caiana, caianarana, caianinha, calibrina, camarada, cambraia, cambrainha, camulaia, cana, cana-capim, cândida, canguara, canha, canicilina, caninha, caninha-verde, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, cascabulho, cascarobil, cascavel, catinguenta, catrau, catrau-campeche, catuta, cauim, caúna, caxaramba, caxiri, caxirim, caxixi, cem-virtudes, chá-de-cana, chambirra, champanha-da-terra, chatô, chica, chica-boa, chora-menina, chorinho, choro, chuchu, cidrão, cipinhinha, cipó, cobertor-de-pobre, cobreia, cobreira, coco, concentrada, congonha, conguruti, corta-bainha, cotréia, crislotique, crua, cruaca, cumbe, cumbeca, cumbica, cumulaia, cura-tudo, danada, danadinha, danadona, danguá, delas-frias, delegado-de-laranjeiras, dengosa, desmanchada, desmanchadeira, desmancha-samba, dindinha, doidinha, dona-branca, dormideira, ela, elixir, engenhoca, engasga-gato, espanta-moleque, espiridina, espridina, espírito, esquenta-aqui-dentro, esquenta-corpo, esquenta-dentro, esquenta-por-dentro, estricnina, extrato-hepático, faz-xodó, ferro, filha-de-senhor-de-engenho, filha-do-engenho, filha-do-senhor-do-engenho, fogo, fogosa, forra-peito, fragadô, friinha, fruta, garapa-doida, gás, gasolina, gaspa, gengibirra, girgolina, girumba, glostora, goró, gororoba, gororobinha, gramática, granzosa, gravanji, grogue, guampa, guarupada, homeopatia, iaiá-me-sacode, igarapé-mirim, imaculada, imbiriba, incha, insquento, isbelique, isca, já-começa, jamaica, januária, jeriba, jeribita, jinjibirra, juçara, junça, jura, jurubita, jurupinga, lágrima-de-virgem, lamparina, lanterneta, lapinga, laprinja, lebrea, lebréia, legume, levanta-velho, limpa, limpa-goela, limpa-olho, limpinha, linda, lindinha, linha-branca, lisa, lisinha, maçangana, maçaranduba, maciça, malafa, malafo, malavo, malunga, malvada, mamadeira, mamãe-de-aluana (ou aluanda ou aruana ou aruanda ou luana ou luanda), mamãe-sacode, manduraba, mandureba, mangaba, mangabinha, marafa, marafo, maria-branca, maria-meu-bem, maria-teimosa, mariquinhas, martelo, marumbis, marvada, marvadinha, mata-bicho, mata-paixão, mateus, melé, meleira, meropéia, meu-consolo, miana, mijo-de-cão, mindorra, minduba, mindubinha, miscorete, mistria, moça-branca, moça-loura, molhadura, monjopina, montuava, morrão, morretiana, muamba, mulata, mulatinha, muncadinho, mundureba, mungango, não-sei-quê, negrita, nó-cego, nordígena, número-um, óleo, óleo-de-cana, omim-fum-fum, oranganje, oroganje, orontanje, oti, otim, otim-fifum, otim-fim-fim, panete, parati, parda, parnaíba, patrícia, pau-de-urubu, pau-no-burro, pau-selado, pé-de-briga, péla-goela, pelecopá, penicilina, perigosa, petróleo, pevide, pílcia, pilóia, pilora, pindaíba, pindaíva, pindonga, pinga, pingada, pinga-mansa, pinguinha, piraçununga, piribita, pirita, pitianga, pitula, porco, porongo, preciosa, prego, presepe, pringoméia, pura, purinha, purona, quebra-goela, quebra-jejum, quebra-munheca, quindim, rama, remédio, restilo, retrós, rija, ripa, roxo-forte, salsaparrilha-de-brístol, samba, santa-branca, santamarense, santa-maria, santinha, santo-onofre-de-bodega, semente-de-arenga, semente-de-arrenga, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sorna, sumo-da-cana, sumo-de-cana-torta, suor-de-alambique, suor-de-cana-torta, supupara, suruca, tafiá, tanguara, teimosa, teimosinha, tempero, terebintina, tiguara, tindola, tíner, tinguaciba, tiguara, tiquara, tira-calor, tira-juízo, tira-teima, tira-vergonha, titara, tiúba, tome-juízo, três-martelos, três-tombos, uca, uma-aí, unganjo, upa, urina-de-santo, vela, veneno, venenosa, virge, virgem, xarope-de-grindélia, xarope-dos-bebos, xarope-galeno, ximbica, ximbira, xinabre, xinapre, zuninga

Quintanas de hoje

Se eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?

Que haverá com a lua que sempre que a gente a olha é com o súbito espanto da primeira vez?

Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice.

Dupla delícia: o livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.

Diálogo Bobo. Abandonou-te? Pior ainda: esqueceu-me…

A poesia não se entrega a quem a define.

Chama mais uma…

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Paulo Soares

…que eu tô chegando!

Bem, também fui convidado pelo amigo e copoanheiro Adauto, e já lhe adiantei que é possível que eu tenha algumas interessantes passagens etílicas. O difícil é lembrar delas, hehe…

Enquanto a amnésia alcoólica compromete essa minha estreia, mando por ora uma planilha que recebi há uns tempos para facilitar a vida nos nossos churrascos.

Para quem por acaso não conhece, aí vai a “ChurrasCalculator“:

Link para baixar o arquivo (formato .xls): http://zip.net/bkRF

Saudações (e me chamem para o churrasco!).

Paulo Soares

Estreando

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Zé Luiz Soares

A convite do copoanheiro Adauto, estreio por aqui. Modestamente, penso que a iniciativa do amigo deva-se aos meus longos anos como dono de boteco em São Paulo – se bem que a carreira de apreciador de birinaites vem de bem antes, lá pelos tenros quinze anos de idade.

Ao me mudar há um ano para S.José, no entanto, por conta de uma série de motivos, dei uma necessária – mas não radical – pisada no freio.

O que não me impede de, aos poucos, e de acordo com a memória, postar algumas lembranças, que vão desde os ensolarados momentos encadeirado nas areias da minha São Sebastião até os bons tempos de Bixiga em São Paulo, nas décadas de 80 e 90, passando por balcões e mesas da Paulicéia em geral, paraísos cariocas e similares em boa parte do Brasil.

Em breve retornarei por estas bandas, aguardem.

grande abraço.

Zé Luiz Soares

Eu bebo sim, e sô sabichão =^)

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Bicarato

Ok, vamos combinar o seguinte: beber não vai te deixar mais inteligente, mas se você bebe é porque você é mais inteligente. Mas não sou eu que afirmo isso não, até porque minha modéstia intelectual me impede. A constatação científica vem embasada em duas pesquisas, de duas renomadas (!) instituições lá das gringas, o National Child Development Study e o National Longitudinal Study of Adolescent Health. Tá duvidando, é? Confira então a matéria aqui. E tim-tim!

Comer, rezar, amar (de novo)

Mais duas tiradas do mesmo livro:

Sobre depressão:

Quando se está perdido nessa selva, algumas vezes é preciso algum tempo para você se dar conta de que está perdido. Durante muito tempo, você pode se convencer de que só se afastou alguns metros do caminho, de que a qualquer momento irá conseguir voltar para a trilha marcada. Então a noite cai, e torna a cair, e você continua sem a menor idéia de onde está, e é hora de reconhecer que se afastou tanto do caminho que sequer sabe mais em que direção o sol nasce.

Sobre aprendizado:

(…) você tem de ser muito gentil com você mesma quando estiver aprendendo alguma coisa nova.