Cursos gratuitos na Rede

Com tantas “atitudes”, “propostas”, “investimentos”, “cursos” e outros caça-níqueis da mesma estirpe espalhados por aí, quer seja no mundo real, quer seja no mundo virtual, acaba sendo uma grata surpresa descobrir uma quantidade razoável de cursos verdadeiramente gratuitos existentes na Rede.

Tá certo que alguns são até meio incipientes (tosqueira mesmo), mas cavucando bastante até que dá pra achar muita coisa boa espalhada por aí. De mais a mais convém lembrar que eu posso estar sendo meio míope na análise, pois às vezes é difícil mensurar a qualidade de algo que você já conhece bem, mas que tenha sido escrito para principiantes…

Na página do Instituto Embratel tem algumas coisas interessantes, pois, além de outros projetos, podemos encontrar o Ponto Comunidade, que tem um acervo de imagens e vídeos; o Centro de Convergência de Novas Mídias (UFMG), que possui cursos de HTML, CSS, MySQL, PHP e Wiki; e ainda o Embratel Educação, com cursos para navegadores de primeira viagem, Linux, Editor de Texto, Planilha Eletrônica, Apresentações e Correio Eletrônico.

Já no idealgratis existem vários cursos, apostilas, manuais e e-books, sobre os mais diversos assuntos: pessoal, alimentação, informática, artes, dinheiro, música, jogos e esportes, etc. Mesmo o maldito acento circunflexo que colocaram na letra “o” do tema telefonia não compromete a integridade dos cursos, que parecem ser do tipo “rápido e fácil” – tem até um de como melhorar seu beijo … (pra mim não, obrigado; ainda não tive reclamações…) :D

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (cujo portal foi feito para travar qualquer computador) possui um tal de ambiente Educação SEBRAE, com cursos de nomes sugestivos, tais como “Iniciando um pequeno grande negócio”, “Como vender mais e melhor”, “D’Olho na qualidade”, dentre outros. Para fazer qualquer dos cursos é necessário se inscrever on-line. Como não tenho tempo nem paciência para esses temas, fica combinado que quem for lá e verificar por si mesmo depois volta aqui e me conta, ok?

Na mesma linha temos o CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola que possui vários Cursos e Atividades, tais como atualização gramatical, currículo sem segredo, lógica e produtividade, produção de textos e outros mais – mas atenção: também há inscrição prévia e a gratuidade do curso é garantida para “estudantes cadastrados para estágio no CIEE”. Não tive curiosidade nem paciência para checar isso. Até pelo pré-requisito básico: computador com acesso à Internet com Windows 98, 2000, ME ou XP. E só. Quem for lá que não se esqueça de voltar e me avisar como é.

Já para colocar seu inglês, ou francês, ou espanhol ou mesmo o próprio português em dia, nada melhor que o Weblínguas. Seu método de aprendizado através de e-mails semanais e com suporte on-line quando necessário até que é razoavelmente eficiente. Sim, também precisa se cadastrar. Não, ninguém precisa me contar como é – desse eu já participei há alguns anos…

Curso de Português do Prof. Hildebrando A. de André (seja lá ele quem for) acaba sendo interessante mais pelas dicas de acentuação, concordância gramatical, etc, que pelo curso em si…

Projeto Aprenda em Casa traz vários cursos relacionados à informática, sendo que em alguns precisa se cadastrar, em outros não. Atenção, pois alguns foram “descontinuados” (odeio esse termo).

E, na linha de informática, temos também um Curso de Hardware Básico, disponibilizado pelo Laércio Vasconcelos – figura já bem conhecida no mundo digital desde a época do bom e velho Clipper Summer 87

Aliás, especificamente no Mundo dos Arquivos, onde você pode achar praticamente de tudo para download, temos um tal de Curso de Hacker em vídeo-aulas + apostilas + programas. Bastante divertido, por sinal!

Temos, ainda, disponível para as mais diversas consultas nas mais diversas áreas, a própria Wikipédia, uma vasta enciclopédia comunitária on-line que é atualizada a todo o momento – e não confunda com a Uiquipédia, que se auto-entitula uma “desciclopédia”, que nada mais é que uma grande (e bem-humorada) sacanagem on-line…

E, na área de direito, temos o JurisWay, que eu não necessariamente chamaria de curso gratuito, pois, na minha opinião, está mais para uma disponibilização de textos, seminários, artigos e matérias diversas na área de direito, mas também com umas pitadas na área da língua portuguesa. E que era o que eu estava procurando desde o início! Especificamente uma questão sobre Direito Contratual.

Estão vendo como tudo que a gente faz pode acabar rendendo uma boa prosa?

Ou, no mínimo, dá um post!

;)

Você conhece seu amor?

Perolazinha extraída lá do blog da Fernanda Barreto, em nem tão transitiva e direta assim… , num post de 14/01/08:

Sempre fico tensa com discussões amorosas. Dedos em riste apontam a incapacidade que temos de nos perceber humanos, míseros. Esta tendência rasa em enxergar o outro como um ser encerrado e estanque. Você mudou, acusa o homem. Quem mudou foi você, rebate a mulher.

(…) 

Crer que conhecemos alguém é supor que o mundo é inerte. A verdade é subjetiva – e os que não concordam com isso reforçam essa ideia.

Quem me escuta?

Isso que eu chamo zelar pelos interesses de seus clientes até as últimas consequências… Publicado no jornal O Estado de São Paulo, de 20/01/08, e recebido por intermédio do clipping da AASP:

“Advogados fazem malabarismos contra as escutas

O medo do grampo telefônico tem provocado situações inusitadas. Para fazer um acordo entre dois rivais comerciais, um advogado promoveu encontro em uma praia do Rio. Ali, os dois empresários foram obrigados a trocar ternos por sungas e a conversar na água, segundo o advogado de um deles, o Kakai, no livro A Era do Escândalo, do jornalista Mário Rosa.

Questões existenciais

– Já que os homens são todos iguais, então por que vocês, mulheres, escolhem tanto?

– Por que, algum tempo depois de escolhido, vocês sempre passam a dizer que o caboclo tem tantos defeitos que “no mercado” existiriam outros melhores?

– E depois, tendo voltado “ao mercado” e conseguido outro, teimam em dizer que “o antigo” tinha esta ou aquela qualidade insuperável?

Sinceramente?

Não consigo entender…

Kombi

Uma pérola para cultura inútil: a palavra Kombi (sim, referente àquele carro de uma aerodinâmica ímpar NO MUNDO), vem do alemão Kombinationskraftwagen*, e que, segundo nosso consultor linguístico de plantão (numa de nossas últimas sessões etílicas), trata-se de termo oriundo da língua alemã e que significa nada mais nada menos que “veículo-diferente-feito-para-japonês-carregar-barraca-de-feira-né”

 

 

* Na realidade significa “veículo de uso combinado”, ou melhor dizendo, “utilitário”

Adevogados…

Um chefão da Máfia descobriu que o seu contador lhe havia desviado dez milhões de dólares.

Esse contador era surdo. Por isso foi admitido pois, além de ser um deficiente físico, ele nada poderia ouvir para, depois, ter que testemunhar em algum tribunal.

Quando o chefão foi dar um arrocho no contador sobre os dez milhões, levou junto seu advogado, que sabia a linguagem de sinais dos surdos.

O chefão perguntou ao contador: “Onde estão os dez milhões que você levou?”

O advogado usando a linguagem dos sinais perguntou ao contador onde estavam escondidos os dez milhões, que logo respondeu (em sinais): “Eu não sei de que vocês estão falando.”

O advogado traduziu para o chefão: “Ele disse não saber do que se trata”.

O mafioso então sacou a pistola 45 e encostou-a na testa do contador, gritando: “Pergunte a ele de novo…”

O advogado sinalizando para o infeliz: “Ele vai te matar se não contar onde está o dinheiro.”

O contador sinalizou em resposta: “Ok, vocês venceram, o dinheiro está numa valise marrom de couro, enterrado no quintal da casa de meu primo Enzo, no bairro de Queens!”

O mafioso perguntou ao advogado: “O que ele disse?”

O advogado respondeu: “Ele disse que você não é macho o suficiente pra puxar o gatilho…”

Alê Félix, a Viajandona

Ultimamente uma de minhas leituras obrigatórias é o blog-diário da Alê Félix, que está viajando pela América do Sul do jeitão dela. Pouca grana, desfrutando perrengues homéricos, variando do mau humor absoluto à mais divertida molecagem que se possa imaginar, mas conhecendo o lado humano de cada localidade por onde passa, se redescobrindo como pessoa nesse “Caminho de Santiago” dos Andes. Acompanhem comigo alguns trechinhos dessa desventura:

29/11/07: Tem uns quinze dias que dei um chutão no meu inferno astral e me mandei pro Rio. Ah, o Rio de Janeiro… E aquele povo. Puta que o pariu de lugar abençoado, de gente engraçada, leve… Adoro até o humor rabugento do dono do apartamento que alugamos e que simplesmente ignora a existência e presença de paulistas.

15/12/07: Viajo daqui a pouco, não planejei nada, não falo nada de espanhol, não tenho data pra voltar, tô indo sem reservas, sem fazer a menor idéia do que há para ser visto, sem ter estudado o melhor percurso que farei chegando na Venezuela e seguindo em direção a Colômbia, Equador, Bolivia e Peru. Não sei onde estarei no Natal e muito menos no Ano Novo. Só sei que tenho uma passagem de ida para Caracas, saindo de Guarulhos hoje a meia noite. Tenho meus poucos quinhentos dólares na carteira e um tênis que custou quase isso e que eu espero que me ajude no folego que me falta. Vou de mochilão, vou atravessar os países de onibus apesar das recomendações, vou dançando salsa, vencendo meus medos da solidão, testando meus limites, escrevendo e fotografando. Voltarei pra cá sempre que der. Fui.

26/12/07: E agora, chegando em Quito estava conversando sobre as minhas impressoes sobre a Venezuela e lembrei que escrevi merda no post abaixo. Ignorem o que eu digo, eu estava num pessimo humor quando escrevi e tudo me parecia pior do que realmente tinha sido. Eu conheci muito pouco e muito rapidamente o país, tive o prazer de ser presa por tres horas no Palacio Miraflores e depois ainda conseguir nao só a camera fotografica de volta como tirar fotos com a boina do guarda que me prendeu, fora outras situacoes e pessoas que nao dei o devido valor. Como dizia Fernandinho (um colombiano simpaticao que adora o Brasil e queria o tempo todo que eu falasse em portugues e nao em portunhol porque era muito mais charmoso), nao é todo dia que se vive e parece que eu esqueci o quanto sao valiosos esses momentos de perrengue.

27/12/07: Ah! Tambem me escondi dentro daquele lugar onde o padre fica quando as pessoas se confessam. Uma senhora deve ter confundido minha capa equatoriana com alguma santidade papal e veio me contar suas travessuras. Fiz uma super-capsula imitando voz masculina e sai de la correndo antes que me prendessem tambem no Equador. Preciso parar com essas manias, mas quase sempre é irresistivel. Tomara que deus seja um cara bem humorado, senao eu to lascada.

31/12/07: Nao suporto correr riscos, mas tambem nao suporto ficar parada vendo minha passar toda certinha e bonitinha igual a da cartilha que a maior parte de nós segue sem questionar, sabe? Igual a de todo mundo que nem sabe porque trabalha, para quem vive, pelo que sonha, por quem goza… Pra que uma casa propria? Por que casamos? Por que tantas compras? Pra que tanta economia? Por que é tao importante ter filhos? Por que trabalhamos com o que nao gostamos? Por que nos sujeitamos a uma vida que nao vale uma vida? Por que mentimos para nós mesmos mais do que mentimos para as outras pessoas? (…) Feliz ano novo pra voces… Arrisquem. Arrisquem sempre que for possivel. Arrisquem novos caminhos, pensem diferente, pensem no que realmente querem fazer com os poucos anos que ganhamos de presente. A cartilha pode ser quentinha, mas as vezes sentir frio na barriga, gelo na espinha e arrepio na nuca é o que precisamos para nos sentirmos vivos.

02/01/08: Nao sou muito chegada a turistas e os lugares eleitos por eles. Nao aguento aquelas carinhas alegres comprando pacotes para trenzinhos, manja? Nao que eu nao ande neles. Minha alma brega acaba entrando nessas presepadas (sempre!) e se divertindo pra burro mesmo quando meu cerebro me empurra para as ruas onde vivem as pessoas reais. Curto passear pelas berimbocas, fotografar escondidinha, fotografar escancaradamente, conversar, conversar e conversar. Por sorte, ontem meu cerebro estava dominante e fui para as ruas mais afastadas onde festejariam os moradores de Banos…