Ja-man-ta não mor-reu… (dinovo!)

Boisé…

Nem bem me “curei” do último acidente, não é que já me meti em outro? Dessa vez com a moto…

Estava eu, belo e formoso, indo trabalhar quando me deparo com um semáforo, próximo a um posto de gasolina. Pista dupla, com busão parado à direita, não tive dúvidas: fui à direita deste, pelo posto de gasolina, para aguardar o verde.

Mas o verde veio antes do esperado…

E nesse meio tempo, um carro À ESQUERDA DO ÔNIBUS resolveu entrar nesse mesmo posto de gasolina. Com um ônibus entre ambos nenhum de nós viu o outro até que fosse tarde demais. A lateral do carro foi crescendo na minha frente, resolvi virar pra direita pra acompanhar o carro, mas a roda dianteira ameaçou derrapar, comecei a juntar no freio e aí que a moto começou a deslizar de vez, cada vez mais perto do carro, restou a derradeira alternativa:

– A moto que se foda!

Pulei fora no último momento, mas ainda não deu pra evitar que ela caísse sobre minha perna (a outra, a boa).

Levanta daqui, olha dali, “tá tudo bem, tá tudo bem” – “não se machucou, quer que leve para o hospital?”… Enfim. Ambos estávamos errados, ambos sofremos com isso, cada um paga o seu.

O que mais me doeu – pensamento inclusive que ocorreu no MOMENTO da batida – foi o bolso. Não ficou caro pra arrumar, mas – putz! – já estou sem grana, e acabei gastando o que não podia…

Ao menos teve o lado bom da coisa (1ª Lei de Polyana). Eu estava mancando da perna esquerda, com o tombo passei a mancar da perna direita, ou seja: praticamente parei de mancar! Tudo bem que diminui uns 10cm na altura…

Bom, enfim, após looooooongo e tenebroso inverno, mais algumas derrapadas de aprendizado, finalmente consegui liberar a área de comentários. Tive que aprender a usar uns três softwares diferentes, bem como descobrir como funciona o MySQL básico pra poder fazer isso, mas (acho que) consegui. Ainda falta acertar a configuração geral do site, mas com algum tempinho acho que dá pra corrigir…

“Motivação”

“carpe diem”

MOTIVAÇÃO. Motivo. Ação. Motiva a ação. Aquilo que dá motivo à ação. Motiva a ação em função deste. Motivo sem ação resta perdido. Ação sem motivo resta inócua. O motivo faz que a ação seja prazerosa. A ação faz que o motivo se realize. O motivo fundamenta. A ação executa. Fundamenta a execução. Motiva a ação. Motivo. Ação. Motivação.

Heh… Agora eu entendo como Lewis Carrol conseguia se divertir tanto com as palavras…

Propagandas com mensagens subliminares

Notícias interessantes (e inesperadas) do mundo jurídico…

Essa notícia eu recebi através do clipping da Síntese Publicações em 06/03/2006. Refere-se ao processo nº 102028-0/2004 – Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Ei-la:

Propaganda subliminar gera indenização de R$ 14 milhões

O Juiz de Direito da 4ª Vara Cível de Brasília, Robson Barbosa de Azevedo, condenou a Souza Cruz S/A, Standart Ogilvy & Mather Ltda e Conspiração Filmes e Entretenimento S/A ao pagamento de indenização por danos morais difusos no valor de R$ 14 milhões ao fundo de que trata o artigo 13 da Lei 7.347/85, e à veiculação de contrapropaganda elaborada pelo Ministério da Saúde.

Segundo a ação ajuizada pelo Ministério Público do DF e Territórios, as rés uniram-se para criar e veicular publicidade antijurídica de tabaco, usando mensagens subliminares e técnicas para atingir crianças e adolescentes – público que não reúne condições para julgar as coisas clara e sensatamente. A propaganda, levada ao ar em horários legalmente proibidos, foi suspensa conforme acordo judicial, entretanto a contrapropaganda não foi obtida amigavelmente.

O laudo da publicidade elaborado pelo Instituto de Criminalística do DF analisou as imagens e a transcrição do áudio, revelando silhueta de pessoa com cigarro, a imagem de mulher fumando, pessoas fumando carteira de cigarros e as mensagens escritas na propaganda. E conclui: “As imagens revelam forte apelo e atratividade do público infanto-juvenil pela propaganda do cigarro, sem prejuízo de alcance do público em geral, mas o texto revela um contexto nítido de dedicação aos jovens”.

A conclusão é corroborada por outro laudo, elaborado pelo IML do DF, que revela alucinação visual e visão periférica subliminarmente acrescida de um efeito osciloscópico, concluindo pela não opção de aceitação ou rejeição da mensagem ao ser passada para o consumidor.

Segundo o Juiz, as rés não lograram êxito na demonstração de que não visavam ao atingimento do público infanto-juventil, limitando-se a explanar a respeito de técnicas de marketing quando se pretende vender produtos a jovens e/ou crianças. Além disso, o formato videoclipe utilizado está nitidamente voltado para essa faixa etária, e constata-se abusividade da propaganda na utilização de mensagens subliminares.

Na sentença, o juiz explica que se tratando de propaganda ilegal e abusiva, aplica-se o artigo 56, XII do Codecon, que revela ser cabível a imposição da contrapropaganda às custas das rés, devendo esta ser veiculada nas mesmas emissoras, freqüências e horários e pelo mesmo tempo em que o foi a publicidade original.

Levando-se em conta a dimensão dos direitos difusos atingidos, foi fixada indenização por danos morais em R$ 14 milhões, que será revertida em favor de um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais, de que participarão necessariamente o Ministério Público e representantes da comunidade, e cujos recursos são destinados à reconstituição dos bens lesados.

Vírus, vírus e mais vírus

“latet anguis in herba”

Ante o surto psico-virótico que nos abordou aqui no trabalho ontem à tarde, acho que é bom trazer algumas definições acerca do ambiente bio-virtual que cerca nossos computadores. Esses conceitos básicos foram veiculados pelo IDG Now! em 22/02/06, através de seu repórter Guilherme Felitti. Não abrangem todo o universo viral – e até acho que poderíamos ter algumas coisas beeeem mais interessantes por aqui – mas já ajuda a saber onde efetivamente pisamos (ou teclamos)…

Cavalo-de-tróia – Tal qual a história sobre o ataque dos gregos à cidade de Tróia, o cavalo-de-tróia permite que hackers entrem em seu PC e tenham acesso à suas informações. Com uma praga deste tipo instalada, o hacker pode instalar um keylogger, para saber tudo o que você digita, ou provocar infecções por diferentes vírus por estar escondido dentro da máquina. Um software antivírus ou anti-spyware detectam e limpam a praga do PC.

Firewall – Quando está conectado à web, o PC do usuário troca informações com outros computadores e servidores. Um firewall controla quais programas instalados no seu PC têm permissão para acessar informações na internet, assim como fecha todas as suas portas para que hackers não invadam a máquina. Caso um cavalo-de-tróia esteja instalado na máquina, o hacker não poderá acessar informações se houver um firewall no caminho.

Keyloggers – Associados em muitos casos aos cavalos-de-tróia, o keylogger é uma espécie de spyware essencial ao trabalho de golpistas online. Instalados no PC do usuário, os pequenos aplicativos registram todos os botões que o usuário bate no teclado. O keylogger então envia o registro para o hackers que, com dados como senhas e sequências numéricas registradas, faz compras e saques onlines facilmente.

Patch – Softwares não saem redondinhos dos desenvolvedores. Para corrigir erros que podem facilitar uma invasão, as empresa responsáveis divulgam pacotes de correção (também conhecidos como patches), que consertam os buracos encontrados pela própria companhia. Um software só está realmente seguro se tem todas suas atualizações instaladas.

Phishing – O nome não soa como o verbo “pescar” em inglês à toa. Hackers formatam mensagens falsas que se parecem com comunicados oficiais distribuídos por bancos e instituições ligadas ao governo. Com a semelhança, o usuário é enganado e envia arquivos e informações sigilosas, achando que está se comunicando com o órgão oficial. As mensagens, com links para páginas que costumam durar pouco tempo, são as iscas para que o usuário incauto caia no golpe.

Scam – representam o primórdio do phishing. Ao invés de direcioná-lo para um site malicioso, os scam buscavam enganar o usuário com uma história dentro de um e-mail. Convencido pelos argumentos que prometiam grandes quantias de dinheiro após uma pequena contribuição, usuários doam o dinheiro para o destinatário da mensagem (um nigeriano, no caso mais conhecido), que sumia do mapa.

Spam – Qualquer tipo de mensagem que você recebeu na sua caixa de entrada sem ter solicitado pode ser classificada como um spam. Os responsáveis por enviar a mensagem, chamados de spammers, ganham dinheiro enviando milhões de e-mails por dia, com conteúdo publicitário, em sua maioria. Como não adianta responder à mensagem pedindo para retirar seu nome na maioria dos casos, o usuário consegue se defender do grande volume apenas com aplicativos anti-spam.

Spyware – Como forma de rastrear os gostos de usuários online, empresas de propaganda desenvolveram um programa leve que se instalava no PC do usuário sem sua permissão e monitorava quais eram os sites mais visitados. A estratégia de entregar publicidade focada foi a base para que hackers aproveitassem a idéia para instalar códigos maliciosos no PC do usuário. Instalados em programas gratuitos ou integrados em sites online, os spywares podem instalar pragas como vírus ou cavalos-de-tróia no micro sem que o usuário note, monitorando assim seu acesso e roubando senhas e dados pessoais.

Vírus – Vovôs das ameaças digitais, os vírus de computador provocam calafrios em quem navega na internet brasileira desde seu início, ainda que seus riscos tenham diminuído com o tempo. A praga chega ao usuário, na maioria das vezes, por e-mail. As consequências de uma infecção dependem do vírus: enquanto uns apenas mostram imagens engraçadas, outros formatam o disco rígido do PC e se enviam para todos os contatos do usuário.

Circo político

Sem comentários!

Ontem à noite realizou-se uma sessão de Câmara que, dentre outras coisas, serviu para confirmar a opinião que tenho daquela Casa Legislativa. Acontece que o prédio ocupado pelos “nobres edis” fica bem no meio de uma praça e é totalmente redondo. Dai a definição que tenho – que, diga-se de passagem, não é minha, mas adotei com fervor – numa construção redonda, cheia de palhaços, somente faltou o toldo…

O mote principal dessa sessão foi o questionamento sobre a área de saúde que a vereança quis impingir ao secretário da pasta do Município. Por falta de codinome melhor, vamos chamá-lo de “Pepe”. Imaginem a situação: numa Câmara com treze vereadores, sendo sete da oposição (estávamos, pois, em minoria). Todos munidos até os dentes com extensa papelada, requerimentos, denúncias, questões específicas que precisavam demonstrar e perguntar ao secretário. Este, por sua vez, sentado, sozinho, na mesa da presidência, tendo como única defesa o poder do verbo.

Foi um massacre.

Pobres vereadores… Não tiveram chance!

Não foi necessariamente o fato de o questionado ser muito bom, ELES é que eram muito ruins.

De início, o principal atacante no pleito quis – como todo político sempre quer – fazer da tribuna um local de discurso, antes mesmo de chegar às perguntas. Depois de meia hora falando, falando, falando, sem chegar a lugar nenhum, por pura pressão das hostes que ocupavam o recinto, que estavam aos gritos de “pergunta logo!”, ele foi obrigado a entrar no mérito da sessão.

Aliás, diga-se de passagem, e como foi colocado por alguns dos presentes, pensou-se seriamente em procurar na multidão o secretário da pasta de educação para verificar a possibilidade de inscrever o nobre edil em alguma EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil)…

Pô! Ele mal conseguia ler a papelada que estava à sua frente, e o tanto que leu sempre foi “comendo” as duas últimas sílabas de todas as palavras. “Constituição” virou “constituis”, “dificuldades” virou “dificuldd” (sim, “Ds” mudos), e assim por diante. É incrível como um político “profissional” consegue ser eleito por tantos mandatos seguidos e sequer se preocupar em crescer um pouco culturalmente…

Pois bem, voltemos ao assunto. O Pepe (que assumiu uma postura que lhe valeria a alcunha de “Pepe onze e meia” – só faltou a caneca) DOMINOU a sessão. Além de se explicar muito bem tecnicamente, teve tiradas sutis e sarcásticas que muitas vezes não eram compreendidas pelo intelecto inferior daqueles que o acusavam.

Sem entrar nesses detalhes técnicos, vou me prender aos “humorísticos”…

Uma das perguntas levantadas por esse vereador foi se ele estava presente no Município quanto a Santa Casa pegou fogo. “Sim, eu estava presente”, foi sua resposta, com uma emenda rápida: “Mas não fui eu não!”. A platéia veio abaixo.

“Quanto recebe o administrador da Santa Casa?”, foi outra das perguntas. Foi esclarecido que não há pagamento para pessoa física, mas sim para a empresa contratada para a gestão do órgão, e que, descontando os valores de impostos, recolhimentos obrigatórios, etc, “ainda não chega aos pés de quanto ganham os ocupantes desta Casa”. Tapa com luva de boxe de pelica…

O presidente da Câmara ocupou a tribuna logo a seguir, tendo feito uma “pergunta morna”, que serviu para recompor todos os presentes e dar a vã esperança que ainda teríamos uma noite de sanidade pela frente.

O inquisidor, desculpem, vereador seguinte já possuía um domínio maior da palavra, mas não do raciocínio. Emendou numa série de considerações altamente sugestivas e incriminatórias para, ao final, fazer uma pergunta pífia e sem relevância. Entretanto foi-lhe respondido a pergunta completa, inclusive de cada uma das consideranda, o que derrubou por terra essa manobra de acusar antes de perguntar. Nesse momento coube uma sutileza tão grande que sequer foi assimilada pela maioria dos presentes. Num comentário de uma dessa questões, Pepe ressaltou que aquela Casa parecia usar o estratagema de um famoso comunicador alemão da década de quarenta, que defendia a tese de que uma mentira, se contada inúmeras vezes, acabaria se tornando uma verdade. Era o assessor de propaganda de Hitler…

Aliás, o que mais chamou a atenção dos presentes, foi que – salvo raras exceções – cada um dos vereadores que lançava as perguntas, no decorrer das respostas, simplesmente não olhava para os olhos daquele que respondia. Ficavam folheando papéis, olhando para os lados, conversando com quem passava, num total descaso ao motivo principal que os reunia.

Triste…

Mais à frente compareceu um vereador que começou a martelá-lo com perguntas repetitivas. Num dado momento, ele se vira para alguém da platéia e pede que se levante. “O senhor conhece esse rapaz?”, foi a pergunta. “Sinto muito, mas o senhor deve compreender que, como secretário da pasta, eu cuido da área administrativa, e não da área clínica. Só na Santa Casa são mais de 400 atendimentos por dia, e não há como conhecer a todos”. “Pois é. Então eu lhe apresento o mais novo viúvo do Município. Minha pergunta é: qual foi o médico que matou a mulher dele?”

“AAAAAAAHHHHHHHH !!!!!” – foi a reação que se ouviu do público presente, que simplesmente não acreditou que alguém poderia fazer uma pergunta tão imbecil…

Mais uma vez a resposta foi técnica, explicando que seria impossível conhecer todos os casos que ocorrem diariamente no ambiente hospitalar, que, se houvesse alguma mínima desconfiança de erro médico isso teria que ser apresentado à Administração para que se pudesse discutir tal fato no foro competente, qual seja, perante o Conselho Regional de Medicina. Também ressaltou que o ambiente hospitalar é o que traz mais alegrias e tristezas à população, em se falando somente em seus extremos: o dos nascimentos e o das mortes.

As duzentas e sessenta e nove perguntas seguintes feitas por esse vereador foram EXATAMENTE sobre o mesmo tema, que obtiveram insistentemente a mesma resposta. Mais tarde, naquela noite, comentando sobre o ocorrido, foi dito à mesa de bar que “aquele vereador realmente tem problemas, pois você fala, fala, fala, e ele não escuta, não entende o que você responde”.

Pepe emendou: “Realmente isso é um problema. Chama-se AUTISMO.”

Bem, houveram inúmeras outras tiradas, sem contar no “teatro” feito pelos vereadores enquanto decorriam as perguntas. Pra se ter uma idéia, essa novela se estendeu por três horas!

Ao fim da sessão, o secretário foi abordado por uma militante que lhe disse: “Meus parabéns! Você disse pra eles TUDO que, faz anos, a gente estava querendo falar!”

Heh… Ele saiu de lá em estado de graça…

Ressalte-se que estes meus comentários não se dão em função de ideologia política ou partidária, nem em função dos escalabros que tenham ou não ocorrido na pasta desse secretário. Minha vontade de escrever sobre isso se dá em função da necessidade de se mostrar o que realmente rola numa sessão de Câmara. É horrível saber que pessoas total e completamente despreparadas sequer para a vida é que comandam o poder legislativo de toda uma sociedade.

Acho que é por isso que os principais projetos de lei que saem daquela Casa continuam sendo o de dar nome a ruas, avenidas e demais logradouros públicos…

Enfim, se as pessoas soubessem exatamente como se faz linguiça e como se legisla, não quereriam usufruir nem de um, nem de outro…