E AGORA MINHA PRÓPRIA ESPOSA, POR TELEFONE, ME AVISA QUE ESTÁ NO HABIB’S E PERGUNTA (SARCASTICAMENTE) SE EU VOU QUERER UMA ESFIHA! CASO CONTRÁRIO, QUE TAL UMA PIZZA??!!!
Ufff!…
Com licença, vou ali me suicidar e já volto.
E AGORA MINHA PRÓPRIA ESPOSA, POR TELEFONE, ME AVISA QUE ESTÁ NO HABIB’S E PERGUNTA (SARCASTICAMENTE) SE EU VOU QUERER UMA ESFIHA! CASO CONTRÁRIO, QUE TAL UMA PIZZA??!!!
Ufff!…
Com licença, vou ali me suicidar e já volto.
Acabei de descobrir como se sentem as mulheres com TPM. Tem uma maneira MUITO fácil para que qualquer homem também o descubra: basta que seu médico lhe passe uma DIETA para baixar triglicérides e colestorol.
Para os triglicérides temos a lista número um, que proíbe doces, massas (qualquer coisa com farinha) e CERVEJA. Começou bem.
Já para a lista número dois, que cuida do colesterol, há que se evitar carne vermelha, manteiga, leite em geral, gema de ovo, pele de frango, etc. O resto não me lembro, pois fiquei prostrado no chão, em prantos.
Fixei essas listas ontem à noite na geladeira e, hoje de manhã, a Dona Patroa as viu. Seu comentário: “Nossa, mas é tudo que você mais gosta…”
Nova crise de choro.
E, para coroar de êxito essa empreitada, ainda tenho que aguentar meus amigos (sabedores das listas) me convidando para feijoadas, churrascos, cervejadas, oferecendo doces, pastéis, etc.
Defitivamente, hoje sei como é uma mulher com TPM…
Esoterices.
Pois bem. No último dia 16, exatamente às 10h13min (tinha que ter 13…), veio ao mundo a Ana, filha do André e da Lizandra.
Segundo o MAPA ASTRAL dessa pequena capricorniana nascida em Jacareí (já descontado o horário de verão), ela possui o décimo signo do Zodíaco, o qual é governado pelo planeta Saturno, de pessoas com caráter complexo. A cor tradicional do signo de Capricórnio é o cinza e o verde escuro.
O Sol em Capricórnio – que identifica seu Signo de nascimento – lhe garante o caráter de uma pessoa íntegra, reservada, circunspecta, digna, com muita força de vontade. A sua ambição é tranquila, dentro dos limites do razoável. Gosta de responsabilidades e assume-as. Pode trabalhar numa área social. Possui espírito geométrico e de síntese.
Sua ascendência em Peixes indica que efetivamente procurará o amor, não será um qualquer, será um amor puro, perfeito. A procura arrisca-se a ser longa… Conseguirá vencer na vida graças a sua força de vontade e a sua vitalidade.
O Sol na 10ª casa demonstra uma grande importância da vida profissional: ocupa posição importante. O êxito é lento mas certo. Ascenção em relação à condição de nascimento.
A Lua em Leão demonstra que ela é valente, sabe tomar decisões, tem convicção nas suas idéias, honestidade, boa presença e é perspicaz. Possui um grande sentido da justiça, a qual muito respeita. Tem o sentido da organização. Escolhe muito bem os amigos, não os tendo só pelo fato de os ter. De natureza alegre e confiante: procura a vida próspera e independente.
A Lua na 5ª casa significa que ela gosta dos prazeres e de todas as distrações. De grande sociabilidade, possui talento para atividades com crianças, gosta delas. É uma autodidata.
Mercúrio em Capricórnio: Reflexão, pensamento profundo – fineza e vivacidade de espírito. Empreende grandes estudos, ou, se as condições não o permitem, será uma autodidata. Ela é uma pessoa muito metódica, racional com espírito claro, lógico, sem complicações: busca o essencial das coisas. Gosta das ciências exatas.
Mercúrio na 10ª casa: O seu lar, o seu conforto, tudo isto é muito importante para ela. É inteligente, fala com facilidade e à vontade. Dirige, sem problema, vários negócios ao mesmo tempo, e leva-os até ao fim. Numerosas mudanças de casa por razões de trabalho, ou profissão itinerante.
Vénus em Capricórnio: O seu amor é sincero. Ela liga-se principalmente a pessoas que têm problemas, o que lhe complica muito a vida, porque esses problemas passam também a ser seus. Frieza e reserva na expressão dos sentimentos – que são sérios, profundos, estáveis, sólidos, definitivos.
Vénus na 10ª casa: Os seus melhores anos são aqueles com os pais e também os últimos da sua vida. Ligação psicológica estreita com a mãe. Não quer dizer que os outros anos sejam maus, mas terá que ultrapassar vários obstáculos. O amor poderá ajudar na sua carreira profissional. Tem o dom da sedução. Gosta de receber visitas, gosta do conforto e da beleza do lar.
Marte em Touro: Vai até ao fim com os seus objetivos, conclui e então empreende uma outra ação com a mesma força de vontade e o mesmo entusiasmo da anterior. Tenacidade e perseverança.
Marte na 2ª casa: Ela conduzirá empreendimentos ousados e perigosos. Tomará muitas iniciativas. Lutará para ganhar dinheiro, e ganhará muito. Se algum azar acontecer, estará sempre pronta para recomeçar de zero outra vez. Grande força de vontade e entusiasmo.
Júpiter em Escorpião: Ela é provocadora, brusca, ofensiva. Tem bastante pretensão, autoridade, ambição e teimosia. Costuma ter uma família numerosa.
Júpiter na 8ª casa: Ela tem interesse pelas ciências ocultas.
Saturno em Leão: Ocupará quase sempre um lugar de autoridade. Ela gosta de ter responsabilidades e assume-as. Beneficia de favores de protetores, que reconhecem os seus méritos. Receberá recompensas pelo seu trabalho bem feito.
Saturno na 5ª casa: Ela gosta do método, do cálculo, da concentração. Não se sente atraída pelos divertimentos nem pelos prazeres em geral. Tem poucos amigos verdadeiros, mas os seus sentimentos são profundos e sinceros. É uma pessoa séria em tudo o que lhe diz respeito.
Urano em Peixes: Ela é receptiva, sutil, mas foge quando lhe pedem para investir.
Urano na 12ª casa: Ela tem dificuldades em adaptar-se ao mundo moderno, às novas tecnologias. Procurará um trabalho num local retirado. Sente atração pelo bizarro.
Netuno em Aquário: Tem muita generosidade. Gosta de resolver os problemas para que toda a gente fique satisfeita.
Netuno na 11ª casa: A sua amizade é franca e desinteressada.
Plutão em Sagitário: Grandes aspirações. Idealiza o amor e a sexualidade.
Tudo isso é apenas uma síntese de seu mapa astral…
Já no Oriente, temos o HORÓSCOPO CHINÊS, onde o signo de alguém corresponde ao animal regente do ano em que a pessoa nasceu. Cada um dos signos animais rege um dos 12 anos que compõem o ciclo chamado de “o grande ano”, que coincide com o tempo que o planeta Júpter demora para dar a volta do zodíaco. Para os chineses, os animais do zodíaco são mensageiros que permitem ao homem estabelecer contato com a energia essencial.
O Horóscopo Chinês é dividido também em doze signos, representando doze tipos diferentes de seres humanos. O enquadramento de cada nativo é feito pelo ano de nascimento, que se repete a cada período de doze anos, enquanto que, a cada dois anos, as características gerais são alteradas em função da mudança do Elemento que rege os signos. Além disso, cada período de duas horas é governado por um dos signos, o que acrescenta mais algumas características específicas.
Assim como eu, a pequena Ana possui o signo do Galo. O décimo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Galo (You – “o Coordenador”). Suas principais qualidades são a eficiência, o acentuado senso de responsabilidade, a disciplina, a autoconfiança, a seriedade, a disposição para construir e realizar, além de uma inegável coragem frente às adversidades. O nativo deste signo costuma ser crítico e exigente, cobrando demais de si mesmo e também dos outros. Tem uma mente ágil e habilidade para se expressar. Mas também pode se mostrar inflexível, apegada demais a idéias e valores, o que dificulta sua vida nos momentos em que se faz necessário um pouco mais de versatilidade.
O nome do signo em Chinês é JI; em japonês, TORI.
Horas governadas pelo signo: 17:00 às 19:00 horas.
O Galo prima pela boa educação, pelo refinamento e pela polidez, impondo seu espírito ordeiro e pacato. Afável e fiel.
Movido por um desejo interior enorme de atingir a perfeição em todos os sentidos, inclusive no plano espiritual, o nativo do Galo prima pela simplicidade em relação aos bens materiais, pois não se deixa ofuscar pelo luxo ou pelas suas posses, que são muitas, graças a sua capacidade de ganhar dinheiro.
Preocupa-se com o próximo com uma dedicação extrema, cuidando carinhosamente daqueles que precisam de sua ajuda. Essa característica toda própria faz com que se dediquem às profissões da área médica e da assistência social.
É metódico, inteligente, com um charme todo especial pela sua ternura, encantando a todos com seu espírito observador e analítico. Quando se trata de expressar os próprios sentimentos, no entanto, o Galo é tímido e retraído.
Aprecia as novidades e se entrega à vida com um entusiasmo contagiante. Podem ser muito mordazes em suas opiniões a respeito das pessoas e detestam a crítica. Quando magoados, tornam-se agressivos e demonstram até certa crueldade.
Não tem, no entanto, espírito vingativo, pois sua memória para fatos desagradáveis é muito pequena. Em pouco tempo se esquece de uma ofensa.
Não se arrisca, preferindo traçar metas e objetivos realistas e ao seu alcance. Preserva sua própria liberdade, mas não evita de se intrometer na liberdade alheia.
Galos famosos: Suharto, Deborah Kerr, Peter Ustinov, D. H. Lawrence, John Glenn, imperador Akihito, Yoko Ono, Eudora Welty, Bette Midler.
O ANJO DO DIA, segundo a teoria dos anjos cabalísticos, seria LAOVIAH.
Este anjo é invocado contra as fraudes e para obter a vitória. Influencia os grandes personagens que marcaram a história e ajuda o ser humano a obter graças pelo seu talento natural. A ajuda deste anjo será fornecida através das experiências de vida.
Quem nasce sob esta proteção, poderá descobrir muitas coisas que usará de forma prática no dia-a-dia. Será célebre por seus atos, melhorando sua personalidade a cada nova experiência vivida. Terá por todos com os quais se relacionar, sentimentos fortes e duradouros, pois tem uma intensa capacidade para amar. Será uma pessoa de sucesso e terá estabilidade financeira. Apaixonado por filosofia, compreenderá facilmente o mundo dos elementais. Enfrentará grandes desafios, tanto na vida sentimental quanto na vida profissional.
Profissionalmente fará sucesso em qualquer atividade, pois com sua coragem, nenhum obstáculo será suficientemente grande para detê-lo. Terá tendência para ser uma estrela no mundo político e na vida social.
O anjo Laoviah pertence à categoria dos Querubins, sendo Raziel seu príncipe. O salmo a ele vinculado é o 17.
Os SANTOS DO DIA são os seguintes: São Marcelo, São Berardo e São Honorato.
São Marcelo foi eleito papa em 307, nos últimos anos da perseguição da igreja pelo imperador Diocleciano. Ele fez a organização eclesiástica da Igreja dividindo a igreja em 25 paróquias para as quais nomeou os cardeais (um embrião do Santo Colégio) e foi extremamente misericordioso para aqueles que se arrependiam de ter renegado a sua Fé. Mas quando algumas pessoas conhecidas como os “Lapsis”, que recusavam a penitência para a sua apostase, não eram perdoados pelo papa Marcelo, e por causa disso o tirano e imperador Maxentius enviou São Marcelo para o exílio e ele morreu em 309 como resultado de inúmeras privações. O corpo de São Marcelo foi enterrado no cemitério de Santa Priscila em Roma. Mas logo em seguida o imperador Maxentius foi derrotado em batalha pelo Imperador Constantino que era Cristão e o oratório de São Marcelo foi restaurado e tornou-se um local de veneração. No sexto século foi reformado e aumentado para permitir acomodar mais fiéis. Após 300 anos suas relíquias foram colocadas no altar-mór da igreja que tem o seu nome e que fica exatamente onde ele tinha o seu oratório. Embora a igreja de “São Marcelo Al Corso” tenha sido reconstruída varias vezes as relíquias do santo estão sob o altar até os dias de hoje.
São Berardo e seus companheiros: Em 1219, seis franciscanos foram enviados como missionários a Espanha. Tornaram-se os primeiros mártires da ordem fundada por Francisco de Assis. Todos nasceram na Itália. Eram eles Vital, Berardo, Pedro, Acúrsio, Adjunto e Oto. Dois irmãos leigos e três sacerdotes. Partiram descalços, sem dinheiro e nenhuma provisão conforme recomedava Francisco. Passaram por Portugal e, enfrentando muitas dificuldades, alcançaram Sevilha, que se encontrava sob o domínio dos mouros. Levados por uma determinação de levar o Amor de Deus aos muçulmanos, pregaram o Evangelho ao próprio rei dos mouros que, irritado por tão grande atrevimento, mandou-os para a prisão. Foram salvos, graças à intervenção do príncipe que convencera o pai a deportá-los para Marrocos. Ali chegados, logo se puseram a anunciar o Evangelho aos marroquinos e ao próprio Miramolim, rei dos mouros. Este os expulsou de suas terras. Os cinco santos, entretanto, retornaram e retomaram a pregação. Insistiram até que foram presos, açoitados e decapitados pelo rei, que julgava assim prestar um culto a Alá, Deus de Maomé, seu santo profeta.
São Honorato: De um nobre família italiana Santo Honorato nasceu na segunda metade do século IV e conhecia todas as ciências da época. Depois de conhecer o Cristianismo abandonou o culto dos deuses e escondido dos pais recebeu o Batismo. Na sua vida de cristão nada foi fácil, principalmente quando seus pais rejeitaram e combateram a fé em Jesus. Frente a morte dos pais, o Santo com seu irmão sonharam em consagrarem-se a Cristo, por isso foram para a Síria e Grécia e outros locais, isto tudo com a ajuda do amigo. Com a morte do irmão, Honorato decidiu voltar para a Itália, onde foi ordenado sacerdote, e começou a morar e evangelizar na ilha de Lérins. Honorato acabou tendo que fundar um mosteiro, o qual foi gerador de grandes escritores, bispos e santos. Verdadeiro pai dos monges, dirigia a todos com suavidade e doçura. Dizia sempre que: “Quem é virtuoso, não precisa estar triste”. Por isso no mosteiro de Honorato reinava uma alegria e serenidade, ao ponto da ilha de Lérins ser chamada da ILHA FELIZ. Santo Honorato não conseguiu terminar sua existência terrena em seu mosteiro, pois teve que assumir o bispado de Arles, importante lugar na França. Seu discípulo, Santo Hilário, dele escreveu: “Se preciso fosse representar alegoricamente a caridade, retrataria a imagem de Santo Honorato”.

Putz! Como o tempo voa! Só agora, fazendo o upload dos arquivos é que percebi: hoje é dezesseis de janeiro. Se casado ainda fosse (o primeiro) HOJE eu estaria fazendo dezoito anos de enlace matrimonial!…
Mas tudo bem. Foi uma fase necessária na minha vida para que eu pudesse me tornar o ser humano fantástico, inigualável e perfeito que hoje sou. Ah, e modesto também.
Desse modo estou plenamente satisfeito em ter zerado o hodômetro e começado de novo, sendo que mês passado já se completaram sete anos de felicidade.
E não tenho NENHUMA pretensão em zerá-lo novamente!
É, realmente, o tempo voa…
“89% e desfragmentando…”
Minha mãe tem uma única irmã, a qual vive na Itália há dezenas de anos. De quando em quando ela vem nos visitar e a todos os parentes no Brasil. Isso porque meu avô foi casado três vezes, sendo duas filhas do primeiro casamento, uns dezoito filhos do segundo, e nenhum do terceiro (minha avó materna legítima faleceu quando minha mãe tinha dois anos de idade) – é uma história familiar interessante que outro dia eu ainda contarei por aqui.
Pois bem. Essa minha tia, acompanhada de seu marido, veio nos visitar agora em janeiro, pretendendo ficar por aqui pelos próximos dois meses. E – é lógico – minha mãe passou a ter a estabilidade emocional de um hamster… Quer fazer absolutamente TUDO pra agradar as visitas, envolvendo TODO MUNDO num redemoinho conflitante de emoções. Sei que estou sendo até mesmo cruel para com minha própria mãe ao falar isso, mas – putz! – é difícil administrar tanta ansiedade assim num curto período de tempo. Ainda bem que meus tios são mais descolados e não se deixam afetar tanto.
Eu acho.
E como essa minha tia tem olhos castanhos e sua filha tem olhos azuis-cor-do-céu (iguais aos do meu avô), me fez lembrar que assisti um filme interessante neste fim de semana. O título em português ficou como “A Sogra” – apesar de no original ser Monster in law (trocadilho óbvio com o termo “mother in law”). Aliás nunca vi a Jennifer Lopez tão lindinha e simpática quanto nesse filme, e a atuação da Jane Fonda está sensacional.
Basicamente é a estória de um médico, filho único de uma apresentadora de TV ricaça que foi aposentada, e que pretende se casar com uma mocinha simples, que vive de bicos. O que obviamente desagradou profundamente sua mamãe. Não é nenhum filme espetacular, mas tem seus bons momentos, garantindo uma diversão leve e bem dosada, principalmente quando A sogra encontra com SUA sogra (pronto, contei).
Mas tem alguns momentos de grande sensibilidade, também. Em particular a Dona Patroa gostou de um, quando o galã convida a mocinha para sair – e concordo plenamente com ela, é um trecho muito bonito. A cena: ambos se encontram na praia, sendo que ela mal o conhece, pois se viram muito rapidamente apenas por três vezes. Ele gostaria que ela saísse com ele para jantar; ela não lhe dá muita bola, ao que ele insiste, dizendo que é diferente. Ela, certa de que o rapaz sequer seria atencioso o suficiente, rapidamente se vira de costas e lhe pergunta:
“- Qual é a cor de meus olhos?”
Com ela em primeiro plano, um sorriso divertido no rosto, ele às suas costas, num ar compenetrado e tendo o mar ao fundo, responde algo mais ou menos assim:
“- Num primeiro momento eu diria que são castanhos. Porém quando a luz incide meio de lado, a íris se ressalta, surgindo uma borda escura ao seu redor. Nesses momentos ele ficam cor de mel. Mas na claridade, com o sol batendo direto, eles se tornam verdes.”
E enquanto ele vai falando, aquele sorriso divertido dela vai, aos poucos, se desfazendo, transformando-se numa sutil expressão de espanto, quase beirando um leve choro. Então, com ela ainda de costas, ele pergunta:
“- Passei muito longe?”
Ela se volta de frente para ele, visivelmente embasbacada e diz:
“- “Castanhos” teria sido o suficiente…”
Tudo bem, vá lá, podem até achar que se trata de uma cena meio piegas, até porque, por escrito, fica meio difícil de traduzir a carga emocional do momento. Mas que é bonito, ah, é!
E você?
Sabe qual é a exata cor dos olhos de sua paixão?…

Por que não fazem piscina de bolinhas tamanho adulto?… 🙁
Bem, após brindar vossa paciência com histórias de mais de vinte anos atrás, permitam que este T-Rex que vos escreve fale de alguns assuntos ao menos deste século…
Duas coisas me chamaram a atenção nos últimos dias. Uma delas foi uma notícia que recebi num clipping do IDG Now!, onde um cientista (cujo nome, é óbvio, não lembro) falava que alguns tipos de mídia para gravação de CDs e DVDs durariam apenas de dois a cinco anos, se perdendo após esse tempo. No texto ele alegava que mídias genéricas, de qualidade inferior, utilizariam um tipo de tinta de baixa qualidade que não duraria pra sempre, pelo que recomendava a utilização de fita (tipo fita DAT) cuja durabilidade seria maior.
Pra mim ele deve ter alguma sociedade em fábricas de fita DAT.
Ora, há muitos anos eu já recebi a informação de que disquetes teriam durabilidade de apenas dois a cinco anos – ainda assim se bem acondicionados e guardados em locais apropriados, haja vista a tropicalidade de nosso país. Procuro sempre renovar minha “frota” de disquetes depois de algum tempo, mas ainda assim possuo alguns com MAIS DE DEZ ANOS e que continuam total e completamente operacionais.
Pra mim, na prática, essa teoria de que as mídias (ao menos aquelas de baixa qualidade) não durariam muito tempo é pura balela. Tá certo que não vou pagar pra ver, pois sempre tenho mais de um backup escondido na manga e nas mais diversas mídias, mas vou procurar um texto interessante que se encontra em algum lugar nas catacumbas de meu computador e que fala justamente acerca dos tipos de mídia (dourada, azul, etc). Assim que encontrar, disponibilizo por aqui.
Outra coisa que me chamou a atenção foi uma notícia de outro clipping na qual se falava que a Câmara dos Deputados iria realizar um pregão (uma das modalidades de licitação) para adquirir pacotes do MS-Office. A justificativa para tal compra seria que os computadores possuem hoje o sistema Openoffice, o qual não foi muito bem “aceito” pelos usuários.
Em primeiro lugar, é certo que o Openoffice não é perfeito, assim como o MS-Office também não o é, mas se o padrão de mercado fosse o primeiro, com certeza não aceitariam a migração para o segundo. Ademais, como sempre ressalto, sistemas abertos, quer sejam na plataforma MS-Windows, quer sejam na plataforma Linux, SEMPRE vão depender de configuração e assessoria técnica, pois o usuário final simplesmente não TEM que saber ou conhecer das entranhas do software para que possa utilizá-lo. Ainda assim, mesmo num sistema MS-Office, duvido que qualquer usuário utilize mais que 10% de sua capacidade.
O porquê essa notícia me chamou a atenção? Simplesmente porque seria questão apenas de um treinamento competente aliado a um pouco de boa vontade de nossos políticos de utilizar algo que não conheceriam plenamente.
E, principalmente, pelo fato de que essa compra representa aproximadamente onze milhões de reais !!!
De resto, vamos levando. A perna está melhorando um pouco a cada dia (“estamos a 87% e desfragmentando”), pelo que ainda estou meio que limitado em minha capacidade de locomoção. Pelo menos a longas distâncias. Estamos com um pedreiro em casa consertando uma parte do encanamento – dá pra acreditar que todo o problema de pressão da água era em função de um registro que estava enterrado, entupido, escondido e inutilizável? Pois é. Mas consertos de casa, assim como de carro, são como um câncer. Criam metástase. Você mexe numa coisa, aí precisa mexer em outra, em outra, em outra, etc, etc, etc.
Apesar do apelido do pedreiro, ainda bem que ele é honesto, boa gente e competente.
Qual o apelido?
“LENGA”…

Da série INDEFINIÇÕES:
“PREOCUPAÇÃO – Quando pela primeira vez não se consegue dar a segunda.”
“DESESPERO – Quando pela segunda vez não se consegue dar a primeira.”
Anteontem assisti o filme “Diários de motocicleta”. É um filme sobre um tal de Ernesto Guevara. Sim. Ele mesmo.
Confesso que aluguei o filme um tanto quanto receoso. Achei que fosse ver a história de um revoltado, oprimido, lutando pela liberdade de um povo desde muito cedo. Alguém que pegou nas armas desde a mais tenra idade, para, mais tarde, liderar praticamente todo um povo na luta pelos seus direitos.
Ledo engano.
Alguém sabia que o distinto quase foi médico? Que trabalhou num leprosário? Que era asmático? Que era um mulherengo, bem humorado e que praticamente não sabia mentir? Tudo bem que, com certeza, muito do filme tem a chamada “visão do diretor” – de modo que não dá pra simplesmente pegar tudo o que ali consta e já entender como uma versão histórica, onde todos os fatos narrados seriam verídicos. Mas, oras, todas as estórias e lendas acabam por se basear em histórias realmente ocorridas, de modo que o benefício da dúvida não seria algo assim tão desprovido de senso…
O filme é de uma sensibilidade razoável, com um leve toque de humor, uma fotografia original e um questionamento profundo, mas colocado de tal maneira que quase passa desapercebido. Nos mostra um rapaz de apenas 23 anos, vindo de uma situação econômica razoável para sua época (1952), culto e preocupado, que passou por profundas experiências de vida numa viagem de motocicleta com um amigo por toda a extensão da América Latina.
Na verdade, ao final da película, me senti meio estranho. Não necessariamente com relação ao filme, mas comigo mesmo. Uma espécie de coceira nas entranhas do estômago que simplesmente não dá pra se coçar. Um nó na garganta vindo de lugar algum para lugar nenhum.
É que o filme trouxe à tona da realidade emoções muito antigas, que há muito tempo eu não sentia. Todas da minha adolescência.
Uma delas veio forte e urrando por espaço pra se libertar, pra se manifestar. Como diz a música, é da época em que eu ainda era tão criança a ponto de saber tudo. Acho que fui muito mais consciencioso naquela época do que agora, pois eu tinha uma sincera preocupação com o mundo ao meu redor, aquém e além das fronteiras. Hoje pode ser que seja apenas uma nota de rodapé nos livros de história, mas este dinossauro que vos escreve, juntamente com toda uma população, passou pelo sentimento oprimido de receio por uma guerra em escalas globais em decorrência da disputa pelas Malvinas. Ou Falklands, se preferirem. Mal havíamos acabado de sair de um longo período de ditadura militar, numa democracia insossa que ainda procurava se consolidar, mais errando que acertando, onde a Guerra Fria era uma realidade e o arsenal bélico mundial suficiente para detonar meia galáxia.
Com uma guerra praticamente aqui do lado, devidamente alicerçada nas mais loucas e insossas (pelo menos hoje) teorias de conspiração, com um leve toque de fatalidade dado pelas interpretações das profecias de Nostradamus, nós, os adolescentes da época, não tínhamos uma visão – ou esperança – muito clara do futuro.
Acho que desde cedo acabamos ficando muito politizados, aprendendo a analisar o sofrimento do mundo, as desgraças dos povos, encarando a pobreza e desespero de outrem com naturais toques adolescentes de revolta e rebeldia. Queríamos, sim, mudar o mundo, mas tínhamos aquela nítida sensação de que o momento já havia passado, que a geração anterior é que soube ir à luta, e nós éramos apenas passageiros no bonde da história. Nos restava somente viver o presente.
Curioso como ouvi algo muito semelhante a isso de uma pessoa de uma geração posterior à minha e, no caso, se referindo com saudades de uma época em que nunca viveu – aquela pela qual eu passei…
Mas esse lado cabeça, altamente politizado e intelectualizado, foi apenas uma das sensações que resgatei com o filme. A outra, muito mais light, diz respeito ao fato de que os heróis da telinha eram MUITO mulherengos. Passaram por SÉRIOS apuros simplesmente por não concentrar os pensamentos na cabeça certa…
E, na minha saudosa adolescência, também tínhamos lá nossas aventuras… Éramos uma turma de estudantes, com uns treze anos em média, e sem um puto no bolso – quando muito o suficiente para uma farmácia, um Halls e uma entrada na danceteria. A “farmácia” nada mais era do que um copo dos grandes, daqueles de vitamina, cheio até a boca com um pouquinho de todas as bebidas alcoólicas que se possa imaginar que existam num boteco’s-bar. O Halls era a balinha da época para se tirar o bafo (sempre gostei do de cereja)… E a entrada na danceteria (tá bom, discoteca) era tudo o que restou do dinheiro.
Depois de muito pular, suar e se divertir – até porque ninguém sabia dançar de verdade – na hora da música lenta, íamos à luta. Era questão de honra para todos os garotos tirarem ao menos uma garota pra dançar e, óbvio, tinha que rolar no mínimo uns beijinhos. Era o hoje tão conhecido “ficar”, mas que só veio a ter esse nome formal muitos anos mais tarde.
Usávamos avançadas estratégias de aproximação, normalmente envolvendo algum tipo de palhaçada, para atrair não só o interesse, como o bom humor e uma certa predisposição por parte das meninas. Algumas dessas estratégias, impublicáveis…
Então, todo senhor de si, íamos para o meio do salão para dançar coladinho ao som das músicas românticas da época. Alguma conversa aos sussuros ouvido a ouvido pra quebrar o gelo, algum gracejo pra extrair um singelo sorriso e inspirar uma certa confiança, alguns suaves beijos no pescoço, um roçar de lábios no rosto, olhos nos olhos, buscando a aquiescência e aprovação, e, então, um tenro beijo na boca. Mais um pouco de dança, agora em silêncio, e em seguida os lábios de ambos já buscavam diretamente um ao outro, para um beijo mais apaixonado, com uma certa fúria, trazendo à tona toda a excitação e sexualidade da adolescência.
Às vezes ficávamos toda a música lenta com uma única menina; já outras vezes, com mais de uma.
Mas ao final, quando se encerrava a sessão de lentas, invariavelmente cada qual ia para seu lado, juntar-se ao seu grupinho. As garotas, entre risos e sorrisos iam comentar entre si quem era fulano, sicrano ou beltrano, se era legal, se realmente beijava bem, e outros detalhes mais sórdidos… Já nós, os garotos, vestindo nossas peles e brandindo nossos tacapes, nos reuníamos em torno da fogueira para contar como havia sido a caça, cada qual – lógico – tendo se saído melhor que o outro…
Heh… Bons tempos aqueles. A vida era mais simples, as preocupações estavam distantes e o futuro simplesmente não existia…
Mas Guevara, ao que parece, soube o momento em que finalmente teve que colocar de lado sua adolescência e manter o foco em suas aspirações de ajudar o povo. Ainda que por meio das armas.
Já nós, simplesmente continuamos no bonde da vida, olhando pela janelinha as nossas próprias aspirações revolucionárias ficarem pra trás, juntamente com um período que, se não esquecido, ao menos guardado com carinho num cantinho das catacumbas d’alma…
