DVD de 1,6 Terabyte

Lançado DVD holográfico que guarda 1,6 Terabyte

IDG Now! – Segunda-feira, 28 novembro de 2005 – 17:02

A indústria nem mesmo terminou de desenvolver os padrões HD-DVD e Blu-Ray, os dois candidatos a substituir o atual DVD, e duas empresas já apresentaram um novo formato ainda mais interessante.

Durante a última semana, a InPhase Technologies e a Hitachi Maxell mostraram um disco do tamanho do DVD comum, capaz de armazenar até 1,6 Terabytes em um tipo de memória holográfica.

O primeiro diferencial da nova mídia é que os dados ficam guardados em um cristal sensível a luz. A segunda diferença é que, para que os dados sejam escritos ou lidos na mídia, o raio de luz é dividido em dois, sendo que um deles atravessa um material semitransparente do disco. E é justo esse material altera o raio de luz para inserir dados na mídia.

Como o raio é dividido em dois, dizem as fabricantes, a leitura e gravação de dados podem ser feitas simultaneamente, permitindo mais agilidade na troca de informações.

A técnica permite que apenas um disco guarde até 1,6 TB em dados, com velocidade de leitura de até 160 Megabits por segundo (Mbps) – 340 vezes a capacidade e 20 vezes a taxa de leitura de DVDs tradicionais, ou então duas vezes a velocidade e mais de 15 vezes a capacidade de armazenamento do HD-DVD ou Blu-Ray.

Para o final do ano que vem, as duas companhias pretendem lançar leitores compatíveis com a tecnologia. Além dos drives, chegam também as mídias avulsas. A capacidade, inicialmente, fica apenas nos 300 Gigabytes.

Apesar de não ser anunciado como um concorrente do Blu-Ray ou HD-DVD, o formato ainda sem nome posa certa ameaça às mídias de próxima geração. É que um único disco poderá, por exemplo, guardar até doze filmes em alta definição, com qualidade ainda melhor do que a prometida pelos substitutos do DVD.

Reféns da Sociedade

Num dia normal eu costumo receber cerca de quatrocentas mensagens por e-mail. Em média umas duzentos e cinquenta fazem parte de listas de discussão de genealogia das quais participo. Umas dez são de clippings das áreas de informática, direito e política. Aproximadamente cem de amigos, colegas e clientes sobre os mais variados assuntos, desde filmes, apresentações, piadas, trabalho, etc. O restante é spam.

E, de meus amigos, uma boa parte são aqueles e-mails com textos acerca de “avisos”. Bem ao estilo “Teoria da Conspiração”. Histórias (ou estórias?) acerca de pessoas que receberam trotes pelo telefone dizendo que outro membro da família havia sido sequestrado, que deveria depositar determinada quantia em determinada conta-corrente, que não poderia ligar pra ninguém senão eles matariam o refém, e assim por diante.

Sinceramente nunca dei muito crédito a esse tipo de coisa. “Nah! Isso não acontece por aqui. Estamos no mundo real.” Ainda que já tenha visto reportagens na televisão sobre o assunto, ainda assim ficava aquela sensação de que são coisas que ocorrem com outras pessoas e nunca com a gente.

Ledo engano.

Calma. Não aconteceu nada comigo, mas sim com pessoas muito próximas. E é exatamente o que dizem as mensagens por e-mail: eles, os facínoras (sempre quis usar essa palavra), fazem um verdadeiro trabalho de desequilíbrio emocional com a pessoa do outro lado da linha, sem na realidade ter NADA de concreto. Trabalham com a imaginação da pessoa – e convenhamos, a gente sempre espera o pior. Através de fragmentos de informação conseguem montar um quadro muito próximo da realidade que acaba dando credibilidade às suas palavras.

Basta ver o caso daquele que já foi um dia conhecido como o “maior hacker de todos os tempos”, Kevin Mitnick. Analisando friamente sua história, temos que, apesar de ele ter um vasto conhecimento na área técnica, seu maior trunfo era exatamente a chamada “engenharia social”. Com telefonemas simples ele conseguia levantar junto aos desavisados as informações necessárias para invadir os sistemas de quem quer que fosse. Existe um filme sobre ele – se bem que o livro de Tsutomu Shimomura (que foi quem o rastreou e prendeu) é bem melhor.

Mas voltemos ao nosso tema. Qual a solução para quem enfrenta uma situação dessas? Não existem regras. Calma e bom senso é que REALMENTE devem imperar caso isso venha a acontecer. No caso dessa minha amiga a vítima foi a própria mãe, a qual, apesar do desespero, teve presença de espírito suficiente para contornar a situação e comprovar que realmente tratava-se de um trote. Maquiavélico, criminoso, horrendo, mas ainda assim, um trote.

O que me incomoda é que existem à disposição da polícia ferramentas mais que suficientes para contornar esse tipo de situação. Não adianta querer que todo mundo tenha identificador de chamada em casa. Não adianta dizer que não se pode registrar Boletim de Ocorrência porque não houve efetivo dano ou ameaça de dano. As companhias telefônicas, ainda que não disponibilizem na conta telefônica todas as informações possíveis (em especial acerca das chamadas locais), ainda assim têm todo o histórico do que já aconteceu com determinada linha telefônica. Eu já trabalhei lá, sei disso. Absolutamente TUDO fica registrado nos computadores, o que, em última análise, não é nada mais que uma base de dados. Gigantesca, sim, mas uma mera base de dados. E como tal pode ser consultada e filtrada para se obter a informação que se deseje.

Creio que o direito à privacidade é inviolável, mas num caso como esse haveria que se ter um policiamento para atuar de forma preventiva, visando ter subsídios para o passo seguinte: a forma repressiva. Existe a tecnologia. Existe a técnica. Existe a ferramenta. O que não existe é a VONTADE…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Superpoderes

“Mens sana…” em quê mesmo? Tô todo doído…

Meu filho é um X-Man (para os incautos: lê-se “équis mén”). É sério. Nesse final de semana a Dona Patroa precisou sair e fiquei em casa com a prole. Assim pude não só descobrir como observar os poderes que vem desenvolvendo.

Por exemplo: assim como o Noturno, da equipe do Professor Xavier, meu caçulinha de um ano e meio também tem o poder do teletransporte. Talvez devido à idade ainda não consiga se teletransportar a grandes distâncias, mas – com certeza – ele já manifestou esse poder. Explico. Ele estava a meus pés enquanto eu estava na cozinha e, NO EXATO MOMENTO SEGUINTE, antes mesmo de um piscar de olhos, ele já estava no banheiro “dando corda” ao rolo de papel higiênico. Conseguiu desenrolar apenas uns vinte e cinco metros.

Mais tarde ele estava jantando e quando eu baixei a colher para pegar um novo bocado e a levei até sua boca – pasmem – ele já havia se teletransportado. Dessa vez, inclusive, levou a cadeira junto para alcançar o vídeo cassete. Consegui salvá-lo (o vídeo) momentos antes de cair.

Creio que ele já deve fazer parte de uma geração mais avançada de mutantes, eis que ele não só se teletransporta no mais absoluto silêncio, como também não deixa nenhuma evidência de seu sumiço. E, ainda, existem outros poderes latentes mas que ele já vem treinando. Tal como a heroína Canário Negro ele tem também o poder do grito sônico, porém ainda não está muito focado. Às vezes ele simplesmente pára, olha pra gente, e solta o grito de, vejamos, uns 380 decibéis. Sim, supera qualquer escala. Digo que não está muito focado porque ainda não consegure quebrar nada (pelo menos não com o grito), mas já atordoa seriamente sua vítima deixando-a com os tímpanos, senão estourados, ao menos desorientados.

Aliás não é só ele quem possui poderes, eis que meu “do meio”, de quatro anos, também vem demonstrando algumas manifestações. Nesse final de semana, por exemplo, e por mais de uma vez, ele demonstrou poderes equivalentes ao do Tocha Humana, dos Quatro Fantásticos. De um momento para outro, sem o menor aviso, ele consegue elevar a própria temperatura corporal para muito próximo dos quarenta graus. Mas como ele ainda é novinho, acho que não sabe como voltar ao normal, daí a necessidade de a gente ter que controlar através de medicamentos. Espero que fogo propriamente dito fique somente para a adolescência. Isso me lembra um teleporte que o caçula fez para tentar acender o fogão elétrico…

Somente o mais velho é que não parece ter algum poder específico. Pelo menos não atualmente. Se bem que ele, com apenas seis anos, já possui como mecanismo de defesa um super sarcasmo pra lá de ferino que, sinceramente, não sei de onde herdou…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Tô vivo!

Faz uns dois dias que estou com uma música (impronunciável) do Ultraje na cabeça…

Já há algum tempo a excelentíssima senhora minha esposa perguntou-me: “Ué? Hoje não vai escrever no seu diário?”. Ela estava se referindo a esta página. E… veja bem, meio que ela tem razão. Isso aqui REALMENTE é uma espécie de diário.

Mas eu diria que é um “diário de responsa”. Pois não guardo minhas opiniões somente para mim, como seria num livrinho comum. O que escrevo e ponho no ar automaticamente está disponível para qualquer um em qualquer lugar do mundo.

E é justamente por isso que, de quando em quando, eu dou uma sumida. Pode não parecer, mas é uma carga a se levar, pois além das responsabilidades profissionais (quer seja dentro ou fora do horário de expediente), das familiares, das econômico-financeiras, e outras mais, também avoquei a mim a responsabilidade de escrever. Mesmo que me digam – como já ouvi – que não, um site não precisa ser como uma coluna de jornal, com aquela frequência e assiduidade britânica, eu não consigo simplesmente relaxar. Eu sou taurino com ascendência em virgem, ou seja, além de turrão, perfeccionista. Sou aquele cara que põe o seguinte adesivo na traseira do carro: “Não adianta me seguir que também estou perdido, não sei onde esta estrada vai dar, MAS VOU ATÉ O FIM!!!”

Assim, caríssimos leitores (sobrou algum, espero), não adianta. Só mesmo passando pessoalmente por aqui no site para saber se existem novidades. Agradeço sinceramente os toques pessoais, e-mails, telefonemas e – pasmem – até mensagens no celular. Devagarinho vamos voltando à ativa…

E, num só parágrafo para aqueles mais próximos (quem tiver que entender, que entenda), procurarei evitar que o capim cresça, não deixando o site largado. Tomarei cuidado para saber se meus filhos não estão dormindo com um olho aberto e – prometo – largar mão de ser tão vagabundo. Não no sentido sexual da coisa, pois deixei essa vida pra trás faz muuuuuuito tempo, e hoje passo essa incumbência aos meus bons amigos e colegas de copo: Sala e Frário. Continuo a alardear aos quatro ventos que em casa é só LINHA DISCADA, portanto, caríssimos, PELAMORDEDEUS, pensem duas vezes antes de mandar e-mails de Powerpoint com 1 mega, filmes com 3 mega e (PUTZ!) fotos com 7 mega. Apesar dos protestos da Telefônica, meu bolso agradece. Basta ter fé (mas não deixem de estudar) que dá pra tirar de letra as provas de final de ano, principalmente quando são as últimas do curso. Exame nem pensar! A não ser que seja pra concurso, onde até contrato de gestão costuma cair. Muito tempo no trabalho e distância da criançada deixa a gente meio que triste às vezes, mas é só lembrar a alegria redobrada nos reencontros que a gente consegue diminuir o aperto no coração. Que, diga-se de passagem, vai bem. Apesar do susto, nos ecocardiogramas e ecodopplers da vida não apareceu nada menos que o coração de um touro em forma, obrigado. E, ainda, os desmandos dos chefes costumam ser assim mesmo: diarréicos. Tem que ser pra ontem. Mas com jogo de cintura e bom senso a gente consegue resolver de tudo, até mesmo dar um jeito no povo que não gosta de trabalhar. Bom senso, aliás, que deve imperar mesmo do outro lado do globo, principalmente no que diz respeito a saber guardar dinheiro direito, sem se deixar deslumbrar pelo consumismo. Mas ainda assim o dinheiro foi feito pra gastar, então nada como procurar as promoções ítalo-brasileiras e aproveitar o solzinho em terra brasilis, onde mesmo quando tá frio, tá mais quente que em muito lugar no mundo. Calor esse que transmito num sincero abraço virtual pra aniversariante do meio da semana.

Bão, por enquanto é isso.

Pra fechar, segue uma frase interessante que está martelando na minha cabeça já há algum tempo: “Arrogante é aquele cara que gasta o que não tem pra comprar o que não precisa pra mostrar pra quem não gosta tudo aquilo que ele não é.”

Inté!

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Recordando…

E eis que já tá acabando o ano…

Numa noite insone, diretamente das sombrias catacumbas de meu computador, eis que encontrei alguns bons e velhos textos e poemas interessantes, que me tocam a alma…


O que é REALMENTE IMPRESSIONANTE é que o poema seguinte tanto pode ser lido no sentido normal quanto de trás para frente (verso a verso) – o que muda totalmente seu sentido…

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais…

CLARICE LISPECTOR


EU QUISERA

Eu quisera que encontrasses nos meus olhos
Todas as respostas que não sei te dizer;
Eu quisera que procurasses dentro de mim
Tudo o que ainda não consegui encontrar;
Eu quisera que estivesses realmente segura do que és – és tu para mim;
Eu quisera que todo meu ser não tivesse um só segundo para mim
Eu quisera muitas coisas
Mas resumindo, eu só quero que tu me queiras
Eu quisera acima de tudo o teu amor.


ISMÁLIA

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar.

ALPHONSUS DE GUIMARAENS


LIBERDADE

Você tem liberdade de ser você mesmo, de ser o seu próprio eu, aqui e agora, e não há nada que possa impor-se no seu caminho. Essa é a lei da Grande Gaivota, a lei que é. Cada um de nós é uma ilimitada idéia de liberdade, uma imagem da Grande Gaivota, e todo o corpo de vocês, da ponta de uma asa à ponta da outra, não é mais que o próprio pensamento de vocês.

Se a nossa amizade depende de coisas como o espaço e o tempo, então quando finalmente ultrapassarmos o espaço e o tempo, teremos destruído a nossa fraternidade. Mas, ultrapassado o espaço, tudo o que nos resta é AQUI. Ultrapassado o tempo, tudo o que nos resta é AGORA. E entre AQUI e AGORA você não crê que poderemos ver-nos uma ou duas vezes?

RICHARD BACH

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Sucumbência – caráter alimentar

Tão pouco tempo disponível e centenas de livros para ler…

Honorários de sucumbência têm caráter alimentar

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os honorários de sucumbência têm caráter alimmentar e, por isso, merecem tratamento equivalente ao dos créditos trabalhistas no que diz respeito ao seu pagamento pela parte devedora. O entendimento da 3ª Turma diverge das recentes decisões da 1ª e 2ª Turmas.

A decisão foi proferida em ação de execução de honorários advocatícios sucumbenciais, na qual a União pleiteava preferência com fundamento no artigo 286 do Código Tributário Nacional *. O advogado, contrapondo-se à pretensão da União, alegou que a natureza alimentar da verba honorária a equipara aos salários, de forma que a preferência não se justificava.

Segundo a relatora, ministra Nancy Andrighi, é possível que uma verba tenha caráter alimentar ainda que seja incerto e aleatório o seu recebimento. Como exemplo, ela citou as gratificações com base em metas, participações nos lucros (sem acordo ou convenção coletiva), diárias e comissões, verbas que têm natureza salarial.

Para ela, acontece o mesmo com os honorários de sucumbência: o advogado contratado para atuar num processo cobra um valor fixo inicial, mais a eventual sucumbência, para o caso de vencer o pleito, o que representaria adicional aleatório. A ministra lembrou ser comum o advogado formar uma “reserva de capital” quando recebe os honorários de sucumbência, economia que depois utiliza por vários meses até que outras causas em andamento lhe rendam uma nova reserva, razão pela qual as verbas sucumbenciais, para a grande massa dos advogados, fazem parte do seu sustento.

De acordo com o voto da relatora, a inexistência de relação de emprego entre advogado e cliente não influi no caráter alimentar da verba honorária, já que o salário de um empregado é protegido por lei porque representa sua fonte de sustento, não porque há subordinação. A ministra ressaltou ainda que, dada a natureza alimentar dos honorários de sucumbência, eles podem ser considerados “créditos decorrentes da legislação do trabalho”, o que os privilegia sobre os créditos tributários.

Votaram com a relatora os ministros Castro Filho, Humberto Gomes de Barros e Carlos Alberto Menezes Direito. O ministro Ari Pargendler foi voto divergente.

Jornal do Advogado – OAB/SP – Ano XXI – nº 297 – Agosto de 2005

* Nota: Com certeza houve um erro de transcrição por parte do jornal, pois o CTN não tem um “artigo 286”; muito provavelmente deve se referir ao artigo 186, o qual determina: “O crédito tributário prefere a qualquer outro, seja qual for a natureza ou o tempo da constituição deste, ressalvados os créditos decorrentes da legislação do trabalho.”

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...