In the beginning

He, he… Quem já trabalhou com computadores de grande porte vai entender melhor as sutilezas deste texto… Se bem que tem umas linhas de log truncadas nele… Apesar disso, a grande zica se deu mesmo após a execução de “multiplication” e de “freewill”.

( Publicado originalmente no e-zine CTRL-C nº 01, de novembro/99 )

IN THE BEGINNING

[author unknown]

(To justify God’s ways to the 21st century.)

In the beginning there was the computer. And God said

:Let there be light!

#Enter user id.

:God

#Enter password.

:Omniscient

#Password incorrect. Try again.

:Omnipotent

#Password incorrect. Try again.

:Technocrat

#And God logged on at 12:01:00 AM, Sunday, March 1.

:Let there be light!

#Unrecognizable command. Try again.

:Create light

#Done

:Run heaven and earth

#And God created Day and Night. And God saw there were 0 errors.

#And God logged off at 12:02:00 AM, Sunday, March 1.

#Approx. funds remaining: $92.50.

#And God logged on at 12:01:00 AM, Monday, March 2.

:Let there be firmament in the midst of water and light

#Unrecognizable command. Try again.

:Create firmament

#Done.

:Run firmament

#And God divided the waters. And God saw there were 0 errors.

#And God logged off at 12:02:00 AM, Monday, March 2.

#Approx. funds remaining: $84.60.

#And God logged on at 12:01:00 AM, Tuesday, March 3.

:Let the waters under heaven be gathered together unto one place and let the dry land appear and

#Too many characters in specification string. Try again.

:Create dry_land

#Done.

:Run firmament

#And God divided the waters. And God saw there were 0 errors.

#And God logged off at 12:02:00 AM, Tuesday, March 3.

#Approx. funds remaining: $65.00.

#And God logged on at 12:01:00 AM, Wednesday, March 4.

:Create lights in the firmament to divide the day from the night

#Unspecified type. Try again.

:Create sun_moon_stars

#Done

:Run sun_moon_stars

#And God divided the waters. And God saw there were 0 errors.

#And God logged off at 12:02:00 AM, Wednesday, March 4.

#Approx. funds remaining: $54.00.

#And God logged on at 12:01:00 AM, Thursday, March 5.

:Create fish

#Done

:Create fowl

#Done

:Run fish, fowl

#And God created the great sea monsters and every living creature that creepeth wherewith the waters after its kind and every winged fowl after its kind. And God saw there were 0 errors.

#And God logged off at 12:02:00 AM, Thursday, March 5.

#Approx. funds remaining: $45.00.

#And God logged on at 12:01:00 AM, Friday, March 6.

:Create cattle

#Done

:Create creepy_things

#Done

:Now let us make man in our image

#Unspecified type. Try again.

:Create man

#Done

:Be fruitful and multiply and replenish the earth and subdue it and have dominion over the fish of the sea and over the fowl of the air and over every living thing that creepeth upon the earth

#Too many command operands. Try again.

:Run multiplication

#Execution terminated. 6 errors.

:Insert breath

#Done

:Run multiplication

#Execution terminated. 5 errors.

:Move man to Garden of Eden

#File Garden of Eden does not exist.

:Create Garden.edn

#Done

:Move man to Garden.edn

#Done

:Run multiplication

#Execution terminated. 4 errors.

:Copy woman from man

#Done

:Run multiplication

#Execution terminated. 3 errors.

:Insert woman into man

#Illegal parameters. Try again.

:Insert man into woman

#Done

:Run multiplication

#Execution terminated. 2 errors.

:Create desire

#Done

:Run multiplication

#Warning: No time limit on this run. 1 errors.

:Create freewill

#Done

:Run freewill

#And God saw man and woman being fruitful and multiplying in Garden.edn

#Warning: No time limit on this run. 1 errors.

:Undo desire

#Desire cannot be undone once freewill is created.

: Destroy freewill

#Freewill is an inaccessible file and cannot be destroyed.

#Enter replacement, cancel, or ask for help.

:Help

#Desire cannot be undone once freewill is created.

#Freewill is an inaccessible file and cannot be destroyed.

#Enter replacement, cancel, or ask for help.

:Create tree_of_knowledge

#Warning: No time limit on this run. 1 errors.

:Create good, evil

#Done

:Activate evil

#And God saw he had created shame.

#Warning system error in sector E95. Man and woman not in Garden.edn. 1 errors.

:Scan Garden.edn for man, woman

#Search failed.

: Delete shame

#Shame cannot be deleted once evil has en activated.

: Destroy freewill

#Freewill is an inaccessible file and cannot be destroyed.

#Enter replacement, cancel, or ask for help.

:Stop

#Unrecognizable command. Try again

:Break

:Break

:Break

#ATTENTION ALL USERS *** ATTENTION ALL USERS: COMPUTER GOING DOWN FOR REGULAR DAY OF MAINTENANCE AND RESET IN FIVE MINUTES. PLEASE LOG OFF.

:Create new world

#You have exceeded your allocated file space. You must destroy old files before new ones can be created.

: Destroy earth

#Destroy earth: Please confirm.

: Destroy earth confirmed

#COMPUTER DOWN *** COMPUTER DOWN. SERVICES WILL RESUME SUNDAY, MARCH 8 AT 6:00 AM. YOU MUST SIGN OFF NOW.

#And God logged off at 11:59:59 PM, Friday, March 6.

#Approx. funds remaining: $0.00.

Curtas

Novos ventos sopram no mundo jurídico… Comecei a estudar alguns casos em que a Telefônica (operadora de telefonia fixa no Estado de São Paulo) foi condenada a SUSPENDER a cobrança da assinatura mensal de suas contas. Parece uma área interessante para atuação. Quando eu tiver mais notícias, aviso.

Brasão de Hogwarts Como nem só de trabalho vive este ser humano que vos fala, comecei a dar uma fuçada nos blogs da vida e encontrei mais alguns interessantes. Para os fãs do mundo de Harry Potter (eu! eu!), visitem Harry Potter Forever (clique aí do lado). É bem do tipo “fãzoca adolescente”, mas a moçoila que o escreve tem um senso crítico bem apurado, e contém indicações para outros sites.

Também para os catedráticos em direito, temos o blogsdireito, que é mais um serviço de news que um blog propriamente dito…

No mais continuamos firmes e fortes na luta diária, principalmente correndo atrás de mais dados pra minha árvore genealógica. Hã? Eu ainda não falei que AMODEPAIXÃO genealogia? Putz, que lapso… Depois que se é contaminado pelo vírus genealógico (“amoeba familiaris”) as sequelas ficam para o resto da vida. Torna-se totalmente impossível conhecer qualquer pessoa sem fazer um rápido exame mental, ainda no meio do apertar de mãos, do tipo “onde foi que eu já vi esse sobrenome?…”. Existe um texto que contém umas observações interessantes (leia-se hilárias) sobre isso. Vou dar uma procurada aqui nas catacumbas de meu computador.

Causos

Bão… Por enquanto nada melhor pra fazer do que contar sobre a vidinha mundana… Como diria um amigo – grande João Moreno! – é complicada essa coisa de ser doutor adEvogado de direito jurídico…

O que me lembra de um “causo” (Pantaleão, se segura…). Ocorreu numa comarca aqui do interior de São Paulo. Causa trabalhista, de peão de sítio. Audiência una, com oitiva de testemunhas no mesmo ato. Dois pela Reclamada e dois pelo Reclamante. Na verdade o cara praticamente não tinha direito a nada, mas pra resolver a pendenga lhe foi acenado com a possibilidade de pagamento de uns cento e cinquenta contos. E nada. Irredutível. Não abria mão de um centavo.

O juiz não entendia o porquê de tanta intransigência, e perguntou:

– Mas, seu fulano. Estamos aqui, tentando compor amigavelmente as partes. Isso significa que cada um cede um pouquinho. A Reclamada cedeu de modo a lhe pagar algo. O senhor também deveria ao menos ceder de modo a receber um pouco menos.

– A seu doutor, num dá. Cento e cinquenta num dá. Só das testemunhas que eu trouxe já prometi cinquentão pra cada um, aí você tira a parte do advogado e vai sobrar o que pra mim? Não, cento e cinquenta num dá!

Foi nessa hora que o advogado dele tentou se esconder debaixo da mesa, enquanto que o da Reclamada rachava de tanto rir. O escrevente segurando as gargalhadas e o juiz perplexo, com olhar atônito e o queixo literalmente caído.

– Escuta, meu senhor – disse o juiz medindo cada sílaba. Acharia muito BOM que vocês fizessem um acordo. Eu vou sair da sala pra tomar um café e quando eu voltar quero o acordo pronto. Vamos fazer de conta que não ouvi nada disso.

E saiu, ainda pasmo.

Conclusão? O acordo ficou em míseros cem reais, mais um sabão por parte do juiz… Se as testemunhas dele receberam cinquentão cada um? Sinceramente não sei, mas acho que não…

Isso me lembrou de outro causo!

Certa vez trabalhei com um advogado, vamos chamá-lo de Nêru (só a irmã dele sabe o porquê desse apelido), que foi fazer uma audiência em São Sebastião. Com todo o respeito ao pessoal da terrinha, mas lá pr’aquelas bandas só existem dois tipos de ação: investigação de paternidade e reintegração de posse (por causa do porto e da grilagem de terras).

Aguardando o início da audiência, ele começou a conversar com os advogados da outra parte. Eis que passam duas moçoilas, bronzeadíssimas, pernas de fora, bustiê, exalando hormônios…

– Êita, que abriram a porta da zona no meio da tarde! – Foi o que ele comentou com os outros advogados, que só esboçaram um sorriso. Ainda assim ele continuou sua preleção sobre as beldades que passaram.

Minutos depois, eis que adentram à sala de audiência. E ele, pálido. Deu de cara com as “meninas” de antes: juíza e escrevente, respectivamente…

Aliás, existem, também, ótimas histórias da comarca de São Sebastião, pois a “zona de meretrício” ficava bem embaixo das salas do Fórum. Mas isso talvez já seja matéria para um outro dia…

O início (deste pseudo-blog)

Buenas.

Bem-vindo ao LEGAL.ADV. Olha, eu já tentei fazer deste um site sério. Um site técnico. Um site diferente. Enfim, já tentei coisa paca. Mas acabei chegando a uma conclusão: de que nós, mero mortais, que estoicamente mantemos nossos sitezinhos com recursos próprios, e que precisamos ganhar o pão nosso de cada dia longe da Internet, simplesmente não conseguimos manter a estrutura dos verdadeiros profissionais do ramo…

Assim, resolvi largar mão. Eu já tinha conseguido um domínio que achei interessante e não conseguia chegar numa versão final de “página de apresentação”. Aí me foi apresentado um site interessante, que é mais ou menos um blog: “www.jesusmechicoteia.com.br” (Larissa, essa devo a você). O cara consegue com bom humor ir mantendo seu dia a dia e contando suas his/estórias. Muito bom. Gostei. E como não estou a fim de reinventar a roda, e como nesse mundo nada se cria, tudo se copia, vamos tentar esse rumo. 😉

Com o tempo também irei atualizando os demais links desse site e – por que não – abrirei um espaço pra msgs. Por enquanto é isso. Grande abraço!

OBSERVAÇÃO: Este post foi o que deu início a um formato de blog – até então não utilizado no e-zine Ctrl-C e tampouco no meu antigo site Habeasdata.com.br – ainda que sem ferramentas para tanto. Sim. Originalmente era tudo em HTML. Com um pouquinho de Java aqui e ali…

Bibliografia – Crtrl-C 04

( Publicado originalmente no e-zine CTRL-C nº 04, de fevereiro/2003 )

Assim como a maioria dos mortais, eu também não sou de ficar anotando de onde vem a maior parte do que leio – até porque sou um leitor onívoro, basta ter algo que me interesse e não importa a fonte. E, também, assim como todos que resolvem se aventurar nessa difícil arte de escrever, tenho zilhões de informações rigorosamente catalogadas e arquivadas em algum lugar obscuro de meu disco rígido ou numa pasta de recortes ou numa pasta suspensa ou grafada em destaque nos livros ou anotada em guardanapos ou … enfim, tem coisa paca. Desse modo, dentro do possível, identifico as fontes das matérias desse número, dentro do impossível, sinto muito.

E-zine Barata Elétrica. n. 26, fev.2002. http://www.inf.ufsc.br/barata

GAIMAN, Neil. Fim do Mundo. Sandman. Editora Globo. ed. 54. abr. 1996.

MARINHO, João. O erro que deu certo. Geek. São Paulo, Digerati Editorial. ed. 23, ago. 2002. p. 20.

MARTINS, Maurício. É agora ou nunca. Geek. São Paulo, Digerati Editorial. ed. 29, fev. 2003. p. 42.

* As (poucas) imagens em ASCII utilizadas foram descaradamente copiadas de algumas assinaturas de integrantes da lista de discussão linux-br (http://listas.conectiva.com.br/listas/linux-br).

E lembrem-se: A INFORMAÇÃO TEM DE SER LIVRE !

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Humor

( Publicado originalmente no e-zine CTRL-C nº 04, de fevereiro/2003 )

Aqui temos um pequeno espaço para piadas – é lógico que, como todo bom brasileiro, temos sempre que estar tirando um sarro de alguma coisa, certo? Não tenho a intenção de ofender ninguém e normalmente as piadas que rolarão por aqui serão a respeito de informática e/ou advogados, mas nada impede o surgimento de outras anedotas de outros gêneros. Se você é do tipo que se ofende com piadas assim, faça-me um favor: NÃO LEIA.

Particularmente eu acho que encontramos o equilíbrio quando temos estado de espírito o suficiente para rir de nossa própria profissão ou situação, já que o anedotário popular simplesmente reflete os mais íntimos sentimentos arraigados no povo, que expressa suas convicções e anseios através do (bom) humor. E se você não acreditar nisso, bem, então já temos base para a primeira piada… 😉

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Quando você vê o Ônibus Espacial em sua base de lançamento, sempre há dois foguetes propulsores auxiliares presos a ele perto dos tanques de combustível, chamados de SRB (Solid Rocket Booster).

Os SRBs são feitos pela Thiokol numa fábrica em Utah. Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-los um pouco mais “gordos”, mas eles deviam ser enviados de trem até o Cabo Canaveral, sua base de lançamento.

Como existem túneis no caminho, e estes túneis foram construidos para comportarem um trem, os tais engenheiros tiveram que se contentar em respeitar os limites da bitola padrão (distância entre os trilhos) das estradas de ferro.

E a bitola padrão das estradas de ferro americanas é de 4 pés e 8 1/2 polegadas. É um número bem esquisito. E por que esta bitola é usada?

Porque é esta a bitola usada na Inglaterra, e as ferrovias americanas foram construídas por ingleses. Mas por que os ingleses usam esta bitola?

Porque as primeiras linhas foram construidas pelos engenheiros que construiram os primeiros bondes, e foi essa a bitola usada. Mas então por que era essa a bitola?

Porque o pessoal que construiu os bondes usavam os gabaritos e ferramentas para fazer as diligências, que usavam esta bitola. Tá! Mas porque as diligências usavam esta bitola?

Porque se usassem qualquer outra bitola as rodas quebrariam nos sulcos das estradas inglesas, que têm seus sulcos muito uniformemente cavados. Mas por que as estradas inglesas têm sulcos tão uniformes?

Porque as estradas inglesas, como a maioria das velhas estradas européias, foram construídas pelos romanos para a movimentação de suas tropas. E as carroças e as bigas usavam a mesma bitola para não quebrarem nos sulcos das estradas.

Então chegamos à resposta da pergunta original. A bitola padrão das ferrovias americanas é de 4 pés e 8 1/2 polegadas porque deriva das especificações originais das carroças militares do exército romano, que foram determinadas para que pudessem permitir a passagem de duas bundas de cavalo lado a lado.

Portanto, o desenvolvimento de um dos maiores projetos de transporte da humanidade foi originalmente determinado pela largura de duas bundas de cavalo romanos.

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Um interessante incidente processual ocorreu em 1995 nos autos de um processo que tramitou na Justiça Federal do Rio de Janeiro:

“Exmo. Sr. Dr. Juiz da 17ª Vara Federal:

O Ministério Público Federal sugere seja desentranhada a barata mumificada às fls. 02, em homenagem à boa higiene dos cartórios da Comarca ou a substituição de tal pena.”

Daí, o Juiz respondeu, na página seguinte:

“Não creio que a barata tenha sido mumificada, como afirma o culto Membro do MPF, pois a Justiça Federal não tem meios nem recursos para submeter tais insetos, ou mesmo os camundongos que por aqui pontificam, a tratamento próprio para sua conservação, até porque esta prática, para conservação, supunha a crença na passagem do morto para uma vida eterna, o que não creio que ocorra com baratas. Acolho a promoção do Parquet Federal e determino o desentranhamento do inseto e sua destruição… Rio, 27/10/95.”

(Fonte: Sônia França)

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Um jovem executivo estava saindo do escritório quando ele vê o presidente da empresa com um documento na mão em frente a máquina de “picotar” papéis.

– Por favor, diz o presidente, isto é muito importante pra mim, e minha secretária já saiu. Você sabe como funciona esta máquina?

– Lógico, responde o jovem executivo! Imediatamente tira o papel das mãos do presidente, liga a máquina, enfia o documento e aperta um botão.

– Excelente meu rapaz!!! Muito obrigado… Eu preciso só de uma cópia, onde sai ?

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Se mexer, pertence à Biologia.

Se feder, pertence à Química

Se não funcionar, pertence à Física.

Se ninguém entende, é Matemática.

Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.

Se mexe, fede, não funciona, ninguém entende, não faz sentido, é Informática…

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