Quando eu fiz Magistério…

Década de oitenta… O ano exato? 1984. George Orwell havia falhado em suas previsões (a chegada do “Big Brother” ainda levaria umas duas décadas) e nós, adolescentes da época, feromônios à flor da pele, ainda estávamos em busca de nossos caminhos…

Numa época em que já havia aprendido a não levar a vida tão a sério (por que será que me esqueci como é que se faz isso?) e recém formado na oitava série, o passo seguinte seria o segundo grau. Eu e o amigo inseparável da época resolvemos estudar na ETEP (Mecânica, vejam só!) e, para tanto, havia um “vestibulinho” a ser superado. Que, dentre farras e brejas, é lógico, não passamos. Mas nem tudo estava perdido: havia o chamado “Reforço”, que era um cursinho de seis meses, na própria ETEP, que iria nos preparar para o exame seguinte.

À noite.

Ou seja, teríamos seis meses de dias ociosos pela frente, fazendo somente um curso noturno e numa época em que na ETEP o percentual de meninas por metro quadrado era inferior aos piores prognósticos da Polícia Militar em contagem de multidões. Isso mesmo. Praticamente só cueca. Buscando pela memória eu diria que a proporção “normal” naqueles tempos deveria ser coisa de uma moçoila para cada vinte espinhentos.

E como desde sempre “cabeça vazia é a oficina do diabo” (ainda mais na adolescência!), eis que engedramos mais um dos nossos “planos perfeitos”. Na verdade acho que, pela proficuidade de nossas desventuras, nossas cabeças até que não eram vazias, não… Talvez o funcionamento de nossas mentes estivesse mais para um saco de gatos que para qualquer outra coisa…

Mas divago.

O negócio é que lá no nosso bairro, em Santana, havia uma escola estadual que no segundo grau ministrava também o curso de… Magistério! Naqueles tempos ainda não era necessário um superior em Pedagogia para lecionar e era maciça a procura desse curso pelas meninas da região. Ou seja, a relação entre garotos e garotas provavelmente seria justamente o inverso daquela da ETEP! Teríamos uns seis meses para ficar por lá e de repente ver o que poderia rolar com uma ou outra menina, ao menos até que acabassem as aulas noturnas de Reforço e a nossa jornada na ETEP passasse a ser integral. Ali também seria necessário realizar uma prova para admissão e nós, que havíamos recentemente levado bomba numa, passamos em terceiro e quarto lugares nesta. As diferenças de conteúdo eram brutais! E conosco arrastamos mais uns dois idiotas que acharam que aquela nossa era uma boa ideia…

E foi quando começamos o curso de Magistério!

E eis que começaram as aulas!

Na sala tínhamos algo entre umas trinta a quarenta pessoas, sendo seis rapazes (dois deles REALMENTE estavam ali para fazer Magistério), cerca de umas dez tiazinhas (qualquer um com mais de trinta – o dobro de nossa idade – por nós já era praticamente considerado um tiozinho ou uma tiazinha) e o restante… Ah, o restante! Lindas meninas, jovens, moçoilas, cada qual com uma beleza própria, um mistério a decifrar um desafio a sobrepujar! E que ao econtrarem aquele quarteto fantástico, totalmente deslocado e desesperado para se misturar com a turma toda, fizeram exatamente o que tinha que ser feito!

Nos ignoraram completamente.

QUEM eram aqueles sujeitos e O QUE estavam fazendo por ali?

Não, não, não.

Melhor ignorar.

E toda essa “ignorância” deve ter durado umas três, talvez quatro semanas. Aos poucos foram percebendo que, apesar de toda nossa cafajestice, não deixávamos de participar das aulas (e pra quem estava fazendo um reforço nível ETEP, surfávamos por ali). Mas não esmoreciam.

Até que um dia nós, usualmente loucos e retardados – que invariavelmente pulávamos um muro de uns quatro metros para fugir dali e jogar bilhar até a hora do almoço -, estávamos aguardando uma janela entre uma aula e outra sem professor algum na classe. Ou será que foi durante uma greve de professores? Bem, não importa: o fato é que estávamos sozinhos na sala de aula. E com uma lâmpada, daquelas longas, fluorescentes, piscando irritantemente no fundo da sala. Um de nós (não eu), que até gostava de brincar com a parte elétrica e eletrônica das coisas, subiu na carteira e pôs-se a mexer, cutucar, tentando resolver um imaginário mau contato – e nada. Até que removeu-a e ficou naquela pose sobre a carteira, com a lâmpada numa mão, a outra mão no queixo, olhando para o teto, conjecturando o que poderia ser.

Nisso, como não consertava nem desempatava, outro dos idiotas foi à frente da turma e começou a tirar um sarro do caboclo.

– Óóóóiii…

– Quié?

– Melhor parar…

– Ah, é? Por quê?

– Tô te falando…

E eis que o desinfeliz subiu na mesa do professor, bateu a mão no peito e soltou algo como “Qualé? Vai fazer o quê?”

Imaginem um atleta olímpico. Aquele que arremessa a lança (ou o dardo, se preferirem). Em câmera lenta, ainda sobre a carteira, o rapagote fez toda a cerimônia de lançamento e, num piscar de olhos, uma lâmpada foi arremessada e ato contínuo já estava voando de uma ponta a outra da sala, na exata direção do peito do já citado desinfeliz!

Foi por um triz!

O tempo necessário de ele se desvencilhar, assim meio de lado, se desequilibrar e cair da mesa, de costas, pranchando no assoalho de madeira. E a lâmpada explodiu na lousa. Já ouviram uma lâmpada dessas sendo quebrada? É, sim, uma explosão. O barulho corresponde praticamente a um tiro. Entre risadas, acusações, deixa disso, tá todo mundo bem, ninguém se machucou, cê viu a cara dele, eu ainda no chão gargalhando, eis que ouvimos, não sem um arrepio de congelar a espinha:

– O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI???

Era o inspetor de alunos. Sim, as escolas tinham essa figura (será que ainda existe?). E esse em especial meio que já tinha percebido que nós não estávamos ali – como direi? – “com as mais puras intenções”… E os quatro idiotas apalermaram-se todo. “FO-DEU” – foi o nosso imediato pensamento.

– E ENTÃO? ESTOU ESPERANDO UMA RESPOSTA! OU SERÁ QUE VOU TER QUE SUSPENDER TODA A CLASSE???

Antes que sequer pudéssemos começar ao menos balbuciar alguma desculpa, uma das meninas tomou as rédeas da situação e já foi explicando:

– O senhor não viu? Escapou a lâmpada do teto! Por um triz não cai na cabeça dele! O coitado até se estatelou no chão, pra desviar! É um absurdo que a escola não tome uma providência pra trocar esse material de quinta categoria que colocaram nas salas de aula! E os bebedouros, então? Quando funciona, sai água demais ou de menos! É vergonhoso! E lá no pátio…

Sinceramente parei de absorver o inesperado discurso que aquela baixinha foi fazendo, dedo em riste, pra cima do inspetor que por sua vez foi se afastando, sendo acuado, saindo da sala, tentando explicar entre um gaguejar e outro alguma coisa parecida com falta de recursos e por aí afora.

Mal passou um minuto e ela voltou com olhar brilhante e um sorriso triunfante no rosto! Ovacionada por praticamente toda a classe a única coisa que se limitou a dizer foi:

– Ainda bem que aquele lerdo não olhou pra cima! Senão ia ser muito difícil tentar explicar como é que uma lâmpada que está faltando no fundo da sala veio cair e quebrar bem aqui na frente… NÃO É, SENHORES?

Os “senhores” éramos nós quatro…

Enfim, nada como passar por um belo de um apuro juntos para unir uma turma desunida… E com alguns meses ainda pela frente eu posso garantir que o relacionamento entre nós e elas (várias delas) melhorou – E MUITO!

Mas tudo que é bom um dia acaba. E antes mesmo da chegada das férias juninas nos vimos abandonando aquela escola para seguirmos outros rumos, outros cursos, outras histórias, outras encrencas, outras vidas.

Mas isso, por si só, já é uma outra história.

Conecte-se!

Entenda uma coisa:
Não existe mulher que “dá” no primeiro encontro
Existe mulher que faz sexo quando está com vontade.
Ela não te “deu”
Ela nunca te pertenceu
Então não venha com essa de “ela deu pra mim”
Porque na verdade, ela não foi sua.
Ela não conta primeiro, segundo ou terceiro encontro
Ela valoriza os momentos
Ela valoriza as conversas
Os sorrisos
Os olhares
Ela valoriza aquilo que desperta vontade
Aquilo que desperta tesão em viver.
Se ela fez SEXO com você
É porque ela quis.
Não pense que ela faz sexo com todos
Ou pense se quiser
Até porque isso não é da sua conta.
Você não “comeu” ela
Ela ainda está inteira
Ainda ri de coisas bobas na TV
Ainda lê um livro antes de dormir
Ainda sai com suas amigas no sábado a noite
E almoça na casa dos pais no domingo.
Você não “comeu” ela
Porque gente não se come
Se sente.
Ela não saiu por aí gritando para todos
O quanto a transa de vocês foi ruim
Ou o quanto você foi grosso com ela
Ela não precisa dividir isso com ninguém
Então porque você precisa?
Pra se sentir mais “macho” ?
Pra se sentir mais “homem”?
Não, cara
Ela não é metade do que você pensa
Ela é tão extraordinária
Que nem cabe dentro dos seus pensamentos.
Ela não te ligou
E ela não estava esperando você ligar
Ela não precisa da sua aprovação
Ela não precisa saber se foi bom pra você
Porque se tiver sido bom para ela
Ela vai fazer acontecer de novo.
Não, ela não estava bêbada
Nem drogada
Ela fez porque quis
Porque tava afim.
Quando ela se arrumou naquela noite
Ela já sabia que seria pra enlouquecer
Ou enlouquecer alguém
E pode ter certeza que você não a enlouqueceu.
Você não ganhou ela na sua conversa fiada
Ela foi porque tava a fim
Porque ela te escolheu.
Não saia por aí dizendo que você a ganhou
E que você ganha a hora que quiser.
Ela não te viu como um pedaço de carne
Ela não enxerga ninguém assim
Ela gosta de conexões
Nem que seja só por uma noite
Ela gosta de se sentir ligada à alma de alguém
De sentir o calor
De olhar nos olhos
De sentir prazer físico e emocional
E se ela tiver te achado vazio demais
Não vai rolar de novo.
Você pode rezar
Implorar
Mandar flores
Ela é decidida
Tem personalidade forte.
E no dia em que ela se casar
Vai ser com um cara de muita sorte
Porque de todas as conexões
Aquela terá sido a mais forte
Ele terá sido a alma que ela escolheu
E os dois serão eternamente enlouquecidos
Um pelo outro.
E você?
Ah, cara,
Você vai continuar perdendo tempo
Falando por aí das mulheres que você acha que comeu
Vai continuar perdendo tempo achando que ganhou alguém
Você vai acabar sozinho
Porque nunca soube se conectar
Nunca soube sentir a alma de alguém.

Helena Ferreira

O difícil é manter o espírito…

Já fiz essa dolorosa pergunta por aqui mais de uma vez: “a criança que eu fui teria orgulho do adulto que me tornei”?

Não sei, não sei, sério que não sei…

Adoraria dizer que sim, que sou fruto do que pretendia ser – mas, na verdade, sou resultado de tudo pelo que já passei, não necessariamente que quisesse ter passado. Mas um passado é tanto inevitável quanto necessário.

E vendo esse vídeo do 2CELLOS (“Wake me up”) ficou claro qual o futuro que me aguarda… Mas, tal qual no vídeo, talvez também não necessariamente eu queira ter um futuro tal qual como se me apresenta. Afinal de contas, já não hackeei meu passado? Por um acaso já não dou jump no meu presente? Então, por que não desvirtuar meu futuro? Tudo em prol de tentar deixar aquela criança lá de trás orgulhosa.

Confiram por si mesmos!

É disso que estou falando!!! 😀

What You See Is What You Get

Mais um desses testes online… O da vez determina sua personalidade de acordo com o que você vê – a ideia é responder o que primeiro vier à sua mente!

E, no meu caso, Esperança: Algumas pessoas podem chamar o seu otimismo e alegria de ingenuidade juvenil. Não dê ouvido a elas. Você é uma pessoa apaixonada e idealista. Você entende que há muito potencial no mundo e é necessário esforço para alcançar grandes coisas. Enquanto muitas pessoas reclamam dos problemas do dia a dia, você olha para a beleza do futuro que virá. A sua energia é contagiante e você faz com que os outros queiram sonhar. A esperança no seu interior permitirá que o melhor aconteça, sempre e quando você cultivá-la.”

Será?…

Maioridade blogal

Dezoito anos!

Quem diria?…

O que para mim sempre foi – e continua sendo – uma brincadeira de escrevinhação; pois bem, eis que agora atingiu sua maioridade: dezoito aninhos.

Desde o começo de tudo, em 16 de janeiro de 1998, muita coisa já aconteceu neste nosso mundo virtual – e também no real. Formatamos e reformatamos, nomeamos e renomeamos, incluímos, apagamos, mudamos, até que este blog atingiu uma existência – e aparência – mais ou menos estável. É o que está aí, hoje. Mais ou menos como na vida real, pois de 98 para cá, tive não só um, nem tampouco dois, mas três filhos. E, de igual maneira, eles também nasceram, cresceram, aprenderam, se alteraram e agora estão numa fase mais ou menos estável…

E meu filhote do meio, talvez cedo demais querendo estar mais próximo do mundo adulto que do mundo da infância (ah, essa adolescência!), resolveu fazer uma bela de uma faxina em seu quarto. Coisa jamais vista antes nesta casa! E dentre o dispensar de uma quantidade inominável de tralhas, rabiscos, brinquedos e muitos outros “tesouros” que um dia fizeram seus olhos de criança brilhar – mas que hoje já não mais lhe interessam – percebi uma pedra.

Isso mesmo, uma pedra. Qual criança nunca se encantou com uma pedra? Seja pelo formato, pelo significado, por suas características tão próprias e específicas que, em algum momento, chamaram a atenção do pequeno petiz o suficiente para que resolvesse guardá-la em seu baú de tesouros.

Mas hoje, não mais.

Voltou a ser apenas uma pedra.

Ao menos para ele, pois para mim ainda é um tesouro – e por isso mesmo arrebatei-a!

É que trata-se de um “olho de tigre”.

É uma pedra com características muito especiais, de cor mel-amarelada (e muito apreciada pelos esotéricos); você nunca consegue vê-la duas vezes seguidas da mesma forma, pois, conforme incide a luz, seu brilho e sua tonalidade variam num sutil degradê – o que a torna única.

O que, por sua vez, me fez lembrar do “lápis lázuli”, uma pedra de cor azul, também com características, beleza e brilho próprios, que já vem sendo utilizada em joias ornamentais há milhares de anos. Sim, eu disse milhares.

E qual a correlação entre essas duas gemas, tão distintas entre si?

É que numa outra vida existiu um casal, assim meio leve, meio hippie, meio hipster, que tinha um grande apreço por essas pedras e as adotaram para simbolizar seu afeto e seu relacionamento. Invariavelmente procuravam joias e adornos feitos desse material. Ela tinha a pedra lápis lazúli como sua pedra preferida, principalmente por sua aura mística, com um elo histórico que remetia ao antigo Egito e até mesmo antes. Já o olho de tigre era a minha.

Mas como tudo passa, tudo isso também passou. Portas se fecharam e portas se abriram, pessoas se aproximaram, pessoas se distanciaram e tudo que existiu e tudo o que ocorreu nos trouxeram a este inafastável aqui e agora. Que é onde estou e quando quero estar. Em especial com quem estou.

As lembranças são legítimas e são parte intrínseca da minha personalidade – aliás, esta mesma só o é como é por conta do que já foi e do que já fui. Fiquei feliz de (re)encontrar essa pequena pedra, não mais pertencente aos tesouros de meu filhote. Mas vou guardá-la num cantinho, no fundo de alguma gaveta, pois ainda é um de meus tesouros. Na realidade não preciso de sua presença física, pois os sentimentos que representa calam fundo em minh’alma – tal qual o replicante de Blade Runner: “I’ve seen things you people wouldn’t believe”.

E boa parte disso tudo está aqui, neste blog. Que hoje comemora sua maioridade. Este “nosso cantinho” que é mais do que um espaço de opiniões, mas uma verdadeira memória virtual deste que vos tecla, de modo a ficar claro que nada disso se perdeu, pois em algum momento foi compartilhado com alguém, que por sua vez compartilhou com outro alguém e assim por diante.

E ao menos uma fração daquilo que eu disse, do que pensei, do que imaginei, perpetuará em suas memórias e nas memórias alheias. Uma pequena chama de uma pequena vela que, compartilhada, representa meu pequenino esforço de perpetuar minhas ideias no tempo, de manter essa mesma chama acesa a iluminar os andanças d’outrem.

Este sim talvez seja um bom caminho para imortalidade…

O que fazer com 2016?

Clique na imagem para ampliar!

E então 2016 chegou!

Não serei como os céticos de plantão que adoraram compartilhar nas redes sociais algumas imagens do Spock falando sobre a comemoração de mais um ciclo de translação solar e o escambau… Acho que Ano Novo é, sim, um momento de renovar as energias, de fixar novas metas, de ter esperança, de procurar olhar para o futuro com otimismo. É isso que nós somos. É assim que esta nossa raça humana funciona. Mesmo nas religiões pagãs mais antigas o encerrar de um ciclo para dar início a um novo era festejado!

E assim, no meio de tanta festança e tentando sair de um marasmo que já vem se arrastando por anos, depois de muito tempo resolvi fixar minhas metas e promessas para este ano que se inicia…

Pra começar, percebi que tenho lido muito menos do que gostaria. Minha biblioteca aumenta na exata proporção que os livros não lidos também. Então fica combinado que a leitura, doravante, será de ao menos dois livros por mês: um clássico e um outro qualquer. Mas quando digo “um outro qualquer” não estou minimizando ou desvalorizando a literatura, apenas quero dizer que me dou muito bem com ilustres escritores desconhecidos e que tem muito potencial para mostrar. Até mesmo porque EU sou um desses ilustres escritores desconhecidos…

Querem acompanhar essa brincadeira? Então aqui está o link com os livros em voga: Lendo de Tudo.

Já que estamos falando de “cultura”, todos sabem como adoro um bom filme – ainda que nem sempre consiga ir ao cinema. Então, aqui vai uma meta um pouco mais complicada – principalmente em função de minha agenda invariavelmente maluca: assistir um filme clássico por semana. Tem muita coisa boa, que até tenho em casa, mas jamais me sobra tempo para assistir… Aliás, junto dessa meta (e daí já não sei se conseguirei um por semana) também um “filme de advogado”. E o que vem a ser isso? Qualquer um que tenha uma temática jurídica, seja por conta de um julgamento, atuação de um advogado, por se passar num tribunal, sei lá! Tanto para os clássicos quanto para esses de tribunais vou tentar reservar algumas horinhas por semana para dar conta. E, lógico, compartilhá-los!

Se também quiserem acompanhar o desenrolar disso, eis aqui o link para os filmes já assistidos e os vindouros: Um Clássico por Semana.

E já que estamos falando de minha “saúde mental”, então que tal verificarmos minha saúde física, hein?

Bem, parar de beber seria uma falácia… Ainda mais para um boêmio apaixonado pela boemia como eu. Então, no mínimo, preciso reduzir drasticamente a litragem de breja e uísque consumidos em 2015. Ou ao menos minimizar o suficiente para algo mais aceitável e palatável para meus parcos recursos financeiros.

Acompanhando essa linha de raciocínio, poderíamos também falar em parar de fumar, certo? Idem no que diz respeito à boemia… Mas nunca fui daqueles caras que ficam desesperados se não tiverem um cigarro à mão. Passo bem um dia ou mais sem chegar perto do danado do cigarro. Mas, todavia, vou topar o teste: fiquei curioso em saber o quão drástico é possível diminuir isso também. Vamos ver até onde isso vai dar…

E já que estamos falando de mens sana in corpore sano, o próximo passo é até evidente, não é mesmo? Exercícios físicos! Ei, é verdade! Não, não, não, não riam não… Desta vez vou em frente, mesmo. Parem de rir, vai. PAREM, PÔ! Cáspita, ninguém me leva a sério mesmo…

Enfim, acreditem ou não, este sedentário que vos tecla já passou da hora de se dessedentarizar. Ao menos caminhadas diárias me parecem ser algo que combina com um sujeito da minha provecta idade…

Até agora estávamos no âmbito personalíssimo, de meu próprio eu. Mas o que mais seria possível e/ou recomendável?

Que tal resolver minhas pendências financeiras, custe o que custar? Me parece uma boa decisão. Saldar as dívidas que teimam em me saudar… E, junto com isso, guardar uma graninha. É, poupancinha mesmo. Ter pra onde correr na hora do aperto. Do ponto de vista financeiro, as coisas degringolaram tanto nos últimos anos que deixei esse velho costume de lado. É indispensável retomá-lo!

Desarquivar projetos guardados na gaveta também é algo que soa bem aos meus ouvidos. Me enche de esperança. E tenho projetos, viu? Alguns maiores, pessoais e profissionais que envolvem toda uma vida, outros menores, de se resolver a curto ou médio prazo, assim como alguns minúsculos, que basta fazer e pronto. É, basicamente, destralhar minha fila de pretensões.

Dar mais atenção à minha casa. Não, ainda não estou falando da família, mas simplesmente da casa em que moro. Sempre fui um “faz-tudo” dentro de casa e meio que deixei isso de lado. Por inúmeros motivos. Mas isso faz parte do que sou, do que gosto de ser. Pintar o que falta da garagem (ói vocês rindo de novo, que eu tô ouvindo…), trocar lâmpadas, refazer alguns pontos da parte elétrica, (re)construir uma churrasqueira… São coisas que estão ao meu alcance e dentro da minha capacidade e que fui deixando pra lá. Mesmo realizar outras coisas, não diretamente ligadas à casa, mas necessárias, como consertar alguns móveis, organizar prateleiras, fazer uma revisão nas bicicletas e, em especial, fazer com que a cama pare de ranger. Isso, sim é importante.

No campo pessoal preciso me dedicar mais à família. Simples assim. Tanto dentro quanto fora de casa. Ora, eu não me autoproclamei o “guardião das histórias” quando resolvi escrever um livro sobre minha família? Só tem duas maneiras de guardar histórias: participando delas ou conhecendo-as por quem as viveu. Se eu não estiver presente no dia-a-dia de meus próprios parentes (que não são poucos), jamais conhecerei essas histórias e não poderei registrá-las. É importante me entrosar e participar mais da vida de meus tios e tias, primos e primas, enfim, da família de um modo geral…

Acho que é isso.

É o que preciso.

É o que posso.

É o que quero.

E, sobretudo, tomara que eu tenha força (principamente de vontade) para tocar tudo isso adiante!

Um excelente 2016 para todos!

Emenda à Inicial:

– Se bem que viajar (ou, ao menos, passear) um bocadinho mais até que não me faria mal não…