Árvore Genealógica da Família Andrade – I

Bem, até agora vínhamos fazendo uma “catança” com toda essa coleção de inventários, testamentos, batizados, etc, etc, etc.

E – convenhamos – para que isso tudo?

Ora, são todas as informações que serviram para dar subsídio à construção da árvore genealógica da família.

Ainda que haja muita coisa para ser inserida, já se tornou possível construir toda a relação de parentescos desde meu avô, Antonio de Andrade (*1909 +1970), até seu antepassado direto mais antigo (por enquanto) Antonio de Brito Peixoto (+1750) – oito gerações acima!

Para os interessados seguem os arquivos referentes ao que já foi colocado nesta página até agora, 05/12/2009 (mas saibam que ainda existem muitos outros documentos, inventários e testamentos para analisar e ajudar a completar o quadro):

andrade_01.pdf – para visualizar estas informações será necessário um programa que leia arquivos PDF;

genopro.zip – é o arquivo compactado contendo o programa (para instalação) GenoPro, o qual permitiu a construção do genograma da família no formato visto no arquivo PDF;

andrade_01.gno – é o genograma com todos os dados obtidos que permitiram a construção da árvore genealógica até o momento, o qual só é possível de abrir com a instalação do programa GenoPro;

andrade_01.txt – é um arquivo de texto contendo a relação, até o momento, das fontes de dados utilizadas para construção do genograma (todas elas disponibilizadas aqui neste site).

Por enquanto é isso. O trabalho não acabou – muito pelo contrário – mas preciso me organizar um pouco melhor com minhas anotações por aqui.

Divirtam-se!

Tá tudo bagunçado

O Legislativo cada vez mais cumpre menos seu papel, perdendo-se em infinitas discussões de acordo com os interesses políticos próprios de cada grupo ou – o que é pior – de cada representante isoladamente. Recentemente li uma matéria (não lembro onde) que demonstrava quantos anos demora para uma lei ser aprovada no Congresso Nacional. Diante dessa inércia, o Executivo, tendo que agir, acaba legislando através de medidas provisórias (não tão provisórias assim) de acordo com seu bel prazer. E o Judiciário, também aproveitando a deixa e a lacuna existente, uma vez que a legislação não mais reflete as características da sociedade, também acaba legislando através de suas decisões e “súmulas vinculantes”. É poder demais nas mãos de gente de menos. Mesmo o Ministério Público, que deveria estar preocupado em defender o povo de um modo geral, se preocupa muito mais em buscar espaços na mídia, cada qual querendo – no mínimo – seus quinze minutos de fama, à la Andy Warhol. Aliás a própria imprensa (escrita, de um modo geral, e televisiva em especial) acabou por assumir parte das funções do Ministério Público, recebendo denúncias, exigindo atitudes, fazendo todo o estardalhaço possível em nome de uma pseudo-justiça, mas que, convenientemente,  resulte num índice maior de audiência. Ou seja, não necessariamente informa, mas com certeza incita.

E nós, meros mortais?

Bem, continuamos matando um dragão por dia para sobreviver a toda essa confusão…

Quintana de hoje

Saguão do Hotel Presidente, na Avenida Salgado Filho, um dos tantos endereços do poeta. O dono do hotel encontra Mario com as mãos no bolso do paletó, parado daquele seu jeito, olhando sem olhar, à espera de nada. E resolve interferir com uma brincadeira.

– Seu Mario, me disseram que o senhor vive dando em cima das moças que se hospedam no hotel…

Foi o que bastou para animar-se o velho sorriso ao mesmo tempo malicioso e ingênuo, quase adolescente:

– Olha, Pedrinho, não é verdade. Mas pode espalhar.

Do livro Ora Bolas – O humor de Mario Quintanta, de Juarez Fonseca.

Dia Mundial de Luta contra AIDS

Há que se precaver. Há que se cuidar. Há que se acabar com o preconceito.

Na minha opinião, basicamente é isso.

Mas, curiosamente, assistindo o jornal pela tv (nunca pensei que teria tempo para isso), foi informado que hoje não se fala mais em “grupo de risco” – acho que deve ser aquela coisa do tal do politicamente correto – mas sim em grupos que estariam “chegando”. Seja lá o que efetivamente quiseram dizer com isso, o fato é que a incidência da AIDS vem crescendo no grupo de mulheres casadas há muitos anos e com um único marido.

Hmmm…

É impressão minha, ou…

Quer ganhar dinheiro? Pergunte-me como.

Bastam R$418 para criar igreja e se livrar de imposto

Bastaram dois dias úteis e R$218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$200, a Igreja H. do S.E. já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.

Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.

A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.

A Igreja H. do S.E., por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como “supremo governador” o monarca britânico.

Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.

Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários “Is” que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.

O caso do ICMS é um pouco mais polêmico. A doutrina e a jurisprudência não são uniformes. Em alguns Estados, como São Paulo, o imposto é cobrado, mas em outros, como o Rio de Janeiro e Paraná, por força de legislação estadual, igrejas não recolhem o ICMS nem sobre as contas de água, luz, gás e telefone que pagam.

Certos autores entendem que associações religiosas, por analogia com o disposto para outras associações civis, estão legalmente proibidas de distribuir patrimônio ou renda a seus controladores. Mas nada impede -aliás é quase uma praxe- que seus diretores sejam também sacerdotes, hipótese em que podem perfeitamente receber proventos.

A questão fiscal não é o único benefício da empreitada. Cada culto determina livremente quem são seus ministros religiosos e, uma vez escolhidos, eles gozam de privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (CF, art. 143) e o direito a prisão especial (Código de Processo Penal, art. 295).

Na dúvida, os filhos varões dos sócios-fundadores da Igreja H. foram sagrados minissacerdotes. Neste caso, o modelo inspirador foi o budismo tibetano, cujos Dalai Lamas (a reencarnação do lama anterior) são escolhidos ainda na infância.

Voltando ao Brasil, há até o caso de cultos religiosos que obtiveram licença especial do poder público para consumir ritualisticamente drogas alucinógenas.

Desde os anos 80, integrantes de igrejas como S.D., U. do V., A B. estão autorizados pelo Ministério da Justiça a cultivar, transportar e ingerir os vegetais utilizados na preparação do chá ayahuasca -proibido para quem não é membro de uma dessas igrejas.

Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas. Templos de qualquer culto poderão, por exemplo, reivindicar apoio do Estado na preservação de seus bens, que gozarão de proteção especial contra desapropriação e penhora.

O diploma também reforça disposições relativas ao ensino religioso. Em princípio, a Igreja H. poderá exigir igualdade de representação, ou seja, que o Estado contrate professores de heliocentrismo.

FOLHA DE S. PAULO – BRASIL – 29/11/09
HÉLIO SCHWARTSMAN – DA EQUIPE DE ARTICULISTAS
Colaboraram CLAUDIO ANGELO, editor de Ciência, e RAFAEL GARCIA, da Reportagem Local

A magia da circulação do dinheiro

Era uma vez, numa cidade litorânea de temperatura tão fria e mar tão agitado, que até parecia deserta…

Os habitantes estavam endividados e vivendo às custas somente de crédito (ou seja, fiado). Por causa das dívidas aguardavam o futuro com uma certa dose de desconfiança.

Por sorte chegou um gringo rico e entrou num pequeno hotel.

Sacou uma nota de R$100,00, pôs no balcão e pediu pra ver um quarto.

Enquanto o gringo subia e dava uma checada no quarto, o gerente do hotel saiu correndo com a nota de R$100,00 e foi até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

O açogueiro pegou a nota e foi até um criador de suínos a quem devia e pagou tudo.

O criador de suínos, por sua vez, pegou também a nota e correu ao veterinário para liquidar sua dívida.

O veterinário, com a nota em mãos, foi até a zona pagar o que devia a uma prostituta (parece que, em tempos de crise, essa classe também trabalha a crédito).

A prostituta saiu com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, de modo que pagou a conta em aberto.

Nesse momento, o gringo chegou novamente ao balcão, pediu a nota de volta, agradeceu, disse que não era bem o que esperava e saiu do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e seus habitantes começam a ver o futuro com confiança!