“Seo” Sionar

E então eu fui resolver um problema para um cliente lá no setor de dívida ativa da Prefeitura de São José.

Sentado num dos inúmeros guichês do primeiro subsolo, enquanto eu aguardava a boa vontade de um estagiário em tentar resolver meu problema, pude ouvir a conversa de um senhorzinho com a estagiária do guichê ao lado.

– Tá, então, minha filha. Mas me diz só mais uma coisinha: pra eu vender minha casa parece que eu preciso do habita. Tem como você ver se eu já tenho o habita?

– Hein? Ah! “Habite-se”, né? Só um minutinho…

Virando-se para o colega do lado perguntou:

– Você sabe onde ele pode ver esse negócio do habite-se?

– É lá no sexto andar.

E o velhinho, com seus óculos de lentes fundo de garrafa, apertando uma sacola contra o peito, acompanhava a conversa com interesse e curiosidade, virando um pouco a cabeça para escutar melhor.

– Então, meu senhor. É lá no sexto andar.

– Cuméquié, minha filha?

– Sexto andar. Para ver o habite-se o senhor tem que falar lá no sexto andar.

– Discurpa, com quem?

– SEXTO ANDAR! TEM QUE SER NO SEXTO ANDAR!

– Ah, tá. (Mas não tinha cara de que tava coisíssima nenhuma). Escuita, será que é muito difícil falar com ele? Será que tem que marcar hora?

– Como assim, meu senhor?

– Com esse tal de ”Seo” Sionar. Aliás, onde é que ele fica?…

Formigas levam o fumo; eu, o vinagre

“Jamais discutas, pois perderás.”

Essa deveria ser uma recomendação expressa em toda e qualquer cerimônia de casamento. Dirigida aos homens, é claro.

Tudo começou porque caí na BESTEIRA INOMINÁVEL de falar – durante o preparo de uma salada – que “Péraê, péraê, vinagre não. Prefiro sem”.

Foi o suficiente.

Ela até deixou uma porçãozinha à parte da salada para mim – sob meus próprios protestos, depois que percebi o tamanho da bobagem que havia feito.

Tivesse tudo acabado aí, maravilha.

Jamais eu voltaria a cometer essa gafe de novo.

Mas não.

Mais tarde, enquanto eu estava na garagem, ela me perguntou lá do alto das escadas: “Benhê! Posso pegar um cigarro seu?”

– Cuméquié? – perguntei, incrédulo.

– É que preciso fazer um preparado pra matar ou espantar essas formigas pequenininhas. E um dos ingredientes é o fumo de um cigarro. Afinal você sabe o quanto esse negócio é venenoso…

Tive que concordar, resignado, com essa última parte. Era o lado bruxa Morgana dela que, de quando em quando, aflora. Cedi, de bom grado o “ingrediente” para sua poção natureba e voltei aos meus afazeres funilariais.

Final do dia. O guerreiro, cansado, exausto, mas certo e feliz de seu dever cumprido, sobe as escadas lenta e compassadamente de volta ao seu lar, à sua toca, ao seu ninho de conforto.

Mas, eis que depara-se com uma cena inusitada: todos os móveis meio que afastados, as cadeiras sobre a mesa (tal qual num bar que já houvesse fechado), nenhum brinquedo espalhado pelo chão.

Antes mesmo que pudesse raciocinar e concluir logicamente sobre a “operação limpeza” que passou por ali, veio o cheiro.

Não surgiu de algum lugar específico, mas de toda parte, simultaneamente. Atingiu-me como uma bomba. Aquele conhecido odor agridoce, que faz coçar o fundo da parte de cima das narinas e imediatamente enche a boca com seu sabor, causando um imediato arrepio de compreensão.

“Vinagre!”

Ela estava em nosso quarto, distraída, enxugando nosso menor pequerrucho após o banho.

– Amôoor…

– Oi?

– Me diz uma coisa, tô sentindo um cheiro meio diferente… O que é?

– Ah! É aquele preparado pras formigas!

– Não era para suas plantas, lá fora?

– É que tinham alguns pontinhos de formigueiro aqui dentro de casa também.

– Ahn… Entendi… Só por curiosidade: vai VINAGRE nesse coiso?

– Sim!

Seus olhinhos nipônicos estavam brilhantes e um sorriso bailava, teimoso, em seus lábios.

– Pôxa! Só porque eu não quis vinagre na hora do almoço?

– Imagiiiiiiina… É que faz parte da receita…

A essas alturas já não procurava mais disfarçar o sorriso.

Pro bem das formigas, espero que elas tenham desaparecido.

Ôôôô boca maldita!

Técnicas de emagrecimento

Tenho certeza ABSOLUTA que coisas assim já rolaram na caixa de e-mail de todo mundo. Mas sempre é bom registrar para que não esqueçamos – principalmente se for verdade…

Um beijo daqueles calientes, que dure pelo menos 10 segundos, é capaz de queimar até 12 calorias. Veja na tabela abaixo quantos beijos você precisa dar para dizer adeus às calorias de:

1 drops 1,5 beijos
1 bala de goma 1,5 beijos
1 brigadeiro 4,5 beijos
1 picolé de frutas 5 beijos
1 maçã 6 beijos
1 bola de sorvete de morango 6 beijos
1 bombom 7,5 beijos
1 banana 8 beijos
1 copo de suco de laranja 9 beijos
1 tacinha de pudim de baunilha 10 beijos
1 latinha de Coca-Cola 11 beijos
1 quindim 15 beijos
1 fatia de bolo sem recheio 16 beijos
1 pão de queijo 17 beijos
1 fatia de bolo de chocolate 20 beijos
1 fatia de pizza mussarela 24 beijos
1 cachorro quente 24 beijos
1 garrafa de cerveja 25 beijos
1 bola de sorvete de creme 29 beijos
1 milk-shake de chocolate 31 beijos
1 barra de chocolate (100g) 45 beijos
1 Big Mac 46 beijos
1 porção de lasanha 107 beijos

“A Lua”

Depois de ler o que o Bicarato citou e o que o Pedro Dória escreveu, bateu uma saudade quando lembrei-me da letra dessa música…

“A Lua – MPB4 – Composição de Renato Rocha

A Lua
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua novamente
Diiiizz!…

Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova…

Mente quem diz
Que a Lua é velha…(2x)

Mente quem diz!

A Lua!
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua novamente…

Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova…

Mente quem diz
Que a Lua é velha…(2x)

Mente quem diiiiiz!

A Lua!
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova…

Mente quem diz
Que a Lua é velha…(2x)

Mente quem diiiiiz!

No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=I40qbHFyRkc

Quanto você vale? E depois de morto?

“Indenização por sumiço de restos mortais

A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve decisão que condenou o município de Belo Horizonte a pagar, a M.A.A, indenização de R$10.024 mil por danos moral e material. Ela entrou com a ação depois que os restos mortais de seu marido desapareceram da sepultura em um cemitério de propriedade do Poder Público.

O Município contestou, pois o fato ocorreu em 1997 e a ação ajuizada em 2005. Afirmou que houve erro material no título de perpetuidade que foi emitido como sendo sepultura 631, quando, na realidade, deveria ser 630. Alegou ainda, que a transferência dos restos mortais foi solicitada pela família. Não houve, portanto, qualquer lesão ou dano à autora e seus filhos.

De acordo com o Desembargador Edílson Fernandes, relator do processo, diante da violação do dever contratual da guarda do cadáver, em decorrência da violenta dor causada pela surpresa da ausência do corpo do local onde fora sepultado e a transferência dos restos mortais do marido da autora para local não solicitado pela família gera o dever do Município indenizar.

Votaram de acordo com o relator do processo, os Desembargadores Maurício Barros e Antônio Sérvulo.

Processo: 1.0024.05.851475-3/001

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Juris Síntese IOB – 18 de Outubro de 2007 às 09h00

Pérolas de Outubro

Não sei se influenciado pela (re)leitura do Febeapá, ou se de repente o espírito de Stanislaw Ponte Preta resolveu baixar por aqui, mas sei que meu senso (de humor) crítico tem andado bastante ácido ultimamente.

Desse modo, num tardio final de outubro, especificamente no domingo último, só no primeiro caderno de um tabloide regional chamado Valeparaibano, encontrei não menos que três notícias dignas de serem transformadas em “notas febeapazísticas”.

Em primeiríssimo lugar, já na página três (e, que eu saiba, uma das páginas “nobres” de qualquer jornal), provando que o FEBEAPÁ não precisa existir somente na forma escrita, mas também pode ser encontrado em forma visual, temos uma grande manchete dizendo “Enchentes ficam sem solução em S. José”, com uma grande foto mostrando um enorme ponto de alagamento na cidade. Logo abaixo, tomando um quarto da página, vem uma “propaganda institucional” da Prefeitura (com outra foto – mas sem água) e a legenda “São José dos Campos, a cidade das oportunidades”. De fato. Do jeito que foi mostrado, realmente há muitas oportunidades para desenvolvimento de esportes aquáticos, pesca, mergulho, etc.

Logo em seguida, na página nove, temos nova manchete: “S. José faz mapa da exploração sexual”. A matéria traz uma tabela com esse mapa, onde constam as ruas, pontos de referência, público alvo, e até mesmo o gênero encontrado! Grande serviço à sociedade! Se alguém não sabia onde encontrar os favores de mulheres de vida fácil (fácil?), agora seus problemas foram totalmente resolvidos através de uma reportagem regional fidedigna. Quase um anúncio, inclusive com alguns pontos que sequer sabia que existiam…

E como não podia deixar de ser, uma vez que religião, política, futebol e febeapá costumam andar sempre no mesmo vagão, na página onze temos que “Frei Galvão faz milagres pela Internet”. Muito bacaninha – e moderninho – esse recém-empossado santo brasileiro. Deixou seus pares seculares para trás e vem atendendo seus devotos via Web, com direito até a “velas virtuais” – seja lá isso o que for. Acho que está na hora de os demais santos darem uma reciclada, senão vão acabar perdendo ponto – e milagres – para esse novato!

Sacolinhas de supermercado

“Uma no cravo, outra na ferradura”…

Essa foi certa.

Foi no cravo.

Considerando que 99,9% das pessoas acabam por utilizar aquelas “sacolinhas de supermercado” como sacos de lixo (o que deve ter implicado numa queda absurda no comércio desse setor), é muito bem-vinda a Lei Municipal nº 5.072/07 promulgada nesta última semana em Jacareí, SP, de autoria da vereadora Rose Gaspar. Segue o artigo 1º dessa Lei:

“Art. 1º. Ficam os estabelecimentos comerciais localizados no Município de Jacareí obrigados a utilizar, para o acondicionamento de produtos e mercadorias, embalagens plásticas oxibiodegradáveis – OBP’s.

Parágrafo único. Entende-se por embalagem oxi-biodegradável aquela que apresente degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor e posterior capacidade de biodegradação por microorganismos, e cujo resíduo final não seja eco-tóxico.

Quem quiser conferir o texto da Lei na íntegra, pode consultar o Boletim Oficial do Município nº 525.