É fogo…

Peço desculpas aos meus quase cinco leitores que possam ter tentado acessar o site neste final de semana, mas tivemos um perrengue difícil de prever…

Em direito chamaríamos a “ocorrência” de caso fortuito, ou seja, segundo Hely Lopes Meirelles, “é o evento da natureza que, por sua imprevisibilidade e inevitabilidade, cria para o contratado impossibilidade intransponível de regular execução do contrato”.

Tá, mas e daí? A pergunta seria: “o que foi que aconteceu?”

Segue o que recebi da empresa onde meu site fica hospedado:

COMUNICADO

Informamos que devido a um incêndio ocorrido no datacenter onde nossos servidores encontram-se alocados aproximadamente às 7:45 PM (30/05/2008) os serviços estão temporariamente indisponíveis.

Todas as medidas em caso de desastres já estão sendo tomadas para que os serviços retornem ao ar o mais rápido possível, aproximadamente 9.000 servidores e 7.500 clientes foram afetados com esse incidente.

Agradecemos a compreensão e pedimos desculpas pelo ocorrido, lembrando que todas as equipes responsáveis já estão trabalhando para o restabelecimento dos serviços e a previsão de retorno é na tarde deste domingo.

A princípio nenhum servidor foi danificado, sendo assim não haverá perda de dados.

De minha parte eu já tinha um backup de umas duas semanas atrás, então a perda não seria TÃO grande.

Então fica aqui o alerta para todos os amigos blogueiros: FAÇAM BACKUP REGULAR DE SEUS SITES! Principalmente de suas bases de dados (posts, páginas, comentários, etc).

Nunca se sabe quando Murphy (maldito seja!) poderá bater à sua porta.

Afinal, ele está sempre à espreita…

Feed-se

Com o subtítulo de “O primeiro agregador de feeds em revista do Brasil”, emblematicamente no dia 1º de abril de 2008 foi lançada a edição piloto da revista Feed-se. Seu download pode ser feito aqui.

Projeto interessante e com um belo design – de autoria do Celso Junior. São mais de dez os idealizadores e co-produtores da revista (constam todos na ficha técnica, na penúltima página).

Os artigos até que são interessantes, destacando-se (na minha opinião) a experiência orientalizada do Fernando Mafra, um pouco de história de Nospheratt, e as dicas de Luciana Monte.

Os demais autores que me perdoem, mas tudo que consegui ver além dos textos acima foram dicas e mais dicas para “agregar valor” ao seu blog. Como afinar o Adsense, fazer seu blog conhecido, torná-lo um instrumento de sucesso, etc, etc, etc.

Ora, “blogar”, para mim, é simplesmente um prazer. É exercitar minha capacidade de raciocínio e de escrita. É compartilhar informações, experiências e situações. É gritar sozinho no deserto. É ficar feliz com os quase quatro leitores que tenho – Uai? Não eram cinco?…

Tentativas expressas de “monetização” de um blog me deixam desconfiado. Nada contra um bannerzinho aqui ou uma propagandinha ali. Mas esse não pode ser o foco principal, sob risco de perda do própria identidade.

Bão, é isso.

Enquanto escrevia, percebi que já saiu a revista número um do Feed-se, estando disponível para download no mesmo link que citei no início. Vou baixar o arquivão PDF e ler – quem sabe minha impressão não muda um pouco?

Depois eu conto…

“Escravo de Jó…”

Enquanto uns tiram, outros põem

Ativei um plugin no WordPress que permite que o(a) autor(a) de um comentário receba um e-mail cada vez que alguém mais venha a escrever no post que foi comentado.

Parece bem bacaninha.

Ativei também lá no Opala Adventure.

Ou seja, estamos em fase de testes. Vou ver se traduzo as entranhas das mensagens desse plugin para facilitar um pouco as coisas, mas se alguém souber de algum perrengue, por favor, me avise!

Pena literária

Não sei se a convivência tem transformado o amigo e copoanheiro Bica de jornalista em juridicausista ou tem me transformado de juridicausista em jornalista… Mas o que acontece é que ultimamente estamos até que bem sintonizados!

Essa vai na íntegra, direto lá do Alfarrábio:

Mário Azevedo Jambo — só sei que é juiz federal, lá no Rio Grande do Norte, mas já virei fã do cara. Já que a gente tá acostumado a meter o pau nos juízes & cia, taí um exemplo bacana. Direto da Folha:

Por que obras de Guimarães Rosa e Graciliano Ramos?

Jambo – O Judiciário não pode ficar na mesmice. O que percebo é que essas pessoas acabam voltando [ao crime]. Temos que criar mecanismos que permitam uma reflexão aos acusados. E por que as obras? Elas têm vínculo com o crime em si. Eles não são pobres. Nada como ler um “Vidas Secas” para perceber o que é vida dura.

Explicando: sob o título *Juiz solta hackers, mas exige que leiam obras clássicas* (hackers ou crackers? a imprensa nunca vai aprender), a reportagem conta que o juiz concedeu liberdade provisória pra três acusados de roubar senhas pela internet. Só que os carinhas vão ter que ler e resumir, de próprio punho, dois clássicos a cada três meses. E, de cara, o juiz mandou eles lerem nada menos que *A hora e a vez de Augusto Matraga*, do Guimarães Rosa, e *Vidas Secas*, do Graciliano Ramos.

Paulo Henrique da Cunha Vieira, 22, Ruan Tales Silva de Oliveira, 23, e Raul Bezerra de Arruda Júnior, 30, foram liberados no dia 17, após nove meses presos por envolvimento na Operação Colossus, da Polícia Federal.

Mais uma na ferradura

Notícia direto lá do pBlog:

“Wordpress.com pode ser bloqueado no Brasil

Erros grotescos do Judiciário em decisões que envolvam a Internet são comuns e, até certo ponto, compreensíveis. O que me espanta nesta notícia, entretanto, é a falta de conhecimento da Abranet, associação dos provedores de Internet, ao tratar questão tão simples e irrelevante de maneira espalhafatosa, optando pela decisão mais burra e destrutiva possível.

A situação é a seguinte: um blog qualquer, criado e mantido no WordPress.com, cometeu algum ilícito, o qual tenho quase certeza de que se trata de crime contra a honra. O ofendido, ou o Ministério Público (depende do crime), ajuizou ação penal contra o dono do blog. A justiça recebeu a queixa-crime/denúncia, e aparentemente, segundo nota do G1, pedirá o bloqueio do domínio wordpress.com no território nacional.

A estupidez de tal decisão, corroborada pela Abranet, é gritante. Fazendo uma analogia exagerada, seria algo com matar uma mosca com uma bala de canhão, ou num exemplo mais próximo, punir todos pelo erro de um.

O WordPress.com possui um canal de denúncias de abusos muito eficiente. Através do e-mail tosreport@wordpress.com, pode-se solicitar a exclusão de algum blog que esteja infringindo os termos de uso do serviço, ou que, como no caso em tela, seja instrumento de um crime. O Mark, que é quem geralmente responde esses e-mails, é muito atencioso e sempre responde as solicitações com muita agilidade – palavra de quem se comunica com ele freqüentemente. Comparando o caso com o da Cicarelli, neste há a vantagem de que o conteúdo dificilmente será replicado, ao contrário daquele, o que torna a mera exclusão do blog-problema mais que suficiente para atingir o objetivo do despacho/sentença/whatever, que é impedir o acesso dos brasileiros ao conteúdo <ironia>de extrema periculosidade</ironia> veiculado por tal blog.

Depois do YouTube, agora é a vez do WordPress.com. Quem será o próximo? pBlog? (Brincadeirinha, haha).

[Via Guia do PC]

Instalando XP num computador com Vista

Definitivamente. Você consegue achar DE TUDO na Internet.

Já faz alguns anos eu havia montado um computadorzinho para minha mãe poder fazer as “coisinhas” dela. Entretanto o tempo passa, o mundo se moderniza e, com ele, os hábitos das pessoas também. E aquele computadorzinho passou a já não mais atender as novas necessidades dela, como, por exemplo, um processamento rápido no acesso à Internet…

Para resolver o “problema” fui com ela até um desses hipermercados da vida (não, não vou fazer propaganda do Extra) e, juntos, compramos um belo de um computador, com uma boa capacidade de processamento, gravador de DVD, monitor LCD e… Windows Vista!

Esse foi o único perrengue da coisa toda.

Desde o início o bichinho se mostrou MUITO arredio. Ruim de configurar, ruim de instalar, ruim de usar. E não conversava com nenhum dos programas antigos que ela costumava utilizar.

Solução? Vamos colocar o Windows XP, então.

Particularmente eu instalaria um Linux qualquer, provavelmente do “sabor” Ubuntu. Mas isso iria requerer uma assessoria mais próxima e constante até que minha mãe pudesse dar seus próprios passos. Sinceramente? Eu não teria essa disponibilidade (ainda que seja minha própria mãe) e isso iria deixá-la MUITO chateada.

Peguei o computador, levei pra casa, fiz backup do que tinha que ser backapeado, comecei uma nova instalação, foi tudo bem, reiniciei a máquina e… “ERRO AO CARREGAR O SISTEMA OPERACIONAL”.

Merda.

Refiz tudo. Nada. Alterei as configurações do Setup da máquina. Nada. Alterei a configuração do tipo de formatação do HD. Nada. Reduzi a velocidade de acesso à memória. Nada.

Nada. Nada. Nada.

Pensei até em abrir a máquina e verificar se seria possível alterar fisicamente o jumpeamento do HD – mas isso implicaria na perda da garantia.

Dei um basta e deixei tudo em banho-maria até decidir o que fazer.

Então resolvi fazer uma busca na Rede com uma simples combinação de palavras envolvendo a marca do computador e a situação em análise: “Nextera ‘instalar o Windows XP’“. Apenas oito resultados. Paciência. Mas em pelo menos três as explicações e orientações eram as mesmas: a Microsoft não permite o “downgrade” de sistema; fora isso, computadores da CCE, Positivo, Nextera e de algumas outras marcas possuem uma espécie de “trava” que barra a instalação de outro sistema.

Qual a solução?

Facílimo (depois que Colombo pôs o ovo em pé…):

  • dê o boot pelo CD do Windows XP;
  • exclua todas as partições existentes;
  • reinicie a máquina (sem formatar);
  • recrie a partição;
  • prossiga normalmente e instale o Windows XP.

Francamente não sei qual é a lógica disso, mas só sei que funciona. Perfeitamente.

Quem quiser tentar, boa sorte!

Atualizando WordPress em cinco passos

O negócio é o seguinte: blog = acrônimo de weblog = página da web (rede) em que o log de dados (registro de eventos) tem suas atualizações organizadas cronologicamente de forma inversa, como num diário (esta explicação beabazística foi para minha sempre curiosa amiga Andréa Brito – a “Zifia”…).

Então.

Agora vamos às tecnicidades…

Este pseudo-blog possui como “motorzinho” básico o WordPress, um sistema de gerenciamento de blogs baseado em PHP e MySQL (free, é lógico). Como já há muito tempo eu perdi aquela ansiedade de atualizações que domina muita gente, que sempre querem ter a última versão de tudo, nunca dei muita bola para os avisos nesse sentido que volta e meia pintavam na página de administração do site. A versão que eu vinha utilizando era a 2.2.3 e para mim estava tudo bem.

Entretanto, um dos últimos avisos, de apenas três dias atrás, alertava para uma urgente atualização de segurança, contendo os avisos de praxe sobre vulnerabilidade, correção de bugs, novas funções, etc, etc, etc. Em função disso recomendava o download do pacotinho WordPress 2.3.3.

Resolvi baixar essa nova versão e atualizar o site. Diferentemente de programas num computador, onde basta desinstalar a versão anterior ou simplesmente sobrescrevê-la com a nova versão, a atualização de uma página na Web requer maiores cuidados, principalmente porque, em última análise, todo o conjunto de textos, imagens e informações de um blog representa nada mais nada menos que uma base de dados. E, como tal, recomenda-se sempre a realização de backups rotineiros.

A atualização do WordPress não é verdadeiramente difícil, mas requer alguns cuidados sobressalentes para que não se corra o risco de perder os dados. Fuçando (como sempre) na Internet encontrei com um roteirinho muito bom lá no Wiki da Xanta, mais especificamente (e detalhadamente) aqui. Ainda assim, segue o passo-a-passo básico para quem quiser se aventurar com suas atualizações, protegendo-se de possíveis desastres:

Passo 1: fazer backup. Pode ser utilizada uma ferramenta chamada PHPMyAdmin para fazer o backup da base de dados, mas, particularmente, acho-a um tanto quanto espinhosa. A melhor saída – na minha opinião – é valer-se do próprio sistema administrativo do WordPress, em Gerenciar > Exportar > Transferir Arquivo de Exportação. Isso vai gerar um arquivo XML contendo toda a base de dados do blog e que pode ser salvo em seu próprio computador. Fora isso, utilizando um programa FTP de sua preferência, não deixe de copiar – no mínimo – os diretórios que contém seu tema (wp-content/themes), suas imagens, bem como quaisquer outros diretórios específicos que tenha criado. Para concluir, copie também os arquivos .htaccess e wp-config.php (estão na raiz do site).

Passo 2: desativar plugins. Aquelas funcionalidades diferentes que você foi instalando e ativando em seu blog podem causar algum perrengue na atualização, de modo que o melhor é desativar os plugins temporariamente. Pelo próprio WordPress vá em Plugins > Desativar Todos os Plugins (não deixe de anotar quais estavam habilitados para reativá-los depois).

Passo 3: sobrescrever arquivos. É lógico que você já tinha baixado e descompactado a última versão do WordPress em seu computador, certo? Usando aquele mesmo programa FTP de sua preferência faça o upload dos arquivos para seu site, sobrescrevendo (sem dó) tudo que estiver lá. Não se preocupe. Em tese, os arquivos de configuração e todos os outros que não fazem parte do pacote padrão do WordPress vão continuar lá depois desse upload. O backup do Passo 1 é só pra possibilitar uma recuperação caso haja algum desastre no processo.

Passo 4: rodar o script de atualização. Isso servirá para restabelecer os links de seus arquivos com a nova versão que você acabou de instalar. Basta digitar no seu navegador algo como “http://exemplo.com/wordpress/wp-admin/upgrade.php” (substituindo – é lógico – o que deve ser substituído em cada caso), seguir as instruções e com apenas dois ou três cliques vai estar pronto.

Passo 5: reativar os plugins. Desperte os monstros, um a um, lá no sistema administrativo do WordPress, em Plugins > Ativar.

Pronto! Caso não tenha havido nenhum tropeço nesses passos, seu WordPress deverá estar devidamente atualizado! Este é o roteiro básico para uma instalação que tenha sido básica. Quanto maiores forem as implementações e alterações que você tenha feito em seu site, maiores cuidados deverão ser tomados, principalmente na hora dos backups, os quais, recomendo veementemente, devem ser verificados se estão prestáveis antes do início do processo.