Vilão em voga: triglicérides (I)

Acabei de descobrir como se sentem as mulheres com TPM. Tem uma maneira MUITO fácil para que qualquer homem também o descubra: basta que seu médico lhe passe uma DIETA para baixar triglicérides e colestorol.

Para os triglicérides temos a lista número um, que proíbe doces, massas (qualquer coisa com farinha) e CERVEJA. Começou bem.

Já para a lista número dois, que cuida do colesterol, há que se evitar carne vermelha, manteiga, leite em geral, gema de ovo, pele de frango, etc. O resto não me lembro, pois fiquei prostrado no chão, em prantos.

Fixei essas listas ontem à noite na geladeira e, hoje de manhã, a Dona Patroa as viu. Seu comentário: “Nossa, mas é tudo que você mais gosta…”

Nova crise de choro.

E, para coroar de êxito essa empreitada, ainda tenho que aguentar meus amigos (sabedores das listas) me convidando para feijoadas, churrascos, cervejadas, oferecendo doces, pastéis, etc.

Defitivamente, hoje sei como é uma mulher com TPM…

Promessas

“A humanidade está perdendo seus maiores gênios… Aristóteles faleceu, Newton bateu as botas, Einstein morreu, e eu não tô passando muito bem…”

Não posso dizer que esse negócio de “repouso absoluto” não tenha lá suas vantagens… Estou conseguindo colocar em dia minha leitura de uns dois anos pra cá…

Pra quem ainda não sabe, estou em casa, de molho, devido a um pequeno acidente com o carro da Dona Patroa (será que ela mandou cortar os freios?). Maiores detalhes nas anotações (ilustradas) do dia 21 passado. Já voltei a digitar com as duas mãos – desde que não seja por muito tempo – mas o mouse continua na canhota. A perna esquerda sempre pra cima. Já estou me sentindo meio morcego: mais um pouco e ainda vou acabar passando num banco de sangue pra fazer um lanchinho. Das lesões, a última novidade é que estou com o “dariz guebrado”. Levou UMA SEMANA pra eu descobrir, ou melhor, ter certeza, e agora é só tomar cuidado com meu narizinho.

Ou seja, nada de beijos de língua cinematográficos e avassaladores. Quando muito, um selinho assim de ladinho…

Agradeço sinceramente a todos os que entraram em contato em função do acidente. Se sentir querido faz um beeeeeeem danado pro ego… Por e-mail, telefone, etc, pude sentir o carinho de meus amigos. Seria deselegante de minha parte citar nomes aqui, mas em especial agradeço àqueles que vieram pessoalmente – em detrimento de todas as dificuldades – sentaram do lado de minha cama e trocaram dois dedos de prosa. Não, não, pera lá, não estou cobrando ninguém, só agradecendo, gente. Sem neuras!

De resto, continuo aguardando minha alta definitiva (de casa). Sair de férias é uma coisa, ficar sem trabalho – ainda que por apenas um tempo – é outra completamente diferente. Pelo menos consegui um tempinho pra fazer algumas “cópias pra avaliação perpétua” de algumas coisinhas por aqui. Dá pra acreditar que meu irmão comprou as três primeiras temporadas completas de Jornada nas Estrelas? “Star Trek – The Original Series” é TUUUUDO de bom para este trekker de carteirinha que vos escreve. Como ele volta pra terrinha dele (Paraná) ainda este ano, não tenho muito tempo pra desfrutar desse empréstimo – mas vou me organizando. Junto com isso também temos a terceira temporada de Smallville, o que muito me agrada…

Das promessas de ano novo que fiz nesse mesmo período, ano passado (duas apenas – uma aqui e outra aqui), percebo que não cumpri nenhuma… Então faço uma nova, para 2006, que também servirá para muitos de meus amigos: “Não fazer promessas que não se pretende cumprir”.

Acho que é o suficiente.

A todos um Feliz Ano Novo e, como já disse recentemente a muitos de meus amigos, que 2006 seja ainda melhor que 2005, mas não tão bom quanto 2007…

Um grande abraço a todos!

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Tô vivo!

Faz uns dois dias que estou com uma música (impronunciável) do Ultraje na cabeça…

Já há algum tempo a excelentíssima senhora minha esposa perguntou-me: “Ué? Hoje não vai escrever no seu diário?”. Ela estava se referindo a esta página. E… veja bem, meio que ela tem razão. Isso aqui REALMENTE é uma espécie de diário.

Mas eu diria que é um “diário de responsa”. Pois não guardo minhas opiniões somente para mim, como seria num livrinho comum. O que escrevo e ponho no ar automaticamente está disponível para qualquer um em qualquer lugar do mundo.

E é justamente por isso que, de quando em quando, eu dou uma sumida. Pode não parecer, mas é uma carga a se levar, pois além das responsabilidades profissionais (quer seja dentro ou fora do horário de expediente), das familiares, das econômico-financeiras, e outras mais, também avoquei a mim a responsabilidade de escrever. Mesmo que me digam – como já ouvi – que não, um site não precisa ser como uma coluna de jornal, com aquela frequência e assiduidade britânica, eu não consigo simplesmente relaxar. Eu sou taurino com ascendência em virgem, ou seja, além de turrão, perfeccionista. Sou aquele cara que põe o seguinte adesivo na traseira do carro: “Não adianta me seguir que também estou perdido, não sei onde esta estrada vai dar, MAS VOU ATÉ O FIM!!!”

Assim, caríssimos leitores (sobrou algum, espero), não adianta. Só mesmo passando pessoalmente por aqui no site para saber se existem novidades. Agradeço sinceramente os toques pessoais, e-mails, telefonemas e – pasmem – até mensagens no celular. Devagarinho vamos voltando à ativa…

E, num só parágrafo para aqueles mais próximos (quem tiver que entender, que entenda), procurarei evitar que o capim cresça, não deixando o site largado. Tomarei cuidado para saber se meus filhos não estão dormindo com um olho aberto e – prometo – largar mão de ser tão vagabundo. Não no sentido sexual da coisa, pois deixei essa vida pra trás faz muuuuuuito tempo, e hoje passo essa incumbência aos meus bons amigos e colegas de copo: Sala e Frário. Continuo a alardear aos quatro ventos que em casa é só LINHA DISCADA, portanto, caríssimos, PELAMORDEDEUS, pensem duas vezes antes de mandar e-mails de Powerpoint com 1 mega, filmes com 3 mega e (PUTZ!) fotos com 7 mega. Apesar dos protestos da Telefônica, meu bolso agradece. Basta ter fé (mas não deixem de estudar) que dá pra tirar de letra as provas de final de ano, principalmente quando são as últimas do curso. Exame nem pensar! A não ser que seja pra concurso, onde até contrato de gestão costuma cair. Muito tempo no trabalho e distância da criançada deixa a gente meio que triste às vezes, mas é só lembrar a alegria redobrada nos reencontros que a gente consegue diminuir o aperto no coração. Que, diga-se de passagem, vai bem. Apesar do susto, nos ecocardiogramas e ecodopplers da vida não apareceu nada menos que o coração de um touro em forma, obrigado. E, ainda, os desmandos dos chefes costumam ser assim mesmo: diarréicos. Tem que ser pra ontem. Mas com jogo de cintura e bom senso a gente consegue resolver de tudo, até mesmo dar um jeito no povo que não gosta de trabalhar. Bom senso, aliás, que deve imperar mesmo do outro lado do globo, principalmente no que diz respeito a saber guardar dinheiro direito, sem se deixar deslumbrar pelo consumismo. Mas ainda assim o dinheiro foi feito pra gastar, então nada como procurar as promoções ítalo-brasileiras e aproveitar o solzinho em terra brasilis, onde mesmo quando tá frio, tá mais quente que em muito lugar no mundo. Calor esse que transmito num sincero abraço virtual pra aniversariante do meio da semana.

Bão, por enquanto é isso.

Pra fechar, segue uma frase interessante que está martelando na minha cabeça já há algum tempo: “Arrogante é aquele cara que gasta o que não tem pra comprar o que não precisa pra mostrar pra quem não gosta tudo aquilo que ele não é.”

Inté!

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Tédio, tédio, tédio…

“Tédio…”

“Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
Um dia a monotonia tomou conta de mim
É o tédio, cortando os meus programas, esperando o meu fim
Sentado no meu quarto
O tempo voa
Lá fora a vida passa
E eu aqui a toa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me deste tédio
Vejo um programa que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem, pois pra mim, tanto faz
Já tive esse problema, sei que o tédio é sempre assim
Se tudo piorar, não sei do que sou capaz
(…)
Tédio, não tenho um programa
Tédio, esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia, eu fico sério
Me atiro deste prédio.”

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...

Gravidices

Antes que eu me esqueça, faltou comunicar à população em geral que o André da Diretoria de Suprimentos – e que vai ser papai – já tem informações fidedignas sobre o sexo da criança.

MENINA!

Em função disso ele comunicou que agora já sabe como vai votar no referendo do dia 23… Tenho insistentemente tentado convencê-lo acerca da pertinência e vantagens de desde já deixar tudo acertado no tocante a compromissos futuros de nossos filhos, mas ele tem se mostrado muito reticente nesse sentido. Recalcitrante, até, eu diria. Tenho culpa se agora ele passou a fazer parte do time de fornecedores? De minha parte tenho três bons partidos em casa, um com seis, outro com três e o caçulinha com um ano e meio, que no momento certo, bem, vocês sabem…

No Japão tem uma palavra pra isso: “MIAI”.

Brincadeiras à parte, meus sinceros parabéns, André e Lizandra. Tenho certeza que vocês vão amar essa nova aventura da paternidade e da maternidade, audaciosamente indo onde ninguém em plena sanidade jamais foi. Posso falar de cátedra…

Mais considerações

“LIVRE ARBÍTRIO” = “ETERNAS DÚVIDAS”

“Só tô tentando ser feliz. Só tentando te fazer feliz.” Era mais ou menos esse o refrão da música que ouvi ontem à noite, enquanto bebericava uma cerveja antes de ir pra casa. Nostalgia pura. Não sei, pode até ser dela, mas estava MUITO parecido com as musiquetas da Paula Toller do início da década de 80. Sim, sim, sou um fóssil ambulante…

Naquela época, aproximadamente em 85, as músicas eram mais simples e ingênuas. Mas tudo bem, nós também éramos. Pelo menos é o que pensávamos.

Quando eu era garoto, fui um dos mais comportados da classe, com as melhores notas, do tipo que as próprias professoras vinham agradar e elogiar. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, nossa turma tinha uma cinquentinha de tanque azul, que rodava de mão em mão, a qual esmerilhávamos no asfalto do bairro, sem equipamentos, capacete ou sequer documentos, sendo que vivíamos fugindo da baratinha da polícia (um fusquinha preto e branco). E isso é verdade.

Quando eu era garoto, era tímido e retraído, sem conseguir sequer me declarar para as garotas que eu estava a fim. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, fui tão salafrário que uma amiga de minha ex a aconselhou a não ter nada comigo, pois eu era mulherengo demais. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, era extremamente religioso, enfiado dentro da Igreja, participava de grupo de jovens, ajudava nas missas e comungava toda semana. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, já tinha tatuagem, orelha furada e cabelo comprido, curtia rock pesado, fumava e bebia todas, sequer me preocupando com questões d’alma ou o dia de amanhã. E isso também é verdade.

Heh… Como diria o Coringa, já que eu tenho que ter um passado, ao menos que seja de múltipla escolha!…

Tudo que acabei de dizer realmente é verdade, mas depende do ponto de vista sob o qual analisamos essas informações. É certo que houve um pequeno lapso de tempo entre um e outro evento, porém isso varia de acordo com o observador. Apesar da decepção à época, já me referi a alguma parte do que está aqui em janeiro deste ano, mas sempre tem algo que fica pra trás. Que é novidade. Que é surpresa.

O ponto é que pessoas que me conheceram naquela época, até mesmo vivendo num mesmo grupo, podem me pintar como um anjo ou como a cria do demônio encarnada na terra. Tudo depende do ponto de vista, do aspecto sob o qual me conheceram.

O que nos leva às minhas considerações. Quão verdadeiramente conhecemos um ao outro? Quem nos garante que sabemos do brilho escondido no coração das pessoas, ou então da negritude que lhes macula a alma? Não, não pensem que sofri alguma desilusão ou que estou chateado – são apenas meras divagações de um bebedor solitário.

Por mais intimamente que conheçamos uma pessoa, NUNCA será o suficiente. Sempre existirão segredos. A eterna dúvida se o lado negro da força ainda vai se manifestar. Ou se existe um lado bom dentro daquele vilão. Creio que já comentei isso por aqui uma vez, mas num livro de Jack Kerouac – “On the road” – que tratava da geração beatnik, tinha uma passagem onde dois caras estavam tentando ser ABSOLUTAMENTE SINCEROS um com o outro. É uma coisa de louco. E veja que não falo de sinceridade no sentido contrário de falsidade, mas simplesmente no sentido de franqueza. Dá pra se ter uma noção da nóia permanente que nós vivemos com nossos pequeninos (ou não) segredos do dia a dia. Alguns tão superficiais que serão esquecidos antes do final do dia; outros tão profundos como se tivessem sido marcados com ferro em brasa na própria alma. E volta e meia a cicatriz coça.

De minha parte sou um livro aberto, tento sempre deixar bem claro a transparência de meus atos e de minhas palavras, porém existem algumas páginas coladas nesse livro, e creio que jamais consegui ser total e completamente franco com quem quer que seja. Sempre existiram segredos, meias palavras ou palavras nunca ditas que ajudam a manter a barreira da sanidade entre mim e outras pessoas. De igual maneira, tenho certeza que jamais conheci ninguém que fosse total e absolutamente sincero comigo.

Mas isso não é novidade. É da natureza humana. Psicólogos que estudaram a vida inteira levam anos para conseguir dar uma raspadinha superficial nesse casco sentimentalóide que usamos pra nos proteger. Na prática acho que não existe na face da Terra quem consiga o prodígio de ser absolutamente franco um com o outro. Exceto os personagens do livro que citei. E olha o que aconteceu: praticamente enlouqueceram…

Tirinnha do dia:
Desventuras de Hugo...