“Por mais alto que um tucano possa voar, jamais alcançará uma estrela!”
We are the World
Ok.
É realmente MUITO legal que 25 anos depois do original (putz, já faz tudo isso de tempo?) tenham “refeito” o vídeo e a música We are the World em prol do Haiti. Pra quem quiser conferir o vídeo atual, direto no Youtube, basta clicar aqui.
Mas… sinceramente?
O original, pra mim, ainda é insuperável!
Monteiro Lobato VETADO!
Vamos ao absurdo da vez.
Soube primeiramente lá pelo Twitter (depois de tudo que eu disse, quem diria, hein?) do Mestre Sérgio Leo, que citou notícia veiculada pela Folha: “Conselho de Educação quer vetar livro de Monteiro Lobato nas escolas“.
Acontece que a conselheira Nilma Nilo Gomes, professora da UFMG, redigiu um documento – aprovado por unanimidade pelo Conselho – em que, dentre outras coisas, afirma que certos trechos do livro Caçadas de Pedrinho “fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano”. Já para a Folha disse que a obra pode afetar a educação das crianças.
Antes de mais nada me deixem explicar uma cosinha (para os que não sabem): ESSE LIVRO É DE 1933!
Será que não dá pra perceber que os tempos, então, eram outros? Que a sociedade era outra? Se um livro não condiz mais com a “realidade” da sociedade também não poderá mais ser lido?
Àqueles que pensarem em argumentar que “mas estamos falando de literatura para crianças”, esclareço que CRESCI lendo TODA a obra de Monteiro Lobato – e nem por isso sou racista, alienado, ou qualquer outra pecha que queiram me impingir…
Com todo o respeito ao extenso currículo da conselheira Nilma (e é extenso mesmo), entendo que, ainda que a intenção do tiro possa (segundo entenda) estar certa, o alvo está total e completamente errado. Quer proteger nossas crianças de informações que possa “adulterar-lhes o caráter”? Tire-as da sala de estar. Ou de qualquer outra que contenha um aparelho de TV. Proíba-as de acessar a Internet. Não as deixe ler jornais e semanários. Controle tudo que é publicado em gibis e revistas – inclusive nas do Maurício de Souza. Não permita que acessem bibliotecas.
Hein?
Não dá?
Será que é porque vivemos na Era da Informação?
A questão não é proibir – nunca foi. A questão é qualificar o acesso à informação. Tenho três filhos – seis, oito e onze anos. Jamais os proibi de ler nada. Mas, dependendo da literatura, sempre expliquei e contextualizei histórias, estórias, contos e causos de acordo com época, civilização, momento econômico. Parece muito? É. Criar filhos dá trabalho. Não dá pra delegar tudo para as escolas – temos que fazer nossa parte em casa. Torná-los críticos e sensíveis à realidade que os cerca.
Se não for assim, então basta proibir.
Bom, o que era para ser um texto curto virou um belo dum desabafo…
Mas, além do Mestre, também fez menção ao assunto o copoanheiro virtual Jarbas – excelente crítico e educador – bem neste link, de onde nos remete para dois outros textos que tratam da obra The Language Police, de Diane Ravitch. Recomendo a leitura. Dos links – este e este – eis que o livro (ainda) não li.
Enfim, como comentei lá no Boteco Escola, a impressão que tenho é de uma volta ao passado, com o retorno de um Dr. Fredric Wertham numa nova roupagem – mas dessa vez almejando um “Book Code”.
Hm?
Não sabe quem foi ele?
Já transcrevi um texto a respeito da façanha desse sujeito que, graças ao seu livro Seduction of the Innocent, conseguiu mudar os rumos de toda uma indústria de quadrinhos – pois dali teve origem o Comics Code. Esse texto, na íntegra, está aqui, sob o título A Censura nos Quadrinhos (ah, o bom e velho Ctrl-C…).
Mas toda essa história de censura aconteceu há muito tempo, lá na época do Macartismo (meados da década de 50).
Entretanto, agora, mais de meio século depois, o discurso parece que não mudou…
Emenda à Inicial:
O Mestre Sérgio Leo, crítico arguto e ponderado, brinda-nos com dois excelentes textos acerca do tema: O racismo de Monteiro Lobato e O equivocado ataque ao MEC por causa do Monteiro Lobato. Li e concordo com seu posicionamento – o que não deixa também de estar de acordo com tudo que escrevi aqui. Isso porque o foco principal de todo esse meu desabafo é apenas um: a questão da censura. Abomino-a sob qualquer forma – ainda que “branda”. E, na minha opinião, em última análise é exatamente isso que se percebe no Parecer CNE/CEB nº 15/2010, de 1º de setembro de 2010. Já disse antes mas repito que a questão básica é qualificar o acesso à informação. E isso, ainda que em outras palavras, também está lá no parecer. Enfim, leiam o parecer bem como os textos do Mestre. Recomendo.
Monteiro Lobato VETADO!
Vamos ao absurdo da vez.
Soube primeiramente lá pelo Twitter (depois de tudo que eu disse, quem diria, hein?) do Mestre Sérgio Leo, que citou notícia veiculada pela Folha: “Conselho de Educação quer vetar livro de Monteiro Lobato nas escolas“.
Acontece que a conselheira Nilma Nilo Gomes, professora da UFMG, redigiu um documento – aprovado por unanimidade pelo Conselho – em que, dentre outras coisas, afirma que certos trechos do livro Caçadas de Pedrinho “fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano”. Já para a Folha disse que a obra pode afetar a educação das crianças.
Antes de mais nada me deixem explicar uma cosinha (para os que não sabem): ESSE LIVRO É DE 1933!
Será que não dá pra perceber que os tempos, então, eram outros? Que a sociedade era outra? Se um livro não condiz mais com a “realidade” da sociedade também não poderá mais ser lido?
Àqueles que pensarem em argumentar que “mas estamos falando de literatura para crianças”, esclareço que CRESCI lendo TODA a obra de Monteiro Lobato – e nem por isso sou racista, alienado, ou qualquer outra pecha que queiram me impingir…
Com todo o respeito ao extenso currículo da conselheira Nilma (e é extenso mesmo), entendo que, ainda que a intenção do tiro possa (segundo entenda) estar certa, o alvo está total e completamente errado. Quer proteger nossas crianças de informações que possa “adulterar-lhes o caráter”? Tire-as da sala de estar. Ou de qualquer outra que contenha um aparelho de TV. Proíba-as de acessar a Internet. Não as deixe ler jornais e semanários. Controle tudo que é publicado em gibis e revistas – inclusive nas do Maurício de Souza. Não permita que acessem bibliotecas.
Hein?
Não dá?
Será que é porque vivemos na Era da Informação?
A questão não é proibir – nunca foi. A questão é qualificar o acesso à informação. Tenho três filhos – seis, oito e onze anos. Jamais os proibi de ler nada. Mas, dependendo da literatura, sempre expliquei e contextualizei histórias, estórias, contos e causos de acordo com época, civilização, momento econômico. Parece muito? É. Criar filhos dá trabalho. Não dá pra delegar tudo para as escolas – temos que fazer nossa parte em casa. Torná-los críticos e sensíveis à realidade que os cerca.
Se não for assim, então basta proibir.
Bom, o que era para ser um texto curto virou um belo dum desabafo…
Mas, além do Mestre, também fez menção ao assunto o copoanheiro virtual Jarbas – excelente crítico e educador – bem neste link, de onde nos remete para dois outros textos que tratam da obra The Language Police, de Diane Ravitch. Recomendo a leitura. Dos links – este e este – eis que o livro (ainda) não li.
Enfim, como comentei lá no Boteco Escola, a impressão que tenho é de uma volta ao passado, com o retorno de um Dr. Fredric Wertham numa nova roupagem – mas dessa vez almejando um “Book Code”.
Hm?
Não sabe quem foi ele?
Já transcrevi um texto a respeito da façanha desse sujeito que, graças ao seu livro Seduction of the Innocent, conseguiu mudar os rumos de toda uma indústria de quadrinhos – pois dali teve origem o Comics Code. Esse texto, na íntegra, está aqui, sob o título A Censura nos Quadrinhos (ah, o bom e velho Ctrl-C…).
Mas toda essa história de censura aconteceu há muito tempo, lá na época do Macartismo (meados da década de 50).
Entretanto, agora, mais de meio século depois, o discurso parece que não mudou…
Emenda à Inicial:
O Mestre Sérgio Leo, crítico arguto e ponderado, brinda-nos com dois excelentes textos acerca do tema: O racismo de Monteiro Lobato e O equivocado ataque ao MEC por causa do Monteiro Lobato. Li e concordo com seu posicionamento – o que não deixa também de estar de acordo com tudo que escrevi aqui. Isso porque o foco principal de todo esse meu desabafo é apenas um: a questão da censura. Abomino-a sob qualquer forma – ainda que “branda”. E, na minha opinião, em última análise é exatamente isso que se percebe no Parecer CNE/CEB nº 15/2010, de 1º de setembro de 2010. Já disse antes mas repito que a questão básica é qualificar o acesso à informação. E isso, ainda que em outras palavras, também está lá no parecer. Enfim, leiam o parecer bem como os textos do Mestre. Recomendo.
Desce duas, desce mais…

( Publicado originalmente no blog etílico Copoanheiros… )
Cacá
Minutos depois, chega um e-mail dizendo: você está convocado. Venha, apareça, leia, escreva, participe e, evidentemente, sente pra tomar uma com a gente (olha! até rimou…).
Minutos antes, estava eu distraído quando, de repente, não mais que de repente, surge um e-mail com um usuário, uma senha e um link. Tudo remetendo para este lugar, onde estou agora traçando estes desalinhados caracteres.
Pois bem… Certezas, eu tenho poucas. Uma delas é que ninguém aqui por perto presta, no sentido mais conservador da crítica, e que no final das contas acaba sendo um bom sinal.
Agora estou escrevendo mais por obrigação pelo convite que chegou. Neste momento, estou – vejam a incoerência! – de idéias sóbrias demais para estes arredores. Tomado por trabalho (propaganda, mídia, internet, afins e etc e tais), política (bolinhas de papel, bexigas d’água e outros assuntos menos relevantes como endividamento público, educação, saúde e segurança) e outras cositas más, acabo ficando sem a inspiração devida para começar um assunto de forma aleatória como é o mais comum num boteco.
Pelo menos, uma polêmica eu tenho pra colocar na mesa, no melhor estilo de quem lança o tema e levanta-se rapidamente pra ir ao banheiro, buscando se eximir da culpa do destino que o assunto tomou nas bocas alheias e, pior, ébrias:
ROUBARAM O PALESTRA ONTEM, CAZZO!
Sem mais, me deixa ir ao banheiro. Preucupa-me a volta. Que destino tomará essa conversa?
E O Buteco Vai Enchendo…

( Publicado originalmente no blog etílico Copoanheiros… )
Sandino
Não sei se fiquei contente ou preocupado ao ser convidado para este recinto. Mas como disse o Copoanheiro Adauto, no A.A. não podemos ingressar, pois de Anônimos não temos nada.
E aproveitando deixo aqui algo de extrema importância, pois independente de onde você esteja, a cerveja não pode faltar. Então caso você esteja perdido em qualquer um lugar que se fale os idiomas abaixo, é só encontrar um boteco e fazer seu pedido, e não deixe de ser educado e desejar Saúde antes do primeiro gole:
Inglês: “One beer, please” – “Cheers”
Espanhol: “Una cerveza, por favor” – “Salud”
Italiano: “Una birra, per favore” – “Salute”
Francês: “Une bière, s’il vous plait” – “Santé”
Latim: “Unam cervesiam, si placet” – “Sanitas bona”
Grego: “Mia beera, parakalo” – “Iamas”
Alemão: “Ein Bier, bitte” – “Prost” (Alemão); “Ein Prosit” (Dialeto bávaro)
Holandês: “Een bier alstublief” – “Proost”
Flamenco(Bélgica): “Een pintje alstublief” – “Proost”
Danês (Dinamarca): “En øl, tak” – “Skål”
Suéco: “En öl, tahk” – “Skål”
Norueguês: “En øl, takk” – “Skål”
Finlandês: “Yksi olut, kiitos” – “Kippis”
Tcheco/Eslavo: “Jedno pivo prosím” – “Na zdraví”
Polonês: “Jedno piwo prosze” – “Na zdrowie”
Russo: “Odno pivo pozhaluista” – “Na zdorovje”
Húngaro: “Egy sört kérek” – “Na zdrave”
Japonês: “Birru o ippon kudasai” – “Kampai”
Coreano: “Magjoo hanna Juse-yo” – “Chukbae”
Chinês Mandarim: “Ching gai wor e ping pea jou” – “Gan Bei”
Chinês Cantonês: “Ng goi bei gee bear jou” – “Gom bui”
uia!

( Publicado originalmente no blog etílico Copoanheiros… )
Marcelo
boteco novo que já nasce com clientela freguesia fina.
formidável: fazendo fiado, fico freguês!
• • •
bom, como acabei de chegar a convite do copoanheiro dotô adevogado adauto, deixa eu me acomodar, conhecer os outros convivas e daqui a pouco (= cerca de 7 copos) eu já tô mais enturmado.
como disse um pouco diferente, logo ali embaixo, o copoanheiro paulo soares, eu tinha um monte de coisa pra contar mas… esqueci!
então, na falta de algo melhor, apresento aos camaradas o mestre de todos nós, aquele que não somente é proprietário do bar perfeito, mas ainda o conduz com a sabedoria que só o lado de trás do balcão ensina.
com vocês, *osmar, o dono do bar*:
criação de ricardo coimbra.





