Mais realeza que o rei

Ora, façam-me o favor!

Ainda que eu continue tentando respeitar a atuação do Ministério Público no interesse da sociedade como um todo, cada vez mais dou de cara com certas medidas que me fazem duvidar da seriedade disso tudo.

E a iniciativa privada? Acabou?

Sei que essas alegações podem até parecer tendenciosas (“ah, e as famílias dos demitidos?…”), mas onde está a liberdade de atuação do empresariado? É certo que alguma responsabilidade social existe, mas será que ninguém parou para pensar que uma demissão desse porte deve ter sido previamente estudada antes de ocorrer? E se foi o momento de cortar a “banda podre” que existe em toda empresa (ou administração)? E se foi a maneira que se encontrou de não perpetrar um mal maior, decorrente de uma eventual falência?

Sabem, questionar tais atitudes e procurar, em conjunto, meios de minimizar suas consequências é uma coisa – o que seria até louvável. Agora, determinar a reintegração dos demitidos ou pagamento de danos morais coletivos, como se estivéssemos tratando de uma quitanda ali da esquina, ah, isso é bem diferente!

Enfim, segue a notícia…

MPT dá prazo de 5 dias para GM justificar quase 800 demissões
Publicado em 23 de Janeiro de 2009 às 14h30

O ofício do Ministério Público do Trabalho (MPT) de São José dos Campos determinou nesta terça-feira, 20, um prazo de 5 dias para que a General Motors (GM) apresente uma justificativa para as demissões de 744 trabalhadores temporários, ocorrida na semana passada, na fábrica da montadora em São José dos Campos.

A medida adotada pelo Procurador do Trabalho Renato Silva Baptista tem como objetivo preservar os metalúrgicos nos postos de trabalho, evitando um prejuízo social às famílias dos demitidos. O representante do MPT avaliará os motivos das demissões para, se necessário, atuar para reverter a decisão em favor dos trabalhadores.

Baptista acredita que, com o benefício concedido às montadoras da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), não há justificativa para uma demissão em massa, uma vez que o governo abriu mão de impostos e deixou de investir este montante em prol da sociedade.

Segundo o procurador, o MPT pode optar por ajuizar uma ação civil pública pedindo a reintegração dos demitidos ou o pagamento de indenização por danos morais coletivos. Em audiência designada na sede da Procuradoria em São José dos Campos com os representantes da montadora e do Sindicato dos Metalúrgicos, Baptista expôs as medidas que podem ser adotadas em âmbito judicial em caso de incompatibilidade com os preceitos da lei. A GM tem até o início da próxima semana para atender à solicitação do MPT.

Fonte: Ministério Público do Trabalho

PS: Nada contra os quitandeiros, certo? 😉

Wine e Ubuntu

Para quem não sabe o que seja, já falei antes sobre o Wine neste post aqui.

E, para quem sabe, para facilitar as coisas, vamos falar um pouquinho mais agora.

O primeiro passo é instalar o bichinho. Para isso vá em Sistema -> Administração -> Gerenciador de Pacotes Synaptic, procure o item Wine e, com o botão direito, escolha Marcar para Instalação (alguns outros pacotes adicionais também serão automaticamente instalados). Depois basta clicar em Aplicar e os pacotes serão baixados e instalados.

Agora você passou a ter o item Wine também disponível lá em Aplicações. Para que tudo funcione redondinho ainda se faz necessária uma pequena sintonia fina. Vá lá em Aplicações -> Wine -> Configure Wine. Na janela que se abre escolha a opção Graphics. Agora desmarque as opções Allow the window manager to decorate the windows e também Allow the window manager to control control the windows. Clique em OK.

E agora, para instalar programas do Windows, localize onde está o arquivo de instalação do dito programa (o que você baixou ou copiou) e clique nele com o botão direito. No menu que se abre escolha Abrir com “Carregador de Aplicativos Windows Wine”. Siga as demais orientações de instalação – que variam de programa para programa. Sal e pimenta a gosto.

Por fim, esses programas feitos para Windows mas agora disponíveis no Linux têm seu atalho criado lá em Aplicações -> Wine -> Programas, de onde podem ser ativados.

Argumentador desde pequeno

Almoço de domingo. Casa de meus pais, avós de meus filhos. Todos sentados, desfrutando do tradicional franguinho, quando – não mais que de repente – meu filhote Jean, de quatro anos, tenta disfarçar um sutil arroto.

– BUUURP!

– Filho! Tenha modos! É feio fazer isso, assim, à mesa…

– Fazer o quê, pai?

– Arrotar, ué!

– Mas eu não tava arrotando!

– Ah, não, é? E o que foi aquele barulhinho que acabei de ouvir?

– Não foi arroto, pai!

– E então o que é que foi?

– É que eu estava desenchendo

Control C Control V

Na prática significa a básica combinação de teclas para “recortar-e-colar” qualquer coisa num computador (texto, imagens, etc).

Já na concepção do MSN, é o nome de uma novíssima “série” na Internet. A idéia foi a seguinte: sabe aquele monte de conversa que rola nos bate-papos da vida e que muitas vezes tem um cunho curioso, engraçado ou até mesmo hilário? Então. As pessoas podem encaminhar trechos de suas conversas para o site e, caso escolhidas, terão a oportunidade de ver sua situação dramatizada e disponível em plena rede – com direito até a alguns efeitozinhos especiais.

Somente três capítulos foram lançados até o momento, mas a idéia é bastante interessante. A exibição é somente on-line e cada episódio tem cerca de seis minutos.

Enfim, foi descoberto mais um nicho de ouro! Sem necessidade de contratação de autores (os “sorteados” é que dão corpo ao capítulo da vez), com um custo de reprodução baixíssimo (não é necessário gastar com a compra de espaço numa rede de tv – quer seja paga ou aberta), com ampla disponibilidade de horários (cada um assiste a hora que quiser) e uma audiência já considerável (cerca de meio milhão de pessoas só para os dois primeiros episódios), algumas grandes empresas do mercado – de olho nesse potencial público jovem – já vêm procurando patrocinar a série.

Sinceridade?

Vale a pena dar uma passadinha lá, sim. É um humor leve, saudável e mais contemporâneo que isso, impossível!

Tá bem aqui, ó: Control C Control V.

Combinação explosiva

Deu na Carta Capital desta semana :

O ministro Gilmar Mendes desativou a agência de notícias on-line do Poder Judiciário brasileiro, a Infojus.

Na sequência, transformou o site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em agência de informações para fechar o buraco que abriu.

O CNJ, como se sabe, foi criado para ser o controle externo do Judiciário e não para suprir os usuários com notícias sobre a Justiça brasileira.

Como era mesmo aquele ditado?…

Ah, sim!

“Poder corrompe. Poder absoluto corrompe absolutamente”!

TJ condena lan house por e-mail impróprio

Estabelecimentos que oferecem acesso à internet, como as lan houses, começam a ser responsabilizadas na Justiça pelo envio de mensagens ofensivas ou impróprias feito por seus usuários. Uma das primeiras decisões que se tem notícia é do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que manteve uma sentença de primeira instância que condenou uma lan house ao pagamento de uma indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma pessoa que recebeu mensagens de caráter agressivo provenientes de uma das máquinas da empresa.

O tribunal se valeu da chamada “lei das lan houses” – a Lei nº 12.228, de 2006, de São Paulo -, que obriga o local de onde partiu o envio a manter um cadastro atualizado dos usuários, a fim de que eles não se favoreçam do anonimato. Mas a lan house argumentou, na ação, que a lei tratou exclusivamente dos estabelecimentos comerciais instalados no Estado de São Paulo que ofertam a locação de computadores e máquinas para acesso à internet, o que não se encaixaria no seu caso, pois o acesso foi feito por meio de redes sem fio, para as quais inexiste na lei qualquer obrigação de cadastro.

No entanto, de acordo com o acórdão do relator do processo, Sales Rossi, com o avanço tecnológico, não se pode exigir que a legislação preveja toda a forma de acesso à internet para que possa ser aplicada e o que deve ser considerado é a conduta que a norma visa coibir. “A inclusão digital tem que ser feita com segurança, caso contrário pode gerar responsabilidade civil para as empresas que provêm acesso à internet sem identificar os usuários”, diz o advogado Rony Vaizonf, especialista em direito eletrônico e sócio do Opice Blum Advogados, que defende a receptora da mensagem.